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14.2.21

Nova Zelândia não brinca em serviço



 


«A ordem de confinamento [de três dias], dada este domingo hoje pela primeira-ministra, Jacinda Ardern, vai obrigar quase dois milhões de pessoas a ficar em casa a partir da meia-noite, com escolas e empresas a fechar, com exceção de empresas consideradas "essenciais".
A causa do confinamento está no teste positivo ao novo coronavírus em três membros de uma família no fim de semana.»
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31.12.20

Auckland 2021

 



Já lá vão muitas horas desde que os neozelandeses festejaram a chegada do novo ano com bons motivos para o fazerem – sem máscara, porque já não precisam.
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2.11.20

A Nova Zelândia soma e segue

 



«Depois de ter merecido um enorme voto de confiança do eleitorado, a primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, aproveitou a formação do novo Governo para reforçar as suas credenciais como uma das líderes mundiais mais progressistas do planeta. O Executivo tem pela primeira vez uma mulher indígena como ministra dos Negócios Estrangeiros, três ministros homossexuais e outras minorias. “Reflectem a Nova Zelândia que os elegeu”, afirma Ardern. 

Uma das maiores novidades é a nomeação de Nanaia Mahuta como ministra dos Negócios Estrangeiros, que é a primeira mulher maori a exercer o cargo. Há quatro anos, Mahuta já tinha sido a primeira deputada a usar o moko kauae, uma tatuagem tradicional do povo maori, e agora é a primeira mulher indígena a chefiar a diplomacia neozelandesa.»
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8.10.20

Entretanto na Nova Zelândia

 


Se cortássemos Portugal em duas ilhas, e se metade da nossa população emigrasse, e se… e se…, talvez isto fosse mais fácil por cá. (Mas talvez o principal problema esteja no «e se… e se…».)


«A uma semana das eleições, a primeira-ministra neozelandesa anuncia que se prepara para dizer que o vírus foi eliminado — pela segunda vez. Esta quarta-feira, acabaram as restrições dentro do país. (…) 

É verdade que a Nova Zelândia, duas ilhas isoladas no oceano Pacífico com cerca de cinco milhões de habitantes, reúne boas condições para conseguir controlar a transmissão do vírus com relativa facilidade. Mas também é certo que o país representa um contraste total com o que se passa no resto do mundo.»
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11.7.20

Vidas antes desta Covida (8)



Um enorme maori (são mesmo grandes os maoris…), em Rotorua, Ilha do Norte da Nova Zelândia, 2017.

[É em Rotorua que vive a maior população Maori do país. Perseguidos por colonizadores vários durante séculos, os Maoris são hoje especialmente acarinhados pelo governo, dispondo de uma série de privilégios e incentivos. Pensa-se actualmente que os primeiros exploradores, vindos provavelmente da Polinésia, terão chegado há 700-1200 anos. No Triângulo da Polinésia, os povos têm línguas, culturas e crenças similares e há um sem número de histórias sobre viagens e trocas comerciais dos Maoris nesta área.]
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2.1.20

A Nova Zelândia que eu ainda vi…




«As cinzas e a poeira dos incêndios da Austrália estão a ser transportadas até aos glaciares neozelandeses que mudaram de cor e podem perder 30% do volume.
Desde a década de 1970 que investigadores têm vindo a registar a diminuição em quase um terço dos glaciares deste país. É expectável que desapareçam até ao final da década.»

Eu vi os glaciares assim, exactamente há três anos!

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8.10.19

Nova Zelândia



Foi no dia 8 de Outubro de 1769, há precisamente 250 anos, que os primeiros europeus chegaram à Nova Zelândia. Para assinalar a data, uma réplica da nau "Endeavour" foi recebida com uma cerimónia maori tradicional.
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22.3.19

Mulheres da Nova Zelândia





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Jacinda Ardern



«Sexta-feira passada, um terrorista — australiano, supremacista branco, 28 anos — atacou duas mesquitas na Nova Zelândia, durante a oração principal da semana, emitindo em directo para o mundo. Cinquenta pessoas morreram.

Foi o ataque mais brutal alguma vez na Nova Zelândia. O país ficou em choque. Mas a Nova Zelândia tem uma primeira-ministra que fez a diferença no mundo. Jacinda Ardern disse que aquelas pessoas atacadas — os muçulmanos — eram “nós”. Foi abraçá-las. Disse que nunca diria o nome do terrorista, que tanto quis notoriedade que matou em directo. E antes de o ataque fazer uma semana, Jacinda Ardern anunciou que ia banir as armas semi-automáticas.

Jacinda é a mais jovem mulher chefe de governo do mundo, tem 38 anos. Filha de uma família da classe trabalhadora, e politicamente trabalhista, foi levada para a política pela tia. Estudou comunicação, foi voluntária numa sopa de pobres em Nova Iorque, viveu em Londres, fazia parte de um painel de 80 pessoas, espécie de orgão de consulta de Tony Blair. Nunca esteve cara a cara com o então líder britânico em Londres, mas questionou-o depois na Nova Zelândia sobre a invasão do Iraque.

No ano passado, Jacinda foi mãe enquanto primeiro ministro em funções e levou o bebé, com três meses, para a Assembleia Geral da ONU. Inédito, histórico.

Foi esta a mulher a quem, há uma semana, coube responder no momento em que o seu país viveu o mais brutal ataque de sempre. E foi esta a mulher que, na sua resposta, não só emocionou o seu país, e convenceu adversários políticos, mesmo, como emocionou o mundo e deu-lhe um espelho onde ver a diferença. O que a distingue de pesadelos como Trump.

Nos jornais estado unidenses sucedem-se os textos sobre como Jacinda Ardern, a líder daquele remoto país, está a mostrar à maior potência do mundo como lidar com tiroteios em massa, com licença de armas e a sua multiplicação, com ataques terroristas, com os autores dessse ataques e com as suas vítimas.

Mais, está a mostrar ao mundo como lidar com o racismo, e como o terrorismo pode vir de qualquer lado, está a vir do supremacismo branco, dos racistas que se sentiram tão encorajados por Trump, e nele votaram.

A Nova Zelândia é o antípoda para quem está na Europa ocidental. Mas Jacinda mostrou que a Nova Zelândia é um eixo do mundo, um centro para onde líderes políticos das ditas potências devem olhar, para aprender. Ela é, na verdade, o antípoda de Trump ou Bolsonaro, dos xenófobos na Hungria ou na Itália. E como precisamos de antípodas assim.»

Alexandra Lucas Coelho

Ouvir AQUI.
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18.3.19

A origem do mal



«Primeiro, incredulidade. Vê-se o cano da arma, a disparar sem descanso, como se fosse tudo de brincar. Lá em casa há jogos assim. O jogador adivinha-se, não se vê, faz-nos deixar adivinhar. Pode ser qualquer um por detrás daquele metralhar. São jogos, têm nomes, e há sempre uma guerra no jogo onde se mata sem se sentir e uma guerra fora do jogo, entre pais e filhos, a limitar e a ceder para voltar a limitar e a ceder.

Depois o horror. Aquela matança em direto nas redes sociais não é de brincar. É um fanático que prime o gatilho, em imagens sucessivas de gritos de morte e de pessoas-pessoas a caírem. E a arma carrega uma e outra vez. Sangue verdadeiro. Loucura verdadeira, a trazer à memória essa outra matança numa escola brasileira, de motivações diferentes, ambas de um mundo ensandecido que não conseguimos compreender.

Mas temos de tentar. A começar no papel dos media, que está sempre a ser questionado, dentro e fora das redações. É exatamente aqui que o papel da mediação e do escrutínio deve ser valorizado. O vídeo do atirador da Nova Zelândia esteve horas online em várias plataformas. Sem filtros, sem edição, sem contexto. Como se fosse o ambiente de jogo em streaming em que atualmente milhões de crianças e jovens em todo o Mundo jogam. Foi num desses jogos que o terrorista diz ter aprendido o nacionalismo étnico.

O papel dos media não é ignorar essa realidade. Mas é ter sentido de responsabilidade na informação que publicam. Editando, cortando o que deve ser cortado, explicando o que deve ser explicado. Contribuindo para uma leitura crítica do contexto em que o ódio germina, não para a sua exibição voyeurista.

Sobra a origem do mal. As motivações raciais e religiosas. No manifesto publicado online pelos terroristas percebem-se as referências alusivas a outros ataques e a mensagem anti-imigração não podia ser mais clara. E essa é uma reflexão que, não sendo nova, nos é muito cara e próxima. A Nova Zelândia é considerada uma das nações mais seguras do Mundo. O que potencia a mensagem de que não há espaços seguros. O extremismo e a intolerância crescem em diferentes geografias, temos tido demasiados exemplos disso. E num momento tão relevante para a Europa, em que vamos ter eleições e desafios como o Brexit, não podemos desviar-nos das batalhas que realmente importam.»

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15.3.19

Christchurch



Estive há dois anos na cidade de que hoje se fala pelas piores razões: ataques terroristas, no segundo país mais seguro deste triste mundo, mataram dezenas de pessoas.

Christchurch é a segunda cidade da Nova Zelândia em termos de população, só ultrapassada por Auckland: tem cerca de 440.000 habitantes, um pouco mais do que a capital Wellington, e foi a principal vítima de um terrível terramoto que teve lugar em 22 de Fevereiro de 2011. Este arrasou-a, quase todos os edifícios com alguma altura ruíram ou foram tão afectados que foi necessário deitar abaixo o que restava ou reforçar o que era possível salvar. Todo o centro urbano é ainda um enorme estaleiro, mas é notável o que já foi feito ou refeito em poucos anos.

Morreram 185 pessoas e existe em plena cidade uma espécie de memorial com o mesmo número de cadeiras, pintadas de branco. Não sei se não lhe juntarão mais umas dezenas, em homenagem às vítimas de hoje.
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8.7.17

Bichos, muita bicharada (16)



The Agrodome. Ngongotaha, Rotorua, Nova Zelândia (2017).

The Adrodome é uma quinta onde são criados vários tipos de animais, com especial relevo para os carneiros (ou não se estivesse na Nova Zelândia…), atracção inevitável para turistas. Eu vi exemplares de 15 tipos, aqui já arrumados. 
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26.2.17

Apenas com mar à vista



Este é o percurso que terei feito de barco. Na Austrália andarei por terra e pelo ar. A vida num navio que leva 2.850 pessoas é um universo sui generis, que continuo a não apreciar especialmente, mas muito adequado para ver (um mínimo) da Nova Zelândia.

Um facto curioso: para além de umas dezenas de portugueses, há tantos brasileiros a bordo que os principais avisos dados pelos altifalantes são feitos em duas línguas, e apenas duas: inglês e português.

Amanhã será Hobart, na Tasmânia.
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25.2.17

Depois da Nova Zelândia, a caminho da Tasmânia



Sem terra à vista durante dois dias, a caminho da Tasmânia, aproveito para um curto balanço desta primeira parte da viagem.

Saio da Nova Zelândia com a confirmação de que é um país lindíssimo em termos paisagísticos, com algumas cidades agradáveis e muito bem cuidadas, e muito diferente de qualquer outro em que tenha estado, não só mas também em estilo de vida. Antes de mais, registe-se que tudo o que disser corresponde a puras apreciações de turista, com todas as reservas que a condição impõe.

Pareceu-me uma parte do mundo calmíssima, onde é fácil viver, mas cheia de regras – um pouco como acontece com os nórdicos europeus. Comparativamente com alguns inconvenientes (quase tudo é longe…), mas com muitas vantagens para quem não está «espartilhado» numa Europa na fase em que esta se encontra.

A Nova Zelândia é uma monarquia constitucional, existe por cá uma governadora, sem poder, que representa a rainha inglesa, e um sistema parlamentar muito pacífico e que parece satisfazer os cidadãos. Aliás, confesso que o que mais me impressionou foi o «espírito positivo» que parece imperar nesta terra, que até os imigrantes com quem falei (brasileiros, espanhóis, latino-americanos) partilham: afirmam que tudo corre bem, tudo funciona, tudo é mais ou menos fácil – o oposto do sentido crítico sistemático que nos caracteriza por aí. Mas quando a esmola é grande o pobre desconfia e vou com umas tantas perplexidades, admitindo no entanto que o problema seja meu.

Mas a verdade é que há pouca corrupção (segundo país com valor mais baixo, logo a seguir à Dinamarca), que pequenos crimes são notícia a nível nacional pela raridade, que as diferenças salariais são reduzidas (o que leva muitos jovens a não se darem ao trabalho de seguir cursos universitários por não valer a pena), que os sistemas de saúde e de educação parecerem mais ou menos satisfatórios.Tudo isto com impostos relativamente baixos.

A imigração é muito controlada num sistema complexo onde se vão acumulando pontos, primeiro para obtenção de licença de trabalho, depois para autorização de residência. Tudo é tido em conta desde a idade, localidade onde se pretende ficar (é mais fácil na Ilha do Sul por ser menos povoada), habilitações, nível do inglês e, também e sobretudo, relação entre características de quem quer ficar e necessidade de mão-de-obra no país em determinadas áreas específicas. Mas não sei se tudo isto não tenderá a modificar-se com a verdadeira «invasão» de chineses e de indianos ricos, que vêm para cá estudar sendo o verdadeiro sustentáculo do ensino superior privado. Muitos acabam por ficar e por se estabelecer por conta própria, o que irá provocar, inevitavelmente, alterações significativas.

Dizem-me que os neozelandeses se contentam com uma vida pacata, com horários rígidos entre casa e trabalho, e um pouco de golfe como actividade desportiva popular e barata. Não sei se pacatez rima com algum tédio, mas não me admirava que sim. Pelo menos fora de Wellington e de mais uma ou outra cidade.

Valeu a pena vir até o mais longe possível de casa para visitar mais este canto do mundo? Sim, sem dúvida alguma. 
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