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21.6.19

ONU, Itália e migrantes




«Investigadores dos direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) advertiram Itália que o decreto proposto para formalizar o fecho dos portos italianos para ajudar grupos que resgatam migrantes do mar viola a legislação internacional. (…)

A missiva indica também que Itália é obrigada a resgatar migrantes em perigo e não pode impedir que outros o façam.»
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3.12.17

Pobre América, pobre mundo




«Nenhum país fez mais que os Estados Unidos e a nossa generosidade vai manter-se. Mas as nossas decisões sobre políticas de imigração devem sempre ser tomadas pelos norte-americanos e apenas pelos norte-americanos. Decidiremos qual é a melhor maneira de controlar as fronteiras e quem será autorizado a entrar no nosso país.»
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16.12.16

Foge, António!



«António Guterres fez, na passada segunda-feira, o juramento da Carta das Nações Unidas e todos nos sentimos muito orgulhosos.

Podemos dizer que foi um nove e meio em termos de Orgulho Nacional Por Ver Portugueses No Poder, numa escala que vai de Durão Barroso ao cão de água português do Obama.

Assistimos a várias manifestações de alegria e emoção, mas sinto-me dividido. Por ser patriota, e vendo como está o mundo, tenho algum receio de que nos venham atribuir as culpas pela III Guerra Mundial. Já sei como é que estas coisas são. No fim, é sempre o tuga que paga. Vão sempre lembrar que estava um António português ao leme da ONU quando a coisa se deu. Ainda nos obrigam a pagar a reconstrução do mundo, incluindo todo os bancos que foram bombardeados. Gosto do Engenheiro Guterres e acho que esta eleição é um presente envenenado. (…)

Muito sinceramente, a ter de ser um português a ocupar o lugar de secretário-geral da ONU, preferia mil vezes o Durão Barroso. Quanto mais não fosse porque sempre tinha menos poder do que estando no Goldman Sachs. E, como ele já tem um bom currículo em termos de contribuir para dar cabo da paz e de organizações de nações, não seria surpresa para ninguém se ficasse associado ao fim do mundo.

Se eu fosse o Engenheiro Guterres, preparava um plano B no caso de isto ir mesmo dar para o torto. Nem seria preciso inventar muito. Pelo contrário, seria uma sequela. Muito simples. Caso a Le Pen vencesse as eleições presidenciais em França, Guterres diria que sentia este resultado, das eleições francesas, como uma derrota pessoal e de como o seu discurso, como secretário-geral da ONU, não tinha tido apoio e demitia-se.

Boa sorte, Senhor Engenheiro.»

João Quadros

15.10.16

Portugal e as Nações Unidas



«É por demais evidente a diferença entre Guterres na ONU e Durão na UE. E é muito curiosa esta (quase) unanimidade doméstica em torno da eleição de Guterres para a secretaria-geral das Nações Unidas. Curiosa porque este é o país onde, a despropósito, se gosta das tiradas sobre a “ineficácia” e a “hipocrisia” da ONU (retórica que já vem dos tempos de Franco Nogueira no Palácio das Necessidades), quer porque o seu sistema de tomada de decisão impede o Ocidente de fazer com a ONU o que faz com a NATO, quer porque a grande maioria dos Estados-membros representam populações que até há 40-70 anos não eram mais do que súbditos coloniais, pelo que, com todo o paternalismo e preconceito rançoso que por aí predomina, é uma maçada ter de discutir com eles...

No âmago da nossa política externa predomina quem sempre menosprezou (ou simplesmente detesta) a ONU: primeiro porque ela apoiou empenhadamente o fim da hegemonia colonial da Europa e do Ocidente sobre o planeta; depois porque ela, e em particular as suas agências, assumiu uma leitura crescentemente social do mundo, de que, em certa medida, o Guterres alto-comissário para os Refugiados foi um porta-voz que nunca agradou a esta gente; finalmente, porque a ONU está fundada na ilegitimidade essencial dos comportamentos expansionistas e imperiais dos gendarmes do mundo, enquanto quem se arrogou o exclusivo de pensar e gerir a posição de Portugal no mundo entende que o nosso futuro passa por se colar aos grandes “do nosso lado”, sejam eles os norte-americanos desde 1945, possam eles ser hoje os alemães na UE.

A grande maioria da história da política externa portuguesa desde que entrámos na NATO (1949) e desde que pedimos para entrar na CEE (1977) foi gerida por governos que se empenhavam em colocar-se em bicos de pés para ver o que caía do prato dos mais poderosos do Ocidente. (...)

Durante a ditadura, o Governo português afrontou a ONU e tudo quanto de sistema internacional de gestão da paz e prevenção da guerra ela significava. Teimosa e abertamente partidário da preservação da hegemonia ocidental e da “supremacia branca” sobre o sistema internacional, Salazar, uma vez conseguido o ingresso na ONU (1955), nunca assinou a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 e não só se recusou a aplicar a Carta das Nações Unidas, negando possuir colónias e, portanto, a prestar informação sobre elas, como sabotou o bloqueio internacional ao regime de minoria branca imposto na Rodésia em 1965. Mais grave ainda, sabotou uma das primeiras, e maiores, operações de paz da ONU, no Congo (1960-64), apoiando com armas e logística a secessão armada do Katanga alimentada por antigos colonos belgas. O próprio secretário-geral Dag Hammarskjöld foi assassinado quando o seu avião foi abatido na Zâmbia (ainda sob domínio colonial britânico), segundo os últimos dados da investigação (2011 e 2014) por mercenários belgas com o conhecimento de norte-americanos e britânicos. Marcelo, o Caetano, abandonou a UNESCO em 1971. Que a África do Sul tenha permanecido quase o único aliado de Portugal contra todas as sanções aprovadas pela ONU nos anos da Guerra Colonial diz bem do canto do sistema internacional para onde o Estado português se atirara. E ajuda a perceber porque é que os nossos governos se opuseram às sanções internacionais contra o regime do apartheid sul-africano, quer nos tempos de Salazar, quer nos de Cavaco Silva (e que vergonha este, com semelhante passado, se tenha atrevido a fazer o elogio póstumo de Mandela!).

O desprezo vem de há muitos anos e ainda não cessou.»

Manuel Loff

2.10.16

Nações Unidas?



«A civilização humana é bastante recente. Tem cerca de 10.000 anos. Mesmo assim conseguiu feitos notáveis. Tornou o humano na espécie dominante, estando presente em todos os cantos do globo. Alterou significativamente a própria natureza, através da agricultura e de um sistemático redesenho do ambiente. Desenvolveu um conhecimento profundo das coisas, erradicou doenças, prolongou a vida, gerou bem-estar e felicidade. Aventurou-se no espaço.

No entanto, em muitos outros aspetos a humanidade falhou. Cresceu demais, tornou-se numa praga com consequências nefastas para as restantes formas de vida, desequilibrou a ecologia sofrendo agora os seus efeitos, mas sobretudo não conseguiu organizar-se convenientemente. A humanidade não foi ainda capaz de resolver alguns problemas básicos, como o são a fome ou a guerra. Tanto mais incompreensível quanto se trata de questões que não dependem de condições naturais adversas, mas da organização social determinada pelos próprios membros da sociedade.

A falta de solidariedade e os conflitos constantes remetem a humanidade para uma condição primitiva e tribal que há muito devia estar ultrapassada. Infelizmente, não está.

Vem isto a propósito das Nações Unidas e da recente polémica sobre a eleição do novo secretário-geral. Isto porque as Nações Unidas são um bom exemplo da incompetência organizativa da humanidade. (…)

A escolha do próximo secretário-geral demonstra-o. Pretendeu-se, desta vez, realizar um simulacro de democracia através de entrevistas públicas aos candidatos e uma sucessão de votações que supostamente determinariam tendências maioritárias. Em todo esse processo António Guterres destacou-se. Mas, como a escolha não agrada aos governos de alguns países, de súbito aparece uma candidata saída do frio que, sem qualquer esforço ou exposição, tem garantido um lugar dianteiro. Se as Nações Unidas andavam à procura de credibilidade não será certamente assim que a vão encontrar. Aliás, se a manobra for adiante, o descrédito é total e a irrelevância das Nações Unidas será evidente para todos. Mas isso que importa a gente primitiva?»

Leonel Moura

29.6.14

Ocidente, esse grande defensor dos direitos humanos



Leio e releio a notícia, com uma primeira sensação de não a ter compreendido bem e uma segunda de viver já num mundo às avessas: por iniciativa do Equador e da África do Sul, foi apresentado à ONU um projecto de resolução, que vai levar à elaboração de um tratado que vincule todas as multinacionais a não desrespeitarem direitos humanos nos países em que operam e a serem, para esse efeito, supervisionadas pelos governos dos respectivos países.

De que se está a falar? De «garantir condições de trabalho dignas, que contribuam para equiparar as que existem na Índia ou no Bangladesh às dos assalariados nos estados ocidentais». Também, de «lutar contra a contaminação de solos e de rios e contra a perseguição dos defensores de direitos humanos». Porque é hoje «claro que os crimes de lesa humanidade cometidos por empresas transnacionais (...) não podem continuar e ficar impunes».

A resolução foi aprovada. Óbvio? Sim, à primeira vista, mas deixa de o ser – ou talvez não – quando se vê a distribuição dos 47 votos: 20 a favor, 14 contra, 13 abstenções. Fica aqui a lista:

Votos a favor: Argélia, Benim, Burkina Faso, China, Congo, Cuba, Etiópia, Índia, Indonésia, Costa de Marfim, Cazaquistão, Quénia, Marrocos, Namíbia, Paquistão, Filipinas, Rússia, África do Sul e Venezuela.
Abstenções: Argentina, Botswana, Brasil, Chile, Costa Rica, Gabão, Kuwait, Maldivas, México, Peru, Arabia Saudita, Serra Leoa e Emiratos Árabes Unidos.
Votos contra: Áustria, República Checa, Estónia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Japão, Macedónia, Montenegro, Coreia do Sul, Roménia, Reino Unido, Estados Unidos.

Realcei os votos contra, por razões que me abstenho de comentar: 11 países europeus, Estados Unidos e dois países asiáticos «ricos». Vergonha, 14 vezes vergonha. 
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13.11.13

Notícias do arco da velha




«A eleição de 14 novos Estados-membros das Nações Unidas para integraram o Conselho dos Direitos Humanos deste organismo está a gerar grande polémica, com críticas em especial à escolha da China, Cuba, Rússia e Arábia Saudita. Contudo, há quem junte a estes quatro nomes a Argélia e o Vietname, lamentando que nesta matéria estejam países considerados “abusadores”.»

Infelizmente não há muito a esperar de uma Organização, com quase sete décadas, que foi criada «com o objetivo de deter guerra entre países e para fornecer uma plataforma para o diálogo», enquanto continuarem a ser conscientemente escolhidos pirómanos para bombeiros, surdos para professores de canto e pedófilos para educadores de infância. 
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2.2.11

Egipto, Obama, etc., etc.


Antes de mais que fique bem claro que estou muito longe de ser anti-americana e que fui dos que se entusiasmaram com a eleição de Obama. Mas não consegui ouvi-lo, ontem à noite, sem um enorme recuo em relação ao que estava a ser dito.

Independentemente dos acontecimentos que motivaram a sua intervenção – o Egipto -, e mesmo do conteúdo da mesma, aceita-se como normal que o presidente dos EUA apareça, se não como o dono do mundo pelo menos como o seu mentor universal, o paternalista que procura ditar o curso da História para o dia seguinte. Não sou ingénua, sei que é assim mesmo, não ignoro tudo o que está em jogo, mas não me parece normal.

Bem pode Obama dizer que serão os egípcios a decidir o seu futuro que não resiste a tomar logo de seguida as rédeas na mão, não escondendo que falou com Mubarak depois da última intervenção deste e antes de se dirigir «ao mundo», e terminando a dizer aos jovens da Praça Tahrir «We hear you»… (Vale a pena ouvir, ou voltar a ouvir a esta luz, o discurso de ontem à noite.)

O que me ocorre imediatamente é perguntar se este fenómeno perdurará ou se, daqui a uns tantos anos (poucos? muitos?), estaremos condenados à tradução simultânea de um discurso em mandarim, feito por um próximo sucessor de Hu Jintao.

Por outras palavras e era aqui que eu queria chegar: alguém ouviu falar da ONU nas últimas semanas?


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24.9.09

Ahmadinejad soma e segue












No discurso que fez ontem na ONU, o presidente iraniano atacou tudo e todos e insistiu nos seus dislates contra Isarel. As reacções não se fizeram esperar.

«Condeno firmemente os comentários escandalosos do Presidente Ahmadinejad nas Nações Unidas e estou decepcionado que tenha beneficiado de uma tribuna para exprimir o seu ódio e as suas posições anti-semitas», afirmou Obama em comunicado.

Delegados de doze países abandonaram a sala, entre os quais o dos Estados Unidos e os de seis países europeus (França, Grã-Bretanha, Itália, Alemanha, Dinamarca e Hungria). Portugal? Terá ficado sentado, certamente.

O discurso de Ahmadinejad pode ser visto aqui.

(Várias fontes)

19.9.09

Pesadelos no mundo global













Apesar de não ter sido eleito à primeira volta, o próximo director da UNESCO será Farouk Hosni, ministro da cultura do Egipto, conhecido pelo seu anti-semitismo – um «anátema para aquele templo de cultura e de diálogo». Por razões diplomáticas, dizem «eles»…

Quanto à Assembleia Geral da ONU, ela será presidida durante um ano pela Líbia (também membro não permanente do Conselho de Segurança). Kadhafi estará presente, pela primeira vez em quarenta anos, na sessão de abertura da Assembleia na próxima 3ª feira.

Assim não vamos lá...

10.12.08

ONU - há 60 anos

Em 10 de Dezembro de 1948, os países-membros da ONU aprovaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos, com 48 votos a favor e 8 abstenções. A iniciativa surgiu como uma reacção às atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra.

(P.S., como resposta a uma pergunta formulada num comentário. Abstenções: União Soviética, Bielorússia, Ucrânia, Polónia, Checoslováquia, Jugoslávia, Arábia Saudita, e África do Sul.)

2.11.07

Millenium Development Goals


A ONU lançou um site onde é possível seguir a evolução deste programa, lançado em 2000, através da consulta interactiva de dados actualizados sobre 130 países.

Os membros das Nações Unidas comprometeram-se então a reduzir em 50%, até 2015, oito indicadores de pobreza no mundo.

Visita aconselhada.