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1.6.17

O rei vai nu e há poucos a reconhecê-lo



«Outros parecem ter sentido o afago no orgulho europeísta e viram nas declarações de Merkel um grito do Ipiranga europeu, uma oportunidade para a reconstrução democrática da Europa, um novo impulso para o federalismo. Parece ter-lhes passado ao lado a parte em que Angela Merkel assumiu para si o papel de dona disto tudo. A Europa de Merkel não traz oportunidades, arrasta perigos. Quando o mundo está numa escalada armamentista e os conflitos se agudizam, a Europa alemã cheira a exército europeu. A Europa alemã soa a austeridade, ao mesmo Tratado Orçamental e ao mesmo Pacto de Estabilidade, onde mais integração significa apenas mais controlo sobre os nossos orçamentos.»

«Felizmente, há políticos na Alemanha que reconhecem que não basta pensar na Europa como uma resposta reativa a um presidente americano semilúcido. O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, o social-democrata Sigmar Gabriel, respondeu a Merkel com uma interessante autor-reflexão crítica: "Se nós alemães continuamos a atuar junto dos estados da Europa do Sul como um professor arrogante de finanças públicas, estes estados não vão apoiar as nossas ideias."» 
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