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14.9.16

É para Deus que Durão Barroso vai trabalhar



«Não se esqueça que o chairman e CEO do Goldman Sachs acredita que os bancos têm um desígnio social e se limitam a "fazer o trabalho de Deus". Numa velha e espantosa entrevista ao Times of London, que merece, claro, ser relida, Lloyd C. Blankfein disse mais: "Nós [bancos e banqueiros] somos muito importantes [...] Ajudamos as empresas a crescer ao ajudá-las a levantar capital. As empresas que crescem criam riqueza, dão emprego às pessoas, que criam mais crescimento e riqueza. É um ciclo virtuoso". [...] Eu sou só um banqueiro que está a fazer o trabalho de Deus". Assim, sem mais nem menos. (…)

O homem que foi durante dez anos presidente da Comissão Europeia - uma década sem brilho, diga-se a bem da verdade - foi incapaz de não sucumbir, nem sei bem a quê, ou porquê. Não é discriminação, como defendeu o português, é sim moralmente condenável. No global e nos detalhes. Um pacto com o Diabo, com o banco que, conforme garante o presidente francês, explicava aos gregos como engatar as contas do país. Que as portas do céu estejam já fechadas para Barroso.»

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