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3.3.16

Humor e mudanças sócio-económicas



Ricardo Araújo Pereira na Visão de hoje:

«A cineasta Leonor Teles ganhou um Urso de Ouro para melhor curta metragem pelo filme Balada de um Batráquio. (…) Um jornal perguntou: “Quer ter um papel numa eventual aproximação entre os ciganos e o resto da sociedade?” Leonor Teles respondeu: “Eu não! Fiz o filme, o que há a fazer é as pessoas irem vê-lo e tirarem dele o que entenderem. Não me cabe a mim ter o papel de juiz”.(…)

No dia seguinte, o JN noticiava na capa: “Venda de sapos de loiça dispara”. Alguns comerciantes que ainda não sabiam que os ciganos tinham uma superstição com sapos ficaram a saber pelo filme e foram esgotar os stocks de batráquios de porcelana. Um dia negro para quem acredita que os problemas sociais se resolvem à força de curtas-metragens humorísticas.»

Na íntegra AQUI.
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