10.5.08

Blogosfera na «Ecclesia»

ADENDA (*)

A revista Ecclesia, propriedade do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Conferência Episcopal Portuguesa, acaba de publicar um número especial sobre «Igreja e Media», que inclui um artigo com muitas referências à blogosfera portuguesa: «Blogues e religião».

O que há nele de mais interessante é a divulgação de um conjunto de blogues de católicos e de membros de outras religiões, relativamente desconhecidos (pelo menos para mim). Já a lista dos «outros» que abordam questões relacionadas com a religião merecia ser bem mais abrangente.

Dois comentários:

1- Verifico – com satisfação e sem ironia – que a ex-minha igreja, ou parte dela, é mais tolerante para com os seus «infiéis» do que outras (bem mais laicas):
«Joana Lopes, durante muitos anos católica activa, agora afastada de qualquer convicção religiosa, manifesta, “Entre as brumas da memória”, um olhar atento também sobre os assuntos da fé.»

2- Constato que o nome do blogger do Palombella rossa veio, neste artigo, à luz do dia. Se é verdade que, em termos de segredo, este pouco mais era do que de Polichinelo, agrada-me que o «católico tresmalhado, com paixão pelo risco da fronteira e pela novidade quotidiana da vida», que me habituei a ver agir sempre com grande frontalidade em outras arenas, tenha agora nome e morada na blogosfera. Bem-vindo ao clube, José Manuel Pureza.


(*) O autor do artigo deixou algumas observações na Caixa de Comentários.
Não conheço
Rui Almeida que, tal como um número razoável de católicos leitores deste blogue, mantém comigo um relacionamento por mail. Alguns deles (não é o caso do Rui), revelam um certo «espírito das catacumbas», que os impede de manifestarem em público o mal-estar crítico com que vivem a sua pertença à igreja. Digo-lhes, frequentemente, que não deviam – fala quem disso teve alguma experiência e não se arrepende.

4 comments:

rui disse...

Fico sensibilizado com as suas palavras sobre o meu texto e sobretudo com a honra q é ele ficar arquivado no "Entre os textos". Obrigado.

Duas questões:
- A limitação do número de caracteres (q foi, rigorosamente, a única "imposição" q tive) tornou o texto em pouco mais do q um inventário de exemplos. Eu próprio tive consciência daquilo q refere em relação aos "outros" - aí, foi só apontar quatro das grandes referências da blogosfera (dois blogues individuais, dois colectivos, dois mais à esquerda, dois mais à direita... fazendo um exercício muito básico) e acrescentar-lhe um blogue sobre ciência q aborda amiúde a religião.

- Quanto ao modo como me refiro a si, foi um dos momentos mais "delicados" da escrita do texto. A expressão "agora afastada de qualquer convicção religiosa" poderá até soar como eufemismo, mas as alternativas ("q abandonou a igreja" ou "q renegou a fé"), além de me porem num papel de juiz, q não sou nem quero ser, atribuiriam uma carga pejorativa, altamente injusta. Fico contente por a "fórmula" q arranjei ter sido do seu agrado. Mais do q tolerância, a postura e testemunho de pessoas como a Joana, merecem (e exigem) atenção e reflexão por parte dos católicos.

Joana Lopes disse...

Obrigada, Rui, julgo que os seus esclarecimentos quanto ao ponto1. são úteis.

manuel disse...

Um abraço!
JMPureza

Joana Lopes disse...

Um abraço também, José Manuel.

Se pareceu provocação, não o foi. Aproveitei a boleia do Rui Almeida para saudar o que há muito desejava que acontecesse.