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2.3.17

Uluru e as suas lendas



Hoje andei pelo Uluru, quase por dentro, numa longa caminhada que permitiu ver desfiladeiros, covas, vegetação, lagos e símbolos da cultura aborígene.

Algumas das grutas são utilizadas para dar um certo tipo de aulas a crianças que frequentam escolas aborígenas, usadas como cozinhas em momentos especiais ou em outro tipo de actividades.

Um dos pontos interessantes ligados a Uluru reside num conjunto de lendas sobre as suas origens e características. Resumo uma, contada em detalhe numa série de placas, algures perto de uma espécie de lago entre rochedos.

Kuniya, uma famosa cobra piton gigante, veio de Leste para Uluru com o pressentimento de que algo de mal tinha acontecido a um seu sobrinho. Não se enganou, este tinha sido ferido sem receber assistência. Kuniya decidiu então fundir o seu próprio espírito com o dele e transformaram-se na Wanampi, uma serpente arco-íris que continua a viver e protege uma espécie de lago para que a água não seque – e a água lá está.

O que pretende demonstrar esta lenda? Que se deve cuidar de quem precisa e que há que sublinhar, e respeitar, a intuição e a força femininas – neste caso representadas por Kuniya.

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Num outro comprimento de onda e porque há mesmo uma vez primeira vez para tudo: jantar com carne de crocodilo e de canguru.

Amanhã é outro dia, rumo a Cairns. E já não faltam muitos dias para o regresso…





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1 comments:

Porto Santo disse...

Experiência excelente com fotografia a condizer.

Um abraço,
Rui Mateus.