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29.8.20

Berlim, hoje



«Nas ruas de Berlim nasceu em 1989 a Liberdade e a esperança de uma nova ordem mundial. A revolução pacífica que comoveu o mundo mudaria a Europa e reforçaria a Democracia alemã, pilar da nossa estabilidade e paz.

Nas ruas de Berlim hoje não havia judeus, nem muçulmanos, nem estudantes asiáticos ou negros. As organizações de estudantes das várias universidades pediram aos seus alunos estrangeiros para não saírem.

Nas ruas de Berlim marcharam hoje grupos de combate da extrema-direita, alguns condenados por homicídio, nas ruas de Berlim pediu-se o derrube do governo, gritou-se morte aos judeus e desfilaram bandeiras proibidas. Houve ataques a jornalistas. Houve grupos que viajaram de toda a Europa e da Rússia. Havia muitas bandeiras de apoio a Trump.

Nas ruas de Berlim os adeptos das teorias da conspiração, os anti-vacinas, os anti-ciência marcharam ao lado de nazis contra a “ditadura do Corona”. O bando de egoístas que não quer usar máscara prefere a ditadura verdadeira a um constrangimento individual.

Nas ruas de Berlim houve católicos, evangélicos, organizações da sociedade civil, organizações anti-racistas a gritar bem alto: “Rua Nazis”. Os alemães saíram à rua.

Há alturas em que é preciso fazer escolhas e a Polícia de Berlim ao ordenar a desmobilização desta “manifestação” fez a escolha certa. Tire-se-lhe o chapéu.»

Texto e imagem de Helena Ferro de Gouveia no Facebook
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11.5.20

A hora decisiva de Ursula



«O arranque do discurso da presidente da Comissão, Ursula Von der Leyen, no sábado, dia da Europa, é muito bonito e vou copiar três parágrafos: “Caros amigos, há 70 anos, uma declaração de menos de 10 minutos iria mudar o destino de um continente. A França, pela voz de Robert Schuman, estendeu a mão à Alemanha e a toda a Europa. Schuman propôs um gesto de solidariedade. Solidariedade de facto. Desde então percorremos um longo caminho. O objectivo da solidariedade ainda é válido. Vou mais longe: é mais válido do que nunca”.

Os 75 anos do fim da Segunda Guerra e os 70 da declaração de Schuman, dois momentos fundadores da Europa como a conhecemos, tiveram as celebrações reduzidas aos tempos da pandemia mas foi possível reter o essencial: a Europa unida é uma ideia comovente apesar de todos os dias revelar as suas enormes contradições e fragilidade. Agiganta-se em dias de comemorações, falha em questões decisivas – as instituições portaram-se como zombies no início da pandemia e até agora estamos à espera de um projecto para combater a crise profunda em curso.

As comemorações e as palavras genericamente bonitas surgem dias depois da decisão do Tribunal Constitucional alemão de pôr em causa a legitimidade das “grandes compras do BCE” – o instrumento que Mario Draghi inventou para em 2015 salvar literalmente o euro, aquilo em que se traduziu o “whatever it takes” com que o então presidente do BCE prometeu aos europeus não deixar extinguir a moeda única. A reboque de um pedido da Alternativa para a Alemanha, o tribunal de Karlsrue dá uma machadada inacreditável nos mínimos olímpicos por que os europeus até agora se regiam. Ao considerar a “desproporcionalidade” das compras do BCE, o tribunal constitucional alemão faz implodir o direito europeu e de caminho implode a frase fundadora de Schuman repetida no sábado por Ursula Von der Leyen: solidariedade de facto.

Um processo por infracção à Alemanha, como este domingo admitiu Von der Leyen, é histórico. Mas é a única resposta à altura das circunstâncias. Consegue a Europa, por uma vez, enfrentar a Alemanha – e os seus fantasmas consubstanciados na Alternativa para a Alemanha, o partido de extrema-direita que está na origem do processo? Desta questão depende muito do futuro de uma Europa em crise há longos anos em que as palavras bonitas das comemorações dos grandes momentos não têm correspondência no dia a dia dos cidadãos. Ursula não pode falhar aqui, como não pode falhar no combate à recessão que está aí. Mais falhanços e a ideia da Europa acaba ou fica reduzida ao Festival da Eurovisão, que talvez volte quando retomar quando acabar a pandemia.»

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8.11.19

Alemanha, um muro caiu e outro ergue-se



«Trinta anos após a queda do Muro de Berlim, o que então era um sinal de abertura hoje é um sinal de fechamento, como disse ao PÚBLICO Jacques Rupnik. A utopia da economia de mercado, a imitação a leste do modelo ocidental, nem reinventou a economia nem a democracia. A Alemanha de 2019 está a perder os seus complexos quanto ao passado nazi. A Turíngia é o melhor exemplo. A Alternativa para a Alemanha (AfD) conseguiu 23% dos votos nas eleições regionais do mês passado, graças a Björn Höcke, o mais radical dos seus dirigentes, e ultrapassou a CDU de Merkel.

Num estado onde o campo de concentração de Buchenwald se situa a pouca distância de Erfurt, a capital, sondagens revelam que 18% dos inquiridos consideram que o nazismo teve aspectos positivos e que 58% acredita que a imigração faz com que a Alemanha esteja a deixar de ser alemã. Desde 1949 que um partido parlamentar não desfilava ao lado de grupos neonazis. Mesmo assim, ou por causa disso mesmo, membros da CDU desafiam os valores da democracia cristã e admitem, sem o expressar directamente, a hipótese de aliança com a AfD.

Esta extrema-direita afirma-se como antidemocrata, antipluralista e recorre à violência e ao ódio para combater os seus adversários: Claudia Roth, vice-presidente do parlamento alemão, e Cem Özdemir, ex-líder dos ecologistas, foram alvo de ameaças de morte. Não faltam exemplos recentes para enquadrar este clima odioso: o ataque à sinagoga de Halle e o assassinato do político conservador Walter Lübcke, favorável ao acolhimento de refugiados, são elucidativos. O pensamento é simples e ameaça os partidos mais tradicionais: o Governo abriu as fronteiras aos refugiados, não protegeu os seus cidadãos e isso obriga a que estes se protejam e até façam justiça pelas suas próprias mãos.

A pragmática recepção de refugiados, que Merkel decidiu mais por razões demográficas e económicas do que por motivos humanistas, teve um efeito indesejado. O que explica o sucesso da AfD não é a situação económica, mas sim uma complexa conjuntura alimentada pelo medo do futuro e pela recusa da alteridade numa sociedade a fechar-se sobre si própria. Que isso seja mais natural a este do que a oeste é apenas o sintoma mais espontâneo de uma regressão democrática. Não era isso que esperávamos da Alemanha 30 anos depois. Não precisamos dos muros construídos pelo ódio, como se estivéssemos de novo perante a ameaça otomana. A ameaça está no meio de nós e está a crescer.»

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28.8.18

«Good Bye, Lenin!», de novo, na ex-RDA




Muito interessante:

«La recreación de escenarios típicos de la RDA se emplea en Dresde para ayudar a residentes con demência. (…)
El muro cayó de un día para otro, y con él, un mundo de certezas incuestionables saltaron por los aires. Millones de ciudadanos tuvieron que adaptarse a marchas forzadas a un nuevo sistema de valores. La virtud, la disciplina, la lealtad… fue como si todo lo aprendido adquiriese de repente otro significado. La autoestima colectiva se resintió y en el plano individual, cada uno hizo su transición como pudo, con los mimbres psicológicos disponibles. Por eso, no es difícil comprender que los mayores experimenten una cierta sensación de confort cuando se reconocen en su antigua cotidianidad.»
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3.7.18

Alemanha e refugiados




«Chanceler acordou com Seehofer que imigrantes registados noutros países da UE sejam levados para campos de detenção e a constituição imediata de três desses campos na fronteira com a Áustria. Marisa Matias alerta: “ou acordamos a tempo ou seremos cúmplices da barbárie que está a avançar na Europa”.


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28.6.18

A Grécia não é a Itália, nem Malta – é bem mais decente




«“We have to find a way, in the framework of the international law, to share the burden and to not have this unfair position for the frontline countries but also for Germany … because it’s not fair all these people to go to Germany, if we believe that this is a European problem.” (…)
Tsipras added that there were bigger issues to address than migration. “I think that the dilemma we have ahead is more serious … The dilemma that we have ahead is what Europe do we want?”»
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29.9.17

O ovo estrelado da serpente



«Após as eleições alemãs do passado domingo, os jornalistas portugueses foram a correr ver o dicionário português-alemão para saber como se diz geringonça. Eu como não sou jornalista fiz investigação: fui ao Google translate. Obtive: contraption. Não parece uma palavra alemã. O que é natural, porque eles detestam geringonças.

Apesar de ter vencido, Merkel sofreu uma grande derrota, pior só a de Schulz, que parece ser mais popular em Portugal do que na Alemanha. O grande destaque das eleições vai para a AfD, a extrema-direita alemã, um eufemismo para nazis, que passou a a ser o terceiro maior partido na Alemanha com 13,5%. O Bundestag alemão vai ter dezenas de deputados nazis. Se estivéssemos em 1938 e a Europa estivesse meio dividida e houvesse um ditador na Rússia , era coisa para ficar assustado. Além do mais temos os EUA que são do mais antifascista que há e contamos sempre com eles.

Acho que, se calhar, o Muro de Berlim estava lá, não para separar a democracia do mundo ocidental da ditadura comunista, mas para evitar que os alemães se juntassem outra vez. Na verdade, se calhar, era um muro antinazi. Se os alemães se juntam todos, acabamos sempre nisto. Setenta anos depois do Holocausto, há 13,5% de eleitores alemães que assumem que querem ser nazis. É uma espécie de sair do armário da Anne Frank. Acho extraordinário haver pessoas que estão admiradas por haver nazis na Alemanha. Por exemplo, sobre ovos moles em Aveiro, ainda não vi nada.

Eu não tenho nada contra os alemães, excepto o humor que é fraco e o porno, péssimo, mas vamos lá ver uma coisa, os alemães perderam a guerra, mas eles queriam ganhar. Eles não perderam porque chegaram à conclusão: "Ai, se calhar isto do nazismo é feio, mais vale perder isto."

Com este crescimento da extrema-direita, Angela Merkel está para a UE como o último bastião das ideias que deram origem à União. Chegou aquele momento em que é suposto nós, portugueses, estarmos agradecidos a Merkel e arrependidos de lhe termos chamado nomes. Era só o que faltava. Tiro o chapéu tirolês aos discursos de Merkel sobre os refugiados, mas não engulo ver a Angela com o discurso antixenófobo depois do que disse dos calões do Sul. Só falta vir o Schäuble dizer que tem sangue grego.

Pode ser do que ando a tomar, mas faz-me confusão ver Merkel e companhia assustados com o crescimento da extrema-direita, como se o discurso a uma só voz , alemã, sobre a Europa, mais o castigo dos "gastadores" e apologia da austeridade não tivessem contribuído para o aparecimento de populistas. Agora, temos de estar todos agradecidos à Merkel porque é o último muro que nos separa dos radicais de direita. Muito obrigado, Doutora Frankenstein.»

24.9.17

Entretanto na Alemanha




«Across Europe, social democratic parties are in crisis and on Sunday, the German SPD could slide to its worst result since World War II. (…)

Martin Schulz has made "social justice" the central issue of his campaign, but the working class, once the key constituency of social democracy, has been fragmented into a well-paid core workforce and a periphery of temporary workers who often do the same work for less money. Others are stuck in dead-end service jobs. Are social democratic parties still the parties of workers? Or is this just a distant memory to which educated, upwardly mobile public servants cling to? That, at least, is what the SPD factions in state parliaments and the Bundestag make it look like.» 
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26.6.17

26.06.1963 – «Ich bin ein Berliner»



Frase proferida por John F. Kennedy, em Berlim Ocidental, no dia 26 de Junho de 1963, quase dois anos depois de o Muro de Berlim ter dividido a cidade, num discurso em que o presidente dos Estados Unidos quis mostrar o seu apoio à Alemanha Ocidental e que foi considerado um dos momentos mais importantes da Guerra Fria.



O texto do discurso pode ser lido aqui.

Poucos meses depois, Kennedy foi assassinado em Dallas.
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2.6.17

Bem prega Frau Merkel




«Meanwhile, Germany insists that other countries follow its lead on climate change, shutting down nuclear power stations and switching to clean energy generation. But Germany is Europe’s biggest burner of dirty coal (seventh in the world), and it’s not on track to hit the Paris Agreement’s reduction targets for 2020. Its best-selling export is big, expensive, gas-guzzling luxury automobiles, including diesels. The Dieselgate scandal caught Volkswagen and other German car manufacturers cheating on emissions tests.»
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1.6.17

O rei vai nu e há poucos a reconhecê-lo



«Outros parecem ter sentido o afago no orgulho europeísta e viram nas declarações de Merkel um grito do Ipiranga europeu, uma oportunidade para a reconstrução democrática da Europa, um novo impulso para o federalismo. Parece ter-lhes passado ao lado a parte em que Angela Merkel assumiu para si o papel de dona disto tudo. A Europa de Merkel não traz oportunidades, arrasta perigos. Quando o mundo está numa escalada armamentista e os conflitos se agudizam, a Europa alemã cheira a exército europeu. A Europa alemã soa a austeridade, ao mesmo Tratado Orçamental e ao mesmo Pacto de Estabilidade, onde mais integração significa apenas mais controlo sobre os nossos orçamentos.»

«Felizmente, há políticos na Alemanha que reconhecem que não basta pensar na Europa como uma resposta reativa a um presidente americano semilúcido. O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, o social-democrata Sigmar Gabriel, respondeu a Merkel com uma interessante autor-reflexão crítica: "Se nós alemães continuamos a atuar junto dos estados da Europa do Sul como um professor arrogante de finanças públicas, estes estados não vão apoiar as nossas ideias."» 
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28.10.16

Ein Zug de Chelas



«O ministro das Finanças da Alemanha voltou a atacar o Governo: "Portugal estava a ir bem até chegar este Governo".

Temos sorte em Schäuble não ter vindo dizer que o Deutsche Bank está como está desde que chegou o Governo de Costa. Schäuble tem mesmo uma obsessão connosco. Uma embirração que eu não sei se não terá a ver com a calçada portuguesa.

Diz o ministro das Finanças alemão que este Governo não está a cumprir as promessas que o anterior fez. É exactamente por isso, shor Schäuble, que existe este Governo. Primeiro, porque as promessas que o anterior Governo lhe fez eram diferentes das que o anterior Governo nos tinha feito, antes de vencer as eleições. Segundo, porque como as promessas que esse Governo lhe fez não prometiam nada de bom, na primeira oportunidade, mudámos para outro. Chama-se alternância. É próprio da democracia e tenho o palpite que, em breve, o senhor Schäuble vai sentir isso na pele. Alguém sabe como é que se diz "ide marrar com o comboio de Chelas" em alemão? (…)

O mais curioso, neste ataque ao Governo actual, e defesa do anterior, é que se por acaso Schäuble se lembra de ligar agora a televisão, do bunker onde mora, no nosso Canal Parlamento e vê Passos e Cristas a pedirem para este Governo aumentar as pensões mais baixas, vai ter uma surpresa e só não tem um ataque cardíaco por ausência do órgão.

Segundo as minhas recordações, para a troika schaubliana da austeridade, as pensões eram para ficar todas congeladas até ao fim do século ou, numa hipótese mais remota, até a GNR conseguir apanhar o Piloto. Em relação a este último assunto, eu desconfio que a PSP e a GNR ainda não apanharam o fugitivo de Aguiar da Beira de propósito, porque o Estado, este ano, espera obter uma maior receita fiscal com imposto sobre cartuchos.»

João Quadros

26.10.16

Wolfgang Schäuble




O homem tem 74 anos. Não será altura de gozar uma sossegada reforma e deixar os outros em paz? Já chega, não?
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11.10.16

A Oeste, nada de novo




«Para o fim, como sempre, fica a cereja. Não é que o Banco Central Europeu, o arauto da intransigência, responsável por desastres como o do desfecho do Banif ou da chantagem contra o Governo grego, resolveu dar uma borlazinha ao Deutsche Bank? Para ajudar o banco alemão nos testes de stress, o BCE aceitou contabilizar mais-valias de uma grande operação que ainda não tinha sido concluída.
Banco ou Governo, nesta União são todos iguais. O Deutsche Bank é o mais igual de todos.» 
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30.9.16

Diabo Bank



«Desde Julho de 2015, o valor das acções do Deutsche Bank caíram mais de 65%. Neste momento, muitos jornais falam da necessidade de ajuda pública Mas assumir que precisam de ser salvos é algo muito complicado para os alemães, e até já há quem diga que o Deutsche Bank não é a Grécia.

O último ano e meio tem sido fatal para a fama de profissionalismo, exigência e excelência das grandes empresas alemãs. Se juntarmos o Deutsche Bank com a VW, temos banqueiros alemães a suicidarem-se com monóxido de carbono.

O colosso DB está em perigo. Os alemães, como são frios, são muita bons nos testes de stress, é assim que eles nos enganam. Se há alguma coisa que podemos ensinar aos alemães é saber ver os indícios de que vem lá chatice da grossa com um banco e vamos ter de pagar. Neste momento, devia estar uma troika de portugueses em Berlim, composta por: um lesado do BPN, um do BES e outro do Banif. (…)

É num momento como este que vemos a grandeza de um homem como Schäuble. Com chatices tão grandes lá em casa e só se preocupava connosco. Os nossos noticiários estão repletos da preocupação europeia com o nosso défice, porque o José Gomes Ferreira não sabe ler jornais em alemão. (…)

O problema é que não é o Deutsche Bank que é demasiado grande para cair, o resto é que é demasiado pequeno se ele cair. O diabo, afinal, pode chegar em Outubro, sob a forma dos anjos do arauto.

Chegamos à triste conclusão que a banca alemã esteve a viver acima das suas possibilidades e as suas possibilidades eram infinitas. Não sei se é possível fazer como a VW e o euro recolher à oficina para corrigir um defeito de fabrico. Este problema com o DB faz lembrar 2008 e perceber como, rapidamente, nos esquecemos de 2008.»

João Quadros

13.2.16

Bitte Herr Schäuble Portugal in Ruhe lassen!



«Wolfgang Schäuble, ministro de finanzas alemán, acaba de hacer una advertencia/ amenaza/ chantaje a Portugal, indicando que "perturbar a los mercados no es el mejor camino".

Schäuble, que en 1990 fue víctima de un desequilibrado que lo condenó para siempre a la silla de ruedas, es uno de los políticos en servicio activo más antiguos de Europa, y uno de los responsables de la desastrosa conducción económica hecha desde Bruselas.

Se puede entender que este hombre amante de la más absoluta austeridad, y amargado crónico desde que en el año 2000 tuviera que dimitir de un ministerio por su responsabilidad en la financiación ilegal de su partido, la CDU, odie ahora a los portugueses.

Este hombre detesta que los portugueses vengan perturbando a los mercados desde el siglo XIII, detesta que los portugueses coman, beban, follen, lean, canten y sean un país soberano.

¡Deje en paz a Portugal Herr Schäuble!»

Luis Sepúlveda no Facebook.
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