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7.10.15

Vai uma ajudinha?


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12.8.15

Importam-se de repetir?



«Imprensa alemã explica porquê: o FMI só entra no terceiro resgate se houver reestruturação da dívida grega, mas o governo de Merkel quer afastar essa exigência. Para isso, quer salvaguardar o FMI de eventuais perdas, mas serão os europeus a pagar caso corra mal.» 
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24.7.15

Os avós de Schäuble



«A entrevista de Schäuble, esta semana no Diário de Notícias, confirma tudo o que se esperava: Schäuble é um contabilista básico, com um complexo de superioridade que não tem um vislumbre seja do que for. Tão básico que faz dó. O ministro das Finanças alemão fala sobre a União Europeia como se fosse uma reunião de condóminos.

Schäuble, a meio da entrevista, cita a avó: "A minha avó costumava dizer que a benevolência vem antes da devassidão." Ou seja, Schäuble parece ter um momento de humanidade, mas acaba a citar a avó para dizer uma frase que podia estar à entrada de um campo de extermínio. Por isso, é tão raro o alemão que cita avós. É um risco, porque a maioria andou metida em chatices há 70 anos.

O que mais assusta não é Schäuble citar uma frase tão triste, é o à-vontade com que o faz. Há 15 anos, a frase "a benevolência vem antes da devassidão" usada por um chefe de Estado alemão, em relação a outro povo, seria uma vergonha e um "despertar de fantasmas". Depois de ler a entrevista de Schäuble, poderíamos pensar que a maior parte dos problemas da UE se resolve tirando as rampas de acesso ao edifico da CE, mas não é verdade. O problema da Europa é o mesmo de sempre: os alemães. (...)

Os alemães são gente que raramente sai da Alemanha, a não ser para ir chatear os outros, dado que não falam um palavra de outras línguas. Um museu de história natural, em Munique, é uma cena hermética, quase claustrofóbica, pois toda a informação está apenas em alemão e há um momento em que pensamos que foram eles que fizerem o universo. (...)

Aquilo que os alemães fazem não chega a ser viver. É uma espécie de visita guiada à vida, mas não se pode mexer na maior parte das coisas. É incrível que povos que amam a vida e a sabem aproveitar, como italianos, gregos, portugueses e espanhóis, se deixem comandar por esta gente. Quem sabe viver e aprecia a vida, não quer viver como aquela gente. Os alemães são um povo sem o menor jeito para o humor e para os filmes pornográficos, e ninguém pode ser feliz se não sabe rir e coisar como deve ser.»

João Quadros

14.6.15

Grécia: líderes socialistas alemães e italianos ao lado dos credores



Sigmar Gabriel, líder do SPD e vice-chanceler alemão, e Matteo Renzi, líder do PD e primeiro-ministro de Itália, distanciam-se de Atenas no momento crucial das negociações em Bruxelas 

Ler mais AQUI.


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8.4.15

Deve a Alemanha pagar a dívida à Grécia?



A propósito de tudo o que está a ser dito e escrito sobre a exigência que os governos gregos (não só o actual, mas também alguns que o precederam) têm vindo a apresentar à Alemanha para que este país pague as indemnizações de guerra de que é devedora, recorde-se a História com quem sabe. 

Em entrevista, ontem, à RTP2, Fernando Rosas afirmou «que o tratamento dado às dívidas soberanas dos países periféricos é o oposto do que foi proporcionado à Alemanha no fim da Segunda Guerra Mundial». Explicou detalhadamente o que foi concedido a este país, sublinhando que o acordo de que então beneficiou «é a oposição do está a fazer a troika actualmente. É um acordo que perdoa 50 por cento da dívida da Alemanha, parcela a dívida por um período de 30 anos em matéria de pagamento e há uma parte da dívida que pode ser paga para lá de 30 anos». 

Mas vale a pena gastar uns minutos e seguir AQUI a entrevista. 
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22.2.15

A Alemanha e o voto da Grécia


Excertos do artigo de opinião de Miguel Sousa Tavares, no Expresso de 21.02.2015:

«Wolfgang Schäuble é uma personagem condenada à história. Da sua cadeira de rodas, ele não vê de perto os milhares, milhões, de mutilados que a receita da troika causou em países como Portugal e a Grécia. Ele não está no aeroporto de Atenas ou no de Lisboa a ver partir para o exílio toda uma geração de jovens a quem o seu país não tem futuro para dar (mas cujos engenheiros, formados com o dinheiro dos contribuintes portugueses, a chancelerina Merkel, de visita a Portugal, declarou aceitar, "generosamente", receber na Alemanha). E quando o ministro alemão, numa operação mútua de marketing, se reúne com a nossa sorridente ministra das Finanças e proclama que o exemplo português é a prova de que a receita da troika funciona, omite dizer que ela nos custou 6,5% do PIB, 400.000 novos desempregados e 300.000 emigrantes, que nos fez vender em saldos e para estrangeiros todas as empresas estratégicas em que tanto havíamos investido ao longo de décadas e que, no final de todo esse brilhante ‘ajustamento’, a dívida pública passou de 90% para 130% do PIB. E também não conta aos contribuintes alemães que o grosso do empréstimo à Grécia serviu para salvar o investimento da banca alemã na venda de submarinos e outros luxos aos gregos, e quanto é que a Alemanha facturou já nos juros dos empréstimos a Portugal ou à Grécia. (...) A atitude actual da Alemanha em relação à Grécia — e que, para vergonha de todos, é a política da UE, socialistas incluídos — não é ditada por qualquer pensamento racional, mas apenas por um desejo mesquinho de punição e humilhação. Que não é digna da Alemanha e que prenuncia o fim da ideia de Europa, mais tarde ou mais cedo. (...)

A Grécia não votou apenas pelo fim da austeridade que os arruinou de vez, votou também, e mesmo que ingenuamente, pelo resgate de alguma noção mínima de dignidade nacional e por uma consequência mínima da vontade dos povos, expressa em eleições democráticas — que são a matriz da construção europeia. E, indirectamente, votou também para que a Europa saísse do colete de forças intelectual imposto pelos mercados e pela ditadura dos economistas académicos e começasse a discutir política.» 
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5.2.15

Frase do dia



Yanis Varoufakis: «Nem chegámos a acordo sobre a possibilidade de desacordo.»
 
Hoje, na conferência de imprensa que se segui à reunião com Wolfgang Schäuble.
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26.6.14

«Ich bin ein Berliner» – há 51 anos



Frase proferida por John F. Kennedy, em Berlim Ocidental, no dia 26 de Junho de 1963, quase dois anos depois de o Muro de Berlim ter dividido a cidade, num discurso em que o presidente dos Estados Unidos quis mostrar o seu apoio à Alemanha Ocidental e que foi considerado um dos momentos mais importantes da Guerra Fria.



O texto do discurso pode ser lido aqui.

Poucos meses depois, Kennedy foi assassinado em Dallas.
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20.6.14

Maldito Mundial



João Quadros, no Negócios:

«Era forçoso fazer uma crónica sobre o mundial de futebol – e urgente, se ainda quiser ir a tempo de abordar a temática da participação da nossa selecção – mas a vontade é muito pouca.

Comecemos por um esclarecimento: eu acho errado misturar política e desporto. Já disse ao meu filho que, mesmo que ganhemos ao FMI no domingo, não ficamos melhor do que estávamos. Mas a verdade é que, para mim, a nossa participação, no que valia a pena, acabou na passada segunda-feira. Não é uma taça com 6,17 quilos em ouro que me vai fazer esquecer os noventa quilos da Merkel a rir. A não ser que os defrontemos outra vez. Mas, se me derem a escolher, prefiro fazê-lo quando eles voltarem a ser "uma de Leste e outra de cá". Foi muito penoso ver a alegria da Merkel. Uma coisa é ela rir-se de nós, outra é nós darmos-lhe alegrias. São duas coisas muito diferentes, e eu detesto a segunda. No Tratado Orçamental, devia vir uma cláusula que impedisse os líderes dos países do Euro de festejar golos acima dos 2-0. Há níveis de felicidade que deviam ser passíveis de multa. Não é justo ser-se bom nos números e no desporto. Ou se é choninhas ou evoluído muscularmente. Não é justo ter-se tudo. Se nem com o melhor do mundo lhes fazemos frente, e somos esmagados, esqueçam isso de trocar o Seguro pelo Costa, que é andar a perder tempo. A nossa Selecção foi um Hollande de chuteiras. (...)

Tem sido um mundial horrível. É como se nós, os países do sul, tivéssemos andado a viver futebolisticamente acima das nossas possibilidades. A selecção espanhola exibiu-se a níveis de antes da entrada para a União Europeia. Nós sofremos a maior derrota de sempre nas participações em fases finais. Só agora é que os norte-coreanos se sentiram vingados de 66; até têm esperança que a seguir venha a luz eléctrica.» 
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22.5.14

Algumas notas sobre o início do julgamento dos «acontecimentos do Chiado»



Um texto de Miguel Carmo:

Olá.

O meu julgamento começa amanhã à tarde no Campus de Justiça e prossegue, pelo menos, nas próximas duas quintas-feiras.

O Ministério Público (MP) acusa-me, com base no testemunho de um polícia que assina o Auto de Notícia em anexo, de ter projectado uma cadeira de uma das esplanadas do Chiado sobre uma linha de polícias que na Rua Serpa Pinto protegia a detenção de um manifestante. Não tendo sido identificado durante a manifestação, nem em nenhum outro momento anterior ou posterior, o Auto refere que se fez uso para tal de informações do Núcleo de Informações da PSP, na forma que passo a citar: “trata-se de um indivíduo que é presença habitual neste tipo de manifestações/concentrações, pautando sempre a sua conduta de forma agressiva para com as Forças de Autoridade”. Ainda não é certo se este julgamento servirá para esclarecer a qualidade de polícia política que a PSP parece requerer para si no documento citado.

Passaram agora mais de dois anos sobre os “acontecimentos do Chiado” e a memória dilui-se. Nada que a Internet e os jornais da altura não reponham num instante. Foi dia de greve geral combativa, com várias manifestações a atravessarem o Chiado em direcção a São Bento. Perante a passagem de uma delas a PSP tem a ideia genial de deter um estivador que vinha rebentando petardos ao longo do percurso. É um homem de meia-idade com um pacemaker, cuja detenção provoca o espanto e reacção imediata dos seus amigos e depois a indignação de toda a manifestação. Foi este o momento inicial de um descontrolo policial que varreu, a vários tempos e intensidades, todo o Chiado até ao Largo de Camões com um balanço final de dezenas de feridos entre manifestantes, jornalistas e transeuntes. Nesse dia temos o Ministro da Administração Interna na televisão a explicar-se e dias depois a ser requerido pelo Bloco de Esquerda para uma audiência parlamentar convocada de urgência para o efeito; temos um inquérito aberto pelo IGAI ao comportamento da PSP, preenchido com declarações de várias pessoas agredidas; e temos o MP a agrupar num mega-processo penal cerca de uma dezena de queixas.

De tudo isto nada reza a história. Macedo é ainda Ministro da Administração Interna, os resultados do IGAI são aparentemente nulos e o MP arquiva todos os processos na fase de instrução, por falta de provas, todos à excepção daquele contra mim. A PSP atacou uma manifestação em dia de greve geral, o Ministro da Administração Interna defende-a e responde politicamente no parlamento; as várias queixas apresentadas contra polícias, tanto no penal como junto do IGAI, são arquivadas e esquecidas, sobrando um processo contra uma pessoa que, como milhares de outras desde o último mandato de Sócrates, têm participado e organizado várias manifestações. É disto que fala, em específico, a ideia de que a história é sempre a história dos vencedores.

Junto algumas ligações de Internet.

As audiências serão sempre às 14h, no 5º Juízo Criminal de Lisboa, 1º Secção (edifício “B” do Campus de Justiça, na Expo).

Agradeço divulgação em blogues e fb pois não os tenho. Que a denúncia seja por ora a nossa arma. Se alguém quiser produzir opinião com mais fôlego sobre esse dia/julgamento posso enviar documentação vária do processo, nomeadamente o despacho de acusação e a nossa contestação.

Abraços e beijinhos.

Miguel Carmo

Ligações:
http://versaletes.blogspot.pt/2012/03/miguel-macedo-brinca-com-o-fogo_27.html http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2012/03/carga-policial-de-22-de-marco-mocao-de.html http://jsgphoto.blogspot.pt/2012/03/22-de-marco.html
http://passapalavra.info/2012/03/54758

2.10.13

Nunca subestimar a capacidade de encaixe dos povos




Do mais que insuspeito José Cutileiro, no Negócios de hoje (*):

«Passados cinco anos sobre a falência de Lehman Brothers, a maneira de tratar da crise por via de austeridade pura e dura, primeiro sugerida no G20, depois posta em prática pelos países sofredores, trazidos à rédea curta por Conselho Europeu, Comissão, Banco Central Europeu e FMI, descrita há dias como um triunfo pelo ministro das Finanças alemão que entende estarmos a sair da crise, é cada vez mais posta em causa por gente que sabe o que diz. As dívidas nacionais aumentam, o desemprego não baixa, o crescimento é fraquíssimo ou inexistente, a Europa vai perdendo, lá fora, a influência que teve no mundo e, cá dentro, a solidariedade que apanhando uma boa maré política e contra todas as tradições da história fora construindo desde que decidira gerir em comum carvão e aço franceses e alemães.

Não se deve subestimar a capacidade de encaixe dos povos. Os estilos variam de lugar para lugar: na Grécia, bafos de República de Weimar com neo-nazis e tudo; em Portugal, mais perto da mulher-a-dias da minha mãe – "adeus, parabéns, obrigado e desculpe" - em toda a parte se vai vivendo. Mas desconfiança entre europeus e ódio à Alemanha renasceram e crescem como bambus: se nada se fizer para os contrariar haverá sarilho à antiga.

Angela Merkel é mestre de táctica, mas governar é prever, de preferência para lá da primeira esquina. Ninguém saberá convencer a "Chefe da Europa" que no interesse de todos, a começar no da própria Alemanha, ou se vai aliviando a austeridade ou, em vez de retoma, teremos a democracia em perigo e a Europa desfeita?» 

 (*) O link pode só funcionar mais tarde. 
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