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20.11.17

Nobel da Paz, para que te queremos?



Um possível belo enterro para o Prémio Nobel da Paz, já tão chamuscado.


«Tudo isto surge depois de o Partido do Progresso (PP) norueguês ter revelado, na semana passada, que o seu antigo líder de 73 anos – conhecido pelas suas opiniões polémicas sobre muçulmanos, homossexuais, mães solteiras e anti-imigração – iria ocupar um dos lugares do Comité Nobel da Paz, por merecer o lugar e por ter vários anos de experiência.»
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12.10.12

Nobel da Paz? (2)



 (N.B, - Na Noruega, cerca de 80% da população rejeita a entrada na UE. 

 Comentários encontrados por aí:

«É lógico, estes prémios são dados àqueles a quem restam quatro dias de vida. Descanse o sonho europeu em paz e longa vida à Europa dos escravos do Sul.» 

«Nobel inventou a dinamite que o tornou milionário. Isso diz tudo.»

«Se a paz é a desigualdade, bem-vindo seja o prémio.» 

«Porque não um Nobel póstumo a Franco por ter levado a cabo o seu "projecto integrador e de estabilidade da Espanha"?» 

«E o prémio Nobel do humor vai para a academia sueca.» (Miguel Cardina no Facebook) 

«Nobel lava mais branco.» (Sara Rocha no Facebook) 
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30.8.12

As Cidades e as Praças (40)





Praça do Peixe, (Bergen, 2011)

(Para ver toda a série «As Cidades e as Praças», clicar na etiqueta «PRAÇAS».)
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2.8.11

Solidariedade com a Noruega


Acaba de ser lançada uma petição de solidariedade com as vítimas dos atentados na Noruega, promovida por várias organizações (lista no fim do texto), que está disponível AQUI para recolha de assinaturas individuais.

Será dado conhecimento da iniciativa a várias organizações sociais norueguesas.

Acompanhámos, num misto de choque, fúria e profunda tristeza, o horror que aconteceu em Oslo e Utoya no dia 22 de Julho. Antes de mais, pensamos, obviamente, nas vítimas, famílias, amigos e camaradas. Aceitem as nossas mais sentidas condolências e solidariedade.

Enquanto activistas de diferentes movimentos sociais e políticos portugueses, estendemos as nossas condolências à Liga dos Jovens Trabalhistas e também ao povo norueguês. E ainda a todos aqueles que, como nós, na Europa e no resto do mundo, compreendem a ameaça representada por ideologias racistas, xenófobas e fascistas, sobretudo quando encontram eco nos discursos e crenças políticas que nos entram pelas casas dentro todos os dias.

Quando se vota no ódio e na exclusão, quando líderes políticos põem em causa os valores do multiculturalismo, quando as minorias são transformadas em bodes expiatórios para os erros de sistemas políticos que promovem a exclusão e a discriminação, o ódio passa a ser aceite na política. E as armas precisarão sempre do ódio como munição.

Podia ter sido qualquer um de nós. Por isso, a maior homenagem que podemos prestar a todos os que morreram, ficaram feridos ou perderam entes queridos é o nosso compromisso com a luta pelo respeito, diversidade, justiça e paz e por uma sociedade verdadeiramente democrática e inclusiva. Responderemos com mais democracia.

Artigo 21.º * Associação 25 de Abril * Associação Abril * Associação República e Laicidade * ATTAC Portugal * Bloco de Esquerda * Convergência e Alternativa * Crioulidades - Arte e Cultura na Diáspora * Fartos/as d'Estes Recibos Verdes * M12M * Movimento Escola Pública * Não Apaguem a Memória * Opus Gay * Panteras Rosa * PES Portugal * Portugal Uncut * Precários Inflexíveis * Rainbow Rose Portugal * Renovação Comunista * Sindicato dos Professores da Grande Lisboa * União de Mulheres Alternativa e Resistência * Vidas Alternativas

P.S. – Peço aos bloggers que por aqui passarem que ajudem a divulgar esta iniciativa nos seus blogues.

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26.7.11

Memórias de Oslo


Exactamente há um mês, eu andava pelas ruas de Oslo, o que não tem qualquer espécie de importância a não ser para mim.

Mas ao ver estas pessoas que cantam em memória das suas vítimas, algumas delas com um sorriso quase impossível e arrepiante, regressa a imagem daquela cidade, um pouco cinzenta mas suave, dos parques e das estátuas, da sala onde é anunciado o Nobel da Paz (na foto) e da cadeira que há uns meses ficou vazia por um outro tipo de violência. Da calma com que tudo parece acontecer, mesmo nas chamadas horas de ponta porque até os ministros utilizam transportes públicos, das esplanadas em largas avenidas, sempre cheias de jovens descontraídos, até das cadeias de lojas de conveniência de grande qualidade que nunca fecham, dos dias que se alongam até para lá da meia-noite.

E, também, de algo que me impressionou e que não esperava, mas que é natural num dos países da Europa com maior taxa de natalidade (1,95 filhos por mulher): o grande número de carrinhos de bebé, um pouco por toda a parte, empurrados por mães ou por jovens empregadas, obviamente estrangeiras das mais variadas etnias. Estranhamente, muitas vezes «colectivos», de caixa aberta, onde cabem quatro ou cinco crianças. O presente sem as angústias de muitos outros europeus, o futuro sem qualquer risco anunciado.

E, no entanto, um mês mais tarde, tudo foi interrompido, e brutalmente abalado, por uma cegueira intolerante e absolutamente intolerável.


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25.7.11

Noruega: o Manifesto


Múltiplas versões do Manifesto de Anders Breivik têm sido publicadas, e depois apagadas, do Youtube. Descarreguei por isso uma delas e pô-la-ei aqui se esta desaparecer - decisão que pode ser discutível, mas a História também é feita de horrores. (Ver em ecrã completo)



Ler: Palavras, vídeo e gatilho, por Ferreira Fernandes, no DN.

P.S. – O texto do Manifesto está aqui.
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23.7.11

«Não destruirão a nossa democracia»


Da Noruega chega o horror, em notícias e em imagens. Impossível sequer imaginar, há menos de um mês, quando passeei por aquelas mais do que pacíficas ruas de Oslo. O mundo sempre imprevisível, neste caso pelas piores razões.

Sem mais comentários, o discurso do primeiro-ministro:



«Eles não nos destruirão, eles não destruirão a nossa democracia. (…) A resposta à violência é a democracia.»
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30.6.11

Rebobinando 48 horas


Antes de deixar Oslo, e apesar de uma chuva bem desagradável para o efeito, não podia falhar uma passagem pelo Parque Vigeland. Numa área de 320.000 m2, podem – e devem – ser vistas mais de 200 magníficas esculturas, em bronze e em granito, do escultor norueguês Gustav Vigeland.

Ça vaut le détour, como se diz nos guias Michelin.

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27.6.11

Regresso ao Kon-Tiki


Voltei hoje ao Museu de Kon-Tiki, onde já estivera há cerca de doze anos, e não me arrependi. Relembrar as epopeias de Thor Heyerdahl, rever os barcos, as fotografias das diversas expedições e dos seus preparativos, os objectos e os mapas reconcilia qualquer um com a humanidade!

Como é sabido, em 1947, o mundo acompanhou a viagem de TH e de cinco outros tripulantes (quem não se lembra do livro…) que, durante 101 dias, percorreram o Pacífico, do Peru à Polinésia, numa inimaginavelmente frágil jangada de junco totora – o Kon-Tiki (fotos 1 e 2). Pretenderam demonstrar a possibilidade de os antigos sul-americanos terem feito o mesmo percurso, com os barcos de que então dispunham.

Em 1970, TH embarcou numa nova expedição, agora num barco de papiro – o RA II (3ª foto) –, através do Atlântico, de Marrocos aos Barbados. O objectivo era provar que habitantes da África Ocidental podem ter chegado às Índias Ocidentais antes de Colombo.

Em 1977-1978,TH navegou no Tigris, feito de junco (maqueta na 4ª foto), através do Índico, para ilustrar a convicção de que as antigas civilizações do vale o Indo e do vale do Egipto tinham contacto umas com as outras.

Tinha esquecido uma parte das histórias. Soube-me bem relembrá-las hoje, já na ponta final desta incursão muito a Norte - amanhã é dia de regresso à base.

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25.6.11

Sem calor


A estrada para se chegar a Dalsnibba é absolutamente imprópria para cardíacos, mas vale a pena ver Geiranger de cima, a 1.500 metros de altitude, com o seus montes, gelo, neve e, bem lá em baixo, a «baía» do fiorde, onde chegam e de onde partem pequenos e grandes cruzeiros. Foi por aqui que hoje andei, (sempre com Sol, com muito Sol!...), amanhã rumo em direcção a Oslo.



Neste país lindíssimo, vive-se bem eles vivem bem. O petróleo, o gás e muito desta água transformada em energia eléctrica garantem um elevadíssimo grau de conforto, aparentemente sem riscos.

Nos três meses de «Verão», emigrantes sazonais encarregam-se de grande parte das tarefas ligadas ao turismo. Enchem hotéis e estâncias de toda a espécie e regressam depois à origem: países bálticos, Itália, Espanha, até Dinamarca e Suécia. O guia que me acompanha é argentino, exerce a profissão durante nove meses do ano no Brasil e aqui os outros três.

Dizem-me que saúde, educação e outros serviços funcionam na perfeição. Não há propriamente um salário mínimo, mas ganha-se muito bem, sendo verdade que, para nós, tudo é simplesmente caríssimo: café a menos de três euros ainda não encontrei (nem imperial a menos de sete…).

Claro que, em contrapartida, o clima é o que se sabe e não dá para invejar as longas, muito longas noites de muitos e longos meses…

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24.6.11

Água e mais água


Dizem-me que está muito calor por aí, o que quase parece irreal para quem anda de gola alta e de gorro, com os termómetros a marcarem por vezes pouquíssimos graus, como é o caso, agora, em Geiranger.

Água por todos os lados, em fiordes, neve, glaciares, lagos, um sem número de cascatas. Menos por um: os céus estão bem cinzentos, mas continua a não chover (apenas uns pinguitos...), para felicidade de quem por aqui anda em tourist mode

Nem uma pálida ideia da beleza de tudo isto passa pelas fotografias. Mas talvez fique uma vaga sugestão.



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22.6.11

O bom gosto chegou


… há muito tempo, aqui a Bergen, e instalou-se para sempre. Tudo é realmente admirável – quase mágico, como alguém me dizia há alguns dias, antes de eu própria o poder constatar.

As casas, o verde, a água, a luz, as cores do mercado, nada destoa, tudo parece ter sido «inventado» para se completar, nesta cidade de 280.000 habitantes, onde 15h30 é hora de deixar empregos e regressar a casa («pega-se»» às 8) e que se diz feliz por não ser demasiado fria quando comparada com outras, nem tanto assim por ter fama de ser a mais chuvosa da Europa (já contou com 85 dias consecutivos com água a cair dos céus…). Hoje houve Sol, apenas Sol – mas isso é porque eu sou uma pessoa com sorte…




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21.6.11

À meia-noite

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... ainda há uma ligeira luz de dia, aqui em Bergen. Primeiras impressões excelentes, espero que amanhã seja assim:


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Solstício a Norte


Se os aviões cumprirem o seu papel, chegarei hoje a Bergen a tempo de dormir a primeira noite de Verão (curta, muito curta…) numa cidade que desde há muito quero conhecer.

Deixo este país ainda sem nova segunda figura de Estado, mas com governo empossado. Não há-de ser nada que o povo continua sereno.

Próximo post a partir do paralelo 60º N, mais coisa menos coisa.
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