8.1.09

Leituras compulsivas

Na rede, mas para além da blogosfera:

Hedonismo
2ª a 6ª feira – Manuel António Pina
Domingo – Nuno Brederode Santos

Masoquismo
2ª feira – João César das Neves
5ª feira – Muitos


E hoje é 5ª feira.

Portanto, Manuel António Pina:
«É fácil ter ideias claras e a preto e branco sobre o que se passa em Gaza sentado diante da TV, vendo o que se quer ver e fechando os olhos ao resto.»

Mas também:
«Por este facto, a inserção da banca no sector empresarial do Estado, é uma questão que continua na ordem do dia.(...)
Os fundamentos que levaram àquela nacionalização
[em 1975] se mantêm intactos. A este propósito aconselhamos, vivamente, a leitura do preâmbulo do DL 132-A/75 de 14 de Março, o diploma pelo qual a banca foi nacionalizada.»


«O PCP afirma-se como o verdadeiro promotor da convergência de todas as forças políticas e sociais que querem a ruptura com a política de direita e uma alternativa de esquerda para Portugal.»
Os links estão postos para não pensarem que estou a delirar.

4 comments:

RC disse...

O que é assim tão óbvio sobre os artigos do "Avante!" que eu não percebi, e que dispensa de mais comentários que a mera citação?

Joana Lopes disse...

Embora seja difícil explicar o óbvio, vou tentar:

1- Comparar a situação de 1975 com a actual (e, portanto, dizer que se mantêm os fundamentos para «nacionalizações») só pode ser má fé ou puro delírio, concorde-se ou não com umas e outras.
2- Se há partido incapaz de ser promotor de quaisquer convergências da esquerda, esse partido é o PCP - na minha opinião, evidentemente.

RC disse...

Uma das características que define o bom comunicador é precisamente o de saber explicar o óbvio (e torná-lo interessante). Em todo o caso, como bem diz, são as suas opiniões. E não me parece que opiniões sejam coisas óbvias. Em que circunstâncias forem.

Acho que o que o autor do artigo sobre as nacionalizações faz é uma breve história do seu processo após o 25 de Abril, e uma ponte com a actual situação. Que, apesar de a situação ser distinta, não está, evidentemente, desligada daqueloutra. A questão fundamental mantém-se sempre: a função social da banca e sua integração no sistema capitalista (o caseiro e o outro).

Essa é, claro, a opinião de quem a escreve, devidamente explicada. Parece-me de má-fé, isso sim, atribuir as opiniões contrárias a "puro delírio" sem explicar porquê.

José de Sousa disse...

Diz Anselmo Dias no artigo do Avante:
“Os fundamentos que levaram àquela nacionalização [em 1975] se mantêm intactos.”
Diz o comentador RC ao post de Joana Lopes:
“Acho que o que o autor do artigo sobre as nacionalizações faz é uma breve história do seu processo após o 25 de Abril, e uma ponte com a actual situação. Que, apesar de a situação ser distinta, não está, evidentemente, desligada daqueloutra”.
Aqui está uma ideia do que são “fundamentos... intactos”. É claro que RC é um homem ainda sensato, mas achando que a “situação” é “distinta” e não chamando óbvio a tal , afirma simplesmente o “óbvio”. Sem qualquer justificação. E bem.