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2.6.18

A visita de Merkel



Bandeirinhas, bandeirolas.

Paulo Buchinho, no Expresso de 02.06.2018.
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31.5.18

Merkel 2012 e 2018



Quando Merkel cá veio em 2012, muitos de nós andaram pelas ruas vestidos de negro e muitas estátuas de Lisboa também se enlutaram.

Esperava ver agora um cortejo de tuc tucs cheios de Pafiosos, com casaquinhos parecidos com o da chanceler, em protesto ou aplauso à sua visita – nem sei… Mas nada: limitam-se a teclar umas bocas e a partilhar desenhos de mau gosto contra PS e partidos apoiantes. Assim não vão lá, «camaradas»!


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10.11.16

Merkel: muito bem!



As declarações oficiais mais correctas, que li até agora.


«“Germany and America are connected by values: democracy, freedom, respect for the law and for the dignity of human beings, independently of origin, skin colour, religion, gender, sexual orientation or political views.
“On the basis of these values, I am offering the future President of the United States of America, Donald Trump, close cooperation.”» 
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5.10.16

A vingança serve-se fria




Já agora: será que a Kristalina, antepenúltima classificada, vai trabalhar já amanhã, em Bruxelas, para não perder muitos dias de salário? 
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4.7.15

Se o SPIEGEL o diz...




«Angela Merkel relishes her reputation as queen of Europe. But she hasn't learned how to use her power, instead allowing a bad situation to heat up to the boiling point. Her inability to take unpopular stances badly exacerbated the Greek crisis.» 
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28.11.14

Da avó alemã



«Enquanto em Portugal nada se discute para lá de Sócrates, o mundo europeu defronta-se com os seus medos. O Para Francisco foi claro: a Europa é uma avó que deixou de ser fértil e vibrante. (...)

Uma Europa cada vez mais unipolar, gerida por Berlim, que faz identificar os interesses de toda a Europa com os seus interesses estratégicos e económicos. Uma entrevista dada há dias por Romano Prodi, antigo presidente da Comissão Europeia, ao "Il Messaggero", é eloquente: a França está desorientada e a Grã-Bretanha perdeu o seu poder. Assim, como diz, "todos os países que anteriormente mantinham um equilíbrio entre a Alemanha, França e Grã-Bretanha (da Polónia aos estados bálticos, e passando pela Suécia e Portugal) estão a reagrupar-se debaixo do chapéu-de-chuva alemão". (...)

Sucintamente, a Alemanha tornou-se o árbitro da Europa. Como sabemos, as regras do futebol cumprem-se quando o árbitro apita e agora a Alemanha mostra cartões amarelos a muitos países". O problema é que, confrontada com os seus próprios fantasmas, como diz Prodi, a Alemanha nega a sua própria liderança, pensando apenas na austeridade e nos limites orçamentais. Destruindo qualquer hipótese de ar fresco que faça renascer a vitalidade. E que permita que os países da periferia ganhem fôlego e que a avó possa passar por uma fonte da juventude.

A Alemanha envelhece e ao mesmo tempo faz com que todos os que se abrigam debaixo da sua protecção sejam contagiados por esta entropia. Ao mesmo tempo o conceito de Europa como uma forma de democracia alargada, entre países iguais e democráticos, esvai-se. E a Europa, quando a política de alianças se fragmenta, geralmente perde a noção da realidade e perde-se em tragédias várias. É uma pena que, em Portugal, se passe ao lado deste momento histórico que definirá o futuro da União Europeia. E do euro.»

Fernando Sobral

15.7.14

Merkel versus Poirot



«Hercule Poirot, no "Crime no Expresso do Oriente", tem de descobrir quem matou um passageiro com 12 facadas quando o comboio estava parado devido a uma tempestade de neve.

Durante a investigação são colocadas pistas falsas no caminho de Poirot para mantê-lo fora de cena. Mas, entre álibis forjados, Poirot acabará por descobrir o culpado. Todos, nos últimos anos, têm tentado na Zona Euro mostrar que têm álibis. (...) [Merkel], agora, para calar as críticas sustentadas de Matteo Renzi e a nova aliança França/Itália para a flexibilização da austeridade e aposta no crescimento, veio atirar para a lama um "banco português" (o BES) para mostrar a validade da sua política trituradora.

Hercule Poirot desmontaria o álibi de Merkel. O BES é uma pista falsa para a fragilidade económico e política para os que podem aparecer como culpados. "O Crime no TGV Atenas/Lisboa" continua a ser um mistério, mas já todos sabem quem da Zona Euro e para o fogo lento em que vai queimando as suas últimas energias. Merkel acha que toda a Europa deve funcionar como a sua "mannschaft", a equipa que parece um relógio de cuco. E que as suas palavras devem ser lei, ou mesmo o pensamento único. Escusava era de inventar álibis.»

Fernando Sobral, no Negócios.
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20.3.14

Merkel e as «nossas» Europeias



«PSD e PS esforçam-se, com devoção patriótica, para mostrar que têm divergências sobre o presente e o futuro de Portugal. Os portugueses, com uma lupa, tentam encontrá-las.
Angela Merkel, que sabe como funcionam os microscópios políticos, não encontra diferenças relevantes. (...)

Sendo assim, se ambos [PS e PSD] se comprometem a seguir cegamente as opções de Berlim, o que é que os leva, passados minutos, a soltar os seus galos de combate para mais um debate épico? As eleições europeias. PSD e PS precisam de mostrar que são divergentes, apesar da sua convergência. Afinal as regras do tratado orçamental foram subscritas pelos dois desavindos. Sabe-se que a política é um jogo, mas às vezes parece que tudo não passa em Portugal de uma versão de "Rambo: The Videogame": o que interessa é somar pontos, insígnias, ultrapassar obstáculos e conseguir privilégios. Ou seja, resultados eleitorais e poder.

Merkel bem pode fornecer a consola a Passos Coelho e António José Seguro para estes se entreterem. O que interessa é mostrar que Portugal é um caso de sucesso, que não há mais custos associados para os eleitores alemães e que todos irão gerir a austeridade durante os próximos 20 anos. Nada de mais simples. Merkel, no fundo, diz: que venha o próximo Bloco Central.»

Fernando Sobral, no Negócios de hoje.
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19.11.13

Veneradores e obrigados




Nas redes sociais, houve quem duvidasse da veracidade da notícia e a atribuísse a sua origem a um jornal humorístico, mas não: confirmada nas fontes
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7.11.13

Merkel em sabática



«Merkel atravessa tempos felizes. Desde a vitória eleitoral a 22 de setembro que os dias têm passado calmos. O Governo em exercício não pode mudar nada, e o próximo, com o SPD, poderá esperar até ao Natal. (...)
A sorridente Merkel parece não ter ainda percebido que a sua gestão egoísta e medíocre da crise da Zona Euro é acompanhada por toda a gente, fora da Alemanha, com angústia e apreensão, pois o que ela promete é uma continuada erosão que redundará em desastre. Merkel, usufrui, contudo, a doçura dos momentos em que tudo parece possível. A Alemanha é dona incontestável do futuro da Europa. É ao mesmo tempo réu e juiz em causa própria. (...)
O país que teria a obrigação de liderar solidariamente a Europa está contente com uma UEM que lhe dá todas as vantagens da moeda única, distribuindo pelos outros parceiros os custos. É bom jogar um jogo em que se pensa poder ganhar sempre. Merkel pode gozar a sua merecida sabática.»

Viriato Soromenho Marques

18.3.13

Angela – igual a si própria



Comentando a recente decisão dos líderes da zona euro quanto à aplicação de taxas aos depósitos bancários em Chipre, Angela Merkel afirmou, num evento político alemão, que «desse modo, os responsáveis irão fazer parte desse acordo e não apenas os contribuintes de outros países». (Sublinhe-se a palavra «responsáveis» que não está no texto por erro de tradução: há quem o tenha confirmado na fonte).

Ou seja, para a pessoa com maior poder nesta triste Europa, todos os cipriotas, mesmo os que até podem ter conta bancária apenas para receber um baixo salário, devem ser atingidos por uma sobretaxa nos seus depósitos, porque são «responsáveis» pelo estoiro do superdimensionado e desmedidamente ambicioso sistema bancário do país, devido em parte à crise na Grécia, e também por Chipre se ter transformado num paraíso fiscal para oligarcas russos. Expressão apenas infeliz? Pela boca morre o peixe e é mesmo isso que ela pensa destes povos miseráveis do Sul: que eles são irresponsáveis.

Entretanto, multiplicam-se notícias e contranotícias sobre possíveis alterações ao que foi aprovsdo em Bruxelas na passada sexta-feira, o que só demonstra a ligeireza com que decisões desta importância são tomadas, aparentemente em cima do joelho.

Independentemente das taxas que vierem a ser fixadas, é esta medida muito diferente, quanto aos efeitos práticos no bolso de cada um, de aumentos de impostos ou de cortes de salários? Não, mas é mais um tabu que cai e que abala a confiança de todos os europeus: o seguro das contas bancárias, a (agora ignorada) garantia de que eram invioláveis até um determinado tecto. E isto é muito mais grave do que possa parecer. Porque fica-se sm saber o que poderá vir a seguir.

Para além de tudo isto, no caso concreto, os líderes europeus parecem não desistir de entregar a Grécia e Chipre à Rússia (*), mais tarde ou mais cedo.

A Europa, tal como a conhecemos, já acabou. Quantos dias terá o que resta? Só isso é que não sabemos.

(*) Gazprom oferece-se para resgatar Chipre.

12.11.12

O bunker



E o resto:



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Lisboa está assim (2)



Mais algumas estátuas, das muitas que se vestiram de luto, sobretudo na última noite.

E uma pequena história: quando um grupo se ocupava de uma delas, aproximou-se alguém que começou por perguntar se tinha de se identificar para que parassem. Continuou dizendo que era da Judiciária e perguntando a razão do que estavam a fazer. Quando lhe responderam que preparavam a visita da Merkel, deu um aperto de mão a um dos presentes e virou costas, em silêncio.




(Fotos de Rita Veloso)
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