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7.5.21

Luiz Pacheco – Seriam 96



 

Mais informação AQUI.
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16.4.21

Luis Sepúlveda

 


Morreu há um ano, depois de ter participado nas Correntes de Escrita da Póvoa do Varzim cerca de dois meses antes. Por esse motivo, e porque ele foi sempre «um dos nossos», seguimos dia a dia a sua doença até ao desfecho de uma vida tão especial. Para muitos, foi o primeiro caso de morte por Covid que os tocou de perto – para mim, foi certamente.

Não vi rosas em Atacama, mas nunca esquecerei o gato que ensinou uma gaivota a voar.
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12.2.21

12.02.1929 – Nuno Bragança

 


O Nuno chegaria hoje aos 92 e morreu, estupidamente cedo, com apenas 56. De uma colheita anterior à minha, foi sempre reconhecido por todos como absolutamente excepcional, mesmo antes, bem antes, de A Noite e o Riso por aí aparecer com estrondo.

Errando pelos mesmos meios oposicionistas, os destinos juntaram-nos também em casa de amigos comuns, onde passámos longas semanas de férias. Um pouco mais tarde, viria a acampar, no sentido estrito da palavra, no minúsculo apartamento em que o Nuno viveu vários anos em Paris.

Mais detalhes AQUI, num «post» escrito há dois anos.
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31.1.21

Perplexidade


 

FNACs abertas, mas proibidas de vender livros, não é mais ou menos o mesmo que farmácias só autorizadas a disponibilizarem produtos de beleza?
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12.12.20

Os Beatles e a censura em Portugal

 


Este livro de Abel Rosa acaba de sair e recomendo-o. O texto é de Nuno Galopim de Carvalho que o apresenta assim na Revista do Expresso de 11.12.2020.
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23.6.20

Boris Vian morreu num 23 de Junho



Boris Vian morreu com 39 anos, vítima de crise cardíaca, em 23 de Junho de 1959. Escritor, engenheiro mecânico, inventor, poeta, cantor e trompetista, teve uma vida muito acidentada e ficou sobretudo conhecido pelos livros de poemas e alguns dos seus onze romances, como L’écume des jours e L’automne à Pékin.

Célebre ficou também uma canção – Le déserteur – que foi, durante muitos anos, uma espécie de hino para todos os que recusavam a guerra – incluindo muitos portugueses. Lançada durante a guerra da Indochina, foi grande o seu impacto e acabou mesmo por ser proibida por antipatriotismo, na rádio francesa, pouco depois do início da Guerra da Argélia.


(Serge Reggiani : Dormeur du Val , de Arthur Rimbaud, e Le déserteur de Boris Vian.)

Mas não só. Ficam mais duas:



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24.5.20

Maria Velho da Costa



Foi ontem, quase ao fim do serão, que caiu a notícia que não queria ouvir. Conheci-a como Fátima Bívar bem antes de tudo o que veio a celebrizá-la, andámos por aí na noite de Lisboa, em grupos improváveis que já se foram esvaziando pelas leis da vida – e do fim da mesma. A dela acabou agora. 

Se foi sobretudo a sua colaboração nas célebres Novas Cartas Portuguesas, que escreveu a seis mãos com Isabel Barreno e Teresa Horta e que a trouxeram, com estrondo, para a ribalta da perseguição da PIDE e dos tribunais, ela é para mim, antes de mais e acima de tudo, a grande autora de Maina Mendes que li de um trago e reli nem sei quantas vezes. E tudo o que seguiu daquela que sempre foi a «minha» maior escritora portuguesa.
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10.3.20

Boris Vian - Seriam 100 (10.03.1920)



Boris Vian faria hoje 100 anos e morreu antes de chegar aos 40. Escritor, engenheiro mecânico, inventor, poeta, cantor e trompetista, também anarquista, teve uma vida acidentada e ficou sobretudo conhecido pelos livros de poemas e alguns dos seus onze romances, como L’écume des jours e L’automne à Pékin.

Especialmente célebre ficou também uma canção – Le déserteur – , que foi durante muitos anos uma espécie de hino para todos os que recusavam participar em guerras, incluindo muitos portugueses. Lançada durante a guerra da Indochina, foi grande o seu impacto e acabou mesmo por ser proibida por antipatriotismo, na rádio francesa, pouco depois do início do conflito na Argélia.

Nunca esquecerei quando Le déserteur cumpriu a função da mais improvável das marchas nupciais, no casamento de um amigo, em Bruxelas, no fim dos anos 60.


(Serge Reggiani : Dormeur du Val , de Arthur Rimbaud, e Le déserteur de Boris Vian.)

Mais:



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9.3.20

6.3.20

06.03.1927 - O dia em nasceu Gabo



Gabriel Garcia Márquez faria hoje 93 anos e morreu há seis. Foi certamente um dos escritores da minha vida e, durante muitos anos, respondia à tal pergunta parva sobre o livro preferido entre todos referindo Cien años de soledad. Em espanhol, sim, porque não esperei pela tradução para o ler, assim que saiu em 1967. Não sei se foi o «melhor livro escrito em castelhano desde Quixote», como terá dito Pablo Neruda, mas foi certamente um marco.

Pelo caminho, ficaram Os Funerais da Mamãe Grande, O Outono do Patriarca, O Amor nos Tempos de Cólera e muitos outros. Até que, em 2002, me precipitei de novo para a primeira edição, em espanhol, de Vivir para contarla, relato romanceado das memórias da infância e juventude de GGM. A prometida continuação nunca veio (o que foi anunciado como um primeiro volume pára em meados da década de 50). Releio hoje o que escreveu como epígrafe do livro: «La vida no es la que uno vivió, sino la que recuerda y cómo la recuerda para contarla.»

Foi nesta cama dos avós, em Aracataca, que veio ao mundo. Estive lá em 2012, sempre à espera de encontrar algum membro da família Buendía ao virar de uma esquina, um qualquer José Arcádio ou um dos muitos Aurelianos… Foi em Aracataca que se inspirou para criar a mítica aldeia de Macondo, de Cem anos de solidão.

Em rigorosa «peregrinação», fiz um desvio de dezenas de quilómetros para chegar a essa localidade, hoje com 45.000 habitantes, feia e infelizmente desmazelada, que não honra como devia o que de mais importante deu ao mundo (a não ser pela boa conservação precisamente na moradia em que «Gabo» nasceu,
actualmente transformada num pequeno museu que justifica, sem dúvida, a deslocação e a visita).

«Gabo» foi pela última vez a Aracataca em 2007, para uma tripla comemoração: dos seus 80 anos, do 40º aniversário da publicação de Cem anos de solidão e do 25º da atribuição do Nobel da Literatura.

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No Notícias Magazine de 28.04.2013, Ricardo J. Rodrigues publicou uma belíssima crónica sobre a estadia de Gabriel García Márquez em Lisboa, em Junho de 1975, o que pensou, por onde andou, com quem esteve. O texto está online e merece leitura.


9.1.20

Assim vão as nossas «livrarias»



Eu ainda sou do tempo em que a FNAC não vendia meios de transporte, nem toda uma parafernália de electrodomésticos e outra quinquilharia.

Actualmente, a área dedicada a livros «encolhe» aceleradamente e, nela, a de Literatura Lusófona está reduzida a mínimos. Assim vamos...
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21.12.19

As «Crónicas» do Nuno



Se ainda estão a comprar prendas de Natal, aproveitem esta sugestão. Foi a que ofereci a mim própria e que me dai deliciar nos próximos dias.
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11.12.19

Nuno Brederode Santos



No próximo dia 20, serão lançadas as Crónicas publicadas por NBS no Expresso, entre 1974 e 2001.

(Clicar na imagem para ler melhor.)
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10.8.19

10.08.1912 - Jorge Amado



Faria hoje 107 anos e continuam, com toda a justiça, referências à sua vida, a muitos dos livros, às suas estadias em Portugal.

Recordo o «acessório»: o que foi, entre nós, o retumbante sucesso de Gabriela, cravo e canela, a primeira de todas as telenovelas emitidas pela RTP, entre Maio e Novembro de 1977, com base na obra de JA com o mesmo nome. Companhia da hora do jantar, cinco dias por semana, em casa ou em cafés (eram muitas as famílias que ainda não tinham aparelhos próprios), era assunto generalizado de conversa, trouxe para a língua portuguesa termos e expressões brasileiras e transformou Sónia Braga num ídolo (quantas Sónias não têm hoje trinta e poucos anos?!...). 

A «Gabrielomania» fez parar literalmente o país: a Assembleia da República interrompeu os trabalhos pelo menos quanto foi emitido o último episódio (era vital saber se Gabriela ficava ou não com Nacib...) e conta a lenda que Álvaro Cunhal chegou atrasado a um programa televisivo por ter ficado a ver a telenovela.

No dia seguinte à última emissão, o Diário de Lisboa discutiu o corte de trinta episódios, de que a telenovela terá sido objecto em Portugal.

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