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14.5.20

14.05.1958 - Humberto Delgado no Porto



«Povo do Porto, a resposta está dada com esta manifestação. Façam eleições livres e venceremos!» Foi com estas palavras que Humberto Delgado se dirigiu à multidão que o aclamou em frente à sede da sua candidatura, na Praça Carlos Alberto, no Porto, em 14 de Maio de 1958. A fotografia passou a funcionar quase como uma espécie de ícone de uma campanha extraordinária, que abalou fortemente a ditadura de Salazar – mas sem conseguir derrubá-la.

Cinco dias antes, em 10 de Maio, no Café Chave de Ouro em Lisboa, no primeiro acto público de apresentação da sua campanha, Delgado disse a frase lapidar que viria a ficar célebre. Em resposta a uma pergunta do correspondente da France Press – «Qual a sua atitude para com o Sr. Presidente do Conselho, se for eleito?» – respondeu, sem hesitar: «Obviamente, demito-o!»




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10.5.19

10.05.1958 – Humberto Delgado: «Obviamente demito-o!»



Durante a conferência de imprensa de lançamento da sua campanha para as eleições presidenciais, no Café Chave d’Ouro em Lisboa, Humberto Delgado proferiu uma frase que viria a ficar célebre: «Obviamente, demito-o!»

Ler AQUI.

P.S. do dia: hoje podíamos ter assistido a um «Obviamente, demito-me!». Mas não, foi só fumaça…
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13.4.19

O Bispo do Porto morreu há 30 anos



Bispos do Porto houve muitos, mas «O» Bispo do Porto será sempre, para muitos, António Ferreira Gomes, aquele que, em Julho de 1958, escreveu uma longa e célebre carta a Salazar e que morreu em 13 de Abril de 1989.

A carta em questão, muito crítica da situação política, social e religiosa do país, deu-lhe direito a um exílio de 10 anos em Espanha, França e Alemanha, do qual só regressou em 1969, já durante o marcelismo.

É bom recordar que tinham tido lugar, um mês antes de a carta ser escrita, as eleições a que concorreu Humberto Delgado e que o país se encontrava ainda em grande agitação. Para muitos, sobretudo católicos, a conjugação destes dois acontecimentos – eleições com Delgado e carta do bispo do Porto – foi o verdadeiro pontapé de saída para a resistência e luta contra a ditadura durante as décadas que se seguiram.

Era difícil ter acesso ao texto da carta, mas coloquei-o online na íntegra, já há alguns anos. Trata-se de um documento histórico que não deve ser esquecido.
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10.5.18

10.05.1958 – Humberto Delgado: «Obviamente demito-o!»




Durante a conferência de imprensa de lançamento da sua campanha para as eleições presidenciais, no Café Chave d’Ouro em Lisboa, Humberto Delgado proferiu uma frase que viria a ficar célebre: «Obviamente, demito-o!»

Interessa o seu significado, independentemente das outras versões da frase em questão, que foram sendo reivindicadas.

«A 10 de maio de 1958, no café Chave d` Ouro, no número 38 do Rossio, em Lisboa, o candidato da oposição às presidenciais deu a conferência de imprensa em que o correspondente em Lisboa da agência noticiosa France Presse (AFP), Lindorfe Pinto Basto, fez a pergunta.
"Senhor general, se for eleito Presidente da República, que fará do senhor Presidente do conselho?", perguntou, depois de ter notado que, num país que vivia em ditadura, os jornalistas "estavam todos `nas encolhas`".
"Vi que os meus colegas estavam todos nas encolhas. Eles não podiam falar. Eu pertencia à France Presse. Fiz a pergunta. Tinha de a fazer. O general parecia que estava à espera", lembrou Lindorfe Pinto Basto numa conversa com Iva Delgado, filha do general que "perdeu" as eleições para o candidato do regime, Américo Thomaz, no meio de acusações de fraude.
"Obviamente demito-o!" foi a resposta usada pelos jornalistas, mas, mesmo passado meio século, as versões não são todas coincidentes, como descreve o neto do general, Frederico Delgado Rocha, no livro "Humberto Delgado - Biografia do General sem Medo" (Esfera dos Livros), agora reeditado por ocasião dos 50 anos do seu assassinato.
A frase, lê-se no livro, foi registada com "nuances" pelos diferentes jornalistas desde a pontuação ao tempo verbal e à própria ordem das palavras.
As duas variações assinaladas no livro são: "Demito-o, obviamente" e "mas obviamente demito-o".
Em 1998, numa conversa com Iva Delgado, Pinto Basto, que era correspondente da AFP desde 1948, registou outra frase: "Demito-o, é óbvio".»

(Fonte)
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13.4.18

13.04.1989 – O dia em que morreu um bispo do Porto que escreveu a Salazar



António Ferreira Gomes, o bispo do Porto, que, em Julho de 1958, escreveu uma longa e célebre carta a Salazar, morreu há 29 anos. A carta em questão, muito crítica da situação política, social e religiosa do país, deu-lhe direito a um exílio de 10 anos em Espanha, França e Alemanha, do qual só regressou em 1969, já durante o marcelismo.

É bom recordar que tinham tido lugar, um mês antes, as eleições a que concorreu Humberto Delgado e que o país se encontrava ainda em grande agitação. Para muitos, sobretudo católicos, a conjugação destes dois acontecimentos – eleições com Delgado e carta do bispo do Porto – foi o verdadeiro pontapé de saída para a resistência e luta contra a ditadura, durante as décadas que se seguiram.

Era difícil ter acesso ao texto da carta, mas coloquei-o online na íntegra, já há alguns anos. Trata-se de um documento histórico que não deve ser esquecido. 
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16.5.17

16.05.1958 - Chegada de Humberto Delgado a Santa Apolónia




Em 16 de Maio de 1958, vindo do Porto, Humberto Delgado foi alvo de uma grande manifestação de apoio em Santa Apolónia, violentamente reprimida pela polícia. O governo proibiu a divulgação de notícias que referissem o número de feridos, mas as mesmas apareceram na imprensa estrangeira.

Seis dias antes, em 10 de Maio, durante a conferencia de imprensa de lançamento da campanha, no Café Chave d’Ouro em Lisboa, tinha dito a frase que viria a ficar célebre: «Obviamente, demito-o!»

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14.5.17

14.05.1958 - Quando as ruas do Porto receberam Humberto Delgado



«Povo do Porto, a resposta está dada com esta manifestação. Façam eleições livres e venceremos!» Foi com estas palavras que Humberto Delgado se dirigiu à multidão que o aclamou em frente à sede da sua candidatura, na Praça Carlos Alberto, no Porto, em 14 de Maio de 1958. A fotografia passou a funcionar quase como uma espécie de ícone de uma campanha extraordinária, que abalou fortemente a ditadura de Salazar – mas sem conseguir derrubá-la.

Cinco dias antes, em 10 de Maio, no Café Chave de Ouro em Lisboa, no primeiro acto público de apresentação da sua campanha, Delgado disse a frase lapidar que viria a ficar célebre. Em resposta a uma pergunta do correspondente da France Press – «Qual a sua atitude para com o Sr. Presidente do Conselho, se for eleito?» – respondeu, sem hesitar: «Obviamente, demito-o!»



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16.5.14

Humberto Delgado, num 16 de Maio



Em 16 de Maio de 1958, vindo do Porto, Humberto Delgado foi alvo de uma grande manifestação de apoio em Santa Apolónia, violentamente reprimida pela polícia. O governo proibiu a divulgação de notícias que referissem o número de feridos, mas as mesmas apareceram na imprensa estrangeira.



A célebre frase: «Obviamente, demito-o!» tinha sido dita seis dias antes, no lançamento da campanha para a presidência, no Café Chave d'Ouro em Lisboa, como é explicado no vídeo:

13.7.13

Há 55 anos, a carta de um bispo



Cerca de um mês depois das eleições presidenciais de 1958, às quais Humberto Delgado tinha concorrido, mais precisamente no dia 13 de Julho, António Ferreira Gomes, bispo do Porto, escreveu uma longa e corajosa carta a Salazar, que lhe valeu dez anos de exílio em Espanha, França e Alemanha, entre 1959 e 1969.

Para muitos, sobretudo católicos, a conjugação destes dois acontecimentos – eleições com Delgado e carta do bispo do Porto – foi o verdadeiro pontapé de saída para a resistência e luta contra a ditadura, durante as décadas que se seguiram.

Vale a pena ler ou reler o texto para se perceber a importância que teve na época.

Aproveito o pretexto para recordar este poema de Sophia de Mello Breyner:

D. António Ferreira Gomes

Na cidade do Porto há muito granito
Entre névoas sombras e cintilações
A cidade parece firme e inexpugnável
E sólida – mas habitada
Por súbitos clarões de profecia
Junto ao rio em cujo verde se espelham as visões
Assim quando eu entrava no Paço do Bispo
E passava a mão sobre a pedra rugosa
O paço me parecia fortaleza
Porém a fortaleza não era
Os grossos muros de pedra caiada
Nem os limites de pedra nem a escada
De largos degraus rugosos de granito
Nem o peso frio que das coisas inertes emanava
Fortaleza era o homem – o Bispo –
Alto e direito firme como torre
Ao fundo da grande sala clara: fortaleza
De sabedoria e sapiência
De compaixão e justiça
De inteligência a tudo atenta
E na face austera por vezes ao de leve o sorriso
Inconsútil da antiga infância.

P.S. - Leitura aconselhada: Obviamente... – texto da intervenção de José Manuel Pureza, na sessão comemorativa do 50º aniversário da carta, que teve lugar em Coimbra, em 13 de Julho de 2008. 
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16.5.13

Humberto Delgado, ainda – há 55 anos



No regresso do Porto de comboio, Humberto Delgado foi alvo de uma grande manifestação de apoio em Santa Apolónia, violentamente reprimida pela polícia. O governo de Salazar proibiu a divulgação de notícias que referissem o número de feridos, mas as mesmas apareceram na imprensa estrangeira que começou a dedicar mais atenção a Portugal.



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14.5.13

Era óbvio mas não conseguiu demiti-lo



«Povo do Porto, a resposta está dada com esta manifestação. Façam eleições livres e venceremos!» Foi com estas palavras que Humberto Delgado se dirigiu à multidão que o aclamou em frente à sede da sua candidatura, na Praça Carlos Alberto, no Porto, em 14 de Maio de 1958. A fotografia passou a funcionar quase como uma espécie de ícone de uma campanha extraordinária, que abalou fortemente a ditadura de Salazar – mas sem conseguir derrubá-la.

Cinco dias antes, em 10 de Maio, no Café Chave de Ouro em Lisboa, no primeiro acto público de apresentação da sua campanha, Delgado disse a frase lapidar que viria a ficar célebre. Em resposta a uma pergunta do correspondente da France Press – «Qual a sua atitude para com o Sr. Presidente do Conselho, se for eleito?» – respondeu, sem hesitar: «Obviamente, demito-o!»




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13.4.13

O bispo que escreveu a Salazar



António Ferreira Gomes, o bispo do Porto, que, em Julho de 1958, escreveu uma célebre carta a Salazar, morreu há 24 anos, em 13 de Abril de 1989. A carta em questão, muito crítica da situação política, social e religiosa do país, deu-lhe direito a um exílio de 10 anos em Espanha, França e Alemanha, do qual só regressou em 1969, já durante o marcelismo.

É bom recordar que tinham tido lugar, um mês antes, as eleições a que concorreu Humberto Delgado e que o país se encontrava ainda em grande agitação. Para muitos, sobretudo católicos, a conjugação destes dois acontecimentos – eleições com Delgado e carta do bispo do Porto – foi o verdadeiro pontapé de saída para a resistência e luta contra a ditadura, durante as décadas que se seguiram.

Era difícil ter acesso ao texto da carta, mas coloquei-o online na íntegra, já há alguns anos. Trata-se de um documento histórico que não deve ser esquecido. 
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13.2.11

Humberto Delgado assassinado pela PIDE há 46 anos


«Assinala-se a 13 de Fevereiro a data da morte de Humberto Delgado, assassinado há 46 anos pela PIDE, nas cercanias de Olivença numa operação intitulada “Operação Outono” destinada ao “cerco e aniquilamento” do General sem Medo que se apresentou como candidato à Presidência da República em 1958 contra o regime de Salazar.

“Operação Outono” é também o título do filme de Bruno de Almeida que já está em fase de rodagem. Baseado no livro “Humberto Delgado, Biografia do General Sem Medo” de Frederico Delgado Rosa, neto do General, este filme retrata os detalhes da operação que levou a brigada da Pide, chefiada pelo agente Rosa Casaco, a cometer um dos assassínios mais brutais do Estado Novo.

O papel de Humberto Delgado é desempenhado pelo actor americano John Ventimiglia, conhecido da série “Os Sopranos”, e com o qual Bruno de Almeida já fez três filmes. “Operação Outono”, produzido por Paulo Branco, conta no elenco com os actores Nuno Lopes, Nicolau Breyner, Rogério Samora, Marcello Urgeghe, Ana Padrão, Carlos Santos, Fernando Lopes, Carla Chambel, Diogo Dória, Pedro Efe, Adriano Carvalho, Cleia Almeida, Carlos Paulo, Filipe Vargas, entre muitos outros. Conta também com uma participação especial de Camané.

As filmagens estão a decorrer entre Portugal e Espanha e o filme, que tem o apoio do ICA, da RTP e da Fundação Humberto Delgado, estreia nos cinemas no final de 2011.»

(Press Release da Fundação Humberto Delgado)
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8.6.08

Humberto Delgado - 8/6/1958





















Panfleto distrbuído em Lisboa depois das eleições presidenciais
de 8 de Junho de 1958

4.7.07

Carta do Bispo do Porto a Salazar (1958)

Cerca de um mês depois das eleições presidenciais de 1958, mais precisamente no dia 13 de Julho, D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto, escreveu uma longa e corajosíssima carta a Salazar, que lhe valeu dez anos de exílio em Espanha, França e Alemanha (entre 1959 e 1969).

Essa carta foi um marco na resistência dos católicos (então ainda relativamente incipiente) contra a ditadura.

O texto já foi incluído em várias publicações, mas nem sempre é fácil aceder-lhes. Poderá agora ser lido neste blogue e na sua nova «extensão»:


«AO EX.mo PRESIDENTE DO CONSELHO

Porto, 13 de Julho de 1958

Excelência,

Cumpre-me, antes de mais, agradecer a V. Ex.ª o ter manifestado a boa disposição de me ouvir.
Na verdade, estando eu, na ocasião das eleições, legitimamente ausente em Barcelona, a deslocação a Portugal, que se me pedia, por forma tão extraordinária e pública, não poderia deixar de considerar-se propaganda da Situação, visto que, nas condições das duas candidaturas, sem falar sequer da posição ideológica de quem me pedia, era praticamente voto aberto. Isto tinha talvez menos importância; o que a tinha máxima era o carácter plebiscitário que se tem dado às nossas eleições, carácter que eu procurei fazer compreender ao grupo de pessoas que se me dirigiu e que depois V. Ex.ª publicamente reconheceu.
Em tais condições e forçado a ser, diametralmente ao contrário do meu desejo, uma bandeira, eu não podia deixar de fazer uma declaração de voto. Como a não deveria fazer em público, requeri fazê-lo a V. Excelência.
Acho porém preferível enviar primeiro, por escrito, os pontos fundamentais desta minha declaração a fim de poder ser útil à nossa conferência.
Quero, sobretudo e antes de tudo, acentuar que aquilo que se me põe à minha consciência é um problema directamente da Igreja.
A grande e trágica realidade, que já se conhecia mas que a campanha eleitoral revelou de forma irrefragável e escandalosa, é que a Igreja em Portugal está perdendo a confiança dos seus melhores. Não direi se este processo está, em princípio, no meio ou perto do fim; o que é evidente é que tal processo está em curso, por mim penso que muito e muito adiantado.»

Ler o texto completo aqui.

1.7.07

1 de Julho de 1958 - Salazar e as eleições presidenciais


Em 8 de Junho de 1958, realizaram-se eleições para a Presidência da República, em que a oposição apresentou como único candidato o general Humbero Delgado. É bem conhecido o sucesso da campanha que as precedeu e que causou o maior «sobressalto político» (a expressão é de Franco Nogueira) que o Estado Novo conhecera até então.

Poucos dias mais tarde, mais precisamente no dia 1 de Julho, Salazar dirigiu-se aos portugueses em discurso proferido na União Nacional, comentando desta forma o comportamento da oposição:

«Para mobilizar 23% do eleitorado, as oposições fizeram a maior coligação e a mais completa junção de esforços de que há memória e tiveram de aceitar a cooperação, senão a preponderância directiva, de elementos comunistas. Os que sobrevivem do chamado partido democrático, monárquicos liberais ou integralistas desgarrados, socialistas, elementos da Seara Nova, o directório democrato-social, vestígios dos partidos republicanos moderados, alguns novos, sedentos de mudança, e os comunistas – todos poderiam unir-se, como fizeram, mas só podiam unir-se para o esforço da subversão, não para obra construtiva. Não se pode ser liberal e socialista ao mesmo tempo; não se pode ser monárquico e republicano; não se pode ser católico e comunista (*) - de onde deve concluir-se que as oposições não podiam em caso algum constituir uma alternativa e que a sua impossível vitória devia significar aos olhos dos próprios que nela intervinham cair-se no caos, abrindo novo capítulo de desordem nacional.»

(*) O destaque é meu: se Salazar cá voltasse, estranharia tanta coisa...

Com a voz inconfundível de Salazar como pano de fundo, aqui ficam imagens que recordam algumas cenas da epopeia que foi a campanha de Humberto delgado.