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26.11.18

Uma efeméride das boas



Não falo só de desgraças!
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11.3.18

Passos Coelho «catedrático»: uma Petição


«Queremos justiça, transparência e decência na política educativa e da ciência em Portugal» – uma Petição que pode ser assinada AQUI.

Este parágrafo parece-me «decisivo»:

«A atribuição do grau de catedrático a Pedro Passos Coelho, mesmo sem cadeira designada, constitui um atropelo flagrante ao estatuto da carreira docente universitária em Portugal. O estatuto estabelece, no seu Artigo 8.º, que os “professores convidados desempenham as funções correspondentes às de categoria a que foram equiparados por via contratual”, sendo que para a categoria de professor catedrático as funções estabelecidas são “de coordenação da orientação pedagógica e científica de uma disciplina, de um grupo de disciplinas ou de um departamento” (Artigo 5.º). Ora, a experiência relevante do ex-Primeiro Ministro em funções governativas não evidencia formação científica ou pedagógica que o habilite para a coordenação científica e coordenação pedagógica exigida a um professor catedrático, ou equiparado. Aliás, o ECDU concretiza no seu articulado um conjunto de funções particulares em que se enfatizam funções de regência, coordenação, direção de disciplinas, programas de estudos inteiros e mesmo programas de investigação, ao ponto de estar habilitado a “substituir, nas suas faltas ou impedimentos, os restantes professores catedráticos do seu grupo.” (alínea e, Art 5.º)»
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8.3.18

Passos Coelho no ISCSP? Alunos não querem



«Este grupo de alunos sustenta não ser "plausível" que alguém que "nunca leccionou, nunca preparou uma tese na sua vida, nunca trabalhou em investigação e nunca teve um percurso académico minimamente relevante seja capaz de preparar alunos de mestrado e doutoramento". (…)

Para os promotores do abaixo-assinado, "o salário obsceno do novo docente (tendo em conta a sua formação académica), equiparado ao de um professor catedrático, é uma ofensa grave à meritocracia inerente ao percurso académico normal de um docente universitário".

Estes alunos sinalizam ainda o que pode ser visto como "cartelização política" dada a proximidade entre Passos Coelho e o actual presidente da instituição, Manuel Meirinho, eleito deputado como independente nas listas do PSD em 2011.»

2.3.18

O «catedrático» Passos Coelho




«No ISCSP, o ex-presidente do PSD vai dar aulas a alunos de mestrado e doutoramento em Administração Pública, devendo fazê-lo na categoria de professor convidado catedrático.»

Ainda por cima, nem vai leccionar nada, vai mandar umas horas em cadeiras dadas por outros: «O até há pouco tempo presidente do PSD não terá nenhuma cadeira específica a cargo em qualquer uma das três instituições, podendo as suas aulas serem integradas em diferentes disciplinas mediante o calendário lectivo de cada Universidade». 

Ah, grande universidade pública!
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24.12.17

Assombrações natalícias



Vai uma pessoa comprar um bolo-rei ao Califa, como habitualmente, e está pela primeira vez na vida a um metro deste paspalho!
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8.10.17

PSD d.C.



«O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, anunciou na reunião da Comissão Política Nacional que não irá recandidatar-se ao cargo nas próximas eleições. O jornal online O Observador tem o José Manuel Fernandes a meia haste.

Calma, segurem o fogo-de-artifício porque Passos ainda continua como líder do PSD até às directas do partido. No fundo, pode continuar a ser entrevistado, mas é como se fosse um ex-Casa dos Segredos. A postura de Passos na assembleia, para fazer sentido, vai ser como naquele filme, o "Fim-de-semana com o morto". O Hugo e o Montenegro é que o acartam. Passos fica, mas em modo Bento XVI.

A verdade é que temos péssimo gosto para PM. Por isso, estou sempre de olho no Costa. Já escolhemos: Cavaco, Durão, Sócrates e Passos, parece a minha tia que arranja sempre namorados que dão chatices.

Será que podemos chamar piegas às carpideiras de Passos? Por exemplo, o Rui Ramos acha que a história vai fazer justiça a Passos. Ele acredita nestas coisas. Anda a tentar fazer o mesmo com Salazar há anos, mas ninguém lhe liga nenhuma.

Passos era o guião da troika e a estratégia do Relvas. Sem isso, acabou. O momento exacto da queda de Passos começa com a saída de Relvas. Isto diz muito sobre o PSD e ainda mais sobre Passos. Só espero que, teimoso como é, continue a usar o pin no banho.

Em termos de futuro, acho que é a grande oportunidade de Passos entrar num musical do La Féria. Dizem que ele vai fazer o Robin Hood , já temos xerife de Nottingham.

Posto o Coelho de lado, começam a aparecer os primeiros candidatos ao lugar. Penso que o ideal em termos de continuação do passismo era a Maria Luís ou o Montenegro, mas para mim o melhor candidato à liderança do PSD é o Francisco Assis.

Assim de repente, acho que Manuela Ferreira Leite era uma hipótese, não fosse ser vestida por alguém que a odeia. Há quem fale de Leonor Beleza para líder do PSD. Esqueçam. Está na Fundação Champalimaud. Era o mesmo que sair da NASA para ir para a Nobre. E o Durão Barroso? Isso é que era. Portugal está cheio de restaurantes com estrelas Michelin, podia ser que ele alinhasse. São todos apenas meras hipóteses. Há candidatos mais prováveis como Rui Rio, que está para avançar há dez anos. Como sportinguista revejo-me em Rio, porque para o ano é que é.

Também temos Santana Lopes que diz que está a ponderar avançar para líder do PSD, mas primeiro vai criar um jogo da Santa Casa para as pessoas apostarem se ele vai ou não vai. Acho uma candidatura sem sentido. Santana Lopes vai ser, obviamente, chumbado pelo PSD porque foi PM sem ter vencido as eleições. Eles odeiam isso.»

3.9.17

Passos Coelho soma e segue



Não há mesmo alguém que ajude Passos Coelho a terminar o mandato de presidente do PSD com dignidade? 
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16.8.17

Não vou render-me!



«As grandes decepções fazem, muitas vezes, com que os líderes políticos se refugiem em coisas pequenas. É esse o pequeno desafio que Pedro Passos Coelho faz a si próprio, como provou a sua soneca discursiva no Pontal.

Tudo espremido, o líder do PSD continua a choramingar, dois anos depois, por ter sido apeado do poder. Sem o seu alvo favorito (a crise económica) como argumento, torna-se difícil invocar que o diabo está a chegar num avião "low-cost" ao aeroporto da Portela. O crescimento económico e a quebra da taxa de desemprego derretem qualquer momento de exaltação cívica. Por isso as palmas foram de circunstância. Que resta então, neste vazio, a Passos Coelho? Os incêndios, uma declaração de amor à Altice e, com boa vontade, a crítica ao modelo económico de turismo, exportação e baixos salários, que está em vigor, e que, afinal, é semelhante ao que foi cozinhado nos anos em que foi primeiro-ministro. E que, no laboratório da troika, era a solução de futuro para Portugal. O que agora Passos critica é o que, com as suas "reformas", fez. Mas tudo isto é política à nossa maneira.

A parte mais robusta da "stand-up comedy" de Passos no Pontal foi assegurar que em 2018 ali estará novamente para contar umas histórias aos militantes. Isto quer dizer muito simplesmente que, independentemente dos resultados autárquicos, Passos não resignará. Se for desafiado em Congresso, irá à luta. Passos diz, do fundo do coração: nunca me renderei! Passos está convicto de que tem razão e é disso que se forjam os políticos. É certo que os homens de ferro são muitas vezes afectados pela ferrugem, de que normalmente não se dão conta, mas é bom que o líder do PSD seja claro. Os seus inimigos internos, quase todos eles escondidos atrás de cortinas, esperam. Mas o poder não lhes cairá, de mão beijada, nas mãos. A sua declaração é relevante pela carga emocional e política que contém. É uma advertência aos que o podem desafiar, de herdeiros a conspiradores. Pela sua firmeza, há que elogiar Passos Coelho.»

30.6.17

Pedro e o abutre



«De repente, abriu-se uma nesga. Uma nesga na couraça de sorte e resultados positivos de António Costa. Passos Coelho vislumbrou um calcanhar de Ulisses na geringonça e atacou. Podemos dizer que o resultado foi uma espécie de burro de Tróia. (…)

Passos Coelho é o SIRESP de António Costa. Sempre que se vislumbra algum perigo, ele aparece e, com as suas acções, salva a geringonça. Mais uma vez com o seu discurso de tragédia, Passos fez de maluquinho da aldeia: "Vem lá o segundo resgaste! Vem lá o diabo! Há gente a suicidar-se por desespero!". Dá a sensação de que está na altura de alguém pagar um copo ao Passos.

Vinte e quatro horas depois, Passos Coelho veio pedir desculpa por não ter havido suicidas e de ter sido mal informado. Não chega. Passos não percebe que pior do que ter usado informação errada foi o que fez com ela. Passos Coelho pode ter lido a "Fenomenologia do Ser", de Sartre, mas ainda não entendeu a moral da história do Pedro e o Lobo. (…)

Não é preciso inventar fantasmas, há muitas perguntas sobre a realidade que têm de ser feitas e respondidas. Não me interessa se, segundo o Relatório do SIRESP, o SIRESP foi absolutamente espectacular. O SIRESP pode funcionar muito mal, mas tem uma grande auto-estima. Conheço tanta gente assim. Se o SIRESP custou o que custou, deve achar que é muita bom.

Este é um daqueles momentos em que faz falta um bom líder da oposição. Se Passos Coelho não está capaz, se José Gomes Ferreira não tem tempo, e se Cristas é a mãe de todos os eucaliptos, está na altura de pensar em reformular a floresta e o deserto que é a oposição.»

24.1.17

A última aposta de Passos Coelho



«Pedro Passos Coelho está a portar-se como o jogador que chega a Las Vegas e aposta tudo num número. Não tem segunda hipótese: ou perde tudo ou ganha o primeiro prémio. (…)

E por isso vislumbrou a sua oportunidade histórica para não ser cilindrado pelo frio caminho da História: mesmo contra a ideologia do PSD, vai impedir a descida da TSU e o aumento do salário mínimo para reentrar no jogo político. A oposição não tem de ser leal. Confrontar-se e competir é um modo natural de actuar na política partidária. Mas Passos Coelho não é uma reencarnação de Maquiavel: não tem o seu requinte e prefere optar pela estratégia que ficou definida como a carga da brigada ligeira. Carrega contra os canhões. Poderá ultrapassar as linhas defensivas do Governo. Mas o mais provável é que fique ferido no campo de batalha.

Passos Coelho não tinha neste momento outra táctica disponível. Ou atacava ou perecia. Parece um kamikaze. Mas é neste momento que testará de uma vez por todas a eficácia das antiaéreas da chamada geringonça. Passos Coelho, vendo Trump na televisão como se fosse uma telenovela, percebeu que, na política, o estado de ânimo é a chave para a vitória. E, neste último ano, a pilha de Passos não tinha energia. Nada mobiliza um partido quando não há ilusão e energia. Passos percebeu que não tinha submetido o PSD à sua personalidade. A TSU foi a sua bebida energética. Por momentos, Passos julga-se Clark Kent quando se transforma em Super-homem.»

Fernando Sobral

12.12.16

O calcanhar de Passos



«As sondagens são, muitas vezes, tão eficazes como Brutus quando se trata de terminar com uma carreira política. A da Aximage, que foi publicada na semana passada, é assustadora para Passos Coelho. Segundo ela, 60,3% dos portugueses acham que Rui Rio seria melhor líder para o PSD. Dentro do eleitorado social-democrata a opinião não é tão demolidora: a vantagem de Rio é de apenas 3%. A sondagem abre um debate interessante: o que é melhor para o país é pior para o PSD ou o que é ainda assim pior para o PSD é atraso de vida para o país? (…)

As facas e os garfos já estão sobre a mesa e Passos Coelho é o fiambre para a refeição. Compreende-se: o PSD esgota-se nas suas frases e nas de Maria Luís. Ninguém no país se comove com elas. Pior: estamos em Dezembro e a estratégia autárquica do PSD parece um conto de fadas. Lisboa, então, começa a assemelhar-se a um desastre eleitoral anunciado: com a recusa de Santana Lopes, Passos está perdido. Nem há táctica, nem estratégia. Só um imenso vazio de ideias. (…) Marcelo, em Belém, sorri. O momento do repasto aproxima-se. A guarda pretoriana avança. E Passos Coelho parece que ainda não percebeu que o próximo líder do PSD é capaz de não chegar num Citroën. Mas sim numa bicicleta. Para dar menos nas vistas.»

Fernando Sobral

9.12.16

Entrevista com o Diabo



Entrevistador: Olá, Diabo. Para começar, queríamos agradecer a sua disponibilidade para esta entrevista. (…)
Diabo: Eu é que agradeço a oportunidade que me dão de, finalmente, poder vir a público defender a minha honra. Uma coisa é dizer que eu personifico o Mal, outra é andar a fazer crer que eu nunca chego a horas. (…)

E: Portanto, acha que a sua honra foi posta em causa quando...
D: ... quando o vosso ex-PM disse que eu chegava em Setembro! Fiquei chocado. Até telefonei ao Doutor Marques Mendes, que é o meu advogado. Atenção, isto não é pessoal. Eu até aprecio algumas decisões que ele tomou enquanto PM. Era o tipo de coisas que eu faria. Até posso revelar que aquela ideia de ir além da troika deu origem a um Parque de Horrores no Inferno. Mas dizer que eu vou aparecer em Setembro, quando não combinámos nada, acho de profundo mau gosto.

E: Quer dizer que nunca pensou aparecer em Portugal em Setembro?
D: Nunca. Eu, em Setembro, estive o mês todo na Síria, tirando o último fim-de-semana, em que fui a uma reunião em Nova Iorque no Goldman Sachs. Em momento algum pensei aparecer em Portugal em Setembro. Nem faço planos para lá ir tão cedo. Eu não sou como Deus. Não sou omnipresente. Tenho um limite de milhas por ano. (…)

E: Quer dizer que os portugueses podem estar seguros de que o Diabo, tão cedo, não vai aparecer em Portugal?
D: Vocês já viram como está o mundo? Tenho o Brexit, a Le Pen nas eleições francesas, o Trump, nunca tive tanto trabalho. É a globalização. Para aí desde mil novecentos e trinta e tal que não tínhamos tantas encomendas.

E: Portanto, não adianta o nosso ex-PM insistir?
D: Acho muito complicado. Eu, em 2017, vou andar em "tournée" e única data disponível que tenho é o 13 de Maio, e o que me disseram é que nessa altura nem pensar porque têm os hotéis todos cheios por causa da visita do Papa. Eu não fico ofendido mas, no fundo, isto é não saber o que querem.»