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28.2.11

Uma desfeita para a Drª Fátima Campos Ferreira

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Com o meu aplauso:

Resposta ao convite do programa Prós e Contras – RTP
Exmos. Srs.,

Vimos pelo presente agradecer o vosso convite a participar no próximo programa Prós e Contras.

Entendemos, no entanto, não ser oportuno aceita-lo. Não nos consideramos representantes, muito menos líderes, de qualquer movimento e, ainda menos, de toda uma geração.

Até agora, 30.000 pessoas já aderiram, no facebook, ao Protesto da Geração À Rasca e estamos cada vez mais certos que, centrar o protagonismo numa ou nalgumas pessoas, só porque estão a dinamizar o evento, será extremamente redutor, tendo em conta a transversalidade do problema e a diversidade de situações de precariedade existentes.

Acreditamos também que, infelizmente, não vos será difícil encontrar testemunhos pessoais sobre diversos tipos de precariedade que afectam, não apenas os jovens, mas toda a sociedade portuguesa.

Agradecemos encarecidamente a vossa compreensão.

Disponibilizamo-nos também para vos prestar todas as informações, acerca da organização do Protesto, de que venham a necessitar futuramente.

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Annie


Tinha 79 anos e morreu hoje - Annie Girardot, a belíssima prostituta de «Rocco e os seus irmãos», de Luchino Visconti, e de dezenas de outros filmes inesquecíveis.

No dia em que o mundo inteiro fala de cinema, depois de uma noite em feira de vaidades que me deixou gelada e totalmente indiferente, é um pouco do meu passado que desaparece com uma das maiores actrizes francesas do século XX. Tanto mais cruelmente quando se sabe o que foram os seus últimos anos, semi-perdida no Alzheimer que a foi destruindo e pelo qual deu a cara em «Ainsi va la vie», de Nicolas Baulieu.






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Um prémio


Alegria em duplicado, quando um belo prémio é atribuído a um livro de um grande amigo.



Na foto, o abraço de Luís Sepúlveda (também visível no vídeo, na primeira fila da plateia) a Pedro Tamen, grande tradutor de muitas das suas obras.

(Via Bibliotecário de Babel)

Um longo casaco de veludo azul
cobrirá um dia a madrugada que fabrico
dia por dia, mastigando os minutos
nos gestos destas mãos.
E ficará perfeita a vida que sufoco
nesta cave insalubre,
na penumbra habitada.
(poema 32, Livro do Sapateiro)
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Cada um viu Tahrir como quis


Pensei o mesmo que Miguel Madeira quando li este parágrafo de um artigo de Pacheco Pereira, editado primeiro no Público (em 19 de Fevereiro!...) e depois no Abrupto. Certamente que não viu a mesma Praça Tahrir que o resto da humanidade, em dezenas de vídeos, ou só olhou para uma ou outra fotografia como a deste post.

«É por isso que uma das coisas que não encaixavam na narrativa sobre a revolta árabe era ver a multidão na Praça Tahrir a rezar. Não que a fé e a oração públicas sejam por si só incompatíveis com a laicidade de um Estado, mas porque não havia excepções na muralha de corpos prostrados. Não havia cristãos na multidão, não havia um ateu, um agnóstico, alguém que não fosse religioso, e permanecesse de pé ou à margem da oração?»

Bem a propósito (ou de propósito?), Paulo Moura publicou um belíssimo texto na Pública de ontem:

Em Tahrir nem todos rezavam

Na praça Tahrir nem todos rezavam. Fazia-o quem queria, o que nunca foi a maior parte dos milhares de manifestantes. Há muitos egípcios muçulmanos que, cinco vezes por dia, fazem as orações prescritas pelo Corão. Quer estejam na praça Tahrir, quer noutro lugar qualquer. Outros egípcios muçulmanos só fazem as orações à sexta-feira, outros fazem-nas raramente, outros não as fazem nunca.

Não sei quais são as percentagens de uns e outros, nem a relação desses números com a classe social de cada um, a idade ou a região de onde provêm. Também não sei qual é a percentagem de portugueses que reza antes do deitar, e se isso depende da classe, idade ou região. Também ignoro se há estudos rigorosos sobre o número de portugueses que, nos anos 50, rezavam antes de dormir e de comer. E, desses, quantos ainda o fazem. E se os seu filhos o fazem. E os netos.

Também não sei qual é a percentagem de cidadãos dos EUA que rezam. E a dos que têm uma Bíblia à cabeceira, e a dos frequentam bruxos, videntes e "psíquicos". Já agora, também não sei o número de portugueses que o fazem.

Perdi a conta ao número de séculos durante os quais os padres cristãos impuseram às pessoas padrões de comportamento. Aliás, não sei bem quando deixaram de o fazer, nem o que ainda fariam se os deixassem.

Não sei quem disse aos muçulmanos que os judeus eram perversos, que o Ocidente conspira, as mulheres devem obedecer aos homens e os não-crentes são seres inferiores. Também não contei quantos milhões pereceram às mãos dos cristãos por serem infiéis, nem quantas mulheres da Cristandade nasceram e morreram sem terem tido vida.

Não investiguei se alguém violou uma jornalista americana na praça Tahrir, ou noutra qualquer praça ou rua do Cairo ou de Aveiro. Nem se o violador apoiava o não Mubarak, era devoto de Maomé ou da Virgem de Fátima, votava no PSD ou no Bloco. Em nenhum dos casos concluiria que a base de apoio do PSD são os violadores, que os bloquistas são frustrados sexuais ou que a vocação dos católicos é estuprar mulheres estrangeiras.

Não sei se há mais crime no mundo islâmico, judaico, cristão ou hindu, nem se há mais frustrações sexuais nos países do Norte ou do Sul, se há relação entre culpa e prosperidade económica, nem se a violência é mais própria dos climas quentes ou frios, ou a indolência directa ou inversamente proporcional à distância da praia.

O que eu sei é que na praça Tahrir nem todos rezavam. Sei, porque estive lá durante 21 dias seguidos. À hora da oração, organizava-se um cordão humano, de mãos dadas, para dar espaço a quem queria rezar. Faziam-no em conjunto, como é hábito entre os muçulmanos. Mas bastava olhar para o lado para ver a multidão que continuava de pé, a conversar. E também os grupos de cristãos que oravam juntos. Era assim, por mais que isto desoriente, incomode e fira a narrativa racista.

É admirável a capacidade humana de construir narrativas. Mas ainda mais a sua aptidão para as rasgar quando já não lhe servem. Leva tempo, porque a História mental é de longa duração. Mas não há nenhuma prova de que as civilizações árabe e muçulmana sejam incompatíveis com a democracia. Não há nada nos árabes e muçulmanos - nem a História, nem a tradição, a geografia, os textos sagrados ou o genoma - que os impeça de serem livres. O único impedimento seria não quererem, e a única ajuda que o Ocidente lhes pode dar é acreditar neles.
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Dia e noite

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(Via Elísio Estanque no Facebook)
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27.2.11

E depois do Mediterrâneo?


Quando olhámos horas e horas para a Praça Tahrir, ou quando nos mostram agora imagens de todas as manifestações, de Marrocos ao Bahrein, vemos jovens, jovens e mais jovens.

Se é sabido, em termos gerais, que a taxa de natalidade nestes países é elevada, outra coisa bem diferente é ler essa realidade reflectida nalguns números: cerca de 60% da população do Médio Oriente e do Norte de África tem menos de 30 anos e a idade média situa-se à volta de 25 (19, no caso extremo do Iémen), como resultado de um verdadeiro boom demográfico que teve lugar a partir de meados da década de 80. Nos últimos 30 anos, o analfabetismo entre os jovens foi drasticamente reduzido de 42 para 10% e o acesso às universidades largamente facilitado (*).

Tudo boas notícias? Sim mas não inteiramente, já que, apesar de registarem um índice de crescimento económico relativamente elevado, estes países não se adaptaram a novas exigências e foram incapazes de integrar as multidões de jovens que foram chegando ao mercado de trabalho. Tudo isto teve também como resultado que a permanência de ditaduras se tornou insuportável para sociedades renovadas, muito mais instruídas e com um acesso crescente, mesmo que limitado, ao mundo global.

O que está agora a acontecer na bacia do Mediterrâneo chegará a outras paragens por contágio ou, pura e simplesmente, por analogia. Estou a pensar, por exemplo, no Sudoeste Asiático, certamente com condições políticas e culturais muito diferentes, mas também com taxas de natalidade elevadas, populações impressionantemente jovens e regimes mais ou menos autoritários. Se há 16% de portugueses com 14 anos ou menos, e se o valor dessa percentagem é 32 no caso do Egipto, sobe para 33 no Cambodja e para 41 no Laos, só para citar dois exemplos onde os reflexos destes números se «vêem» a cada esquina.

Alguém acredita que os quase 5 milhões de cambojanos, nascidos desde 1997, não vão revoltar-se se tiverem no horizonte trabalhar, como os seus pais, 364 dias por ano, sem horários e com ordenados de miséria? Claro que não. Espero que não. E o Ocidente que se cuide.

(*) Fonte
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Da brutalidade

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Entretanto, no Irão.

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Interrogações


(Via Mª Evangelina Silva no Facebook)
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E Fidel não desarma


Dois dias depois de uma primeira intervenção, uma outra na passada quinta feira. Em suma:

«Los medios masivos del imperio han preparado el terreno para actuar. Nada tendría de extraño la intervención militar en Libia, con lo cual, además, garantizaría a Europa los casi dos millones de barriles diarios de petróleo ligero.»

«El Presidente de Estados Unidos habló en la tarde de este miércoles y expresó que la Secretaria de Estado saldría para Europa a fin de acordar con sus aliados de la OTAN las medidas a tomar. En su cara se apreciaba la oportunidad de lidiar con el senador de la extrema derecha de los republicanos John McCain; el senador pro israelita de Connecticut, Joseph Lieberman y los líderes del Tea Party, para garantizar su postulación por el partido demócrata.

Los medios masivos del imperio han preparado el terreno para actuar. Nada tendría de extraño la intervención militar en Libia, con lo cual, además, garantizaría a Europa los casi dos millones de barriles diarios de petróleo ligero, si antes no ocurren sucesos que pongan fin a la jefatura o la vida de Gaddafi.
De cualquier forma, el papel de Obama es bastante complicado. ¿Cuál será la reacción del mundo árabe y musulmán si la sangre en ese país se derrama en abundancia con esa aventura? ¿Detendrá una intervención de la OTAN en Libia la ola revolucionaria desatada en Egipto?

En Iraq se derramó la sangre inocente de más de un millón de ciudadanos árabes, cuando el país fue invadido con falsos pretextos. ¡Misión cumplida! proclamó George W. Bush.

Nadie en el mundo estará nunca de acuerdo con la muerte de civiles indefensos en Libia o cualquier otra parte. Y me pregunto: ¿aplicarán Estados Unidos y la OTAN ese principio a los civiles indefensos que los aviones sin piloto yankis y los soldados de esa organización matan todos los días en Afganistán y Pakistán?

Es una danza macabra de cinismo.»

(Na íntegra aqui.)
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26.2.11

Em preparação (2)


Sri Lanka é terra de chá, especialmente na região de Kandy – «Chá de Ceilão», obviamente…

«Tea production in Sri Lanka, formerly Ceylon, is of high importance to the Sri Lankan economy and the world market. The country is the world's fourth largest producer of tea and the industry is one of the country's main sources of foreign exchange and a significant source of income for laborers. (…)
The tea sector employs, directly or indirectly over 1 million people in Sri Lanka. (…)
The humidity, cool temperatures, and rainfall in the country's central highlands provide a climate that favors the production of high quality tea. The industry was introduced to the country in 1867 by James Taylor, the British planter who arrived in 1852.»

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Da nossa pobreza


Porque a realidade vai ultrapassando cada vez mais a ficção, não é raro que as notícias divulgadas pelo «Inimigo Público» no Facebook sejam tomadas a sério, se não se presta a devida atenção à fonte. Ontem, aconteceu-me o inverso, quando o DN anunciou Alberto João Jardim também vai para a TVI: durante um minuto, pensei que seria um excelente «furo» daquele suplemento do Público.

Mas, como o dia das mentiras ainda vem longe, não há nenhuma razão para duvidar da veracidade da boa nova e teremos, portanto, uma verdadeira salada de frutas cheia de «originalidade» – e de caras «jovens», by the way… - no painel de comentadores recrutados pela TVI: para além de Alberto João Jardim, Luís Marques Mendes, Jorge Braga de Macedo, Joaquim Pina Moura, Manuel Maria Carrilho, Pedro Santana Lopes, Ana Gomes e Marcelo Rebelo de Sousa. (E penso que mais uns tantos, não?)

Se pudessem juntá-los todos, por um dia que fosse, isso é que era! Eu pagava de boa vontade um imposto extra para ver Carrilho em mano a mano com Santana Lopes e Ana Gomes com Alberto João Jardim…

«Ó Portugal, se fosses só três sílabas, / linda vista para o mar, / Minho verde, Algarve de cal…» (Alexandre O’Neill)
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Uma gafe é uma gafe


...  mas a de Sócrates, ontem na AR, foi pretexto para um comentário de Filomena Martins, importante neste excerto. Se PS e PSD não se equivalem, a «desideologização» de ambos aproxima-os - infelizmente.

«José Sócrates, numa reacção irritada à interpelação que Jerónimo de Sousa lhe fez sobre o facto de os "sacrifícios não serem para todos" - desta vez por causa de a PT ter conseguido no ano passado os maiores lucros de sempre de uma empresa portuguesa e ter pago menos impostos que no ano passado -, criou ontem o momento de maior bruaá do debate parlamentar. Tudo porque, apontando para as bancadas do PCP e do Bloco, acusou de dedo em riste "os dois partidos da esquerda", deixando de fora dessa "categoria" os seus socialistas. Consciente do erro, emendou de imediato a acusação para "os dois partidos da extrema-esquerda". E consciente das críticas que iria receber, voltou a emendar para um justificativo "todos perceberam que eu queria dizer os dois partidos mais à esquerda do PS".

Mas aquilo que, inconscientemente, ou por mera atrapalhação das palavras, disse o primeiro-ministro é apenas a tradução prática do que há anos se passa na realidade política nacional. As diferenças entre os dois partidos do centro que alternam no poder têm sido muito mais de pessoas do que de ideologias. Ou seja, estamos há muito perante uma desideologização de PS e PSD. Ambos têm mostrado uma sobreposição de ideias que muitas vezes torna quase impossível discernir de quem são algumas propostas, quanto mais atribuir--lhe os rótulos de esquerda ou de direita, que apenas fizeram sentido nos primeiros tempos de Mário Soares e de Francisco Sá Carneiro.»
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Finalmente!

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25.2.11

Em preparação


Lá estarei, muito em breve. Orfanato de Elefantes? Pois, parece que sim:

«Pinnawela elephant orphanage has existed since 1975 and has grown to become one of the most popular attractions of Sri Lanka.
Before the arrival of the British in 1815 an estimated 30,000 elephants lived on the island. In the 1960s, the elephant population was close to extinction. This prompted the Sri Lankan government to found an orphanage for elephants that had lost their mothers or herds. Today, their number is around 3,000.
Pinnawela, about 80 km northeast of Colombo, is regarded as the biggest herd of captive elephants in the world. Among the elephants is one that lost a foot when it stepped on a mine. Another is blind and is totally reliant on humans. The elephant herd in Pinnawela makes the journey to the river twice a day to bathe under the eyes of the tourists. (...)
Some 110 people are employed to care for the herd feeding them with leaves from palm trees. About 14,000 kg of food are needed every day. The Pinnawela elephant orphanage is financed by the government and by charging visitors to see the animals.»


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Um novo panarabismo


São tantas as notícias e as imagens, e tão vertiginosa a sequência de acontecimentos, que não é fácil ter tempo e distância para tentar perceber minimamente o alcance de tudo o que está a acontecer em muitos dos países que constituem a Liga Árabe.

Este mapa interactivo, publicado por The Economist, tem muitas informações úteis sobre cada um dos países.



Este artigo, de El País de hoje, ajuda a entender diferenças e semelhanças.

«Gadafi ametralla y bombardea al pueblo para mantenerse en el poder. A diferencia de Ben Ali y Mubarak, a él solo lo sacarán con los pies por delante. No es esta, sin embargo, la principal diferencia del tirano libio con sus derrocados vecinos. Ben Ali y Mubarak eran dictadores domésticos, como lo fueron Franco o Salazar, sin pretensiones de universalidad. Gadafi, en cambio, se presentaba, sobre todo en sus primeros lustros, como sucesor de Nasser, adalid del panarabismo y líder revolucionario del Tercer Mundo. (…)

En Libia, la primavera árabe confirma que está por encima de las diferencias que han escindido ese mundo: pro y antiamericanos, socios o enemigos jurados de Israel, de discurso derechista o izquierdista, de orden o "revolucionarios", pobres o ricos en petróleo. El panarabismo del siglo XX ha sido sustituido por uno nuevo: el de los ciudadanos que reclaman libertades y derechos, se vistan sus regímenes con los oropeles que se vistan; el de los ciudadanos que, a través de Al Yazira e Internet, han creado una umma, una comunidad que, desde el Atlántico al Golfo, desea pluralidad -incluido, por qué no, un lugar al sol para los islamistas- y democracia sin adjetivos.»
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Matar o capitalismo?


De um texto publicado pela Attac Madrid:

«El imparable avance de las políticas dictadas por el neoliberalismo se traduce en un sistemático derribo de las instituciones de protección social. Pero la sociedad no podrá emprender una rebelión en toda regla contra estas agresiones mientras la mayoría de los individuos que la componen no arranquen de sí mismos ese afán por la competitividad y el lucro que los ideológos neoliberales han sabido inocular en el alma de las personas. Se trata, en definitiva, de matar al capitalista que llevamos dentro.

No digo que nazcamos con esa impronta congénita, pero sí somos educados en los valores del capital. Aceptamos forzosamente las leyes del capitalismo, ya que son las aplicadas por el Establecimiento formado por la conjunción de los intereses de las élites que monopolizan los recursos del Estado y del Mercado.»

Onde o artigo de José Antonio Pérez não chega – e eu gostaria que chegasse – é à explicação do que significa «matar o capitalismo» (ou o capitalista que existe em cada um de nós). Ou seja, se o título do seu texto não é apenas uma figura de estilo e, como a figura sugere, ele deseja unicamente «matar o liberalismo». Por outras palavras, se o autor se contentaria, por exemplo, com um regresso a uma social-democracia (capitalista, não o esqueçamos) mais justa e «limpa» de derivas neoliberais.
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24.2.11

Sem comentários


(Via Inês Menezes no Facebook)
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Não esquecer o Iraque


Amanhã é o «dia da cólera» no Iraque, onde nos últimos dias se têm realizado grandes manifestações, fortemente reprimidas e de que pouco se tem falado, talvez porque há muito nos habituámos à «normalidade» quotidiana da violência naquele país. E, no entanto, os iraquianos também enchem as ruas, em luta pela democracia.

«Depuis que deux avions se sont écrasés à New York, permettant de justifier deux guerres initiées par l'Occident, on nous dépeint les peuples arabes comme islamistes, sanguinaires et fratricides… Nous les découvrons pacifiques et unis contre les pouvoirs qui les oppressent grâce à la complicité de nos dirigeants. N'attendons pas que les manifestants irakiens soient massacrés pour comprendre la nature de leur mouvement.

Le régime irakien actuel est illégitime et ne tire son pouvoir que de l'organisation planifiée de la violence. Les Irakiens sont depuis plus de vingt ans les victimes collatérales d'un vaste engrenage géostratégique dont l'enjeu central est leur division, nécessaire à chacune des parties en place, et qui a produit des centaines de milliers de morts et 5 millions de réfugiés à l'extérieur et à l'intérieur du pays.

Sauf par sa résistance armée, ce peuple, trop occupé à survivre, n'a pas eu l'occasion de faire valoir son unité contre les discours qui l'atomisent ; aujourd'hui qu'il descend dans la rue, c'est cette unité qu'il nous faut entendre. Il existe bel et bien un peuple irakien auquel un régime criminel et ses alliés puissants continuent de faire la guerre.»

(Daqui)

(A foto foi tirada ontem.)
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Para mais tarde recordar


A sessão de homenagem a Nuno Teotónio Pereira, que teve lugar no passado dia 5 de Fevereiro, foi inteiramente filmada e o respectivo DVD pode ser adquirido por quem estiver interessado (*).

Além de todas as intervenções – incluindo a do próprio Nuno -, contém muitas fotografias, filmagens da audiência e alguns testemunhos gravados.

Fica a recomendação: recorra-se a este tipo de «documentação», sobretudo em sessões informais em que os oradores não escrevem o que dizem. São um instrumento precioso para quem, no futuro, quiser informar-se sobre acontecimentos deste tipo e ver e ouvir os respectivos protagonistas. Com um atractivo adicional: são a custo zero para os organizadores, já que as empresas que filmam apenas cobram aos compradores do DVD.

(*) Posso indicar o canal, se me for enviada mensagem para o meu endereço de email (que está na barra lateral).
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Um gesto de fidelidade e inconformismo


É especialmente virulenta a crónica de Manuel António Pina, no JN de hoje. Que sirva como um grito de urgência e de alerta, quase 50 anos depois de Zeca Afonso ter lançado «Os Vampiros» (1963).

Vampiros e eunucos

Há 24 anos, feitos ontem, morreu José Afonso. Entretanto, vindos "em bandos, com pés de veludo", os vampiros foram progressivamente ocupando todos os lugares de esperança inaugurados em 1974, e hoje (basta olhar em volta) os "mordomos do universo todo/ senhores à força, mandadores sem lei", enchem de novo "as tulhas, bebem vinho novo" e "dançam a ronda no pinhal do rei", tendo, em tempos afrontosamente desiguais, ganho inaceitável literalidade o refrão "eles comem tudo, eles comem tudo/ eles comem tudo e não deixam nada".

Talvez, mais do que legisladores, artistas como José Afonso sejam, convocando Pound, "antenas de raça". Ou talvez apenas olhem com olhos mais transparentes e mais fundos. Ou então talvez a sua voz coincida com a voz colectiva por transportar alguma espécie singular de verdade. Pois, completando Novalis, também o mais verdadeiro é necessariamente mais poético.

O certo é que a "fauna hipernutrida" de "parasitas do sangue alheio" que José Afonso entreviu na sociedade portuguesa de há mais de meio século está aí de novo, nem sequer com diferentes vestes; se é que alguma vez os seus vultos deixaram de estar "pousa[dos] nos prédios, pousa[dos] nas calçadas". E, com ela, o cortejo venal dos "eunucos" que "em vénias malabares à luz do dia/ lambuzam da saliva os maiorais".

Lembrar hoje José Afonso pode ser, mais do que um ritual melancólico, um gesto de fidelidade e inconformismo.


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23.2.11

A «ignomínia» dos europeus


Bem a propósito, no dia em que as tomadas de posição, ou a forma mitigada das mesmas, acendeu os ânimos em Portugal, um texto publicado hoje, com este título, em Presseurope:

«Esta não é a Europa que a revolução em curso no Magrebe e no Médio Oriente requer. Ao silêncio e à paralisia com que foram acolhidas as manifestações que puseram termo às ditaduras de Ben Ali e de Mubarak, na Tunísia e no Egito, vem agora somar-se o comedimento da reacção contra o massacre perpetrado pelo ditador líbio Muammar Kadhafi. Quando um tirano lança tanques e aviões contra os cidadãos que exigem a sua saída, e entre os quais os mortos se contam em centenas, é simplesmente vergonhoso falar de contenção no uso da força.

Os crimes dos últimos dias não foram os primeiros cometidos por Kadhafi mas, sim, os que perpetrou da maneira mais impudica. Perante eles, a Europa mostrou-se mais preocupada com a maneira de manter os líbios encarcerados dentro das suas fronteiras do que em apoiar cidadãos que tomaram a palavra e que apostam a vida para combater uma velha tirania. (...)

Os cidadãos que se ergueram, que estão a erguer-se, contra as respectivas ditaduras, exigindo liberdade e dignidade, precisam de receber do mundo exterior, do mundo desenvolvido e democrático, uma mensagem inequívoca de que as suas reivindicações são legítimas. E a União Europeia não pode permitir-se pronunciar-se em sussurros nem fazer bandeira dos seus medos mesquinhos.»

(Merece ser lido na íntegra aqui.)
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«Há uma fronteira entre diplomacia económica e promiscuidade com as cleptocracias»


Uma grande intervenção de José Manuel Pureza - hoje, na Assembleia da República.


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Directa ao assunto


Ana Gomes:

Portugal no Conselho de Segurança. E a Líbia.
1 - Imediato congelamento de todos os bens do ditador Khadaffy e dos seus familiares e próximos, para futura devolução ao Estado líbio.
2 - Imediata imposição de uma "no-fly zone" sobre o espaço aéreo líbio, impedindo a aviação do regime de descolar para massacrar populações.
3 - Imediata referência do Coronel Khadaffy, filhos Saif e Mutassim e seus principais esbirros ao Tribunal Criminal Internacional, por crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

É o mínimo que a Delegação portuguesa no Conselho de Segurança deveria propor ou apoiar.

Quem quer ir para o Conselho de Segurança, vai para assumir responsabilidades - não para dar oportunidades a ministros e funcionários de se pavonearem nos corredores da ONU ou nas chancelarias por esse mundo fora.

Quem quer ir para o Conselho de Segurança vai para exercer obrigações. Pelo bom nome de Portugal. Pela paz, a legalidade e a segurança internacionais.
Khadaffy votou em Portugal, contribuiu para nos fazer eleger para o Conselho de Segurança? Para não corarmos de vergonha, votemos agora pela Líbia, pelos líbios. Contra Khadaffy.
(Daqui)

A ler também: Líbia: eu bem lhes dizia...

A ouvir: ontem, em declarações à TSF.
(E a resposta de Luís Amado.)
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24 anos é muito tempo

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«Admito que a revolução seja uma utopia, mas no meu dia-a-dia procuro comportar-me como se ela fosse tangível. Continuo a pensar que devemos lutar onde exista opressão, seja ela a que nível for.»


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Fevereiro 2011


(Gui Felga no Facebook)
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22.2.11

A cegueira dos ditadores


Fidel Castro falou ontem da Líbia. Nem uma palavra de condenação de Kadafi e do que estava a acontecer, no dia em que falava de bombardeamentos de populações que se manifestavam pacificamente nas ruas. Mas, escandalosamente, isto:

«Una persona honesta estará siempre contra cualquier injusticia que se cometa con cualquier pueblo del mundo, y la peor de ellas, en este instante, sería guardar silencio ante el crimen que la OTAN se prepara a cometer contra el pueblo libio.»

O excerto que interessa:

«Se podrá estar o no de acuerdo con el Gaddafi. El mundo ha sido invadido con todo tipo de noticias, empleando especialmente los medios masivos de información. Habrá que esperar el tiempo necesario para conocer con rigor cuánto hay de verdad o mentira, o una mezcla de hechos de todo tipo que, en medio del caos, se produjeron en Libia. Lo que para mí es absolutamente evidente es que al Gobierno de Estados Unidos no le preocupa en absoluto la paz en Libia, y no vacilará en dar a la OTAN la orden de invadir ese rico país, talvez en cuestión de horas o muy breves días.

Los que con pérfidas intenciones inventaron la mentira de que Gaddafi se dirigía a Venezuela, igual que lo hicieron en la tarde de ayer domingo 20 de febrero, recibieron hoy una digna respuesta del Ministro de Relaciones Exteriores de Venezuela, Nicolás Maduro, cuando expresó textualmente que hacía “votos porque el pueblo libio encuentre, en ejercicio de su soberanía, una solución pacífica a sus dificultades, que preserve la integridad del pueblo y la nación Libia, sin la injerencia del imperialismo…”

Por mi parte, no imagino al dirigente libio abandonando el país, eludiendo las responsabilidades que se le imputan, sean o no falsas en parte o en su totalidad.

Una persona honesta estará siempre contra cualquier injusticia que se cometa con cualquier pueblo del mundo, y la peor de ellas, en este instante, sería guardar silencio ante el crimen que la OTAN se prepara a cometer contra el pueblo libio.

A la jefatura de esa organización belicista le urge hacerlo. ¡Hay que denunciarlo!»

Na íntegra aqui.
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Já não é fácil imaginar o mundo sem internet


Na apresentação que teve lugar ontem, em Madrid, do «Relatório Anual sobre a Liberdade de Imprensa no Mundo em 2010», elaborado pelos Repórteres sem Fronteiras, Malén Aznárez, vice-presidente da secção espanhola daquela organização, salientou o papel da internet nos conflitos actuais no Mediterrâneo e, de um modo geral, nas lutas pela democracia e pela transparência. Segundo El País:

«"La red se ha convertido en un espacio en el que se pueden pedir cuentas a los poderosos en el Magreb y en otros lugares", dice Aznárez. En el caso de Egipto, la vicepresidenta resalta la importancia del asesinato, en julio, del bloguero Khaled Mohammed Said a manos de dos policías cuando salía de un cibercafé de Alejandría.

Para RSF, la Red es "en muchos países donde los medios de comunicación tradicionales están bajo el yugo de un régimen totalitario, un espacio único de discusión e intercambio de información en el que afloran a la superficie informaciones censuradas". Las redes sociales y los nuevos medios "permiten a las poblaciones volver a tomar posesión de la información y cuestionar el orden social", dice el informe, "se convierten en el lugar de concentración de los militantes a quienes se impide salir a la calle". Los militantes de Túnez y Egipto, entre otros, lograron superar el espacio de reunión virtual y, desafiando a sus regímenes, se echaron a la calle para derrocarlos.

También destaca RSF la importancia de Internet para exigir transparencia a gobiernos y otras entidades e instituciones. El informe no olvida el fenómeno Wikileaks en su informe de 2010. La web de filtraciones dirigida por Julian Assange "ha hecho temblar especialmente al mundo político" con los cables diplomáticos estadounidenses que puso en manos de cinco medios internacionales (EL PAÍS, The New York Times, The Guardian, Der Spiegel y Le Monde). Denuncia, asimismo que "ciertos países se han lanzado a una auténtica cruzada contra el sitio", especialmente EE UU. Es relevante para RSF que el cablegate ha permitido "revelar" temas importantes para la libertad de prensa como "las circunstancias" de la muerte del cámara español José Couso en Irak, "el ataque a Google, organizado por el gobierno chino o las presiones de EE UU sobre China para liberar al premio Nobel de la Paz, Liu Xiaobo".

Denuncia RSF que algunos países reaccionan a Internet con la censura de contenidos, gracias a las nuevas herramientas de filtrado, "con el peligro de que se desarrollen intranets nacionales desconectadas" del resto de Internet. También denuncia las detenciones de internautas o blogueros -116 están encarcelados, según sus cuentas, por 150 periodistas tradicionales- u otras estrategias como "la vigilancia de los internautas", "la manipulación (mediante la redirección de las entradas hacia sitios "aprobados") y ofensivas "en los foros de discusión", ahogando los mensajes críticos. En la "ciberguerra", los internautas responden a estas medidas con sus propias armas: "cifrado de los correos electrónicos, proxies y herramientas para eludir la censura cada vez más sofisticadas" o, simplemente, creando asociaciones y colectivos.

En los países desarrollados, resalta la aprobación de leyes reguladoras de Internet "en nombre de la lucha contra la pornografía infantil o contra el robo de la propiedad intelectual", y cita a España. Al contrario, destaca que "los países escandinavos siguen un camino diferente", como convertir el acceso a Internet en "derecho fundamental" o la Icelandic Modern Media Initiative (IMMI), que califica de "paraíso cibernético para blogueros y periodistas ciudadanos".»
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«A República das Mulheres I»



(Para ler, clicar em cada uma das imagens)
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Esses queridos ditadores…


Directamente do mural do Vasco Barreto no Facebook, sem tirar nem pôr:

«Quando o Leste ruiu, pediram contas ao PCP e gozaram-no. Agora que a liga de Estados Árabes treme, ninguém pede contas ao PS, que reunia com ditadores na Internacional Socialista e era amicíssimo de Kadafi. São as vantagens do centrão, em contexto de política internacional. Mas entretanto, será que é possível calar Basílio Horta e o seu discurso sobre as exportações?»

Vangloriam-se como arautos de valores a que dizem não renunciar e apregoam-no todos os dias. Mas quando recebem ditadores ou quando os visitam, e alguém ousa escandalizar-se por haver um ensurdecedor silêncio em matéria de exigências mínimas de respeito pelos direitos humanos, eles e os arautos da real politik encolhem os ombros.

Quando os mesmíssimos ditadores caem (há uns melhores do que outros, segundo o peso na balança de importações / exportações), calam-se enquanto podem, emitem mais tarde uns piedosos comunicados.

O que se passa no Norte de África faz mossa, em Portugal e não só.

Tudo ridiculamente secundário quando vemos imagens, por exemplo, do que se passa na Líbia. Aguarda-se que seja ouvido o apelo da «Human Rights Watch»:

«Human Rights Watch calls on the African Union, the European Union, France, Italy, the United Kingdom, the United States, and other governments with ties to Libya to:
• Publicly demand an end to unlawful use of force against peaceful protesters;
• Announce that those responsible for serious violations of international human rights law must be held individually accountable and will be subjected to appropriate measures;
• Impose an embargo on all exports of arms and security equipment to Libya; and
• Tell Libya to restore access to the internet.»

P.S. - Uma lágrima pelo negócio de JP Sá Couto: terão de procurar um outro ditador que fique com o milhão de Magalhães que a Líbia ia comprar.

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Pela Líbia

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Stop the Massacre - Save the Libyans

PETITION:

To: His Excellency Ban Ki Moon, the Secretary General of the United Nations
The international news organizations are broadcasting atrocities that are being committed against unarmed civilians in Libya that could be considered crimes against humanity.

This country has been ruled with an iron fist for the past 42 years by the notorious regime of Muammar Gaddafi. While claiming to have a unique form of direct democracy, the regime has never tolerated any dissent, and has carried out many atrocities over the decades it has been in power oppressing its people, including public hangings, long-term imprisonments without trial, and the infamous massacre of 1270 prisoners in the Abusleem prison in Tripoli in 1996. Libya has no constitution, parliament, elections or free press. All political activities and parties are banned.

The Libyan people have risen in a wide wave of protests since February 15th that are turning into a bloodbath due to the vicious repression of these protests that the rulers of Libya have unleashed on its citizens. Hundreds of deaths and thousands of injuries are being reported, with graphic evidence posted all over the Internet. This has got to stop. Nobody believes the denials and feeble excuses of the Libyan government's representatives.

We demand that all free world governments and international organizations take immediate action to:

• Condemn all military actions against civilians all over Libya, and demand that the Libyan regime immediately stop all such actions and stop repression of any free peaceful protests
• Demand that the Libyan rulers allow international media and international humanitarian organizations free, unhindered and safe access to all parts of the country
• Demand that the Libyan government resume provision of food, medicines and medical supplies and permit the delivery of such supplies as humanitarian aid to the eastern region of Libya through all border points and airports
• Immediately put in place an embargo on export of any materiel or equipment of any military or security nature to Libya to limit loss of life and casualties
• Conduct an International inquiry into recent events and hold all responsible to international Justice.

Sincerely,

(Ler e assinar aqui.)
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21.2.11

Mohammad Mokhtari


Todos os dias, todas as noites, há um sem número de histórias como esta, escolhida praticamente ao acaso.

22-year-old student Mohammad Mokhtari died in hospital after sustaining a gunshot wound during Monday’s (2/14/2011) pro-opposition demonstrations.

Mohammad was wounded on Monday after he was shot in the shoulder by Iranian security forces as he was in Rudaki Street in central Tehran. After he was shot, he briefly fell to the ground but got up and continued marching for a while as blood soaked his shirt, witnesses said. He said he was fine, according to friend, but died in the hospital the next day.

It seems that his death was due to lack of timely medical attention, because as a result of the gunshot to his shoulder, he lost a lot of blood and eye witnesses described all his clothes as being soaked in blood.

Mohammad came from a large middle class family, and loved sports. He hiked on weekends and played soccer and basketball, friends say. He had a good sense of humor and relished the Iranian political satire show Parazit, aired on Voice of America and modeled after the Comedy Central's "Daily Show With Jon Stewart," according to his Facebook postings.

As if by prophecy, on Feb. 11, three days before his death, Mohammad wrote on his Facebook wall, "I prefer to die while standing up (struggling) instead of sitting (doing nothing) in humiliation."

(Via Facebook)
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Ator? Tato? Ótimo?

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Tenho evitado ter uma opinião definitiva sobre o Acordo Ortográfico, nem sei exactamente porquê. Mas, à medida que o tempo passa, inclino-me claramente para uma atitude de recusa.

Este quadro torna evidente mais um argumento contra: porque estamos a afastarmo-nos não só do Latim mas também das línguas que nos são mais próximas, teremos dificuldades acrescidas na respectiva aprendizagem.


Em Latim
Em Francês
Em Espanhol
Em Inglês
Até em Alemão, reparem:
Velho Português (o que desleixámos)
O novo Português (o importado do Brasil)
Actor
Acteur
Actor
Actor
Akteur
Actor
Ator
Factor
Facteur
Factor
Factor
Faktor
Factor
Fator

Tact
Tacto
Tact
Takt
Tacto
Tato
Reactor
Réacteur
Reactor
Reactor
Reaktor
Reactor
Reator
Sector
Secteur
Sector
Sector
Sektor
Sector
Setor
Protector
Protecteur
Protector
Protector
Protektor
Protector
Protetor
Selection
Seléction
Seleccion
Selection

Selecção
Seleção

Exacte
Exacta
Exact

Exacto
Exato



Except

Excepto
Exceto
Baptismus
Baptême

Baptism

Baptismo
Batismo

Exception
Excepción
Exception

Excepção
Exceção



Optimum

Óptimo
Ótimo
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