1.7.15

Mundo Jurássico



«O mundo jurássico ocupou o nosso parque de diversões político. Não é indiferente a Grécia sair do euro ou implodir. Ao não se entender esta coisa básica percebe-se como a política nacional que ocupa o poder se tornou inútil. Um cacto seco.

O "Parque Jurássico" de Steven Spielberg louvava as maravilhas da Natureza. A nova sequela, "Mundo Jurássico", é o cinema feito burocracia tecnológica. Bruxelas, sede do deserto de ideias que afoga a Europa, é hoje uma réplica de "Mundo Jurássico" e a negação do experimentalismo de Spielberg.

O problema é que mostra como a Europa perdeu a inteligência e a consciência moral. Dissolveu-se em ácido sulfúrico. A forma como tem tratado o caso grego revela a falta de preparação daqueles que se dizem políticos e que mostram os fatos e as malas de marca nos corredores de Bruxelas. (...)

As declarações internas de vários ministros sorridentes com os nossos "cofres cheios" e de Cavaco Silva, que ao tropeçar na sensatez necessária, vem dizer algo ("a Zona Euro são 19 países, eu espero que a Grécia não saia, mas se sair ficam 18 países"), mostra como a política nacional é uma casa mal iluminada. O mundo jurássico ocupou o nosso parque de diversões político. Não é indiferente a Grécia sair do euro ou implodir. Ao não se entender esta coisa básica percebe-se como a política nacional que ocupa o poder se tornou inútil. Um cacto seco.»