Páginas

18.1.17

Boicote ao Público



Não é meu hábito apelar a boicotes. Mas já fiz a minha parte, neste caso, e subscrevo o apelo que o Mário de Carvalho faz no Facebook:

«Possuo cerca de 5000 amigos no FB. Não conheço a maioria, mas, para terem aqui apostado, benevolentemente, é porque são gente de bem. Eu venho então, assim confiado, solicitar-lhes uma coisa que uma já longa convivência consente: POR FAVOR, DEIXEM DE COMPRAR O PÚBLICO. O jornal foi abastardado, transformou-se numa tarjeta panfletária de interesses muito localizados, muito desmascarados, muito à mostra. Todo um fingimento descaradamente foleiro. Não há, a nenhum respeito, a menor confiança naquilo. Um cartaz ou uma pichagem («Vivam os nossos amados patrõezinhos, mai-las suas opiniões!») resolvia-lhes o servilismo, escusavam de tanto aparato de letras e bonecos. Menos 5000 leitores, eu sei, significa pouco. Basta que o engenheiro beneficiário suba o preço de alguns iogurtes e estará compensado. Mas o sentimento de deixarmos de andar enrolados numa farsa, encenada por gentalha menor, também compensa não?» 
.