5.12.14

Banco de Portugal – boas explicações?



«Há três anos, quando o Estado decidiu cortar os subsídios de férias e de Natal à função pública, houve uma grande polémica por causa dos funcionários do Banco de Portugal, que não foram afectados pela austeridade. Nessa altura, e para não dar a imagem de que os trabalhadores do banco central eram uns privilegiados, Carlos Costa cortou algumas mordomias no Banco de Portugal. Entre as várias regalias, o governador acabou com as comparticipações para a compra de colchões ortopédicos e reduziu as comparticipações para as próteses auditivas.

Até ao dia de hoje continuo sem perceber por que é que o Banco de Portugal subsidiava colchões ortopédicos. O problema não era tanto o ortopédico. O problema era mesmo o colchão. Por que haveria um banco central de subsidiar colchões? Depois dos casos BPN, BPP e BCP, e agora com o escândalo no Finantia e no BES, finalmente percebi por que é que o Banco de Portugal precisava de colchões. O banco central andou a dormir todos estes anos. E foi um grande erro ter cortado as comparticipações para as próteses auditivas, porque também não conseguiu ouvir aqueles que, como Pedro Queiroz Pereira, alertaram, a tempo e horas, de que algo ia muito mal no reino do Espírito Santo.»

Pedro Sousa Carvalho