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13.8.18

13.08.1961 – Quando um Muro nasceu em Berlim






Começou a ser construído há 57 anos, durou 28. Os muros hoje são outros e têm nomes insuspeitos como Mediterrâneo. Um dia também cairão.




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13.8.15

13.08.1961 – Início da construção do muro de Berlim



E eis senão que, quando se pensava que a Europa tinha festejado o fim dos seus muros em 1989, se  erguem outros hoje, numa absurda e ineficaz tentativa de evitar que milhões de humanos procurem sobreviver.

Ruirão estes novos muros, como ruiu aquele que começou a ser construído há exactamente 54 anos.


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13.8.11

Meio século


Em 13 de Agosto de 1961, teve início a construção do Muro de Berlim. Viria a estar de pé 28 anos.



Ler: Medio siglo del muro de Berlín


Mas ainda há outros muros por este mundo fora, à espera de serem derrubados.
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9.11.10

O fim de um muro, que mudou o mundo


O 20º aniversário da queda do Muro de Berlim foi celebrado em 9 de Novembro de 2009 com um conjunto de iniciativas e de publicações que todos temos ainda presentes. 

Mas como nem só de números redondos se alimenta a memória, republico hoje um conjunto de fotografias e pequenos vídeos (estes especialmente interessantes), entre os quais um com um excerto do discurso de J.F.Kennedy, em 26/6/1963, onde se ouve a célebre frase: «Ich bin ein Berliner». (Ver na totalidade do ecrã.)



A ler: este texto de Mikhail Gorbachev, publicado há um ano em El País:
20 años después del Muro la historia continua
...
...

8.11.09

Desta vez, cairá só um dominó



O gigantesco dominó pintado por crianças, que será derrubado no fim das comemorações como símbolo da queda do Muro, recordou-me que em 1989 eu vivia na Bélgica, que o meu filho tinha treze anos e frequentava o 8º ano numa escola de Bruxelas.

A escola inteira mobilizou-se para que os alunos percebessem o significado do que estava a acontecer. Na cadeira de História, mas não só, a matéria que estava a ser dada foi interrompida e durante muitos dias substituída por outra adequada às circunstâncias. Viram-se filmes, houve que fazer leituras, trabalhos individuais e de grupo.

Para aqueles miúdos tudo isso foi fundamental, não só para o conhecimento e a vivência dos factos e do seu valor simbólico, como para a compreensão dos alucinantes meses que se seguiram. Por exemplo, sei que em Portugal a transmissão foi feita em diferido, mas na Bélgica vimos em directo, ao vivo e a cores, a execução de Nicolae Ceauşescu e da mulher no dia de Natal – o enquadramento histórico ajudou a «digerir» a terrível violência das imagens.

Porque sou optimista, quero crer que amanhã alguns dos nossos professores vão gastar cinco minutos para explicarem que, há vinte anos, algo de importante se passou na Europa, a menos de 3.000 quilómetros de Portugal. E que não foi propriamente um desafio de futebol…

Outros muros



Num site da BBC, história e controvérsias sobre doze muros que já existiam ou foram construídos desde 1989.

Israel, Irlanda do Norte, Arábia Saudita, Ceuta e Melillla, Chipre, Paquistão – Irão, Rio de Janeiro, EUA – México, Índia – Paquistão, Coreia, Saará Ocidental e Botswana - Zimbabwe

7.11.09

Cronologia de um Muro



Fotografias e pequenos vídeos, enter os quais um com um excerto do discurso de J.F.Kennedy, em 26/6/1963, com a frase que ficou célebre: «Ich bin ein Berliner».

A ler: Mil maneras de huir del socialismo real

5.11.09

O PCP e a queda do Muro de Berlim (2)














O que mais me impressiona num texto publicado hoje no Avante!, a propósito do 20º aniversário da queda do Muro de Berlim, e que tem o significativo título «20 anos de retrocesso», é o pessimismo que reflecte da primeira à última linha. A Leste, tudo é hoje «tremendo» no plano social e económico, «amplas camadas da população» estão reduzidas à miséria e «a grande maioria» está privada «de uma perspectiva optimista de futuro». Nem uma palavra de esperança, de ânimo, de reconhecimento de progresso - apenas desgraça. A única solução desejável seria portanto dar à manivela do tempo e recuar duas décadas para regressar ao mundo que estava a construir o «homem novo». O problema é que isso não acontecerá…

Curiosamente, hoje também, foi publicado no El País um artigo de Mikhail Gorbachev: «20 años después del Muro, la historia continúa».

Repare-se na diferença entre os dois títulos: «a história continua» versus «retrocesso».

Entusiástico, vitorioso? Nem pouco mais ou menos. MK reconhece que muitas foram as desilusões e os fracassos e aponta também o beco sem saída a que chegou o capitalismo. Sem pessimismo negro e paralisante. E regozija-se com o facto de o século XX ter marcado «o fim das ideologias totalitárias» no Ocidente - o que, convenhamos, já não é pouco.

«Hoy en día, mientras dejamos a las espaldas las ruinas del viejo orden, podemos pensar en nosotros mismos como activos participantes en el proceso de creación de un mundo nuevo. Muchas verdades y postulados considerados indiscutibles (tanto en el Este como en el Oeste) han dejado de serlo.»

Mikhail Gorbachev não é certamente o guru iluminado que pode apontar novos rumos ao mundo. Mas este texto, ao contrário do primeiro, deixa-nos pelo menos «respirar»!

P. S. - Chamaram-me a atenção, por mail, para a pouca «credibilidade» de MK. Reproduzo parcialmente o que respondi: é-me relativamente indiferente, neste caso, porque se trata de um / o protagonista na origem dos acontecimentos que estão em causa e dizem-me o que ele pensa neste momento. Por outro lado, eu não estou aqui para «convencer» ninguém (citando apenas pessoas «credíveis»), mas para divulgar informação (neste caso, o artigo de MK) e dar a minha opinião pessoal.

4.11.09

O PCP e a queda do Muro de Berlim

 

Assim como princípio de conversa e até que o texto esteja online no site daquele partido. A Lusa distribuiu esta manhã, às 8:32, um comunicado que começa assim:

«O Partido Comunista Português considera que 20 anos após a queda do Muro de Berlim “o mundo está hoje mais injusto, mais desigual, mais perigoso e menos democrático” e que aumentou a “opressão e exploração dos povos - a começar por muitos dos ex-países socialistas, com a regressão de direitos laborais, a privatização de funções do Estado, com a ofensiva contra direitos e liberdades historicamente alcançados”.»

Por mais que me considere psicologicamente preparada para este tipo de posições do PCP, afinal não estou - ainda me espantam. Para já é tudo.
Festejemos, sim, a queda do Muro - sem o PC.

(Alertada pela M. João Pires para a existência do comunicado, acabei por encontrar a informação aqui.)

Praga acelerou a queda do Muro de Berlim

 

Na embaixada da Alemanha ocidental em Praga, 4.500 refugiados da RDA esperaram, alguns durante meses, a possibilidade de passarem para a Alemanha não comunista.

No dia 30 de Setembro de 1989, ouviram a frase decisiva: «Queridos compatriotas, viemos hoje aqui para vos comunicar que vai ser possível passarem para a República Federal da Alemanha» - era o respectivo ministro dos Negócios Estrangeiros quem a dizia.

Seguiu-se uma longa série de peripécias descritas num artigo publicado ontem no Público.es. Milhares de pessoas encheram comboios para chegarem «ao outro lado». (Em Setembro, a Hungria contaria já com cerca de 60.000 refugiados. )

O fim da história é conhecido: no dia 9 de Novembro, o porta-voz do Comité Central do Partido Socialista Unificado da Alemanha anunciou que todos os cidadãos podiam abandonar o país livremente «Quando?» «Já». Nessa noite, caiu o Muro.

P.S. - Para uma melhor compreensão do contributo da Hungria para o fim de uma etapa negra da História, leia-se este outro artigo.

(Na foto, um comboio com refugiados a sair de Praga em 4 de Novembro de 1989 – exactamente há vinte anos.)

2.11.09

Salve, nobre padroeira












Sei desde esta manhã que existe há quinze anos em Fátima um fragmento do Muro de Berlim, integrado num monumento de grandes dimensões. A que propósito? Regozijo pela reunificação de um país dividido, pela destruição de um símbolo terrível de falta das liberdades mais elementares de milhões de pessoas? Celebração da festa que foi, para a Europa e para o mundo, 9 de Novembro de 1989?

Nada disso: uma espécie de reivindicação de direitos de autoria, se não mesmo de alforria. Segundo o director do Serviço de Estudos e Difusão do Santuário, que dá pelo nome de Luciano Cristino e vem hoje citado em tudo o que é jornal, há uma relação entre a queda do muro e «uma mensagem mariana de "libertação dos povos sob a égide comunista", revelada na segunda parte do segredo de Fátima». Parece que até existe uma inscrição no monumento, da autoria de João Paulo II, em que este agradece à senhora ter «guiado os povos para a liberdade». Portanto, com ponto de partida na Lusitânia, de novo a fé e o império para o mundo e para glória da nossa pátria!

Nem Mikhaïl Gorbatchev sonha que mais não foi do que o resultado de um pedido de «consagração da Rússia» ao Imaculado Coração de Maria e de «comunhão reparadora nos primeiros Sábados» de cada mês (não confundir com as primeiras Sextas-feiras, porque essas eram para o Coração de Jesus ...). Que alguém lho diga porque talvez isso o ajude a perceber melhor o que se passou: «Perdi, mas a perestroika ganhou» .

(P.S. – A «versão integral» da segunda parte to segredo de Fátima não fala de libertação de nada nem de ninguém, mas sim da «conversão da Rússia» - ao cristianismo, entenda-se. Deve ter acontecido sem ninguém dar por isso.)

Muro de Berlim no Twitter












A poucos dias do 20º aniversário da queda do Muro de Berlim, pode deixar mensagens no Twitter (a hashtag é #fotw) com opiniões ou memórias relacionadas com o evento. Elas aparecerão neste outro muro virtual, nas mais variadas línguas. (E, mesmo que não seja utilizador de Twitter, pode ver o muro... )

Acabo de ler que a China bloqueou o acesso.

12.10.09

E se…?













À medida que se aproxima a data que será comemorado o 20º aniversário da queda do muro de Berlim, multiplicam-se os textos não só sobre o facto propriamente dito como acerca de todo o contexto histórico em que o mesmo ocorreu.

Le Figaro de hoje publica uma longa entrevista a Mikhaïl Gorbatchev, que merece ser lida. Explica a visão que o levou a abrir o país, a devolver a liberdade de movimento aos cidadãos, a reintroduzir a liberdade de expressão e de religião. «Naquela época, não tinha nenhuma hesitação, sabia que era esse o caminho a seguir. E acreditei que, assim, seria possível preservar a União Soviética. (…) Tinha todas as razões para crer que a perestroika era apoiada pela maioria.»

O golpe de Estado de 1991 deitou por terra estas esperanças e Gorbatchev diz agora que foi demasiado confiante e que deveria ter sido mais firme para evitar o pior. Tê-lo-ia conseguido ? Poderia existir hoje algo a meio de caminho entre o império de Estaline e o de Medvedev? Nunca saberemos o que seria – é matéria para a chamada História Virtual, mais do que discutível, mas pela qual há muito que tenho um irresistível fascínio.

13.8.07

Berlim, 13 de Agosto de 1961


Início da construção do muro que dividiu os alemães durante 28 anos.


Até 9 de Novembro de 1989.



Alguns dados históricos: