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15.4.21

É como ir a Meca

 


O céu por aqui está cinzento, não sei como estará em Keukenhof, na Holanda (ou Países Baixos, sei lá…), mas os milhões de túlipas e de muitas outras flores não terão faltado à chamada, como sempre na segunda quinzena de Abril, e leio que o espaço estará aberto a visitas de 16 a 18 deste mês, como parte do programa piloto que o governo definiu para desconfinamento.

Devia ser obrigatório ir pelo menos uma vez na vida a esse jardim absolutamente espectacular de 32 hectares, situado a sudoeste de Amsterdão. Um festival único de cores que as fotografias (estas já antigas) não fazem mais que sugerir.









 
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21.7.20

Ao Pingo Doce sabe bem pagar tão pouco



«Um acordo europeu para medidas de urgência de resposta à crise (se existir) não é um ato de "solidariedade" e quem assim o apresenta apenas alimenta uma caricatura: transferências do grupo "frugal", liderado pela Holanda, para os "esbanjadores", que Portugal integra.

A ideia da "solidariedade" é errada, em primeiro lugar, porque a UE tem capacidade para financiar um ambicioso plano de recuperação através do BCE, sem exigir qualquer outra transferência entre países.

Em segundo lugar, porque o que os países europeus precisam é de instrumentos para lidar com a crise. A integração europeia eliminou e/ou centralizou esses poderes (como a emissão de moeda) e agora os "frugais" sequestraram-nos. Aos países que necessitem de financiamento, querem impor um programa liberal-autoritário, mesmo se essa não foi a escolha democrática dos seus povos. Uma espécie de servidão por dívida, já não à troika mas agora à Holanda (o que não parece desagradar a direita em Portugal, a julgar pela palavras de Rui Rio). Não deixa de ser irónico que o projeto europeu seja posto em xeque por governos da família socialista, mas esse sempre foi o prognóstico de quem, à esquerda, criticou a UE: uma Europa que, uma e outra vez, falha aos seus povos está condenada ao fracasso.

A ideia de um acordo europeu como ato de solidariedade é, finalmente, errada porque a "frugalidade" que tornaria os Países Baixos moralmente superiores é obtida à custa dos impostos que deveriam ser cobrados em outros países europeus. Todos os anos, o paraíso fiscal holandês cobra 10 mil milhões de impostos sobre os lucros que são desviados dos restantes países da UE. Um regime que nenhum país bloqueia, devido à livre circulação de capitais na UE, e que não é alterado porque os Países Baixos têm o poder de vetar legislação fiscal a nível europeu. Se considerarmos que a contribuição líquida dos Países Baixos para o orçamento europeu é de 4,9 mil milhões, o nosso parceiro "frugal" do centro da Europa é afinal financiado anualmente em 5 mil milhões de euros por estados como Portugal, que veem essa receita desaparecer das suas contas públicas.

Esta hipocrisia é a mesma que, ao longo dos tempos, serviu as maiores empresas portuguesas: ao mesmo tempo que exigiam em Portugal leis e regras à medida dos seus interesses, não hesitaram em registar as suas sociedades em Amsterdão. Entre elas estão todas as maiores da Bolsa portuguesa. Em período de crise, o que se pede a essas empresas não é solidariedade. É apenas decência: mudem as vossas sedes para Portugal e paguem cá os vossos impostos.»

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17.7.20

O holandês da discórdia



«A Europa que hoje e amanhã vai tentar decidir como e em que condições se entreajuda financeiramente é a mesma que não conseguiu estabelecer uma política comum para a reabertura das fronteiras, onde cada país fez o que lhe apeteceu, causando a confusão e o caos entre os viajantes.

E a mesma que respondeu em silêncio ao pedido de socorro italiano quando o número de infetados pelo coronavírus triplicava a cada 48 horas.

No final da cimeira de Bruxelas, ficaremos a saber se os líderes políticos estão à altura dos desafios que enfrentam e se ainda podemos falar do tal projeto europeu. Sendo certo que, se nem os próprios estados-membros conseguem amparar-se nas alturas mais difíceis, não se vislumbram tempos fáceis para uma Europa que anda há demasiado tempo em velocidades diferentes, disfarçando a desunião e o egoísmo que as crises internas de cada país ditaram.

Importa recordar que o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, não é só o principal rosto da oposição à proposta do plano de recuperação, que prevê 250 mil milhões de euros de empréstimos e 500 mil milhões em ajudas diretas. É também o líder de um paraíso fiscal dentro da UE que fica com milhões de euros por ano em impostos que deveriam ser pagos noutros países, incluindo Portugal. Que já nos habituou às suas declarações polémicas sobre os países do Sul da Europa e cujo Governo sugeriu uma investigação a Espanha por não ter margem orçamental para enfrentar a pandemia. E que depois de ter reunido com o presidente francês, a chanceler alemã e os primeiros-ministros italiano, espanhol e português, disse que, se não houver acordo, não será o fim do Mundo. Todos nos lembramos do argumento do então presidente do Eurogrupo e ministro das Finanças holandês de que os europeus do Sul gastam todo o dinheiro em copos e mulheres e depois pedem ajuda. Jeroen Dijsselbloem não se vai sentar no Conselho Europeu. E isso é bom. Mas não está mal representado. E isso é mau.»

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5.6.20

Depois do morcego e do pangolim, agora as martas?




Se, por cá, isto chega aos gatos é que vai ser um grande drama…

«As autoridades de saúde holandesas ordenaram que o abate de cerca de 10 mil martas (visons) comece esta sexta-feira em quintas onde foram relatados surtos de coronavírus, pela possibilidade de terem infetado pelo menos dois funcionários.»

«Martas são suspeitas de infetarem pelo menos duas pessoas numa quinta no sul do país. Decisão foi adiada até que ativistas de direitos dos animais sejam ouvidos por um juiz.»
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31.3.20

Uma repugnância atrás da outra



«A crise económica provocada pela Covid-19 será longa e profunda. Para a enfrentar, o Estado terá de entrar em campo como poucas vezes vimos, para apoiar o emprego, as empresas e a produção.

Uma parte deste apoio deverá necessariamente chegar sob a forma de créditos garantidos, subsídios diretos e até mesmo nacionalizações, sempre que estiverem em causa empresas estratégias. Mas uma outra parte, também importante, passa pela regulação de setores e empresas que fazem do abuso a sua regra.

Para além da violação dos direitos laborais em contexto de crise, há outras práticas que devem ser impedidas. É o caso da distribuição de lucros, seja de que forma for.

Se este é o momento de manter o emprego, de financiar a economia e de conceder moratórias aos pagamentos de bens essenciais, então este não pode ser o momento para o BPI entregar 117 milhões aos espanhóis do Caixabank, para a Navigator entregar 100 milhões à Semapa, da família Queiroz Pereira, ou para a EDP Renováveis pagar 70 milhões à EDP que, por sua vez, os entregará à China Three Gorges e à Blackrock, que é "só" o maior fundo privado do Mundo. Bem sabemos que, "nos mercados", os investidores e especuladores, alguns deles acionistas destas empresas, pouco querem saber da sustentabilidade da economia portuguesa. A prova é a penalização das ações do BCP depois de anunciada a suspensão da distribuição dos dividendos de 2019, tal como recomendado pelo Banco Central Europeu. Mas a obrigação de todas as empresas (a tal "responsabilidade social" que faz as delícias do marketing empresarial), é proteger os postos de trabalho e a sua solvabilidade futura. Para que isso seja garantido, não só a distribuição de dividendos das grandes empresas deve ser proibida, como essa regra se deve alargar a outras formas de desnatação, como o pagamento de suprimentos ou respetivos juros.

Para terminar, já que falamos de responsabilidade social das empresas, sobretudo das grandes, talvez este seja também o momento de questionar as suas estratégias de planeamento fiscal. É que, nunca é demais recordar, as holdings de todas as empresas do PSI20 (para onde vão muitos dos dividendos) pagam os seus impostos na Holanda. Já o ministro das Finanças holandês, que não se preocupa em manter um offshore fiscal que destrói as receitas dos outros estados, acha que os países que dizem não ter margem orçamental para lidar com a crise do coronavírus deviam ser investigados pela União Europeia. E o pior é que é mesmo possível que Bruxelas venha a exigir austeridade para compensar o apoio por conta da crise sem precedentes causada pelo vírus.

É uma repugnância atrás da outra.»

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27.12.19

Adeus Holanda, há quem prefira chamar-se «Baixo»



Los Países Bajos abandonan el nombre de Holanda.

Espanto! Não consigo fechar a boca.

«La decisión, tomada por el Gobierno, la junta de Turismo y la patronal, busca entre otras cosas cambiar la imagen internacional del país. Las autoridades consideran que la marca Holanda está demasiado asociada al sórdido red light district – el barrio rojo de la prostitución – de Amsterdam o a los canutos de marihuana.»


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30.11.18

Estar ao serviço da humanidade é isto




«Segundo a lei holandesa, a polícia não está autorizada a entrar numa igreja enquanto decorre um serviço religioso. Centenas de pastores e voluntários de todo o país juntam-se para manter o serviço 24 horas por dia, sete dias por semana. A família Tamrazyan, com três crianças, está na Holanda desde 2010 mas o seu pedido de asilo foi recentemente rejeitado.»
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8.9.17

Em casa de Anne Frank



Shame on me: apesar de já ter vindo várias vezes a Amsterdão, nunca tinha ido à Casa de Anne Frank, pela razão que hoje ultrapassei, não sem esforço: o suplício de filas sem fim para obter bilhete. É verdade que, actualmente, se pode comprar pela internet, mas detesto a obrigatoriedade de dia e hora exacta. Fui portanto com a minha neta, pelas 10h, disposta a esperar o que fosse preciso, mas… esbarrei com a realidade: para a manhã nem pensar nisso, a hipótese era regressar à tarde para uma eventual hipótese de conseguir. Devo ter feito um ar tão desesperado que um simpático guarda me levou a uma bilheteira especial, onde comprei bilhetes para as 16… sem fila. Tudo isto, diga-se, debaixo de uma valente carga de água, que durou todo o santo dia.

A visita foi excelente e a I. nunca mais esquecerá a história de uma menina alguns anos mais velha do que ela, quer ler o diário e estou certa de que aprendeu mais sobre o holocausto do que em anos passados e futuros de escolaridade. 
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7.9.17

Madurodam



Hoje foi dia de andar de comboio e eléctrico e de ir até Haia para ver Madurodam, a cidade miniatura numa escala 1:25, onde se «visita» as principais cidades, monumentos e actividades da Holanda – tudo o que caracteriza o país, num espaço extremamente bem cuidado e onde os comboios andam, os moinhos de vento giram, barcos de todos os tamanhos e feitios navegam nos canais. Merece a deslocação, sobretudo se se viaja com crianças.


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6.9.17

Aqui pelos Países ditos Baixos



Em Amsterdão, quem tem bicicleta é cada vez mais rei e quem não tem arrisca-se a ser atropelado a cada esquina. De resto, esta cidade onde há muito não vinha continua magnífica (excepto o clima, claro…).

Hoje o dia foi curto para dois museus, e se no de Van Gogh foi preciso fazer fila para ver quase cada quadro, pelo menos não havia selfies por não ser permitido tirar fotografias. Mas rever tudo aquilo é sempre uma maravilha e mostrá-lo a uma acriança de 10 anos também. Mas a «taça» foi para a tarde passada no NEMO, museu de ciência e de tecnologia, onde tudo mexe e em tudo se pode mexer, e que maravilhou a minha neta dada a engenhoquices.

Amanhã… será outro dia. 
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4.9.17

Próxima paragem



... será em Amsterdão e arredores, durante alguns dias. Passarei por aqui, mas não muito…
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16.3.17

Holanda: o melhor título e o melhor resumo



À esquerda, reina uma euforia mais ou menos generalizada porque o partido de Geert Wilders «só» ficou em segundo lugar e não em primeiro. Festeja-se pois mais uma vitória da direita, a pasokização de um PS, etc., etc.

Impera a bondade do mal menor. Como se, de mal menor em mal menor, não se chegasse normalmente a males maiores. É uma atitude na mesma linha dos que defendem sempre o voto útil – gente fraca, vidas tristes.

(Notícia aqui.)
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16.4.15

Túlipas, milhões de túlipas



Desde ontem que oiço falar das túlipas de Keukenhof. A segunda metade do mês de Abril é de milhões delas (e de muitas outras flores), parece que estão já na melhor fase de florescimento e eu não me importava mesmo nada de lá voltar agora, como fazia todos os anos, religiosamente, quando morava a pouco tempo de passeio.

Devia ser obrigatório ir pelo menos uma vez na vida a esse jardim absolutamente espectacular, de 32 hectares, a sudoeste de Amsterdão. Um festival único de cores que as fotografias não fazem mais que sugerir. Mas aqui ficam algumas. 


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11.4.14

É como Meca



Ir a Keukenhof em Abril, pelo menos uma vez na vida!

Keukenhof é uma recordação que estará para sempre na minha arca de tesouros – esse jardim absolutamente espectacular, de 32 hectares, onde reaparecem todos os anos milhões de túlipas (e de muitas outras flores). Um festival de cores que as fotos não conseguem mostrar e uma mistura de cheiros, impossível de reproduzir.

Recordado pela Time, ontem.

Mais algumas fotos:



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7.9.12

As Cidades e as Praças (43)




Praça Dam, (Amsterdão, 1960,...)

(Para ver toda a série «As Cidades e as Praças», clicar na etiqueta «PRAÇAS».)
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23.4.12

Para que não se diga que não falo de flores



Estamos na semana do ano em que é previsível que as túlipas estejam na sua melhor fase de florescimento e em que ir a Keukenhof é portanto um must, pelo menos para quem esteja por perto. Foi o meu caso, durante alguns anos, e nunca me cansei desse jardim de 32 hectares, algures a sudoeste de Amsterdão, onde todos os anos reaparecem milhões de túlipas e de muitas outras flores.

Hoje, chove e está frio em Keukenhof e não é só a meteorologia que o diz: pode estar prestes a cair o governo holandês, em divergências políticas aparentemente insanáveis e com o défice do país acima dos 4,7 por cento. «A Holanda pode perder a avaliação máxima das agências de notação financeira e acentuar a crise da dívida da zona euro.»

Bem-vinda ao clube.



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