18.6.16

Não há regressos grátis



Mas já está, já cá estou. O país do futebol esperava por mim.
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17.6.16

Astana, a primeira nova capital do séc. XXI



Em 1997, a capital do Cazaquistão mudou de Almaty para Astana. A decisão foi tomada pelo «nosso presidente» por dois motivos principais: localização geográfica mais central neste grande país (em extensão, o nono do mundo) e em região não sísmica.

Astana tinha então 200.000 habitantes, tem hoje quatro vezes mais e crescerá muito nos próximos tempos, nomeadamente por causa de tudo o que está a ser feito para a Exposição Universal de 2017. É hoje uma cidade nova e grande, com milhares de apartamentos recentes e alguns monumentos com uma qualidade absolutamente fora de série, ou não tivessem alguns a marca de Norman Foster. É o caso de uma grande pirâmide de vidro – o Palácio da Paz e do Acordo – com uma arquitectura interior extraordinária (ficam algumas imagens, a de topo e as primeiras mais abaixo) e de uma outra, inclinada, onde a temperatura é mantida estável durante todo o ano e que tem, no último andar, uma praia artificial.

Ao contrário de Agabate, no Turquiministão, Astana tem vida, as pessoas passeiam-se por todo o lado, vê-se muitas grávidas e um número excepcional de bebés – dizem-me, aliás, que o país regista actualmente um verdadeiro baby boom, facilitado por grandes ajudas por parte do Estado, interessado em aumentar rapidamente uma população que não chega aos 18 milhões.

As 130 nacionalidades que vivem neste país resultam, não só mas em parte considerável, do facto de ter sido deportado para o Cazaquistão cerca de um milhão de pessoas durante a pertença à URSS. (Perto de Astana existiu um gulag para mulheres, que não me apeteceu visitar.) Por cá ficaram, têm a cidadania local, mas mantêm um complexo sistema de pertenças, que seria longo e difícil de explicar.

De resto, há mesquitas, como é óbvio, igrejas ortodoxas e pelo menos uma católica.

Muita coisa fica por contar e o tempo está a chegar ao fim. Mais logo regresso à base. Depois de uma salutar ausência e com mais bagagem na vida.





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Mudam-se os tempos




Descendentes de deportados por Estaline, agora num outro comprimento de onda. (Astana) 

Para o Cazaquistão, foi deportado cerca de um milhão de pessoas. A população actual anda na casa dos 17 milhões.
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16.6.16

Super UBER


Nestes países por onde tenho andado (Turqueministão e Cazaquistão), há táxis oficiais mas muito poucos. Em contrapartida, qualquer cidadão pode ganhar uns extras e transportar quem esticar o braço à beira do passeio. Já o fiz várias vezes, paga-se menos de metade do que nos táxis e funciona. «Não é perigoso?», perguntei quando me explicaram o esquema. «Não, as prisões são tão más que ninguém quer ir lá parar». Outros mundos… 
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Mausoléus – um entre muitos



Já estou em Astana, muito ficou e ficará por contar, mas destaco um ou outro ponto que me parece ter mais interesse.

Parte do dia de ontem foi passado na cidade do Turquistão, onde se encontra um conjunto de mausoléus, sendo de destacar o de Khoja Ahmed Yasawi, primeiro Património Mundial da UNESCO no Cazaquistão. Foi Tamerlão que o mandou construir em 1389, tem dois andares, uma grande e lindíssima cúpula, mais de 30 quartos, belíssimos moisacos que estão em fase de reconstituição neste momento, uma muralha de defesa própria.

Não é Samarcanda nem Bucara… mas merece a deslocação – no meu caso, de muitos quilómetros em estradas duvidosas e debaixo de uma monumental carga de água.





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14.6.16

E acabou o ecoturismo



Hoje foi dia de dizer adeus ao ecoturismo, com grande parte do dia passada na Reserva Natural de Aksu-Zhabagly, a mais antiga da Ásia Central. Concretamente, andei pelas bordas do mais do que imponente Desfiladeiro Aksu (= Água Branca). No Sul da Cazaquistão, muito perto da fronteira com o Uzebequistão, tem 15 quilómetros de comprimento, 1 de largura e cerca de 500 metros de profundidade.

Ficam algumas imagens, que bem mereciam melhor fotógrafa…




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13.6.16

Por lagos e montanhas



A cerca de 70 quilómetros de Almaty, o Lago Issyk é uma maravilha de cor num ambiente do mais puro sossego e silêncio. Verde esmeralda, com variações conforme a incidência do Sol (e ontem estava um pouco encoberto quando lá estive), é passeio obrigatório para turistas e não só.

Julga-se que apareceu há cerca de 8 a 10 mil anos, como resultado de uma enorme avalanche e, para lá chegar, passa-se pelas belíssimas montanhas do desfiladeiro de Issyk.

Um excelente ponto final para a minha estadia em Almaty. Depois de uma viagem de comboio de 13 horas, durante a noite de ontem, cheguei a Tulkubas (= Cabeça de Raposa). Mas isso fica para mais tarde.



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Sabedoria política


«Esperamos que o “nosso presidente”, que tem 77 anos, ainda dure muito: já encheu os bolsos há muito tempo, depois fez bem ao povo. Quando vier outro, vai primeiro encher os bolsos.» (sabedoria política de um cazaque.)