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28.3.15

Manifesto para uma esquerda que responda por Portugal (2)


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Manifesto para uma esquerda que responda por Portugal



Os signatários, como tanta gente, indignam-se com a degradação de Portugal ao longo dos quatro anos da Troika. Constatamos os efeitos do esboroamento das regras constitucionais, enfraquecendo a democracia onde ela tem responsabilidade social – na justiça tributária, na segurança social, na escola pública, no serviço nacional de saúde – e reforçando uma distribuição cada vez mais desigual do rendimento, o desemprego, a precariedade e a pobreza.

Constatamos também que, depois destes quatro anos angustiantes, a corajosa resistência social que se levantou contra a austeridade pode não vir a produzir uma verdadeira alternativa política. À esquerda, quando é precisa convergência, acentuam-se dissensões. Quando é preciso mobilizar alternativas concretizáveis, ouvimos vozes de conformismo. Quando são urgentes programas detalhados para responder a cada problema, notamos superficialidade e palavras gastas. Quando é preciso responder à agressão dirigida por Merkel, com o Tratado Orçamental e a austeridade perpétua, encontramos submissão. Quando é preciso esquerda, ouvimos que é a vez do centro.

As esquerdas representam-se por vários partidos, aos quais compete, em exclusivo, a determinação da sua estratégia. Não nos incumbe, como signatários deste manifesto e com posições diferenciadas, interferir nessas decisões. Move-nos a obrigação de contribuir para uma solução de esquerda para Portugal, manifestando a nossa opinião, porque queremos promover diálogos com resultados.

Quarenta anos depois do 25 de Abril, com um milhão de desempregadas e desempregados, com a finança a cobrar um resgate que tem devastado a vida dos portugueses, com os contratos colectivos enfraquecidos, com a perda de acesso e de qualidade tanto na saúde como na educação e na cultura, com o risco anunciado de uma mudança da lei eleitoral feita à medida da perpetuação artificial do bloco central, as esquerdas não podem continuar a ser o que sempre foram. Resistir é pouco para salvar Portugal. Aguentar não é suficiente para mudar. Em nome dos trabalhadores, reformados e jovens, homens e mulheres, que no país continuam a sofrer, é preciso mais e queremos consegui-lo. O maior ataque que os direitos sociais e a democracia têm sofrido nos últimos 30 anos exige soluções corajosas.

Só a esquerda pode salvar Portugal, restaurar a esperança e reconquistar a democracia para resolver a crise, reestruturando a dívida em prejuízo da finança e assumindo a prioridade do emprego contra as imposições feitas em nome do euro.

Apelamos por isso a que os principais partidos da esquerda que recusa sem ambiguidades a austeridade, bem como milhares de independentes e activistas, se associem num pólo político, com uma resposta política clara para toda a gente. Um pólo de esquerda significa não somente afirmar uma razão mas também que passará a haver uma proposta de governo que quer disputar a vitória. O pólo das esquerdas unidas, que saiba merecer um resultado histórico, afirmar-se-á como a única alternativa para Portugal. Esse pólo ameaçará a bipolarização, mostrará a convergência de fundo entre o PSD e o PS em torno da austeridade – como fica claro na sua união na ratificação do Tratado Orçamental e dos mecanismos de subtracção de soberania a Portugal em matéria orçamental – e colocará na política as soluções que têm faltado. Nas eleições, esse pólo será a garantia de que um novo governo que aceite o Tratado Orçamental, com a continuação da austeridade e novos cortes contra os serviços públicos e o emprego, terá pela frente uma esquerda capaz de o substituir.

A direita trouxe o país ao empobrecimento e o PS limitou-se a prometer fazer melhor a mesma política nas mesmas restrições nacionais e europeias. Para ser governo, a esquerda tem de ser ruptura.

Ao apelarmos à constituição de um pólo político que tenha força bastante para enfrentar a inevitabilidade da austeridade e do mando do capital financeiro, queremos evitar que as esquerdas caiam na armadilha da resignação. Por melhores que pudessem ser os resultados de um ou outro partido, as eleições estarão perdidas para todas as esquerdas se, depois de três anos de Troika, o nosso povo tiver pela frente trinta anos de empobrecimento. As esquerdas ficarão reféns do voto útil e da alternância, a não ser que abram a porta para uma solução, comprometendo-se com uma proposta forte para salvar Portugal. Essa proposta é a esperança e trabalhamos para ela.

António Borges Coelho, historiador
Carlos Mendes, músico
Cláudio Torres, arqueólogo
Domingos Lopes, advogado
Fernando Rosas, prof. univ.
Guilherme Statter, sociólogo
Isabel Allegro de Magalhães, prof. univ.
Jaime Teixeira Mendes, médico
Joana Lopes, doutorada em filosofia
João Correia da Cunha, médico
Jorge Leite, prof. univ.
José Neves, prof. univ.
Luís Bernardo, historiador
Luís Cília, músico
Luís Reis Torgal, prof. univ.
Manuel Carlos Silva, prof. univ.
Manuel Loff, prof. univ.
Mariana Avelãs, tradutora
Mário de Carvalho, escritor
Pezarat Correia, militar
Santos Cardoso, administrador hospitalar
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Tempos excepcionais



Excertos de um importante texto de Manuel Loff, no Público de hoje.

«Vivemos tempos excepcionais. Um milhão de portugueses desempregados, muitos deles para o resto da vida. Um quarto de nós vive na pobreza, muitos em privação extrema, depois de 700 mil terem abandonado o país nos últimos cinco anos, depois de outros 700 mil o terem abandonado nos dez anos anteriores. (...)

Para criar uma alternativa há, antes de mais, que resistir. Não falo da “resiliência” dos portugueses que Passos apregoa, ofendendo os novos pobres, as mulheres, os homens e as crianças a quem ele roubou emprego e esperança. Falo de uma resistência que permite juntar forças para mudar. (...) Politicamente falando, e como sempre tem acontecido, quem anima e dá sentido a essa resistência está quase sempre à esquerda do PS, isto é, no PCP (a maioria) ou no Bloco de Esquerda, e não está nunca nos partidos do centrão. Vestidinhos de “alternativa responsável”, os socialistas que dirigem ou aspiram a dirigir o partido não fazem uma greve, porque são “negativas”, não organizam um protesto ou uma manifestação, porque são “inúteis”, jamais se comprometem com o mexilhão; limitam-se a dizer-lhe que, se quiser pôr aquela gente de lá para fora, só há uma solução: é votar neles, sem compromisso – e depois se verá. Tem-se chamado a isto o voto útil. (...)

Da situação excepcional que vivemos esperar-se-ia que saíssem alternativas excepcionais. A atomização dos dissidentes do Bloco, somada à sua disponibilidade para servirem de satélite do PS, só contribui para esse velho mito de como é inevitável a divisão da esquerda. Não é daí que virá alguma alternativa. A pergunta evidente é saber se o PCP e o Bloco podem, desta vez, interromper o círculo vicioso da desilusão e baralhar o cálculo perverso do voto útil no PS. Cada um deles tem expectativas próprias para as próximas eleições. Serão elas compatíveis com as de quem eles querem representar? Serão elas suficientes para transformar a resistência em mudança?» 
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25.1.15

M'espanto às vezes, outras vezes m'avergonho



«Se, como parece, a burguesia grega tiver de facto reagrupado no SYRIZA, lá terá o capitalismo mais um balão de oxigénio, quando só mesmo a sua morte nos libertaria o caminho.»  

Miguel Tiago, deputado do PCP, no Facebook.
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2.10.14

Os bustos da polémica



Confesso que tenho assistido, atónita, à polémica sobre a presença de bustos de três presidentes da República do Estado Novo, num total de 19, numa exposição que abre hoje, segundo creio, num corredor da Assembleia da República.

Não sei se tem ou não qualidade que justifique a sua existência (nas fotografias por que passei, algumas pareceram mostrar-me verdadeiros mamarrachos), nem discuto os meandros burocráticos de saber quem estava, ou não, na sessão que a aprovou e quem assinou a respectiva acta sem a ler ou interpretar.

Mas a «revolta» do PCP e do BE, expressa por João Oliveira que qualificou o facto de «branqueamento» do Estado Novo, e por Pedro Filipe Soares que falou de «uma lavagem da imagem do país», tira-me do sério. Se ter cabeças-caricatura de Carmona, Craveiro Lopes e Américo Tomás, durante um mês, num corredor da AR, onde só quase devem passar deputados e empregados, se arrisca a branquear o fascismo, óptimo: temos perigos brandos.

Note-se que diferente seria o caso se estivéssemos a falar de estátuas permanentes de qualquer dessas personalidades no espaço público, porque isso sim seria uma «homenagem» e, por exemplo, sempre achei correcto que Carmona tivesse desaparecido do topo do Campo Grande, em Lisboa. Mas isto?

E já agora: será que está em preparação algum assalto ao palácio de Inverno de Belém para arrancar os retratos destes três presidentes da galeria onde todos figuram?

A herança do Estado Novo não se trata assim nem é assim que alguém a limpa. Ela permanece em cada um de nós quando não somos capazes de honrar a democracia em que vivemos e de a defender daqueles que a ameaçam todos os dias. 
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25.3.14

A terceira e última prisão de Cunhal – 25 de Março de 1949



Há 65 anos, Álvaro Cunhal, Militão Ribeiro e Sofia Ferreira foram presos numa casa clandestina, situada no Casal de Santo António, no Luso.

Em 2009, Sofia Ferreira, que viria a morrer um ano mais tarde, relatou os factos. Vale a pena ver o vídeo então divulgado pelo Jornal de Notícias.

(Imagem: José Pacheco Pereira, Álvaro Cunhal, Uma Biografia Política. O Prisioneiro (1949-1960), Vol.3, p.3.) 
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1.10.13

A força do PCP



Desde que foram conhecidas, no Domingo à noite, as primeiras previsões quanto aos resultados do PCP nas eleições autárquicas, um batalhão de comentadores, encartados ou nem por isso, num vasto leque de gente que não votou nem nunca votaria naquele partido, e que se espalha desde a direita à esquerda mole, apressou-se a saudar a vitória em questão, sublinhando não só, nem tanto, o bom trabalho a nível autárquico, mas sobretudo o contributo positivo para controlar o protesto e para o manter «dentro do sistema». (Portugal não é a Grécia, Portugal não é a Grécia e o comunistas vão ajudar-nos a que continue a não ser!) Estou certa de que na Soeiro Pereira Gomes ou no Hotel Vitória ninguém terá feito mais do que encolher os ombros, desprezando o elogio, reaccionário a todos os títulos.

E, no entanto e bem pelo contrário, o «elogio» pode ser visto como uma crítica com razão de ser. Sendo o PCP o único partido português com implantação e verdadeira militância, constante e persistente, a nível nacional, segue o seu caminho, igual a si próprio e com sucesso, mas o preço a pagar tem sido um enquadramento por vezes demasiado rígido das formas de protesto, especialmente sentido através da influência decisiva que exerce na vida sindical, nem sempre adequado aos tempos que correm e que afasta muitos que com ele não se identificam.

Motivo mais do que decisivo para que este seu progresso seja complementado, à esquerda, por um esforço acrescido de outras organizações, partidárias ou não, que em iniciativas paralelas ou convergentes conforme as circunstâncias, não desperdicem este avanço do PCP e construam uma vasta plataforma mais forte de resistência e de luta.

É em tempo de guerra que se limpam as armas. 
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18.5.13

Um país do avesso



O povo anda perdido: os responsáveis pela República perderam o tino e já ninguém acredita que os comunas comam criancinhas ao pequeno almoço.

Não nos bastava um presidente que fala de santos a torto e a direito e vem agora o líder dos comunistas lembrar-lhe que «é pecado invocar em vão o nome de Maria».

Tenho para mim que algures, num planeta ainda desconhecido, Cunhal e a Irmã Lúcia estão a preparar o almoço de Sábado, ele rezando uma dezena do terço enquanto ela cantarola «A Internacional». 
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1.10.12

Última hora – União das esquerdas



Perante a notícia de uma iniciativa conjunta de PCP e BE, a ser anunciada esta tarde, António José Seguro acaba de recordar que é o líder do maior partido de esquerda e convoca uma conferência de imprensa, a três, para esta noite. A expectativa é grande, mas parece que «já está» – desta é que é! 

Também tenho direito à minha Imprensa Falsa, não? É que começa a irritar-me muito ver tantas reacções ao anúncio de ontem, nas quais, velada ou explicitamente, se recorda que há mais esquerda para além de comunistas e bloquistas, como se estes tivessem culpa de que outros recusem juntar-se-lhes, depois de se terem deslocado aceleradamente para o centro – ou para «o meio», como agora é moda dizer-se. 
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19.12.11

Há 50 anos, mais ou menos a esta hora

Desenho de Dias Coelho

José Dias Coelho tinha 38 anos e era membro do PCP na clandestinidade quando foi assassinado pela PIDE, no dia 19 de Dezembro de 1961, junto ao Largo do Calvário, em Lisboa, numa rua que tem hoje o seu nome. Que a memória destes factos não seja apagada

Zeca Afonso dedicou-lhe A morte saiu à rua.



7.12.11

Uma das grandes fugas da nossa História


Em 4 de Dezembro de 1961, oito presos políticos personificaram uma fuga do forte de Caxias, não menos espectacular do que a de Peniche ocorrida quase dois anos antes, mas muito menos conhecida provavelmente porque não envolveu a pessoa de Álvaro Cunhal.

Derrubar um portão de um forte com um carro blindado, supostamente oferecido por Hitler a Salazar, e fazê-lo depois de uma longa preparação que implicou que o seu principal intérprete tenha fingido «rachar» (ou seja passar para o lado da polícia) para se movimentar à vontade e preparar todos os detalhes, nada tem de trivial e é digno de homenagem e admiração. Pertencerá para sempre ao nosso património – material ou imaterial, como se preferir, mas bem real e a ser preservado.

O Diário de Notícias publicou no passado Domingo uma longa reportagem sobre o assunto, com alguns defeitos mas onde os factos são descritos com o detalhe possível. Vale muito a pena lê-la.

1961, Anno Horribilis para Salazar. Faltava a cereja em cima do bolo: daí a uns dias, cairia Goa...

(Clicar e aumentar cada uma das imagens.)
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4.11.11

«Avante!», Messias e Jerónimo

(Clicar para ler)

Pior a emenda do que o soneto...

(Via Maria João Pires no Facebook)

O que Richard Zimler escreveu no mural do Facebook:
«Quer ficar indignado e chocado? O Partido Comunista Português está a divulgar as mentiras de uma falsificação anti-Semíta e repugnante que se chama "Os Protocolos dos Sábios de Sião". Trata-se de um texto surgido, originalmente, em idioma russo, forjado em 1897 pela Okhrana (polícia secreta do Czar Nicolau II), que descrevia um suposto projeto de conspiração para que os judeus atingissem a "dominação mundial".
Estamos em 2011 ou 1911?
Agradecia que condenasse o anti-Semitismo do PCP o mais rapidamente possível!"»

(Episódio já referido aqui.)
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3.11.11

Tenebroso e repugnante


O texto do Avante! já tem uma semana, correu o Facebook e muitos blogues, nem tive paciência para então o referir e já nem o faria não se desse o caso de Manuel António Pina (MAP) o comentar na sua crónica de hoje no JN.

Pela 50ª vez, virão certamente comentadores, em nome próprio ou com pseudónimo emprestado, lembrar que o texto é de opinião, que vem assinado e que não compromete por isso a direcção do jornal. O argumento não colhe: «tenebroso» e «repugnante» são os adjectivos justos para o qualificar, esteja ele num órgão de comunicação que devia honrar o seu passado ou no pior pasquim à venda nos quiosques.

MAP diz o mínimo do que deve ser recordado.

O lado sombrio

Alguns dos motivos por que não leio o "Avante!" são os mesmos por que talvez devesse lê-lo. De facto, com não rara ingenuidade, ali fica frequentemente à vista, a justificar posições do PCP em matéria de política internacional, um rosto tenebroso que aparentemente (e só uso esta palavra por respeito pela história do PCP) se oculta sob a máscara de tolerância que o partido internamente exibe. Como compreender, por exemplo, que o PCP se bata contra as leis ultra neo-liberais do trabalho em Portugal apoiando, ao mesmo tempo, a exploração selvagem do trabalho assalariado na China?

Desta vez, o órgão oficial do PCP não hesita em usar o ominoso texto anti-semita dito "Protocolos dos sábios de Sião", gigantesca fraude congeminada no século XIX pela polícia política czarista, para "explicar" a actual situação internacional. "A história dos 'Protocolos' poderia, em princípio, parecer um conto de fadas, mas os quadros dos anúncios que aí se promovem são bem reais", diz o "Avante!", repetindo despudoradamente Hitler no "Mein Kampf": "Eles [os 'Protocolos'] são baseados num documento forjado [...]: é a melhor prova de que são autênticos".

Para o PCP, a "ameaça judaica" com que os nazis justificaram a sua política de extermínio mantém-se e idem aspas o "plano [judaico] de dominação mundial", agora também do... Vaticano.

Eis um rosto repugnante, o do anti-semitismo, que o PCP deveria ter vergonha em exibir.
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16.10.11

Razões do PCP que a (minha) razão desconhece


Vi militantes deste partido ontem pelas ruas de Lisboa, é certo, encontrei um ou outro muito tímido anúncio da manifestação em blogues afectos, mas deve-me ter escapado algum incentivo à participação numa grande iniciativa «unitária» como a de ontem - uma nota de pé de página no Avante! ou assim…

E se alguém conseguir explicar-me por que razão, «socialista e patriótica», se marca este desfile para três dias depois, eu fico muito agradecida.
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8.4.11

No dia da reunião PCP / BE

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Com muitas expectativas ou nem por isso, a data de hoje é certamente importante para o futuro, pelo menos próximo, da esquerda portuguesa.

Miguel Portas, esta manhã na Antena 1:



«Esta eleição não é propriamente uma eleição porque há três votos para o mesmo protectorado, mas é um verdadeiro referendo para saber se este povo quer continuar a viver de joelhos, vergado pelo capitalismo financeiro, vergado por Bruxelas, vergado por este tipo de autoritarismo que aí vem ou se, pelo contrário, tem a dignidade de se levantar.»
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6.3.11

Comemore-se o que deve ser comemorado


O PCP faz hoje 90 anos. Julgo que sou insuspeita: quem me conhece sabe quanto me afasto das suas posições, como condeno a sua cegueira em relação aos que oprimiram e mataram multidões no passado, os aplausos ou silêncios sobre ditadores ou ditaduras que perduram até hoje, em nome de amanhãs que nunca cantarão.

Nunca pertenci ao partido, nem sequer fui marxista-leninista. Apesar disso – ou talvez por isso -, sou incapaz de «ódios» que me impeçam de reconhecer, e de hoje assinalar, a importância que teve nas últimas nove décadas da nossa história.

Este país seria diferente – e bem pior – sem o PCP. E eu também.
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