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1.9.20

Ele aí está



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31.8.20

O Novo Normal



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Amanhã é o primeiro dia do resto da sua vida



«Num Tempo Que Passou, estava em Lisboa a gravar o "Sexualidades" e alguém me entregou uma carta. Familiar, no plural, qualquer coisa do género "vemos-o-programa,-vens-jantar-cá-a-casa?."

A minha disposição em Maré Alta, partilhar a mesa com o Sérgio Godinho! As suas canções há anos e anos comigo; inconfundíveis. Maravilhava-me como tantas palavras nelas cabiam, não metidas a martelo, mas por a sua mestria as tornar esguias e maleáveis, tudo encaixava e era único; seria ridículo ter Cuidado Com As Imitações.

Foi uma delícia, saímos pela Lisboa Que Amanhece, havia quem nos visse parecidos e lhe perguntasse "é teu primo?". Posto à la Nizan, eu tinha 40 anos e não deixarei ninguém dizer que estávamos No Lado Errado Da Noite. Vim-me embora Com Um Brilhozinho Nos Olhos e uma certeza - Hoje Fiz Um Amigo.

Trinta anos volvidos, cada reencontro é pretexto para continuarmos a conversa, indiferentes aos meses ou até anos de intervalo entre duas frases. Várias vezes me enrosquei na plateia para assistir a ensaios, com o fascínio que me despertam os artistas nesses momentos. Há neles a cumplicidade de anos de estrada que permite as associações livres mais hilariantes ou ternurentas, a banda toca, ensaia e vive por e para si mesma, o velho entusiasmo permanece, dir-se-ia que usaram e abusaram do Elixir Da Eterna Juventude.

Claro que já perdi a conta aos espectáculos, mas retenho um na memória. O Coliseu do Porto a rebentar pelas costuras para ouvir um dos filhos dilectos da cidade. Canções cantadas em coro e a plenos pulmões, não importa o dia, É Terça-Feira. De repente, o meu filho mais novo murmurou, com orgulho satisfeito - "estão aqui três gerações". Era verdade, O Coro das Velhas contagiara gargantas juvenis. Que pode mais ambicionar um artista? A sua obra correu de mão em mão, saltou de ouvido para ouvido, jovens cresceram a escutar os mais velhos trautearem canções que também os tocaram; fizeram-nas suas. Que Força É Essa, que faz do talento património imaterial das lendas familiares?

Por isso, Espalhem A Notícia - o Sérgio faz anos. E presenteiem-no com o que maior ternura lhe pode despertar, trauteiem-lhe as canções; A Vida É Feita De Pequenos Nadas, ficará feliz. Eu vou fazer figas para que um dia destes, nas suas andanças, pense - "O Porto Aqui Tão Perto, vou desafiar o Júlio para um peixe em Matosinhos."

E sentados em amena cavaqueira sobre o quotidiano deste Portugal, Portugal - talvez acompanhados pelo Palma - brindaremos Aos Amores.

Revivendo O Primeiro Dia da nossa amizade.

Nota: O texto em itálico é da autoria de Sérgio Godinho, com excepção de Portugal, Portugal (António Joaquim Fernandes/Márcia Lúcia Amaral Fernandes Fernandes).»

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24.8.20

Léo Ferré - Seriam 104



Nasceu no Mónaco em 24 de Agosto de 1916, o pai trabalhava no Casino, a mãe era costureira e Léo, com 7 anos, já cantava no coro da catedral.

Deixou-nos preciosidades que resistem a todas as décadas, com letras suas ou de Aragon, Rimbaud e mais uns tantos. Três dessas «preciosidades», entre muitas outras:







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3.8.20

Pobre Zeca!



Esta estátua de Zeca Afonso, ontem inaugurada em Belmonte, fez-me pensar numa célebre do Ronaldo no Funchal. Pior é difícil! Não temos escultores competentes em Portugal? 
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23.7.20

Serge Reggiani morreu num 23 de Julho



Serge Reggiani morreu em 23 de Julho de 2004 e foi certamente um dos grandes cantores franceses que marcaram algumas gerações, mesmo em Portugal, antes de a língua francesa ir desaparecendo lentamente da vida dos mais novos. Pela interpretação, pelo encanto pessoal, pelo compromisso político, certamente pelos poetas que ajudou a conhecer ao divulgá-los nas letras de muitas canções.

Nasceu em Itália e ainda criança instalou-se com os pais em França para escapar ao fascismo. Começou como ajudante de barbeiro, inscreveu-se no Conservatório com 19 anos, estreou-se no teatro onde contracenou com Jean Marais, entrou em alguns filmes. Passou no entanto rapidamente à clandestinidade na Resistência francesa. Regressou ao cinema depois do fim da guerra, mas foi como cantor que se consagrou, a partir de 1964. Entre muitos outros, cantou Boris Vian, Rimbaud, Prévert e Appolinaire.

Algumas das canções a não esquecer:





E esta, acima de todas as outras:


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23.6.20

Boris Vian morreu num 23 de Junho



Boris Vian morreu com 39 anos, vítima de crise cardíaca, em 23 de Junho de 1959. Escritor, engenheiro mecânico, inventor, poeta, cantor e trompetista, teve uma vida muito acidentada e ficou sobretudo conhecido pelos livros de poemas e alguns dos seus onze romances, como L’écume des jours e L’automne à Pékin.

Célebre ficou também uma canção – Le déserteur – que foi, durante muitos anos, uma espécie de hino para todos os que recusavam a guerra – incluindo muitos portugueses. Lançada durante a guerra da Indochina, foi grande o seu impacto e acabou mesmo por ser proibida por antipatriotismo, na rádio francesa, pouco depois do início da Guerra da Argélia.


(Serge Reggiani : Dormeur du Val , de Arthur Rimbaud, e Le déserteur de Boris Vian.)

Mas não só. Ficam mais duas:



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18.6.20

18.06.1946 – Maria Bethânia



74 anos de idade e 53 de carreira tem esta grande senhora de um país neste momento em plena ebulição e na fase terrível que todos conhecemos.

Voltar a ouvir alguns dos seus grandes êxitos a começar por «Brincar de viver» que terá sido o mais popular nos últimos cinco anos.







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