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17.3.20

Ajuda DOS refugiados sírios



De Tayybeh, Restaurante dos Refugiados Sírios 

OFERTA | O JANTAR É POR NOSSA CONTA

Queremos agradecer a todas as equipas médicas que estejam ao serviço e que merecem ao fim do dia um jantar descansado em família para poderem voltar ao campo de batalha que têm enfrentado diariamente por todos nós.

1 JANTAR POR CADA ELEMENTO DAS EQUIPAS MÉDICAS DE EMERGÊNCIA

Liguem! E passem por cá para levantar…

OBRIGADO PELO VOSSO ESFORÇO
Se conhecerem alguém médicos ou enfermeiros que estejam ao serviço
PARTILHEM POR FAVOR!
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17.4.18

Ninguém quer saber da Síria



«Repudiar este ataque não é em nada sinónimo de apoiar a política de Assad ou de não querer derrotar o terrorismo na região. Repudiar e condenar este ataque tem a mesma importância que repudiar e condenar o uso de armas químicas ou os sucessivos ataques contra o povo sírio. Nesta história, não há lideranças boas e más. São todas más. (…)

É preciso ter coragem e força de condenar este ataque, a mesma força e coragem que alguns têm tido para condenar a acção de Bashar Al Assad e da Rússia. O único lado que há para defender é mesmo o do povo sírio. O mundo está a ser comandado por loucos. Se aceitarmos fazer-lhes companhia, somos cúmplices.»

Marisa Matias
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16.4.18

A missão cumprida está cada vez mais comprida



«Há 15 anos, completados em março, começou a invasão do Iraque. Esta acabou a 1 de maio - pouco mais de 40 de dias. Se isso não é uma guerra-relâmpago não sei o que é uma guerra-relâmpago... O presidente George W. Bush anunciou, então, com palavras quase tão curtas como a campanha: "Missão cumprida." Terá sido? Poderia parecer que sim, porque fizeram escola: "Missão cumprida", disse agora o presidente Donald Trump sobre o bombardeamento da Síria. Mas às vezes uma frase é uma frase, e só isso. A guerra do Iraque, como sabemos, ainda não acabou. Não acabou quando foi anunciado o seu fim, em 2003, nem acabou ainda hoje. E transformou-se numa pandemia, como prova a necessidade de se bombardear a Síria. Nas guerras daquela região, as missões cumpridas são piores do que os anúncios prematuros das mortes - não só são sempre mais do que levemente exageradas como costumam produzir intermináveis filhotes com infindáveis e falsas ilusões de que um dia acabaram. Sendo assim, sendo guerras declaradas para acabar um mal e esse mal acabar por expandir-se, fica a pergunta: porquê estas guerras? E não serve como justificação o bombardeamento da Síria ter estreado um novo míssil, o JASSM-ER. Não traduzo a sigla, porque não vale a pena memorizar o nome: ele segue-se a um outro míssil menos eficaz e precede um mais eficaz. Admito, o bombardeamento serviu para testar o JASSM-ER. Mas para que serviu o teste do JASSM-ER, já que não serviu para acabar com o mal? Sim, sim, já ouvi que é mais um passo para o míssil seguinte, um míssil mais eficaz. Mas como mais eficaz, se eles até agora só fizeram missões com anúncios falsos de cumprimento? Gostava de obter uma resposta porque também sei que há guerras necessárias.»

Ferreira Fernandes
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14.4.18

Síria



Nas redes sociais, uma elevada percentagem dos meus amigos parece não ter dúvidas, e raramente se enganar, sobre quem são os bons e os maus nesta tragédia, ontem à noite agravada. Gente feliz, não sei se com ou sem lágrimas. Não é o meu caso e vou-me informando em silêncio. Mas tenho, pelo menos, um bom prémio de consolação: nunca votei no PS, nem em Marcelo.


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24.2.18

Parece «Imprensa Falsa», mas não é



«"Um voto que poderia ter sido subscrito pelo próprio Donald Trump": foi assim que o PCP definiu o voto de condenação apresentado pelo Bloco de Esquerda no Parlamento pelos "bombardeamentos e crimes contra a humanidade sobre as populações da região de Ghouta, na Síria". Os comunistas, a par dos dois deputados do partido ecologista Os Verdes, foram assim os únicos a votar contra o texto do Bloco de Esquerda.»
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7.4.17

E quanto à Síria…




Santos Silva compreende, tem fama de ser muito inteligente e eu não me importo nada de me sentir estúpida.
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21.12.16

A impotência é o contrário da democracia



«Podemos gostar do Natal por razões materiais, porque há ceia e férias e festa e presentes e decorações nas ruas, mas a principal razão por que gostamos do Natal é porque quando ouvimos “Paz na terra aos homens de boa vontade” queremos participar dessa festa. (…)

Mas, se gostamos de nos sentir bem a propósito de nós próprios, se tentamos de alguma forma fazer o bem e ajudar o próximo, se gostamos do Natal porque tem um perfume disso mesmo, como é que suportámos todos estes anos o massacre da cidade de Alepo, com os seus cem mil mortos, entre os quais muitos milhares de civis, entre os quais muitos milhares de crianças? Como é que suportámos isto, apenas com um ou outro tweet a servir-nos de compensação, com uma ou outra assinatura numa petição, às vezes com uma participação numa manifestação raquítica a pedir justiça e paz para aquelas pessoas encurraladas numa guerra que não escolheram?

A resposta é a mesma que todos nos dão quando perguntamos o que podemos fazer para ajudar Alepo, para ajudar todas aquelas crianças de caras inexpressivas que já nem choram (o que poderá ser pior que uma criança que já se habituou a sofrer?). O que podemos fazer por todos os outros Alepos, além dos tweets e das petições e das manifestações? Nada. Tudo à nossa volta nos ajuda a celebrar o Natal mas nada nos ajuda a salvar as crianças de Alepo.

A triste verdade é que as democracias de baixa intensidade em que vivemos não possuem mecanismos que nos permitam a nós, ao povo soberano, exigir uma acção determinada mesmo quando se trata de urgências humanitárias. Pedem-nos que esperemos e confiemos nos poderes, mesmo quando estes estão ausentes ou são cúmplices dos crimes. O poder soberano que detemos não possui qualquer canal através do qual se possa exercer para salvar Alepos. Essa impotência que sentimos é o contrário da democracia. Essa impotência diz-nos que nenhum poder efectivo reside no povo. Uma das grandes tarefas à nossa frente é impedir que a democracia se transforme para sempre no regime da impotência dos homens e das mulheres de boa vontade.»

24.3.16

Homs, Síria




Nem se percebe por que é que os europeus dos países, que não querem refugiados, não aproveitam esta cidade para vistos gold, vida calma, certamente barata, etc., etc. 
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2.12.15

«Não à guerra»



Vicenç Navarro no Público.es. Excertos que não dispensam a leitura do texto na íntegra:

«Hoy existe una movilización en Europa para ir a la guerra como consecuencia del ataque terrorista del ISIS en París, que mató a 130 personas. El enfado creado por este acto de terrorismo, que es el último de una larga lista de hechos semejantes acaecidos en Europa y en otros países, explica que exista una demanda por parte del gobierno francés, liderado por el Presidente socialista François Hollande, para que se establezca una alianza de gobiernos, liderada por el de Francia, que, en un acto de guerra, bombardee el territorio controlado por el ISIS, con el objetivo de eliminarlo. (...)

A la luz de la experiencia de intervenciones previas, no hay duda de que tal guerra creará una enorme lista de muertos, la mayoría civiles, es decir, personas que no están combatiendo. Y lo que es igualmente preocupante es que aumentará, y no disminuirá, el número de terroristas que expandirán su terrorismo a lo largo de territorios europeos y de Oriente Medio. (...)

¿Qué consiguieron las guerras anteriores?
La pregunta que debe hacerse es “¿qué se ha conseguido con ello?”. Hoy el radicalismo fundamentalista islámico es más fuerte que nunca. Y está expandido por todo el mundo. En realidad, incluso cuando se enviaron tropas, como ocurrió en los casos de Irak y Afganistán, tales tropas no consiguieron erradicar el radicalismo fundamentalista islámico. (...)

¿Qué debería hacerse? 
Para encontrar soluciones hay que entender de dónde viene el problema de Al Qaeda, ISIS y otros movimientos fundamentalistas islámicos parecidos, tema clave que se intenta ocultar. Y hasta que ello ocurra, no podrá solucionarse el problema. Y las raíces de este problema están en la enorme pobreza y miseria que ha existido en estos países, resultado de estar gobernados por regímenes feudales –como lo es hoy, por ejemplo, Arabia Saudí- que contaron con el apoyo de los gobiernos de países occidentales, que se beneficiaban del fácil acceso a los recursos de estos países.

Tal miseria y opresión generaron el surgimiento de movimientos progresistas que rompieron con tales regímenes, amenazando no solo las estructuras de poder de aquellos países, sino también los intereses de los países occidentales, los cuales, a fin de impedir la victoria de estas fuerzas progresistas, o con el objetivo de derrotarlas en caso de que gobernaran, establecieron y/o apoyaron a fuerzas radicales fundamentalistas islámicas, que eran profundamente antiprogresistas. (...)

Las alternativas a la guerra
Ahí está la raíz del problema. Si en realidad estos gobiernos quisieran parar estas guerras deberían cambiar sus políticas casi 180º. Tendrían que ayudar a que se hagan las reformas que beneficien a la mayoría de estas poblaciones, y no solo a una minoría. Y en cada uno de estos países, existen tales fuerzas políticas (enormemente reprimidas por el ISIS). El Partido de los Trabajadores de Kurdistán es un ejemplo de ello. Sus tropas están luchando exitosamente. Es a estas fuerzas a las que se tendría que apoyar, pues son las que viven en aquellos territorios y representan los intereses de las clases populares de estos países.

Hoy el gran interrogante es qué fuerzas políticas canalizarán el enorme enfado de las clases populares de los países árabes y/o de cultura musulmana. Las alternativas son claras. O son las fuerzas progresistas (lo que, con razón, afectará a los intereses de grupos económicos enormemente influyentes sobre los Estados del mundo occidental), o serán los fundamentalistas religiosos islámicos que, sin resolver la enorme miseria en estos países, se perpetúan en el poder a base de la ideología religiosa que relativiza el dolor y la muerte como un paso para llegar a la eternidad.» 
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