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10.4.16

Luís Castro Mendes



Mal se soube o nome do novo ministro da Cultura, surgiram no Facebook inúmeras pessoas, normalmente «cultas» e muito bem informadas, que nem sabiam que tal pessoa existia. Confesso que a minha primeira reacção foi de choque, mas depois percebi o motivo: não aparece na televisão, nem sequer como comentador de futebol. 

Conheço-o há muitos anos, embora não de perto, e a escolha agrada-me. Uma coisa está garantida: não vai ameaçar ninguém com bofetadas. 
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1 comments:

Niet disse...

Luis Castro Mendes conheceu Melo Antunes na Fac. Direito antes do 25 Abril, quando o grande cérebro do MFA ia assistir como auditor livre às aulas de Miguel Galvão Teles. Castro Mendes distinguiu-se- como Nuno Júdice e Viror Oliveira Jorge ou Hélia Correia- como magnifico poeta no célebre Juvenil do D.Lisboa nos finais dos anos 6o. Uma geração de ouro, se assim se pode dizer. Depois havia os revolucionários, os estrangeirados sobretudo, que desceram a Lisboa para fazer o Maio 68 em 69. Castro Mendes aderiu ao MES e, mais tarde, ao GIS do Brederode e César Oliveira, uns iluminados que tinham como modelos principais André Gorz e Michel Rocard. As ligações com o Grupo de Genebra- Medeiros Ferreira e Eurico de Figueiredo- também foram capitais para a intervenção politica dessas facções muito sofisticados e...a pender para o neo-reformismo estatista de altos voos. Migel Galvão Teles e Luis Nunes de Almeida. colegas e profs. em Direito, desempenharam também papeis capitais junto da ala do MFA moderada por Melo Antunes. Luis Castro Mendes foi chefe de gabinete de Melo Antunes quando este foi titular do MNE, onde Jorge Sampaoiol era secretário de Estado. A única coisa que perturba na indigitação de Castro Mendes para a Cultura é a idade um pouco já avançada, pois a gestão do sector implica um desgaste fisico e emocional tremendo, ainda por cima em tempos de austeridade. Niet