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15.9.16

Há 4 anos – Inesquecível




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31.12.12

Claro!


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Se é para escolher factos de 2012, aqui vão os meus dois



Farta, fartíssima dos mil balanços domésticos de 2012, dei por mim a identificar os meus ícones do ano. Dois locais onde já estive e que representam para mim, à sua maneira, o melhor e o pior dos últimos 366 dias: Rangum e Oslo.

Em Rangum, renasceu a esperança, num dos países mais fechados (e mais belos) do mundo, e as multidões exultaram de felicidade com a eleição de Aung San Suu Kyi para o Pyithu Hluttaw, a câmara baixa do parlamento. Foi pouco, foi quase simbólico, foi táctico? Pouco interessa: um passo de gigante, e de certo modo surpreendente, num país «parado e sem esperança», como o descrevi quando lá estive há cerca de três anos.

Sim, gostava de voltar a Myanmar, para rever Bagan do alto de um balão, para passar uns dias no Lago Inle e, sobretudo, para passar pela rua que dá acesso à casa de Aung sem esbarar na proibiçã0 policial.



Bem pelo contrário, por mais anos que viva, nunca mais porei os pés na sala onde se realiza a entrega do Prémio Nobel da Paz, em Oslo. Guardo o espectáculo a que este ano assistimos com um terrível sabor amargo, uma afronta, por mais desculpas e justificações esfarrapadas que tenham sido dadas por aqueles que estão sempre dispostos a justificar o injustificável e a ver «o lado positivo» mesmo onde ele é totalmente inexistente.

Ver aquela gente incompetente, e que tão mal está a tratar esta pobre Europa, ufana, a receber um troféu que já teve um significado importante ao longo de décadas, provocou em mim uma revolta incontida.

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Pronto. 2012 já está. Que venha 2013 e arregacemos as mangas porque vai ser muito, muito duro. Cá estaremos.
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1.1.12

Ano novo, vida nossa


Um belo texto de José Soeiro no Público de 30/12/2011 (sem link):

«Bateram as doze badaladas e anunciaram que tínhamos ficado em 2011. Na televisão, um comentador explicava: “seria uma irresponsabilidade mudar de ano agora, em plena crise”. O colega de debate, especialista em finanças cronológicas, concordava: “não estamos em tempo de comprar novos calendários, as pessoas têm de compreender que é preciso fazer sacrifícios”.

Claro que nem toda a gente aceitou pacificamente a ideia. Milhares de jovens que iam fazer 18 anos em 2012 organizaram manifestações pelo direito ao futuro: “não queremos ficar com as nossas vidas congeladas”, gritavam nas ruas. Movimentos de cidadãos fizeram uma jornada contra o “recuo histórico” que significava voltar ao passado. Houve uma greve por um novo calendário e por melhores condições de vida. Clandestinamente, alguns começaram a produzir calendários alternativos e a funcionar com as datas de 2012. O Governo explicou que era “totalmente inviável” mudar de ano. Sugeriu que os jovens emigrassem. Perante os protestos, ameaçou prender quem tentasse fazer um ano novo à revelia do acordo estabelecido com parceiros internacionais.

De repente, as praças foram ocupadas pela gente. Fizeram-se músicas, contos, poemas, filmes sobre os futuros possíveis: como seria um ano novo? As pessoas começaram a criar aquilo de que falavam. Aguentaram semanas na rua, numa lenta impaciência. Até que um dia o poder viu-se impotente: já não restava ninguém em 2011.»

(Via Facebook)
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