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2.11.11
Grécia – Da ironia dos destinos
«A ironia do destino é que tudo isto se passe na Grécia. Talvez seja esclarecedor recordar que, no século V a.c., a civilização grega se dividia em duas classes de cidadãos: uma abastada, que possuía terras e tirava partido do desenvolvimento da moeda e das trocas comerciais, e os trabalhadores, livres mas muito pobres, que dependiam dos nobres – aos quais se juntavam os escravos. A invenção do dinheiro desestabilizou os pobres que se endividaram enquanto os outros enriqueciam. A classe inferior acabou por se unir contra os nobres e Sólon foi escolhido como árbitro; as suas reformas valeram-lhe a fama de ser o pai da democracia.
Foi daqui que nasceu a democracia ateniense, que inspirou tantas nações. Hoje, ela está formatada para se integrar no sistema financeiro. Porque os mercados, eles, são incapazes de se adaptar?»
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1.11.11
Grécia e o exercício da democracia
O anúncio da realização de um referendo na Grécia caiu ontem como uma pequena bomba. George Papandreou afirmou que os gregos serão chamados a dizer se querem, ou não, que o país adopte o novo acordo proposto há alguns dias em Bruxelas e que a sua vontade será respeitada. Não terá resistido às divergências dentro do seu próprio partido e, sobretudo e definitivamente, à pressão da rua.
Independentemente de todas as consequências possíveis que decorrerão da decisão em causa (e serão muitas, para a Grécia e para a Europa), o que me parece absolutamente extraordinário é que não se considere normal recorrer a esta prática democrática para decidir o que está neste momento em causa para um povo. Uma decisão que só peca por tardia.
Em vésperas da reunião do G20, Sarkozy mostra-se «consternado», os alemães «estupefactos» e também «irritados», o FMI «surpreendido».
Mas, qualquer que seja o desfecho, uma coisa é certa: o povo grego recordou ao mundo que a democracia nasceu na (sua) rua. A Praça Syntagma repôs a velha Ágora na História.
P.S. - Conselho para quem tem acesso ao meu mural no Facebook: seguir os comentários a este post aqui. Como já disse e repito: estas «catacumbas» que são as Caixas de Comentários da blogosfera «já foram»...
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