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27.1.16

Rescaldos e mais rescaldos


«Marcelo (…) não ganhou por causa da TV. Ganhou porque foi uma figura política forte ao longo de muito tempo (desde o Expresso nos anos setenta até à criação do PSD, a que depois presidiu), ganhou porque não teve opositor forte no PS e ganhou porque fez a campanha ao centro, apoiando o governo de Costa. Se não fosse uma figura incrustada no passado do PSD, não era candidato viável. Se tivesse um(a) opositor(a) mais forte na área do PS, outro galo cantaria. Se tivesse feito a campanha à direita, tinha segunda volta (…)

Finalmente, as maiores TVs escolheram discriminatoriamente entre as candidaturas e o resultado desmentiu flagrantemente a sua escolha. Para a TVI e para a SIC, em termos de debates em canal aberto só contavam Marcelo, Nóvoa e Belém, tendo outros candidatos sido relegados para o cabo (Edgar e Marisa, com uma diferença na audiência de um para dez ou para vinte em relação aos debates em canal aberto) e os outros reduzidos a semi-debates em canal cabo. Essa escolha foi uma decisão política. E não só foi errada como foi desmentida pelos resultados, quando Marisa provou que representava duas vezes e meia a expressão de Maria de Belém.»