Déficite previsto pelo governo para 2019: 2% do PIB. Previsão de crescimento 2%.
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16.1.20
15.1.20
Aumentos de pensões
Diz-me um amigo que recebe uma pensão de reforma da CGA (1.099 euros em 2019) que teve agora, em 2020, um aumento de 3 euros brutos, 2 depois da respectiva retenção. Estou certa de que ele não se importaria de devolver este valor ao dr. Centeno para aumentar o superavit do país.
(Em Espanha, TODAS as pensões, e não só as mais baixas, foram ontem aumentadas em 0,9%.)
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6.1.20
Assim (não) nos manifestamos
Várias dezenas de perigosíssimos reformados foram esta tarde impedidos de se concentrarem, ou mesmo de circularem, a menos de 100 metros da porta da residência do primeiro-ministro, apesar de terem comunicado à CML que desejavam apenas cantar-lhe as Janeiras.
(Com direito a uma mão cheia de agentes como companhia e a carrinha da PSP.)
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3.1.20
Janeiras de reformados e pensionistas
06.01.2020, 15H00, á porta da residência do Primeiro-Ministro (Rua da Imprensa à Estrela), de preferência vestidos de preto.
Por iniciativa do Grupo de Teatro da APRe! de Coimbra, à qual se juntaram já outros grupos e pessoas, terá lugar um protesto contra aquilo que o OE 2020 prevê para a população em causa, concretizado numa música adequada à data.
Espera-se que muitos respondam «à chamada». Jovens também, não se esqueçam de que os velhos vos acompanharam em todos os protestos das vossas gerações à rasca…
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- A Lei que “amarra” as nossas pensões à inflação de 2019 (0,2%) é a Lei 53-B de 2006?
- O governo anuncia que a maior parte dos pensionistas terá um aumento acima da inflação e que esse aumento é de de 0,7% para as pensões até 877 Euros?
- Uma pensão de 400 euros tem um aumento de 2,8 Euros?
- Há mais de um milhão e quinhentos mil pensionistas com pensões abaixo do salário mínimo?
- As pensões entre 877 Euros e 2632 Euros têm um aumento de 0,2%?
- Uma pensão de 900 Euros tem um aumento de 1,8 Euros?
- As pensões acima de 2632 Euros não terão qualquer aumento, tal como não tiveram em anos anteriores e quando tiveram foi sempre numa percentagem abaixo da inflação?
- A inflação prevista para 2020 poderá chegar a 1,6%?
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29.11.19
15.4.19
Sustentabilidade do sistema de pensões português
Quem não quiser alinhar à toa na histeria que grande parte da esquerda, alimentada por uma comunicação social irresponsável, alimentou sobre o ESTUDO que a Fundação Francisco Manuel dos Santos adjudicou ao ICS, pode ler AQUI o respectivo resumo. É longo? Sim, é, mas lê-se facilmente.
E que venham «contra-estudos», também académicos, já que só indignações de ministros, ou recurso ao dinossáurico «Livro Branco», nem em trotinetas servem para ir ao encontro do que aí vem. Inteligência Artificial e impacto no mundo do trabalho, decréscimo de população, etc., etc. não são histórias para embalar meninos, mesmo portugueses.
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26.12.18
11.12.18
Trabalhar de graça depois dos 70?
Para além de discordar da decisão de reformados com mais de 70 anos poderem continuar a trabalhar no Estado (mas não é isso que quero discutir aqui), o que mais me espanta é que essas pessoas vão trabalhar mais ou menos de graça: não recebem um salário que some à reforma.
Ou seja e dando um exemplo concreto: o senhor x podia ficar em casa, reformado, a receber 1.000 euros / mês. Se pedir para continuar a trabalhar e se o seu pedido for aceite, continuará a receber os mesmos 1.000 euros, ou porque eles correspondem ao que vai fazer ou porque pode optar entre esse valor e o do seu novo salário, se este for menor. (Poderá ter direito a mais uns euros, se a nova tarefa for melhor remunerada do que o seu valor de reforma.)
Isto é portanto uma certa forma de voluntariado.
Se esse mesmo reformado do Estado decidir continuar a trabalhar mas no privado (caso dos médicos, por exemplo), é óbvio que terá um salário normal para além da sua reforma.
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18.8.18
24.3.17
Trabalhar para além da idade da reforma?
«Vieira da Silva explicou que “se a pessoa quiser continuar a trabalhar depois de atingir a sua idade da reforma terá uma pensão bonificada. A sua pensão vai crescer acima do valor estatutário”.»
Isto é inadmissível, salvo melhor opinião, a não ser para quem teria pensões de miséria se não trabalhasse para além da idade da reforma.
Mas não é, de todo, sempre o caso: conheço muitas pessoas que, longe de serem «pobrezinhas», julgam não haver mais vida para além do trabalho que sempre fizeram, que encaram o último dia em que se levantam quase de madrugada como um drama e que não sabem, nem querem, começar uma nova fase da vida. Essas deviam ser «castigadas», e não recompensadas, por ocuparem postos de trabalho num país com a taxa de desemprego que ainda temos.
. 22.1.14
Lê-se, relê-se e custa a acreditar
Segundo o Público, o governo propõe um corte de 12,5% nos salários e pensões dos trabalhadores do Metro de Lisboa e da Carris para pagar complementos de reforma a mais de 5.600 aposentados e pensionistas daquelas empresas, que decidiram aceitar reformas antecipadas precisamente com base na garantia dos complementos de reforma em questão.
Ou seja: a entidade que não cumpre o contrato quer ir ao bolso dos afectados, e dos colegas destes, para resolver um problema que criou.
. 13.1.14
13 x Falácias x 13
Um artigo de Bagão Félix, no Público de hoje:
Mas fica o texto na íntegra, já que nunca se sabe se, ou quando, funcionam os links para o jornal online.
10.1.14
Com os ricos não se brinca
Ana Sá Lopes, hoje, no i:
«Para o poder em vigor, os contratos com os reformados são aqueles que podem ser alterados à vontade, sem que existam riscos de o Estado ser obrigado a pagar milhões. Com os ricos não se brinca - os governos nunca brincam com os ricos e basta ver as parcerias público-privadas e outros contratos dantescos, impossíveis de mexer porque estão em causa cláusulas inamovíveis. (...)
O problema dos reformados vai para lá do confisco do contrato feito entre o Estado e os cidadãos que nasceram no Portugal de Eusébio - em que praticamente só Eusébio funcionava e dava razões de felicidade. O problema é que são os reformados que estão a fazer de cintura de segurança para os seus filhos e netos desempregados ou com empregos que não dão para a subsistência mínima. (...)
Não existe nenhum novo ciclo - existe um triste retorno ao tempo em que Eusébio consolava os agora reformados.»
. 7.1.14
Exportem-se os velhos
Os europeus estão a descobrir que sai mais barato pôr os parentes em lares do outro lado do mundo, nomeadamente da Ásia, continente no qual, para além disso, o cuidado com os idosos está enraizado em muitas culturas, o que melhora significativamente a relação custo-benefício quando comparada com a que se consegue na Europa.
A Tailândia é um dos países de eleição e, no caso da notícia que li, Chiang Mai é a cidade escolhida por uma suíça para internar a mãe. Pudesse a senhora gozar do local em que se encontra e nem teria grande pena dela: Chiang Mai, no Norte do país, numa região montanhosa, historicamente célebre pela sua posição estratégica na rota da seda, actualmente centro de ourivesaria e de artesanato, é uma belíssima cidade! E também não estranho que os preços dos lares sejam baixos, já que tudo é tão barato, quando se chega com euros na algibeira, que se teme por vezes que faltem zeros nos preços afixados.
Mas, agora sem cinismo, que mais faltará ver neste mundo mal globalizado, onde os velhos são exportados (sim, exportados) para onde a mão de obra é mais barata e menos desumanizada?
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3.1.14
Reformados do país inteiro
... calibrai-vos!
Calibrar: «Procedimento que consiste em ajustar o valor lido por um instrumento com o valor padrão de mesma natureza. Apresenta caráter activo, pois o erro, além de determinado, é corrigido.»
. 30.12.13
A guerra contra os velhos
Um texto de João Cravinho, no Público de hoje – Solidariedade e equidade entre gerações e a infame guerra aos velhos – merece ser lido na íntegra, não porque o tema seja novo, mas porque é abordado com frontalidade pouco habitual. Só estará acessível para alguns, mas ficam aqui estes excertos.
«Para pessoas decentes e bem formadas, a guerra aos velhos promovida pelo primeiro-ministro a pretexto da justiça e equidade entre gerações é absolutamente infame.
A solidariedade e equidade entre gerações são princípios civilizacionais basilares. É nesse terreno fecundo que se enraíza e aprofunda a ética de responsabilidade que, por todo o lado e a cada momento, procura construir as necessárias pontes entre presente e futuro, individual e coletivo.
Nenhuma sociedade contemporânea minimamente decente e justa será sustentável contra essa ética de responsabilidade alicerçada na solidariedade e equidade entre gerações. (...)
As transferências entre gerações funcionam de modo exatamente contrário ao que vem sendo falsamente propagandeado: os beneficiários líquidos têm sido historicamente as gerações mais novas e não as mais velhas. De facto, as investigações mais profundas e documentadas até hoje efetuadas provam, contra os resultados enviesados na base do enganador quadro informacional da primeira vaga da contabilidade dita geracional, que nos países ocidentais, no cômputo geral de uma vida, o dinheiro tem ido dos velhos para os novos e não em sentido contrário. (...)
Cada geração, e cada indivíduo, vive, realiza-se e ganha a sua vida aos ombros das gerações precedentes que lhe fizeram o legado de sucessivos blocos de capital humano, de capital cultural, organizacional e social e de capital físico infra-estrutural ou diretamente produtivo.
O Portugal de hoje não é de modo algum comparável ao Portugal dos anos 50 e 60 do século passado, muitíssimo mais pobre tanto no plano do rendimento e nível de vida como no do capital humano, cultural, organizacional, social, infra-estrutural e produtivo. A diferença, quase que abissal, é benefício líquido das novas gerações obtido na base do esforço e investimento das gerações que hoje estão na reforma ou próximo dela. As novas gerações, por mais que venham a cumprir o pacto social intergeracional em vigor até recentemente, nunca chegarão a fechar o seu saldo devedor para com as velhas gerações.» (Os realces são meus.)
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5.12.13
8.10.13
Se isto for verdade, o TC tem a tarefa facilitada
Ou seja: se alguém enviuvar enquanto for suficientemente jovem para estar ainda no mercado de trabalho, mesmo que tenha um salário dourado e esteja a receber uma choruda pensão de sobrevivência, não verá esta diminuída nem num único cêntimo. Mas qualquer viúvo reformado, que não seja mesmo pobre (não se sabe ainda exatamente quanto), passará a receber uma percentagem menor do fruto dos descontos que o seu marido, ou a sua mulher, fizeram durante toda uma vida de trabalho.
Tenho para mim que o governo quer mesmo ajudar os juízes do Tribunal Constitucional: não deve ser difícil arrumar isto na prateleira das inconstitucionalidades, em duas penadas e em meia dúzia de linhas. Ou será uma simples provocação? É que até parece...
P.S. – Muito se tem escrito sobre o tema do corte nas as pensões de sobrevivência, mas aconselho a leitura do excelente editorial de Eduardo Oliveira Silva, no jornal i de hoje: Nem os mortos escapam.
. 26.9.13
Pensões: se Maomé não vai à montanha...
Se funcionários públicos, reformados, pensionistas e as organizações que os representam não desistirem de lutar, se o Tribunal Constitucional continuar, teimosamente, a cumprir o seu dever, se a rua voltar a mostrar em breve um novo cartão vermelho ao governo, então a coligação sólida que nos governa já tem na manga o legado que Vítor Gaspar lhe deixou na hora da despedida: a possibilidade de usar o fundo da reserva das pensões para investir na dívida portuguesa.
«Cerca de 4000 milhões de euros do fundo de reserva das pensões serão usados, em caso de emergência financeira», «em mais uma forma de tentar contrariar as forças que empurram o país para um segundo resgate, em 2014». Mais exactamente, em mais uma forma de tentar adiar esse segundo resgate.
Claro que a pensões ficarão quase totalmente expostas à volatilidade das obrigações portuguesas, mas who cares? Por enquanto, ainda se ouvem os acordes de My heart will go on.
. 17.9.13
Chapa 5: tiro aos reformados
@René Magritte
Passa-se de um país a outro e até enjoa. Não é certamente a imaginação que está no poder ou não encontraríamos sempre a mesma receita – que é fácil, é barata e dá milhões. Se esta Europa não é para jovens, para velhos é que também não é certamente.
A respeito de Portugal (mas, de certo modo, também válido para Espanha e para a Grécia), Ana Sá Lopes escrevia no jornal i de ontem:
«Estes reformados nunca viveram acima das suas possibilidades porque, quando nasceram, não havia “possibilidades”. Nasceram num país miserável, onde quase ninguém estudava e os serviços de saúde metiam medo. Foram eles que ajudaram a construir o país mais ou menos decente que ainda temos enquanto não rebentarem com ele de vez. Solidariedade intergeracional é ter consciência do que lhes devemos e não os tratar como carne para canhão.»
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