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27.8.11

Cântico Negro

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Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

(Via Manuel Vilarinho Pires no Facebook)
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O governo agradece que não oponha resistência

Boas ideias

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Bem aventurados os pobres de Estado


«Se os pobres não tiverem filhos, o que é que os ricos comem? E quem pagará impostos? E quem trabalhará para os ricos e morrerá por eles nas guerras com que os ricos ficam mais ricos? E pior: sem pobres, como é que os ricos poderão praticar as acções de caridade com que obtêm perdão por tudo quanto fazem na Terra, dormindo de consciência tranquila e reservando suites de luxo no Céu?»

(Manuel António Pina)
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26.8.11

As vidas dos outros

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(Via Catarina Martins no Facebook)
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Tudo explicado: é que Américo Amorim estudou por esta cartilha

Depois de os ricos pagarem a crise


… virá «A terra a quem a trabalha»?

Uma «boca» como outra qualquer, que lancei ontem no Facebook e que teve por lá sucesso. Aqui fica, nesta bela tarde da última 6ª-feira deste atípico mês de Agosto. A silly season talvez chegue em Setembro…
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De olhos no Chile (2)


Terminou ontem uma greve geral de dois dias. As «gordas» e as imagens dos jornais de hoje realçam que houve distúrbios nas ruas (e é verdade), mas o mais  importante é perceber a fortíssima mobilização que existiu, de trabalhadores e de estudantes, que parece longe de um fim à vista.

Num Chile que cresce 6,1% ao ano, mas que é um dos países do mundo em que se registam maiores desigualdades em termos de salários, os trabalhadores fizeram greve e saíram à rua (600.000, segundo os próprios) para exigirem uma nova Constituição, um novo código de trabalho e, sobretudo, o desmantelamento do modelo económico vigente no país desde a ditadura, que os governos de centro esquerda não reformaram nos últimos vinte anos.

Solidarizaram-se com as movimentações estudantis que duram há três meses e onde se luta pela educação gratuita e por uma reforma do sistema educativo. Ontem, foram os estudantes que se uniram ao protesto concretizado na greve geral e que vieram para as largas avenidas chilenas, em quatro grandes marchas que convergiram para o centro de Santiago.

Entretanto, o nome de uma nova líder atravessa fronteiras: Camila Vallejo (na foto), de 23 anos, estudante de Geografia, é agora o rosto de uma nova geração que «não parece ter medo de nada» e que recebe apoios não só no seu país como da América Latina em geral, desde a presidente argentina Cristina Kirchner ao cantor cubano Silvio Rodríguez. Ela própria frisa a importância da dimensão global dos protestos, ao afirmar que «es muy importante para nosotros recalcar que esto trasciende los límites de las fronteras de Chile. Las demandas expresadas interpretan a gran parte del pueblo, tanto latinoamericano como europeo, porque es la recuperación de algo legítimo». (Vale a pena ler esta curta entrevista.)

Seguir os próximos capítulos, porque o Chile não vai parar.

(Outra fonte.)


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25.8.11

Douce France

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Ainda a propósito da Libertação de Paris, que hoje se comemora: esta canção, «Douce France», tornou-se um verdadeiro hino da Resistência, depois de proibida, como muitas outras, pelo governo de Vichy.


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Há 67 anos


A Libertação de Paris.







«C'est une fleur de Paris» - a canção com maior sucesso.
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Senhor rico, arranja-me uns trocos para a crise?

Comunicado dos Colaboradores da Parque Expo


Porque não creio que algum órgão de comunicação social venha a publicar este texto na íntegra, aqui fica. E realço o último parágrafo: «Por isto, nós, colaboradores da Parque EXPO, queremos publicamente expressar o nosso orgulho em pertencermos e trabalharmos nesta empresa pública e o nosso sentido agradecimento às Administrações da Parque EXPO, e manifestar que hoje, tal como no passado e no futuro que cremos irá existir, estamos inteiramente disponíveis para, num esforço muito para além do que nos é exigido pelo estrito cumprimento das nossas obrigações contratuais e brio profissional, continuar a defender os interesses do nosso país e uma visão pública sobre o território, constituindo-nos como uma das alavancas para o desenvolvimento económico e social e para a criação de emprego e de riqueza.»

1. O impacto da Expo ’98
O projeto de realização da Expo’98 e da requalificação urbana da respetiva Zona de Intervenção (hoje conhecida como Parque das Nações) traduziu-se no recebimento, pelo Estado, de receitas fiscais e para-fiscais geradas pelo investimento realizado no montante estimado de cerca de 4,4 mil milhões de euros ("Avaliação dos impactos do projecto global Expo 98 nas receitas do sector público administrativo", realizado pela Faculdade de Economia da Universidade Nova). A comparticipação do Estado Português no investimento realizado ascendeu a 540 milhões de euros. O financiamento comunitário foi de 200 milhões de euros. Todo o investimento adicional foi realizado com recurso a financiamento bancário.

2. A redução do passivo
A estrutura de capitais escolhida pelo acionista Estado para desenvolvimento do projeto Expo’98/Parque das Nações implicou que o investimento necessário ao desenvolvimento do projeto fosse maioritariamente suportado por financiamento bancário.
No ano de 1998 o valor de endividamento ascendia a 1 332 milhões de euros. No final de 2010 este valor era de 225 milhões de euros, hoje é de 185 milhões.
Nos últimos 6 anos, período em que a receita proveniente da venda de terrenos e edifícios foi substancialmente reduzida, sendo substituída por receitas provenientes de prestação de serviços, o endividamento foi reduzido em 298 milhões de euros.

3. Evolução do número de colaboradores tendo em conta a nova missão
1998: 6 mil colaboradores; 2005: 282 colaboradores; 2011: 174 colaboradores.

4. Os resultados operacionais da Parque EXPO
Em 2010 a Parque EXPO teve resultados operacionais positivos no valor de 292 milhares de euros. Os proveitos decorrentes das atividades de conceção e gestão de projetos, o atual core business da empresa, registaram um aumento de 4%, não obstante a conjuntura recessiva.
Os resultados líquidos negativos no mesmo ano, no valor de cerca de 5 milhões de euros, são explicados pelos encargos financeiros resultantes do desequilíbrio financeiro histórico apontado no ponto anterior. Estes resultados líquidos negativos sofreram uma redução de 9,6 milhões de euros face ao ano de 2009.

II. A Parque EXPO: O esclarecimento necessário
Desempenhou à data, com pleno êxito e num muito curto espaço de tempo (10 anos), a reconversão de 330 hectares dos concelhos de Lisboa e de Loures, dando um contributo positivo indiscutível para as finanças públicas (cerca de 4,4 mil milhões de euros de receitas públicas), para recolocar a grande Lisboa no mapa das cidades de referência no mundo, para projetar a imagem de Portugal como território de excelência, consolidando a consciência dos portugueses e dos decisores de uma renovada importância do espaço público como fator de qualidade de vida das cidades.

A decisão do Estado Português de não desperdiçar o acumulado numa empresa – que construiu uma cultura de elevada competência, alta produtividade e eficiência, prosseguida por governos de diversas matrizes políticas e ideológicas – foi uma decisão que teve repercussões muito positivas na melhoria das condições de vida dos portugueses, no desenvolvimento de dezenas de cidades médias e de pólos importantes de grandes concelhos, espalhados por todo o país. Também dezenas de municípios e diversas associações de municípios e comunidades intermunicipais têm recorrido aos serviços da Parque EXPO para o apoio à construção de uma visão estratégica pública para o desenvolvimento dos seus territórios, com uma qualidade por todos reconhecida como de excelência, bem como no apoio à elaboração da estratégia pública de reabilitação urbana, sem a qual o desenvolvimento sustentável, a coesão social, a qualificação ambiental e a intervenção decisiva dos agentes privados não acontecerá. Os elementos à frente enunciados assim o comprovam.


Para quem está a regressar de férias

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Tout va très bein - ici, en Europe, en Libye…
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24.8.11

De olhos no Chile


Não param as manifestações de estudantes que não aceitam as reformas propostas pelo governo para o sistema educativo, a nível do ensino liceal e universitário. Na última 5ª-feira, 100.000 pessoas em Santiago, e mais 50.000 noutras cidades, desfilaram apesar do péssimo tempo – frio e chuva que acabaram por dar ao evento o nome de «Marcha de los paraguas».

Mas pelo menos tão impressionante foi o apoio da população (80%, segundo revelam as sondagens), concretizado numa monumental concentração de um milhão de pessoas, no passado Domingo.

(Quem não sentir um arrepio, que levante o braço.)

Os «herdeiros» de Victor Jara:

(Entretanto, teve hoje início uma greve de 48 horas, convocada pela Central Unitária de Trabalhadores, o sindicato mais forte do país, para exigir educação gratuita, reformas políticas e económicas.)
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E nós, quem somos?


(Roubado aqui.)
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Rico, eu?


Era inevitável que alguém se lembrasse de perguntar ao português mais rico (e que «rico português», também…) se está disposto a seguir o exemplo dos seus camaradas franceses que anunciaram ontem a predisposição de darem uma contribuição especial para a resolução da crise.

O diálogo com Américo Amorim terá sido curto e esclarecedor: «Eu não me considero rico. Sou trabalhador.»

Portanto, ninguém enriquece à custa do seu trabalho ou os ricos não trabalham. Acusação que nem o mais assanhado dos ideólogos da História alguma vez ousou fazer, mas que passa a verdade lapidar escrita nas nossas estrelas. Simples boutade, obviamente, mas que diz muito sobre a impunidade assumida e a paroquialidade reinante neste pobre país. (Alguém imagina um dos milionários franceses que não quis assinar o apelo, porque os houve, a dar, publicamente, um argumento destes?)

Manuel António Pina não leu certamente esta declaração antes de escrever a sua crónica de hoje, ou não a teria desperdiçado. A propósito do gesto dos milionários franceses, afirma, num belo registo de humor, que «a ganância dos ricos não tem limites», eles que «agora cobiçam até o pouco que os pobres têm, a servidão fiscal, e exigem pagar, como eles, impostos».

«Quem já tenha visto um porco andar de bicicleta talvez não se surpreenda, mas eu, que já vi uma bicicleta andar de porco, ainda não caí em mim. Cairia em mim, sim, se visse o voluntarioso Governo de Passos Coelho do "imposto extraordinário" sobre pensões e salários, mas não sobre juros e lucros, e dos cortes nos subsídios de miséria de desempregados e indigentes anunciar, como o neoliberal Sarkozy, um imposto sobre rendimentos anuais superiores a um milhão de euros.

Imagino então Amorins, Belmiros, Alexandres Soares dos Santos e restantes "25 mais ricos de Portugal", cujas fortunas cresceram, com a "crise" alheia, para 17,4 mil milhões virem, os invejosos, reclamar a Passos Coelho: "Tribute-nos, que diabo!, reformados e trabalhadores não são mais que nós", repetindo com Buffett:"Já é tempo de o Governo levar a sério isso dos sacrifícios para todos.”»

Ironizemos, pois. A indignação está de férias no Algarve.
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23.8.11

As 14 mais belas


… estações de caminhos de ferro do mundo, segundo Travel + Leisure.
A de Maputo é uma delas (obviamente…) e a de S.Bento, no Porto, também figura na lista, juntamente com doze outras que merecem ser vistas.

Pelo menos uma ausência absolutamente imperdoável: Kioto!

A UDP foi ouvida?!


Não sei se ainda há correntes dentro do Bloco mas, se sim, trinta e tal anos depois uma delas bem pode cantar vitória e marcar pontos: finalmente, parece que os ricos querem mesmo pagar a crise.

Depois de Warren Buffet, chegou a vez de dezasseis milionários franceses lançarem um apelo onde se lê que esperam «poder ajudar a preservar» o sistema francês e o ambiente europeu a que estão ligados, através de uma «contribuição excepcional» a favor «dos contribuintes franceses mais desfavorecidos».

Há uma coisa (ou várias…) que me escapa quanto aos contornos desta iniciativa, sobretudo quando leio, à cabeça da notícia tal como ela é dada no site do Nouvel Observateur (jornal que divulgou o apelo e que publicará o texto na íntegra depois de amanhã) «que esta medida deve fazer parte do plano que o primeiro-ministro, François Fillon, apresentará na 4ª feira para garantir objectivos de controlo das finanças públicas». Manobra de antecipação da parte destes 16 magníficos, excelentes marketeeers que certamente são? Apoio expresso e público a Sarkozy, às medidas que defende e o que o seu governo vai propor? Ou apenas civismo e filantropia???...

(Notícia no Público.)
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Booklovers

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(Via Luís Januário no Facebook)
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Com Utoya no horizonte

@Paulete Matos

Quando se completou agora o mês que se seguiu aos terríveis acontecimentos na Noruega, mostraram-nos cerimónias, flores, declarações de quem regressou por umas horas à ilha do massacre. Passou para segundo plano, desapareceu nos bastidores (nos nossos meios de comunicação social, nem isso…) toda a problemática que está em causa, sem a reflexão profunda que se impõe. Com algumas excepções, como é o caso de um excelente texto de Mariano Aguirre, que dirige o Norwegian Peacebuilding Resource Centre, en Oslo, publicado ontem em El País: «Los discursos del ódio».

A ler na íntegra, aqui apenas alguns excertos.

«Cómo construir un consenso nacional y europeo sobre el cambio social que supone la presencia de inmigrantes y refugiados? ¿Se avecinan tiempos de confrontación interna? (…)

Las distorsiones y mentiras sobre las supuestas ventajas que los inmigrantes obtienen frente a las poblaciones locales (…), la exagerada vinculación de la inmigración con criminalidad y desempleo, y la agitación sobre la transformación, y hasta extinción, de una identidad local siempre idealizada debido a la presencia de extranjeros con religiones, costumbres y colores de piel diferentes, son irresponsables y pueden promover actos criminales. (…)

La ultraderecha europea tiene en la diana a las sociedades multiculturales. Su mensaje violento es que la identidad cultural y religiosa de Europa corre el riesgo de verse destruida por la diversidad y la pluralidad; que los europeos serán minoría en una futura Eurabia; que los Gobiernos son cómplices o no responden con suficiente fuerza y que, por lo tanto, hay que actuar con determinación. Como respuesta, diversos gobernantes se movilizan: la canciller Angela Merkel y el primer ministro David Cameron anuncian la muerte del multiculturalismo, tratando de complacer a posibles votantes que sufren el miedo a las transformaciones.

Algunos políticos saben que es más sencillo acusar al inmigrante musulmán o al refugiado negro de los cambios sociales y la crisis que explicar el impacto de la economía neoliberal, la especulación financiera, y la globalización de la producción y el consumo sobre las sociedades. Al acusar "al otro", al "diferente", movilizan un nacionalismo primario, y evitan el debate público sobre la convivencia entre la sociedad local y las diferentes comunidades de inmigrantes. El diálogo es sustituido, en el mejor de los casos, por "tolerar" a los otros, y en el peor, por tratar de que dejen de venir, limitar sus derechos, o expulsarlos.»
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Encantos da tecnologia

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(Via Virgílio Vargas no Facebook)
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22.8.11

Distúrbios londrinos e não só


Não sou necessariamente discípula entusiasta de tudo o que Slavoj Žižek escreve ou diz, mas reconheço que me é quase sempre útil lê-lo. Foi o caso com este artigo – Shoplifters of the World Unite –, publicado há três dias em London Review of Books.

(Traduzido para português aqui.)

«Há uma velha história sobre um operário suspeito de roubo: todas as tardes, ao sair da fábrica, o carrinho-de-mão que ele empurra é cuidadosamente revistado. Os guardas nada encontram; o carrinho está sempre limpo. Até que a ficha cai: o operário roubava um carrinho-de-mão por dia. Os guardas não viam a mais visível verdade, exactamente como os jornalistas e especialistas e autoridades que comentaram os tumultos de rua. Dizem-nos que a desintegração dos regimes comunistas no início dos anos 1990s marcou o fim da ideologia: o tempo dos projectos ideológicos em grande escala que culminaram em catástrofe totalitária está acabado; teríamos entrado numa nova era de política racional, pragmática. Se o lugar-comum de que vivemos numa era pós-ideológica é correcto, em algum sentido, pode-se ver nas recentes explosões de violência. Foi protesto de grau zero, acção violenta sem demandas. Em sua tentativa desesperada para encontrar algum sentido nos tumultos, sociólogos e jornalistas deixaram passar sem qualquer registo o enigma que os tumultos nos impuseram. (…)

A verdade é que o conflito aconteceu entre dois pólos de oprimidos: os que tiveram sucesso e conseguiram operar dentro do sistema versus os frustrados demais para continuar tentando. A violência dos agitadores foi dirigida quase exclusivamente contra seus respectivos grupos. Os carros queimados e as lojas saqueadas não foram queimados e saqueadas em bairros ricos, mas nos próprios bairros onde vivem os incendiadores e saqueadores. Não há conflito entre diferentes partes da sociedade; o conflito é, no seu aspecto mais radical, entre sociedade e sociedade, entre os que têm tudo e os que nada têm, a perder; os que nada apostaram na própria comunidade e os que fizeram as mais altas apostas.»
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Escrito nas estrelas


«Ponhamos, portanto, reformas e salários de miséria de molho. Não tardará que o Governo "liderado pelo PSD" venha buscar o que resta do subsídio de Natal ou aumente outra vez os transportes ou o IVA da electricidade e do gás, pois o Carnaval orçamental madeirense precisa de "liquidez" e, com crise ou sem crise, "the show must go on".»

Manuel António Pina
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Kadhafi- rebobinar

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Entrevista dada após o golpe de estado de 1 de Setembro de 1969.
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Só até um certo ponto

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Via Manuela Silva em A Areia dos Dias.
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21.8.11

Praga, há 43 anos


20 / 21 de Agosto de 1968, o fim da Primavera de Praga.



A ver também este vídeo de Josef Koudelka, o autor das fotografias do extraordinário livro «Invasion Prague 68», publicado em 2008, por ocasião do 40º aniversário da invasão.
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Where have all the flowers gone

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Policarpo laranja


A CGTP e a UGT reagiram a declarações feitas ontem por José Policarpo, em Madrid, a propósito da situação portuguesa. O cardeal disse exactamente o seguinte - e eu ouvi (aqui, a partir do minuto 33):

«Está a fazer-me muita confusão ver, neste anúncio das medidas difíceis que até nos foram impostas por quem nos emprestou dinheiro, grupos que estão a fazer reivindicações grupais, de classe. Não gosto, não gosto.»

Perfeitamente sintonizado com o discurso de Passos Coelho no Pontal, cá por mim, assim que aterrar em Lisboa, pode dirigir-se à S. Caetano à Lapa, preencher a ficha, benzer as instalações e arranjar por lá um gabinete. Nada contra, antes pelo contrário. E será certamente muito bem recebido.

P.S. - Declarações ainda mais completas na notícia da Agência Ecclesia, que até refere, explicitamente, os sindicatos.

Adenda - Quem tiver conta no Facebook, e tiver acesso ao meu mural, não perderá se der uma vista de olhos aos comentários a este post (40, à hora a que escrevo, 19:00).
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