Mostrar mensagens com a etiqueta pokemon. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pokemon. Mostrar todas as mensagens

25.7.16

Passámos mesmo para o nível da loucura




«O presidente da Spine Matters (associação de investigação, promoção e desenvolvimento do conhecimento na área da coluna vertebral) recorda ainda “a facilidade de quedas, tropeções", com "potencial de perigo neste público" - leia-se caçadores de pokémons -, e prevê “um aumento de lesões nos jogadores mais focados”.

Mas Luís Teixeira vai mais longe ao antever que, em breve, os perigos daquilo que tem sido desginado como “pescoço de SMS” poderão ser actualizados como “pescoço de Pokémon Go”. “Os estudos realizados na área revelaram que a força exercida no pescoço de um adulto a olhar para o telemóvel pode variar entre os 12 e os 27 quilos, e sofrer uma inclinação entre 15 a 45 graus. Estamos a falar de uma pressão extrema para esta zona, que pode levar a um desgaste precoce, degeneração e até cirurgias”, sintetiza.

Por isso, e de maneira a poder aproveitar melhor os benefícios de jogar Pokémon Go, minimizando os seus riscos, o presidente da associação Spine Matters recomenda que “a caça aos pokémons seja realizada pelo menos aos pares, estando sempre um dos elementos encarregue de lembrar o outro de fazerem pequenas paragens ao longo da busca”. Isto para que seja possível descansar alguns minutos "numa posição correcta e de pescoço erguido, que também podem ser aproveitados para realização de alguns exercícios posturais simples".» 
.

22.7.16

Desta praga não nos livramos



A praceta onde moro tem noites calmíssimas desde que os jovens saíram de casas dos pais e quando não há festejos benfiquistas. Mas ontem (ou mais exactamente hoje), pela 1e tal da manhã, havia um grande burburinho, com um grupo de umas 15 pessoas com os telemóveis apontados à relva. Espero que não haja um pokeshop na erva até agora reservada a xixi de cães não virtuais. 
.

18.7.16

A política Pokémon Go!



«Todos queremos descobrir monstros. Virtuais, como no caso do Pokémon Go. Ou reais, como os que surgem nos ecrãs de televisão sem pedir licença. Não é por acaso.

Os monstros digitais do Pokémon Go fizeram com que os jogadores saíssem do conforto das suas cadeiras e chocassem com o mundo real. Os caçadores descobrem agora que o mundo virtual não é o princípio e o fim da nossa vida. Poderia ser uma experiência para quem vive liofilizado num mundo irreal, desde os técnicos do FMI aos burocratas de Bruxelas, de José Sócrates a Passos Coelho, de Schäuble a Boris Johnson ou Jeroen Dijsselbloem. Quem são eles: Pokémons reais ou virtuais? Não se sabe. Porque hoje, na política e na economia, já é difícil distinguir a realidade da ficção. O real deixou-se devorar pela ilusão. Estamos a assistir, quase sem darmos conta, de uma classe política a procurar monstros ilusórios para justificar as suas próprias ilusões. Os Pokémons servem na perfeição para se iludir os próprios problemas.

Wolfgang Schäuble é o Pokémon ideal para António Costa. Serve para acalmar o BE e o PCP na titânica tarefa de tornar a contabilidade orçamental comestível em Bruxelas e no Parlamento português. Portugal pode gesticular que os Pokémons estão em todos os andares de Bruxelas e Frankfurt e que invadiram Berlim, mas o certo é que se as contas finais não satisfizerem esses monstrinhos que vestem de cinzento, os portugueses deixarão de ter dinheiro para descarregar jogos para os smartphones.»

Fernando Sobral