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20.12.13

Onde isto já vai!



Qual Bagão Félix, qual Pacheco Pereira, qual Manuela Ferreira Leite! Até Alberto João Jardim já disse hoje que o Tribunal Constitucional «chumbou e bem» o regime de convergência das pensões, «porque violava o princípio da igualdade e o princípio da confiança no Estado», e defendeu a «reestruturação da dívida».

É que o rei vai mesmo nu e o governo é uma ilha isolada.
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14.2.10

O PREC do dr. Jardim




Quem não sonharia com um «governo histórico» formado por PSD, CDS, BE e PCP e presidido por AJJ (digo eu…), a «solução democrática» resultante de «um esforço interclassista», «compromisso histórico de maioria parlamentar estável»?

Já não somos portanto cubanos – ou «cubanos de todo o mundo, uni-vos!», como preferirem.

Vou passar o resto da manhã deste Domingo de Carnaval a imaginar a distribuição das pastas. Já ganhei o dia.

(Fonte)

28.1.10

Socialismo honorário




Quando a Madeira regressa à boca de cena, em ínvias negociações das quais sei que só entrevejo a ponta do iceberg, e com dramatizações que vão até à ameaça de queda do governo de Sócrates, recorde-se que Almeida Santos terá sentido recentemente a obrigação de elogiar a obra de Jardim. Só ele saberá porquê, já que se encontrava numa simples actividade do PS Madeira e nem sequer em visita protocolar. Mais: as suas afirmações provocaram incómodo no seu próprio partido.

Jardim é a tal ponto politicamente repugnante que qualquer louvor que lhe seja dirigido soa a bofetada na decência e na democracia. Ou então estamos no tal «Soialismo honorário» de que fala Manuel António Pina:

«Como naquele anúncio de um hipermercado, ainda sou do tempo em que o arroz carolino custava um tostão e em que o socialismo tinha como valores estruturantes a liberdade e a igualdade. Para alguns dos por assim dizer notáveis que hoje transportam o inerme facho do socialismo, isso foi chão que deu uvas.
Às alcatifas do seu socialismo "moderno" não chegam já as distantes vozes dos "humilhados e ofendidos" e dos "condenados da terra", e a liberdade que espere sentada na antecâmara dos valores mais altos que entretanto se alevantaram das "infra-estruturas urbanísticas, rodoviárias e turísticas". Daí os elogios do "presidente honorário" do PS, Almeida Santos, à "obra positiva" de Jardim no encerramento do Congresso do... PS-Madeira. Pelo suave milagre das "infra-estruturas", esfumaram-se nas brumas da memória deste neo-socialismo o "défice democrático", o caciquismo, a liberdade vigiada e a miséria e exclusão ocultas atrás do "glamour" dos hotéis de luxo. De fora da gaveta onde Soares o meteu, o PS havia guardado do socialismo algumas palavras "ad usum" eleitoral. Agora, pelos vistos, já nem isso.»

E talvez seja altura para recordar outra personalidade, outras declarações.

Há mistérios que me ultrapassam.

14.12.08

«O PPD pode correr com o Sócrates»












«Eu faço, daqui, em nome do PSD/Madeira, um apelo às bases do partido para que se livre dessa gente toda, para que afastem as personagens dos últimos anos e meses e que faça um ressurgimento do partido: o velho PPD/PSD de Sá Carneiro e de Cavaco Silva. (...) O PPD pode ganhar as eleições, o PPD pode correr com o Sócrates».
Jornal da Madeira

«E se quem pode o mais pode o menos, o Presidente, que ainda tem meios e poderes para intervir na vida das regiões e que, com os olhos postos nos Açores, já se dirigiu ao país inteiro, teria as oportunidades que quisesse para varrer a testada da instabilização, provocatória e permanente. Que o PSD não o faça, que nenhum líder nacional tenha coragem (que hoje é já força) para o fazer, é problema dele e dos seus filiados. Mas o respeito pelo património político nacional cabe a quem os portugueses votaram para o efeito. E não há improviso doutrinário que nesta matéria os engane».
Nuno Brederode Santos, no DN

Mas Cavaco Silva mantém-se num silêncio sepulcral. Talvez com uma difusa esperança no tal PPD ressurgido.