13.12.10

Mas a culpa não foi sempre dos computadores?


Dezembro parece ser um mês especialmente pesado para a responsabilidade cívica dessas entidades quase tão humanóides como os mercados.

Já nem nos recordamos talvez mas, há exactamente onze anos, reinava por esta altura o pânico pela iminência de uma espécie de apocalipse se os computadores se revelassem incapazes de reconhecer a mudança de século, com o consequente colapso de aeroportos, bancos, centrais nucleares e quase tudo no mundo. O «bug do milénio», se bem se lembram.

No fim da primeira década deste século XXI, um verdadeiro terramoto, com vários tsunamis ainda em actividade e outros em grande fila de espera, foi ele também provocado pelas potencialidades desses malvados seres, bem mais perigosos do que a máquina a vapor e seus sucedâneos, sem que seja de todo previsível que Obama acorde no dia 1 de Janeiro de 2011 com a certeza de que tudo não passou de um sonho mau e que Wikileaks não é mais, afinal, do que uma nova marca de pastilhas elásticas.

Curiosamente, as primeiras vagas que nos atingiram agora vieram através de um outro «millennium», também já cheio, muito cheio de bugs. Isto deve andar tudo ligado, não?!
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