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11.8.16

Governantes a 80 por cento


«Este caso foi, também, um pretexto para uma curiosa inovação governamental. Apesar de o MNE ter considerado que os secretários de Estado visados “têm todas as condições” para permanecer nos cargos, o mesmo ministro achou, por bem, amputar ao seu SE da Internacionalização a delegação de poderes que envolvam directa ou indirectamente a GALP. Já os outros SE (dependentes do MF ou do ME) não ficaram, ao menos publicamente, sujeitos a este capitis diminutio. Passámos a ter membros do governo que, às vezes, podem decidir e outras vezes, não. E haverá situações cruzadas em que não se sabe quem e como se decidirá. Tão linear como isto. Assim, tudo fica numa boa e toda a gente no Governo se sente confortável: ninguém se demite, ninguém é demitido, alguns só estão “demitidos” em certos assuntos, e não voltarão a fazer viagens para o Mundial 2016 (na Rússia) porque o “manual de instruções” a aprovar pelo Governo já se lhes vai aplicar. Verdadeiro critério de Estado. Assunto encerrado.» 

Bagão Félix
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