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27.12.19

SNS?



Agora que acabaram as consoadas. Ao ouvir a mensagem de Natal do nosso PM, este «boneco» não me saía da cabeça.

Enquanto os portugueses mordiam uma rabanada, António Costa vestiu o fato de vendedor curandeiro, deixou a rena à porta de um Centro de Saúde e passou cinco minutos a falar de doenças e das suas milagrosas medidas para delas cuidar – nada mais apropriado para ser ouvido num jantar de Natal. Quanto a tudo o resto e que estratégia tem para o país? Zero. Who cares?!
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25.12.19

O Natal é vermelho


Este texto de Nuno Ramos de Almeida é um verdadeiro conto de Natal - de vidas que não podem ser esquecidas.

«Tive a sorte de nascer num tempo em que pude ver o escuro e a madrugada. Mesmo quando anoitece, sei que é possível ver o Sol nascer com uma claridade que varre tudo ao seu redor, nem que se tenha de fixar a cara de alguns e escolher uma pedra.» 
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E não há Natal sem esta



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Condecoração no tempo certo



Que Marcelo condecore o Menino Jesus no Natal parece-me adequado.
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Não digo do Natal



Não digo do Natal – digo da nata
do tempo que se coalha com o frio
e nos fica branquíssima e exacta
nas mãos que não sabem de que cio

nasceu esta semente; mas que invade
esses tempos relíquidos e pardos
e faz assim que o coração se agrade
de terrenos de pedras e de cardos

por dezembros cobertos. Só então
é que descobre dias de brancura
esta nova pupila, outra visão,

e as cores da terra são feroz loucura
moídas numa só, e feitas pão
com que a vida resiste, e anda, e dura.

Pedro Tamen, in Antologia Poética 
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24.12.19

Recordar é viver


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Natal sem...



... judeus, refugiados, negros, etc., etc.
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Ladainha dos póstumos Natais



Ladainha dos póstumos Natais

Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que se veja à mesa o meu lugar vazio

Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que hão-de me lembrar de modo menos nítido

Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que só uma voz me evoque a sós consigo

Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que não viva já ninguém meu conhecido

Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que nem vivo esteja um verso deste livro

Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que terei de novo o Nada a sós comigo

Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que nem o Natal terá qualquer sentido

Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que o Nada retome a cor do Infinito

David Mourão-Ferreira, in «Cancioneiro de Natal»
 

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