Mostrar mensagens com a etiqueta igreja. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta igreja. Mostrar todas as mensagens

19.4.21

Numa igreja perto de si

 


A nova água benta.
.

13.12.20

Coroação pontifícia de uma imagem?

 



Não me passava pela cabeça que ainda se exercessem actos destes: coroação pontifícia de uma imagem, de um objecto? 

«”Trata-se do reconhecimento, por parte da Santa Sé, da devoção à Santíssima Virgem presente na veneranda imagem da Soledade da Basílica de Mafra, com o propósito de estender a todo o orbe católico a importância deste título mariano e o seu culto, fortalecendo assim a piedade cristã nas suas mais diversas expressões”, explica em comunicado a Real e Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento de Mafra (RVISS), que tem a imagem sob sua custódia.»
.

30.10.20

Um bispo «à maneira»

 


Cuidado ateus, sobretudo do Porto! Digam-me que este bispo não existe, que é um holograma de um ET...
.

5.9.20

Deus perdoa... tudo?



«A expressão, recorrentemente usada entre os católicos, serve, normalmente, para expiar os pecados dos crentes e será, porventura, uma das suas maiores provas de fé. Mas repetir várias vezes, para dentro, que "Deus perdoa", resolve tudo?

Uma crise, quando chega, afeta todos. Uns mais do que outros, é verdade, mas, seguramente, a Igreja não é uma exceção. Seja pela diminuição das receitas - mais conhecidas por esmolas -, seja pelos encargos adicionais que uma pandemia acarreta a qualquer instituição. Mas não só a Igreja não é uma instituição qualquer, como, certamente, o Santuário de Fátima não tem qualquer justificação para despedir trabalhadores.

Fátima é aquilo a que, em linguagem popular, se pode chamar uma mina de ouro. Em muitos casos, o ouro é literal, tantas são as ofertas que o Santuário tem recebido dos fiéis ao longo dos anos, as heranças e os bens em espécie que vão avolumando o património num valor que, sendo incalculável, nunca foi verdadeiramente revelado.

E este é um dos aspetos mais negativos e perniciosos na atuação da Igreja: a opacidade. Quem fizer uma pesquisa rápida no Google à procura de informação sobre as contas do Santuário de Fátima tem de recuar 14 anos para encontrar alguma coisa. E o que encontra é curto. É como se os fiéis - e os não crentes, já agora - não tivessem direito a conhecer os números. Pior, é como se a Igreja gozasse de um privilégio divino que a desobriga de prestar contas ao comum dos mortais e só a Deus tivesse de confessar o que fatura e onde gasta o dinheiro.

Os privilégios da Igreja são, precisamente, o segundo fator que torna esta reestruturação no Santuário de Fátima ainda mais incompreensível. As regalias e as isenções fiscais garantidas pela concordata deviam, em consciência, obrigar a Igreja Católica a um outro sentido de responsabilidade para com o país e a sociedade. Despedir 100 trabalhadores num universo de 400 (com rescisões, não renovações ou de qualquer outra forma), quando se "fatura" milhões livres de impostos todos os anos e se tem tanto património é, no mínimo, ultrajante. E dificilmente encontrará explicação na Bíblia.

Para a hierarquia da Igreja, no acerto de contas final com Deus, pode até ficar tudo perdoado. Mas, pelo caminho, cerca de 100 pessoas - que não têm sindicatos nem comissões de trabalhadores para as defender - perderam o emprego. Há famílias que vão passar pior a partir de agora e tudo isso era desnecessário. Bastaria, porventura, que a Igreja fosse coerente com a doutrina que apregoa aos outros, todos os domingos, e desse o exemplo. Porque, se não o começar a fazer rapidamente, o número de fiéis vai continuar a diminuir e a "crise económica" será o menor dos problemas.»

.

27.8.20

Chega! e Pró-Vida um único combate…



Tendo em conta o último post  que publiquei antes deste, e depois do apoio que o Pró-Vida sempre teve de altos responsáveis da Igreja, vêm aí tempos altamente perigosos.


«“Há um projecto político comum desde a coligação com o Chega [sob a designação de Basta!] nas europeias. A defesa da família, o fim da ideologia de género nas escolas e a derrota do marxismo cultural são as nossas grandes bandeiras que o Chega defende”, afirmou ao "Público" Manuel Matias, líder do PPV/CDC.»
.

A Igreja não diz nada da apropriação que lhe faz a extrema direita?



«Há anos, a propósito de uma qualquer diatribe minha com os aficionados do ultraconservadorismo católico, um amigo jesuíta lembrou-me o dito popular entre os espanhóis: quando queriam confessar um pecado sexual, iam aos jesuítas; quando se tratava de um pecado social ou económico, confessavam-se à Opus Dei. Parecendo que não, é uma boa caricatura do mundo atual no que toca ao catolicismo.

A parte conservadora da Igreja obceca com a vida sexual alheia, com os gays, os transexuais (desconfio que têm pesadelos todas as noites com a ideologia de género), as mulheres não castas, os contracetivos e, acima de tudo, o aborto. Pobreza, exploração de recursos do planeta (que, afinal, é criação divina para católicos preservarem), racismo, exclusão dos mais vulneráveis, desigualdades sociais? Nada disso interessa. Pessoas por aí a fornicar fora do sacramento do matrimónio é que é grave.

A parte progressista da Igreja, mesmo se mantém a moral sexual, não lhe dá maior relevância. Como os espanhóis bem atestam, as penitências por escapadelas sexuais nas ordens mais progressistas são deveras leves. Já questões de exclusão social, pobreza, doença, abusos do capitalismo desregulado, refugiados, atentados ambientais e todos estes temas quentes sociais e económicos merecem grande atenção.

Este conservadorismo católico cai que nem uma luva na nova direita que se consolidou nos últimos anos. Negacionista das alterações climáticas com causa humana, tem as guerras culturais contra a modernidade como cimento estruturante, endeusamento do capitalismo desregulado, ataque ao Estado social, recusa absoluta de intervenção para corrigir injustiças e distorções e discriminações de longa duração (sejam sexuais, raciais, de classe social). O ódio e a vontade de exclusão dos diferentes, o dogmatismo. Tudo igual.

Até na incapacidade de conceber posições moderadas – considerando-as como a papel químicos do extremo oposto – são semelhantes. Aconteceu-me e acontece-me. Católicos ultraconservadores passaram anos a gritar-me, a cada vez que opinava sobre temas de religião e sexualidade, que não sou católica mas protestante. A nova direita dá-me como marxista – porque não lhes compro as guerras culturais nem construo templos garantindo que os mercados nunca erram.

Donde, não me espantei quando comecei a ler da proximidade entre Steve Bannon e os sinistros setores mais conservadores da Igreja que organizam a resistência ao Papa Francisco. Os media americanos – com aquela ingenuidade americana que vê de forma insuflada o poder dos seus nacionais – apresentavam Bannon como o homem que poderia deitar abaixo o Papa Francisco.

Que Bannon pretendesse reforçar os setores conservadores católicos era esperável. Já que bispos, religiosos e teólogos católicos, de qualquer inclinação, acolhessem alguém com as ideias e o percurso de Bannon, é problemático e reflete muito mal para a Igreja. A ex-mulher acusou-o de violência doméstica, tem atrás de si indícios de antissemitismo, promove ideologia da mais absoluta falta de caridade para os semelhantes (amor ao próximo, toca algum sino?), pretende isolacionismos nacionalistas (quando a Igreja é universal e universalista), aplaude construção de muros e prisão traumática de crianças migrantes. Só nos últimos dias Bannon foi preso por suspeitas de apropriação de fundos, porém já havia abundante matéria para se considerar um crápula sem escrúpulos.

E, no entanto, partes da Igreja associaram-se-lhe.

Não é caso singular. Antes das eleições europeias do ano passado, o Patriarcado publicou um quadro informando os fiéis dos partidos que, dizia, mais defendiam a vida. Declaração de apoio pouco subtil a esses partidos. Entre eles, o Chega. O quadro foi apagado depois de gerar polémica, mas ficou à vista que há, no Patriarcado, quem queira entrar na discussão partidária. E não se se incomode, até recomende, ideologias como a do Chega.

O líder deste partido repetidamente usa imagética e referências católicas. Já se deu como uma espécie de quarto pastorinho de Fátima, escolhido por Nossa Senhora. No twitter declarou querer ter todas as igrejas com ele. É frequente, nos mais ativos apoiantes do Chega das redes sociais, muitos deles da estrutura do partido, garantirem-se devotos católicos, lá pelo meio de publicações de ostensivo incentivo ao ódio aos mais variados e numerosos grupos, que são gente possuidora de uma grande manancial de rancor a distribuir por muitos lados – gays, transexuais, feministas, socialistas, ciganos, imigrantes, negros, refugiados, comunistas, moderados, a lista é quilométrica. A linguagem religiosa, sempre afastada da retórica política desde que tenho idade para me lembrar, é um recurso usado e abusado por esta direita extremista.

O italiano Salvini costuma enfeitar-se com crucifixos ostensivamente grandes e apresenta-se como um defensor da cristandade contra a invasão dos bárbaros maometanos. Na Polónia e na Hungria, a direita baseia grandemente as suas ideias políticas na supressão de direitos das mulheres e dos gays, de acordo com a moral católica mais conservadora.

Regressando à infelicidade Trump, na semana passada descreveu a crise da covid como um teste que Deus lhe fazia. Uma espécie de castigo bíblico: foste tão bem-sucedido economicamente, ficaste tão orgulhoso, que agora te castigo e terás de fazer novamente as tuas maravilhas na economia. Um bispo católico americano, Rick Stika, atacou no Twitter Joe Biden e apoiou Trump como aceitável líder antiaborto. A Kamala Harris menorizou-a como ‘sidekick’, mera ajudante. (Ah, o sexismo.)

Que há setores católicos prenhes de vontade de tornar o aborto no único assunto da política, promovendo uma política económica egoísta, bem como ódio a tudo o que é diferente e inovador – não tenho dúvidas. Conheço vários católicos no processo de radicalização infelizmente comum em pessoas de direita. Há vinte anos aceitavam Guterres como um político catita; presentemente partilham a propaganda dos mais populares sites de fake news de extrema-direita.

Mas causa-me estranheza que a porção progressista da Igreja não reaja mais a estas investidas. O Papa Francisco, afinal, também é dado como marxista por esta turba. No fim de semana, o Papa tuitou pedindo que se parasse de usar o nome de Deus para disseminar ódio e extremismo. Porém só o twitter e só Francisco é poucochinho.»

.

21.5.20

Como comungar? Isto não se inventa



Nenhum detalhe esquecido e reparem bem na segunda figura: máscara baixada para o queixo – tudo o que é dito que não deve ser feito, assinado pela DGS!
.

12.3.20

Bispo do Porto, um verdadeiro criminoso



É perante factos como este que se chega a ter inveja de ditaduras. Esta criatura devia poder ser detida imediatamente, ao manter a convocatória para um acontecimento inútil num recinto fechado.


«O bispo do Porto, D. Manuel Linda, fez um apelo público na sua página de Twitter para que “todos” os fiéis participassem numa celebração para assinalar os sete anos da eleição do Papa Francisco na catedral daquela cidade, apesar de o principal foco de coronavírus ser precisamente no distrito do Porto.»

P.S. - O bispo cancelou hoje o evento:

  .

22.2.20

Os bispos ignorantes que temos




«Cultura necrófila»? Mas já não se ensina português nos seminários?

NECROFILIA: Acto de violar cadáveres, utilização de cadáver para saciar desejos sexuais; uso de cadáver com finalidade sexual. Atracção sexual mórbida por cadáveres.
.

14.1.20

Lá vem o Ratzinger…



De vez em quando, Ratzinger sai das profundezas da sua condição de reformado com 92 anos e alerta o mundo para as ousadias de Francisco. É o caso, uma vez mais, com a co-autoria de um livro contra o seu sucessor que está a considerar a possibilidade do ordenação de padres casados na Amazónia.

Nada que espante alguém que, como eu, segue a evolução do ex-papa há mais de meio século. Como é sabido, houve uma clara retracção na Igreja nos anos que se seguiram ao encerramento do Vaticano II. Mas o que é menos conhecido é que existiu então um fortíssimo movimento de teólogos que não se conformaram com os factos e que reivindicaram o seu direito à liberdade de pensamento e de expressão dentro da Igreja. Exprimiram-no num documento publicado em 16 de Dezembro de 1968: «Declaração sobre a liberdade e a função dos teólogos na Igreja». O texto chegou a 1.360 assinaturas, mas os promotores foram 38 – os principais e mais avançados teólogos ligados ao Concílio, entre os quais... Joseph Ratzinger.

Quando e porquê se retraiu o futuro Bento XVI? Já o escrevi muitas vezes: «Com a distância que o tempo cria, parece hoje evidente que o Concílio não desiludiu por acaso ou por engano. O que se passou foi que a Igreja, ao mais alto nível, recuou, num sábio exercício de sobrevivência. A pesada pirâmide sobreviveu a um terramoto – abanou, mas não ruiu. A grande diferença em relação ao que se passou muito mais tarde numa outra pirâmide, a da União Soviética, foi que a Igreja resistiu quando percebeu que estava ameaçada. Durante o Concílio, também ela arriscou uma glasnost, uma abertura à sua maneira. Iniciou então um tímido aggiornamento, mas travou-o a tempo de não deixar que ele se transformasse em perestroika.» Como muitos outros, Ratzinger entrou nesta onda, a partir do final da década de 70, e nunca mais fez marcha atrás.

Tudo isto e mais, incluindo link para a Declaração dos «progressistas» de 1968, neste meu «post» de 2013.

P.S. - Entretanto, alertaram-me para o seguinte que em nada altera o que digo de importante: «O secretário de Bento XVI disse que o Papa Emérito “nunca aprovou nenhum projeto de livro com assinatura dupla” com o cardeal Robert Sarah». Mas há já quem contradiga, a saga continua.
.

16.5.19

Clemente, o grande defensor da extrema-direita



Não vale a pena procurar muito longe para se encontrar uma porta escancarada para a grande direita entrar em Portugal. Com pedidos de desculpa canhestros ou sem eles. É só ler isto, do princípio ao fim.


«O Patriarcado de Lisboa partilhou nesta quarta-feira na sua página do Facebook um post que associa a coligação Basta, o Nós Cidadãos e o CDS à "defesa da vida" e onde se lê um apelo ao voto nestas três forças políticas, com duas hashtags muito claras: #euvotoprovida (eu voto pró-vida) e #avidaem1lugar (a vida em primeiro lugar). O post - um gráfico elaborado e publicado originalmente pela Federação Portuguesa pela Vida - aponta que estas são as únicas forças políticas que defendem "a vida".»
.

15.5.19

Da falta de pachorra




Tive de ir ao Google para ver quem é este ser e fiquei a saber que é o bispo do Funchal. Só não entende que autoridade julga ter para o que afirma, mas assumo tratar-se de uma OPINIÃO PESSOAL do sr. Nuno Brás. Tudo bem, estamos num país onde que há liberdade de expressão.
.

13.4.19

O Bispo do Porto morreu há 30 anos



Bispos do Porto houve muitos, mas «O» Bispo do Porto será sempre, para muitos, António Ferreira Gomes, aquele que, em Julho de 1958, escreveu uma longa e célebre carta a Salazar e que morreu em 13 de Abril de 1989.

A carta em questão, muito crítica da situação política, social e religiosa do país, deu-lhe direito a um exílio de 10 anos em Espanha, França e Alemanha, do qual só regressou em 1969, já durante o marcelismo.

É bom recordar que tinham tido lugar, um mês antes de a carta ser escrita, as eleições a que concorreu Humberto Delgado e que o país se encontrava ainda em grande agitação. Para muitos, sobretudo católicos, a conjugação destes dois acontecimentos – eleições com Delgado e carta do bispo do Porto – foi o verdadeiro pontapé de saída para a resistência e luta contra a ditadura durante as décadas que se seguiram.

Era difícil ter acesso ao texto da carta, mas coloquei-o online na íntegra, já há alguns anos. Trata-se de um documento histórico que não deve ser esquecido.
.

3.4.19

Brasil – Falem dos evangélicos, falem…




«“E tem um imbecil que nos anos 70 cantou que é proibido proibir. Gostaria de dar veneno de rato para ele”. E citou demonstrando ignorância sobre a história da música brasileira, já que a canção é e 68. A missa tinha um tom comemorativo ao Golpe Militar de 64 e contou com a presença de Joseita Brilhante Ustra, viúva do coronel Brilhante Ustra, coronel do Exército Brasileiro, ex-chefe do DOI-CODI do II Exército (de 1970 a 1974), um dos órgãos atuantes na repressão política, durante o período da ditadura militar no Brasil(1964-1985).»
.

27.3.19

Mandela numa magnífica história



«Quando Nelson Mandela ganhou as eleições na África do Sul, o arcebispo Desmond Tutu (que tinha com ele uma proximidade de amigo íntimo) achou por bem dizer-lhe que as camisas de padrões étnicos que ele usava eram demasiado folclóricas e de um gosto horrível. Achava que ele devia vestir-se de uma forma mais discreta, mais formal, para ser levado mais a sério. Mandela ouviu-o com toda a atenção, depois riu-se com gosto e respondeu-lhe: "Engraçado... e quem me diz isso é um homem que usa vestidinhos cor-de-rosa em público!"

Por que republico esta história, que já aqui contei antes? É simples: porque tanto serve para questões de gosto como para questões de intolerância. Não deixa de ser muitíssimo curioso que a ala mais conservadora da Igreja Católica manifeste gostar tanto das coisas definidas sem equívocos e esteja tão preocupada com os perigos da descaractarização de géneros por via da vestimenta, logo ela que desde sempre veste os seus homens com "vestidinhos cor-de-rosa" e os enfeita de rendinhas e bordados. Et pour cause...

(Nota: É bom constatar que o sentido de humor é frequentemente um denominador comum às grandes personalidades. Sem o humor, o mundo seria um lugar ainda mais tenebroso do que as camisas de Madiba.)»

(Tudo roubado à Ana Vidal no Facebook.)
.