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20.8.20

Bicharada Pré-Covid (1)



Mãe é mãe..., Kuala Lumpur, Malásia, 2012.
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9.9.12

As Cidades e as Praças (44)





Praça Stadthuys (Malaca, 2012)

(Para ver toda a série «As Cidades e as Praças», clicar na etiqueta «PRAÇAS».)
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26.2.12

Não é o paraíso, mas…


Algum tempo de praia no meio de muitos dias de viagem é não só excelente como aconselhável para retemperar o físico e alimentar a alma. Sobretudo se isso se passa numa ilha como Penang, com um belo clima tropical, no único dia em que (até ver…) não trovejou nem caiu a tradicional chuvada de meia hora e onde a água o mar está à temperatura… do duche. Simplesmente magnífico!

Mas, antes dos mergulhos, dei uma grande volta por esta ilha com cerca de um milhão de habitantes, densamente urbanizada (mas também muito arborizada…), com indústrias bem estabelecidas, pólo turístico por excelência. Penang é um dos estados mais desenvolvidos da Malásia, com uma população heterogénea em termos de etnicidade e de religião, embora com uma forte predominância islâmica (muitas, muitas burqas, negras, negríssimas, um pouco por toda a parte…).

As infra-estruturas turísticas já são boas e tendem certamente a melhorar. (É que este lado do mundo não está em crise!) Ou muito me engano ou, dentro de pouco tempo, saberemos que paletes de ocidentais desembarcam aqui em férias, para mal de vários Allgarves minúsculos, desarrumados e … caríssimos!



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25.2.12

Reencontros, desencontros


Depois de algumas hora de estrada, e de atravessar um ponte que me dizem ser a mais longa da Ásia e uma das maiores do mundo, eis-me em Penang, uma praia do Noroeste da Malásia.

Amanhã, verei melhor como tudo isto é, mas já deu para saber que foi por aqui que Roger Moore andou, em 1974, a fazer de 007 em O homem da pistola dourada.

Mas, agora mesmo, ao olhar para a areia, bem procurei vestígios de Brigitte Bardot. Em vão porque a imagem possível foi esta: 

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24.2.12

Chá e morangos



Ficaram para trás as cidades e o calor tropical. Trepei agora para Norte e para cima: Cameron Highlands, a 1.500 metros, a estação de montanha mais popular da Malásia, very british, verde, muito verde pelas suas belíssimas plantações de chá em socalcos. Não propositadamente, tenho vindo a fazer uma espécie de «peregrinação do chá» - Darjeeling há dois anos, Sri Lanka o ano passado – e não me canso. Lindíssimo!

Mas em Cameron Highlands cultivam-se também todas as espécies de legumes, flores e frutos. Sobretudo, morangos: strawberries se não forever, pelo menos evreywhere… Não plantados no chão, como estamos habituados a vê-los, mas em vasos ou nuns estranhos recipientes com sofisticados sistemas de rega.

Enfim, a viagem está quase a meio e tem-me sabido muito bem, não só porque viajar é mesmo uma das coisas que mais me atrai nesta vida, como pela licença sabática que me dá «das políticas» domésticas. É que até o 25º aniversário da morte do Zeca Afonso foi motivo de polémicas! Livra!

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23.2.12

Macacos e pirilampos



Ainda algumas incursões por Kuala Lumpur (cidade que não me venceu, nem me convenceu assim muito…), mais tarde uma visita a uma interessante fábrica de objectos em peltre, palavra que nunca tinha ouvido e que designa aqui uma liga de zinco, antimónio e chumbo: fazem-se manualmente jarros, caixas, jóias e até uma caneca gigante que teve direito a entrar no Guinness (capacidde de 2.796 litros).

Mas o dia ficou marcado pelo contacto com macacos, primeiro agressivos num templo hindu, depois perfeitamente domésticos e maternais, como mostra a fotografia; e, cereja em cima do bolo, por um passeio num rio, ao cair da noite para ver milhares e milhares de pirilampos – ao som de relâmpagos e de um imã que convocava fieis para orações e em luta inglória contra picadas de mosquitos. Mas foi, de facto, um espectáculo realmente único! 



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22.2.12

Continuando…



Primeiras impressões de Kuala Lumpur, esta grande cidade construída sobre terra lamacenta na confluência de dois rios. 

A tónica dominante é que  tudo é «multi» em todos os planos: étnico, cultural, religioso (templos de todas as religiões numa mesma rua), arquitectural, «contrafaccional» (nunca vi tantas imitações perfeitas por metro quadrado como nesta Chinatown, nem sequer no mercado de Istambul). 

Este bilhete-postal é hoje mais curto dado o adiantado da hora e, também, porque estou a ser vítima respiratória (ligeira…) da luta entre o calor da rua e o frio do ar condicionado em tudo o que é interior. Ficam algumas fotos e amanhã há muito para ver.



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21.2.12

Afonso de Albuquerque 2 – Cristiano Ronaldo 1


Só em Malaca, evidentemente. Dizer-se que se é português dá direito a especial deferência e a evocação do conquistador e as nossas pegadas cá estão mas em relativo mau estado. A ruína da Porta de Santiago é muito visitada, mas o chamado bairro português parece-me em franca decadência e creio que nem pastéis de nata por lá se venderão (talvez no Hotel, porque no principal café, num estado de desmazelo indescritível, não estarão certamente). Quanto à comunidade de descendentes, não a encontrei (nem procurei…) e confesso que não tentei saber onde poderia ir ouvir cantar fado esta noite…

De resto, Malaca é uma cidade quase totalmente «chinesa», com os tuc tucs mais floridos que alguma vez encontrei!

Não sei se por causa de um calor húmido arrasador (quebrado por uma magnífico e monumental trovão!…), ou porque me tinham criado muitas expectativas quanto a esta terra, acabei por não lhe achar muita graça. Kuala-Lumpur à vista! 



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