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15.1.16

Mulheres em chefias de «big corporations»? Vou recuar mais de três décadas



Esta notícia da Apple, pela qual se fica a saber (se se confirmar como verdadeira) que aquela big corporation «não quer mais mulheres nem negros nas chefias», fez-me recuar mais de três décadas, ao início dos idos de 80, quando eu também andava por uma outra corporation, geralmente conhecida por «Big Blue?.

Em Portugal, contavam-se então pelos dedos de uma mão (vá lá: mais dedo, menos dedo…) o número de mulheres que ocupávamos posições de chefia (não de topo, é verdade, que para isso foi preciso esperar mais uns tantos anos, mas a partir de então foi um dado adquirido). Quando uma 6ª ou 7ª mulher foi promovida felicitei o responsável pelo facto, que, entre dentes, me sussurrou: «Se ela fosse preta, isso é que era!» Porquê? Porque na IBM era já grande a pressão, a nível mundial, para respeitar integração a nível de género, deficiência e etnia.

Nunca pensei que a tantos anos de distância, em pleno século XXI, ainda fosse possível aconselhar que se vote contra uma proposta que prevê «o aumento da diversidade entre os quadros de topo». Por onde andou o chamado primeiro mundo nestas últimas décadas? 
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