.
Mostrar mensagens com a etiqueta itália. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta itália. Mostrar todas as mensagens
27.7.20
25.4.20
25 de Abril (3)
O 25 de Abril também é italiano e, em 2020, a «janela» é isto, não paisanos em marquises de alumínio.
.
7.4.20
Mais papista do que o papa
Nunca a expressão «mais papista do que o papa» se aplicou tão bem.
«O líder da extrema-direita em Itália, Matteo Salvini, defendeu no domingo que as igrejas devem estar abertas ao público para os ritos da Páscoa, mas a Conferência Episcopal recusou, apelando hoje à responsabilidade em plena pandemia.»
.
6.4.20
14.3.20
13.3.20
Isto é bom para italianos
Por cá, não se se atinava nem se se cantasse o Hino Nacional ou o Grândola.
.
12.3.20
Solidariedade da China
«Já chegaram a Itália nove médicos chineses, que a força das circunstâncias fizeram especialistas em coronavírus, mais 31 toneladas de suprimentos médicos. Após contactos de alto nível entre os governos dos dois países a rapidez de resposta prática da China e da Cruz Vermelha chinesa é impressionante. Eles sabem melhor que ninguém o que a Itália está a passar.»
Via Isabel Sousa Lobo no Facebook.
.
27.1.20
Itália: efeitos das «sardinhas»
«La elevada participación, en parte provocada por la agitación llevada a cabo por el movimiento antisalvini de las Sardinas, fue la noticia de la jornada electoral y probablemente uno de los factores que impulsó a la izquierda. "Muchas gracias al movimiento juvenil de las Sardinas", expresaron los dirigentes del PD, Romano Prodi, padre fundador, y Nicola Zingaretti, secretario general.»
.
17.12.19
As «Sardinhas» espalham-se pelo mundo
«Eles são em sua maioria jovens, querem mudar o mundo, e parece que andam com o GPS bem sintonizado: neste sábado (14), os sardinhas, que se consideram "antifascistas", realizaram um feito digno de grandes lideranças: eles extrapolaram o solo italiano pela primeira vez desde que o movimento eclodiu, há exatamente um mês, "invadindo", com o Global Sardine Day, cerca de 24 metrópoles estrangeiras como Berlim, Paris, Londres, Dublin, Amsterdam, Madri, Copenhague, São Francisco e Nova York.»
.
15.12.19
21.6.19
ONU, Itália e migrantes
«Investigadores dos direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) advertiram Itália que o decreto proposto para formalizar o fecho dos portos italianos para ajudar grupos que resgatam migrantes do mar viola a legislação internacional. (…)
A missiva indica também que Itália é obrigada a resgatar migrantes em perigo e não pode impedir que outros o façam.»
.
20.6.19
Miguel Duarte e o nosso muro
«É fácil desprezar Donald Trump. Ele é uma figura boçal. E a sua boçalidade torna evidente a frieza criminosa do egoísmo. É isso que explica que os europeus olhem com indignação para o muro que ele quer construir na fronteira com o México. Os mesmíssimos europeus vivem há décadas com os muros de Ceuta e Melilla, que cercam a Europa fortaleza de onde olhamos, com ares de superioridade, para o bárbaro Trump. Mas o muro mais eficaz é mesmo o Mediterrâneo. Esse não precisa de ser construído. Basta ser aproveitado de uma forma bem mais impiedosa e cruel do que qualquer coisa que tenha sido feita pela administração Trump.
Desde 2014, chegaram à Europa, vítimas de uma Primavera Árabe fracassada, de guerras e de crises ambientais, quase dois milhões de refugiados. O pico foi em 2015, com mais de um milhão de chegadas. Este ano entraram mais de 31 mil, 23,5 mil pelo mar, mais de 23% crianças. Nestes cinco anos morreram ou desapareceram quase 20 mil refugiados a atravessar o Mediterrânio. Este ano já foram mais de 500.
Antes desta calamidade, a Europa ainda reagiu com decência. De outubro de 2013 a outubro de 2014, a operação “Mare Nostrum”, levada a cabo pelo Estado italiano, trouxe em segurança 150 mil refugiados para terra. Mas, em 2014, muito antes de Salvini ou de Trump, essa operação foi substituída pela Triton, apoiada pela Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, a Frontex. Ao contrário da sua antecessora, centra-se no patrulhamento da costa, não no resgate. Salvar vidas deixou de ser uma prioridade.
No mar, militares europeus assistem impávidos e serenos, em águas internacionais, à captura dos barcos com refugiados pela guarda costeira da Líbia, que os leva de novo para terra. É preciso dizer o que isto quer dizer. Quer dizer que os europeus entregam estas pessoas em estado de necessidade profunda a forças que, em representação de um Estado falhado, não lhes garantem rigorosamente nada. Quer dizer que elas são devolvidos a um país onde, como imigrantes, estão sujeitos a espancamentos, violações, roubos. Tudo documentado por observadores internacionais. É por isso que muitos refugiados se atiram à água quando estão prestes a ser capturados pelos líbios. Preferem a morte ao regresso ao inferno de que fogem.
A Europa não construiu os muros de Trump para que os refugiados não chegassem. Limitou-se, muito antes de Salvini, a substituir o programa de resgate por um programa de patrulhamento e a entregar o problema ao Estado falhado da Líbia. Só que ficaram nessas águas várias ONG. Que, escândalo dos escândalos, se dedicaram a cumprir o artigo 98 da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Depois de optar por deixar morrer quem aqui tente chegar, é preciso travar quem continua a agir. Esta é a forma criminosa e cínica que os governos europeus encontraram para impedir que os refugiados passem as fronteiras: deixá-los morrer no mar e criminalizar quem os tente trazer para terra. Bem mais sinistro do que um muro.
A ONG alemã Jugend Rettet foi um alvo recente deste processo de criminalização da decência. O seu barco Iuventa, que salvou cerca 14 mil vidas, foi apreendido em 2017 pelas autoridades italianas e dez dos seus tripulantes foram acusados de auxílio à imigração ilegal. O português Miguel Duarte é um deles. Antes da criminalização, o Estado italiano tentou o controlo. Propôs um código de conduta que sugeria que cada embarcação tivesse um polícia armado a bordo, que estivessem sempre localizáveis e que não entrassem em águas territoriais líbias. A Jugend Rettet e mais dez ONG (entre as quais os Médicos Sem Fronteiras) recusaram-se a assinar.
A acusação de auxílio à imigração é especialmente absurda quando quase todas as operações contaram com a ajuda do Centro de Coordenação Marítima de Roma (CCMR). Para que a coisa fizesse algum sentido, afirma-se que houve contactos com traficantes. Talvez para nos vender a ideia de que esta ONG está a soldo do tráfico. Há quem faça a acusação de outra forma, mais subliminar: que, completando a última parte da viagem dos refugiados, ajudam os traficantes e até lhes poupam trabalho. A melhor resposta que li, foi no Twitter: é como acusar os médicos do IPO de ajudar as tabaqueiras ao minimizar os danos do seu esquema. É perversão absoluta de todos os valores. Salvar um náufrago é um dever. Um dever escrito nas leis do mar e na decência de qualquer pessoa. Uma Europa que o nega é uma Europa que não pode ser exemplo de nada para ninguém.
Parece que anda tudo à procura de qualquer coisa em que acreditar. De heróis. Se querem um herói e se ele não tiver de ser futebolista e milionário, têm um português da Azambuja, com 26 anos e a fazer um doutoramento em Matemática. Arrisca-se, por ter dedicado parte da sua juventude a salvar vidas, a uma pena de prisão de 20 anos. A acusação de que foi alvo gerou uma onda de solidariedade que permitiu recolher dezenas de milhares de euros para a sua defesa. Não sei se algum juiz terá coragem de condenar o Miguel e os seus companheiros. Não o desejo, mas talvez isso acordasse as consciências europeias. Ainda assim, parece-me que o objetivo político desta acusação é outro e já foi conseguido: semear o medo nas ONG e nos seus voluntários. Das dez ONG que resgatavam refugiados, só uma se mantém no ativo.
Miguel Duarte contou, numa entrevista, que o que mais o impressionou nas experiências que teve nas operações de resgate ou nos campos de refugiados para onde foi nos intervalos, foi a gratidão. E que a imagem mais forte é a de ver que, mal se sentem em segurança, aqueles seres humanos adormecem. Nós não temos qualquer razão para dormir. Pelo menos enquanto os governos europeus continuarem a condenar à morte por afogamento centenas de refugiados.»
,
9.1.19
A moda é provocar vizinhos
«Luigi Di Maio é o líder do Movimento 5 Estrelas e acaba de oferecer apoio digital aos manifestantes franceses do movimento "coletes amarelos". Isto é, um político italiano proclamou dar ajuda àqueles que fazem movimentos sediciosos no país vizinho - manifestações não autorizadas e violentas - para eles melhor se organizarem.
"Não se rendam, o M5S apoia-vos!", disse Di Maio. Não se rendendo, os "coletes amarelos" podem continuar a ocupar as rotundas francesas, a partir vitrinas das lojas francesas e a queimar automóveis franceses.
A proposta de ajuda, claro, estava integrada no inalienável direito de quem quer que seja dar a quem quer que seja o que quer que seja e gritar aos microfones esse apoio. Não sei em que artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos está consignado tal direito, cito de memória, mas certamente alguém na caixa de comentários desta crónica há de lembrar: "Eu cá dou o que me apetece e a quem me apetece." Pois. Acontece, porém, que Luigi Di Maio é vice-primeiro-ministro de Itália.
Vice-primeiro-ministro de Itália, Itália que tem 488 kms de fronteira com França. França que enviou Stendhal escrever Viagens em Itália. Itália que exportou Yves Montand para ele cantar para o mundo em francês. Francês em que se tornou Pietro Brazzà para explorar África em nome de França, apesar de ter nascido em Castel Galdolfo, na província de Roma.
Roma do rei de Roma, Napoléon François Joseph Charles Bonaparte, filho de Napoleão. Napoleão que não roubou La Gioconda - nem na primeira nem na segunda campanha que o imperador fizera em Itália (séc. XVIII), num intercâmbio que já levara as legiões romanas de Júlio César à Bretanha (séc. I a.C.) - porque a pintura já estava em Paris, 300 anos antes, levada pelo autor, o italiano Leonardo da Vinci... Enfim, Itália e França, dois países mais do que amigos, um encontro antigo e profundo, naturalmente ligado na União Europeia...
"Não se rendam, apoio-vos!", disse o vice-primeiro-ministro italiano Luigi Di Maio aos insurretos que atacam o legítimo e eleito governo francês. Foi insulto mas não uma novidade nas relações entre dois países aliados e com negócios e pactos comuns. Na campanha eleitoral que o levou à Casa Branca, Donald Trump propôs um muro que ainda hoje insiste em fazer entre os EUA e o México. E permitiu-se um chiste: disse, então, que o muro seria pago pelos mexicanos "mas eles ainda não sabem..." Conhecem maior insulto que a prepotência apresentada em forma de gozo?
Em qualquer bairro, a falta de respeito entre vizinhos abre o apetite que leva muitas vezes à bofetada. Os países criaram a diplomacia para prevenir tais derivas. Vale de pouco quando palhaços de cinco estrelas chegam a vice-primeiro-ministro e carroceiros milionários chegam a presidente.»
.
27.12.18
23.10.18
Mas a Itália não é Grécia…
Uma história com consequências imprevisíveis.
A ler também (sem deixar de ver o vídeo): Un eurodiputado italiano de la Lega Nord "pisa" los papeles de Moscovici con su zapato.
.
24.9.18
Itália: assim vamos
«O ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, anunciou no Facebook a aprovação por unanimidade no Conselho de Ministros do novo decreto anti-imigração que, entre outras coisas, acaba com os vistos por razões humanitárias a estabelece o perigo social como motivo para expulsar um requerente de asilo.»
3.8.18
2.8.18
Assim vai a Itália
«Réagissant à la une du magazine catholique "Famiglia Cristiana" la semaine dernière, qui titrait "Vade retro Salvini", Salvini a répliqué par un tweet, le jour de l'anniversaire de Mussolini, né le 29 juillet 1883 : "Tanti nemici, molto onore", "Beaucoup d'ennemis, beaucoup d'honneur". Une variation du fameux "molti nemici, molto onore" que le "Duce" utilisa, paraît-il, lorsqu'il se sentit encerclé par les démocraties européennes.»
.
10.6.18
Esta Europa ainda vai ser uma imensa Itália
«A Itália, fundadora da UE e a sua terceira maior economia pós-Brexit, foi um retrato feliz do pós-guerra: um sistema bipartidário consolidado, uma economia criativa e exportadora, um deslumbramento europeísta. Agora, com vinte anos de euro, regista um PIB per capita menor do que o do virar do século, ainda não recuperou da recessão de há uma década, acumula a terceira maior dívida pública do mundo, o seu sistema político desagregou-se e tornou-se o país mais eurocético. Alguém ainda insiste em dizer que não há um sintoma italiano?
Tudo ia correr bem
Já ninguém se lembra, nem os próprios, mas alguns europeístas rejubilaram com a eleição italiana de março. O 5 Estrelas era então apresentado como um partido inclinado a aliar-se a Renzi e ao Partido Democrático, portanto confiável no seu institucionalismo europeu.
O facto é que o Governo italiano, com a aliança entre os protofascistas da Liga e os calculistas do 5 Estrelas, demonstrou ser uma ameaça para os imigrantes, o primeiro alvo, e para os trabalhadores, a segunda vítima. Na mistura inviável de ideias copiadas dos catálogos neoliberais, salgadas com algum pastiche eleitoralista, destaca-se o IRS plano de 15 ou de 20%, favorecendo os mais ricos, tudo puro Trump. Outras promessas, como a de um Rendimento Básico a 780 euros, prometido para todos, mas agora restrito a uma parte da população e sugerindo a contrapartida de mercantilização dos serviços públicos, são puro Friedman. Se assim falha nas contas e se resulta nas ameaças, o Governo Conte é uma impossibilidade obtusa mas um risco democrático.
No fim ganha sempre a Alemanha
Ao chegar aqui, a Itália deve queixar-se de um dos monstros da UE, a União Bancária, que agravou as assimetrias e os riscos globais. Essa União foi imposta sem garantia comum de depósitos, mas não sem um cálculo preciso: ficam de lado os bancos regionais alemães e protege-se o seu campeão, o Deustche Bank. As duas decisões são erradas, mas no fim do jogo ganha sempre a Alemanha.
A União Bancária só foi aprovada depois da recapitalização da banca da Europa central. Por exemplo, ao grupo Hypo Real Estate o Governo alemão deu uma garantia de 145 mil milhões, que já custou mais de 20 mil milhões. Nenhum outro governo pode agora fazer o mesmo. Outras regras são instrumentais: dos 417 bancos regionais alemãs, que representam 22,3% do total do crédito no país e que estão muito ligados ao partido de Merkel, só um está submetido à supervisão do BCE.
O caso do Deutsche Bank é também esclarecedor. Como as autoridades europeias não cuidam do risco de mercado, só de risco de crédito, ignoram as ameaças sistémicas. Protegem assim o maior banco europeu, de pés de barro. A autoridade europeia de supervisão reconheceu mesmo que “nem sequer foi perguntado qual era o valor (real) dos seus derivativos em carteira” (o valor nocional é de 42 milhões de milhões de euros), porque acha que essas perguntas são indelicadas. Mas a Itália pode queixar-se das dificuldades de negociar com as autoridades europeias a salvação de alguns dos seus bancos, ou de ter reduzido o valor do seu sistema financeiro em 35% entre 2015 e 2016.
O desmantelamento de Itália
Com 426 mil milhões de dívida ao Eurosistema (o saldo devedor no Target2), a Itália é um exemplo de como a ação do BCE favoreceu os mercados financeiros alemães. As compras de ativos pelo Banco de Itália, no âmbito do programa do BCE, resultam em transferências de liquidez para a Alemanha, que tem um saldo positivo de um bilião de euros. Por isso, o banco JP Morgan sugeriu, num estudo surpreendente, que a melhor solução para Itália seria sair do euro.
O raciocínio é este: com a moeda única, nenhuma economia em dificuldades pode monetarizar a dívida ou usar a depreciação cambial, só pode usar a anulação de dívida ou a desvalorização interna. A Grécia usou pouco a primeira e muito a segunda, o resultado é lamentável. Ora, a Itália tem uma posição líquida de investimento internacional pouco negativa e por isso uma medida drástica de saída do euro atingiria mais as outras economias do que a sua. Segundo o banco, o euroceticismo italiano é então justificado e razoável.»
.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



















.jpg)



