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3.1.19

Peniche, 03.01.1960 - A Fuga



Álvaro Cunhal, Carlos Costa, Francisco Martins Rodrigues, Francisco Miguel, Guilherme da Costa Carvalho, Jaime Serra, Joaquim Gomes, José Carlos, Pedro Soares e Rogério de Carvalho fugiram da Fortaleza de Peniche, em 3 de Janeiro de 1960, numa iniciativa absolutamente espectacular.

«Mesmo que, por qualquer motivo, a fuga tivesse sido abortada na sua segunda fase – o trajecto para os esconderijos na zona de Lisboa -, nem por isso deixaria de poder ser considerada um enorme sucesso político para o PCP e um momento alto contra o regime de Salazar. Poucas fugas de carácter político se lhe podem comparar, mesmo incluindo as mais célebres fugas ocorridas durante a II Guerra Mundial. Na história do movimento comunista, é um acontecimento ímpar.»
José Pacheco Pereira, Álvaro Cunhal. Uma Biografia Política. O Prisioneiro (1949-1960), volume 3, p.724.

(Desenho de Margarida Tengarrinha, onde pode ser visto o percurso da fuga.)




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12.10.18

12.10.1960 - O sapato de Nikita


Há 58 anos, durante uma agitadíssima Assembleia Geral da ONU, Nikita Kruschev tirou um sapato e bateu furiosamente com ele na sua bancada.

O incidente produziu-se num momento de grande tensão na Guerra Fria, cinco meses depois de um avião-espia americano ter sido abatido em território soviético e quando o recentíssimo governo de Fidel Castro se aproximava cada vez mais da URSS.

Na origem do gesto de Kruschev esteve uma intervenção do representante das Filipinas, em que este acusou a União Soviética de «colonizar» os países da Europa de Leste e os privar de direitos civis e políticos.

Seguiu-se uma sequência rocambolesca: Nikita protestou com o sapato, o presidente da Assembleia tentou controlá-lo batendo na mesa com um martelo, partiu-o, apagou a comunicação das traduções simultâneas e interrompeu a sessão.

Nos dias que se seguiram, não se falou de outra coisa - num mundo muito menos mediático do que hoje, foi «um sucesso».

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(Fonte)
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3.1.17

Recordar a fuga de Peniche, desta vez com toque pessoal (03.01.1960)

(Desenho de Margarida Tengarrinha, onde pode ser visto o percurso da fuga.)

Há 57 anos, deu-se a fuga mais célebre de presos políticos em tempos de fascismo e a utilização da Fortaleza de Peniche regressou agora de novo à ordem do dia, porque o actual governo começou por a incluir numa lista de monumentos a serem utilizados por privados para fins turísticos e acabou por retirá-la – e muito bem – da referida lista.

Se sou de um modo geral extremamente sensível a estes temas da preservação da memória relacionados com o fascismo, Peniche é-me especialmente próximo. Não é meu hábito referir factos familiares relacionados com efemérides, mas hoje é o dia. O meu marido participou, com Rogério Paulo e outros, na preparação da fuga e foi o condutor do carro que transportou Cunhal, e mais alguns que se evadiram, na primeira parte do percurso para Sul. Alguns meses mais tarde foi detido pela PIDE e passou em Peniche a maior parte dos seis anos em que o mantiveram preso. Estes factos são «património» familiar.

(José Pacheco Pereira, Álvaro Cunhal. O Prisioneiro, Temas & Debates, 2005, p. 722)

Não só por isso, mas assumo que também, me revoltam tanto os milhafres, que parecem pensar apenas em cifrões e em eleições autárquicas à vista e que tanto se esforçam por tentar sabotar uma exemplar decisão do governo em geral e, muito provavelmente, do ministro da Cultura em particular: repensar um destino para a Fortaleza, adequado ao seu passado.

Quanto aos factos, eles são conhecidos mas aqui ficam.

Álvaro Cunhal, Carlos Costa, Francisco Martins Rodrigues, Francisco Miguel, Guilherme da Costa Carvalho, Jaime Serra, Joaquim Gomes, José Carlos, Pedro Soares e Rogério de Carvalho fugiram da Fortaleza de Peniche em 3 de Janeiro de 1960, numa iniciativa absolutamente espectacular:


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3.1.16

Peniche: há 56 nos, a mais espectacular fuga em tempos de fascismo



No dia 3 de Janeiro de 1960, Álvaro Cunhal, Carlos Costa, Francisco Martins Rodrigues, Francisco Miguel, Guilherme da Costa Carvalho, Jaime Serra, Joaquim Gomes, José Carlos, Pedro Soares e Rogério de Carvalho fugiram da Fortaleza de Peniche, numa iniciativa absolutamente espectacular.

A mais completa e mais documentada descrição que já li da fuga foi feita por José Pacheco Pereira, em 31 páginas do terceiro volume da biografia de Álvaro Cunhal (*).

«Mesmo que, por qualquer motivo, a fuga tivesse sido abortada na sua segunda fase – o trajecto para os esconderijos na zona de Lisboa –, nem por isso deixaria de poder ser considerada um enorme sucesso político para o PCP e um momento alto contra o regime de Salazar. Poucas fugas de carácter político se lhe podem comparar, mesmo incluindo as mais célebres fugas ocorridas durante a II Guerra Mundial. Na história do movimento comunista, é um acontecimento ímpar.» (p. 724)

(*) Álvaro Cunhal. Uma Biografia Política. O Prisioneiro (1949-1960), volume 3, p.702-732.

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3.1.14

Dia para isto



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Há 54 anos



No dia 3 de Janeiro de 1960, Álvaro Cunhal, Carlos Costa, Francisco Martins Rodrigues, Francisco Miguel, Guilherme da Costa Carvalho, Jaime Serra, Joaquim Gomes, José Carlos, Pedro Soares e Rogério de Carvalho fugiram da Fortaleza de Peniche, numa iniciativa absolutamente espectacular.

A mais completa e mais documentada descrição que já li da fuga foi feita por José Pacheco Pereira, em 31 páginas do terceiro volume da biografia de Álvaro Cunhal (*).

«Mesmo que, por qualquer motivo, a fuga tivesse sido abortada na sua segunda fase – o trajecto para os esconderijos na zona de Lisboa –, nem por isso deixaria de poder ser considerada um enorme sucesso político para o PCP e um momento alto contra o regime de Salazar. Poucas fugas de carácter político se lhe podem comparar, mesmo incluindo as mais célebres fugas ocorridas durante a II Guerra Mundial. Na história do movimento comunista, é um acontecimento ímpar.» (p. 724)

(*) Álvaro Cunhal. Uma Biografia Política. O Prisioneiro (1949-1960), volume 3, p.702-732.

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3.1.13

Peniche, 3/1/1960 – a fuga



Álvaro Cunhal, Carlos Costa, Francisco Martins Rodrigues, Francisco Miguel, Guilherme da Costa Carvalho, Jaime Serra, Joaquim Gomes, José Carlos, Pedro Soares e Rogério de Carvalho fugiram da Fortaleza de Peniche, em 3 de Janeiro de 1960, numa iniciativa absolutamente espectacular.

«Mesmo que, por qualquer motivo, a fuga tivesse sido abortada na sua segunda fase – o trajecto para os esconderijos na zona de Lisboa -, nem por isso deixaria de poder ser considerada um enorme sucesso político para o PCP e um momento alto contra o regime de Salazar. Poucas fugas de carácter político se lhe podem comparar, mesmo incluindo as mais célebres fugas ocorridas durante a II Guerra Mundial. Na história do movimento comunista, é um acontecimento ímpar.»
José Pacheco Pereira, Álvaro Cunhal. Uma Biografia Política. O Prisioneiro (1949-1960), volume 3, p.724.

(Desenho de Margarida Tengarrinha, onde pode ser visto o percurso da fuga.)



Entretanto: se alguém julga que o plano de instalar uma Pousada na Fortaleza está abandonado, desengane-se já que, de vez em quando, o Grupo Pestana fá-lo renascer das cinzas. Não fosse «a crise» e talvez já víssemos concretizado um projecto semelhante ao do Paço do Duque, hoje existente na antiga sede da PIDE em Lisboa. Oxalá não (re)acordemos demasiado tarde.
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3.1.12

Começou bem o ano de 1960


Álvaro Cunhal, Carlos Costa, Francisco Martins Rodrigues, Francisco Miguel, Guilherme da Costa Carvalho, Jaime Serra, Joaquim Gomes, José Carlos, Pedro Soares e Rogério de Carvalho fugiram da Fortaleza de Peniche em 3 de Janeiro de 1960, numa iniciativa absolutamente espectacular.

«Mesmo que, por qualquer motivo, a fuga tivesse sido abortada na sua segunda fase – o trajecto para os esconderijos na zona de Lisboa -, nem por isso deixaria de poder ser considerada um enorme sucesso político para o PCP e um momento alto contra o regime de Salazar. Poucas fugas de carácter político se lhe podem comparar, mesmo incluindo as mais célebres fugas ocorridas durante a II Guerra Mundial. Na história do movimento comunista, é um acontecimento ímpar.»
José Pacheco Pereira, Álvaro Cunhal. Uma Biografia Política. O Prisioneiro (1949-1960), volume 3, p.724.



P.S. – Desenho de Margarida Tengarrinha, onde pode ser visto o percurso da fuga.
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