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30.3.21

E funcionava…


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25.6.20

Isso é que era!



Se ainda usássemos uma coisa destas para andar pelas redes sociais, talvez pensássemos um pouco melhor antes de teclar (e não comentássemos TODOS os posts de um blogue, mesmo quando não temos nada de especial a dizer - esta vai com destinatário, sem grande esperança que entenda, confesso…) 
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2.12.19

O Impacto da Revolução Tecnológica na Educação



«O impacto da chamada quarta revolução industrial no emprego tem sido amplamente debatido e discutido, dando origem a centenas de estudos e artigos de opinião com as mais variadas conclusões. Porém estes estudos exibem bastantes divergências no que respeita ao previsível impacto da tecnologia no número de empregos que virão a estar disponíveis num futuro a médio prazo, eles são geralmente convergentes num aspecto em particular: a importância de preparar os jovens e os adultos para um futuro onde tecnologias como o digital, a robótica, a inteligência artificial, a biotecnologia, os materiais e as nanotecnologias terão um papel importante.

O moderno sistema educativo, baseado no ensino massificado, onde turmas de alunos com idades semelhantes adquirem um conjunto de competências muito semelhantes definidas por currículos padronizados evoluiu nos últimos dois séculos e é por vezes designado de “modelo fabril”, por analogia às linhas de produção em série que caracterizaram a revolução industrial. Embora o mérito desta analogia tenha sido alvo de bastante discussão, não deixa de ser verdade que o actual modelo, baseado na ideia de uniformidade (“one size fits all”) se tem vindo a revelar progressivamente mais desajustado das necessidades dos estudantes e da sociedade, enfrentando pressões com diversas origens.

Por um lado, existe cada vez mais informação disponível na Internet, que permite aos estudantes terem acesso a aulas, seminários, textos e exercícios sobre as mais diversas matérias, o que torna as aulas puramente expositivas menos atractivas. Há 40 anos, um aluno de engenharia interessado em aprender, por exemplo, cálculo diferencial e integral ou mecânica clássica apenas tinha como opções sentar-se em aulas na universidade ou aprender directamente a partir do estudo individual de livros de texto. Hoje, existem centenas de recursos publicamente acessíveis. Acresce que estas novas metodologias, baseadas em sessões de aprendizagem curtas, interactivas e apelativas, são muito mais adequadas aos jovens de hoje, cuja capacidade de concentração em aulas expositivas mais longas é, em regra, inferior à das anteriores gerações, por força da constante e permanente exposição aos novos media.

Por outro lado, a importância da memorização ou do domínio aprofundado de temas muito específicos, em determinadas áreas técnicas e científicas, caiu com a permanente disponibilidade de recursos especializados, acessíveis à distância de um telemóvel, de um computador ou de um programa que execute um determinado conjunto de cálculos. Um especialista poderá sempre aceder a informação adicional sobre uma doença ou usar um programa para calcular o dimensionamento de uma estrutura, para dar apenas dois exemplos. A profundidade do conhecimento não perdeu importância, mas tornou-se mais relevante ter a capacidade de procurar informação adicional e específica sobre determinados temas do que memorizar dados específicos, métodos ou algoritmos.

Finalmente, existe uma crescente percepção da importância da interdisciplinaridade. Cada vez mais as organizações valorizam profissionais que aliam os conhecimentos da sua especialidade (seja ela engenharia, economia, medicina ou outra área técnica) com competência de trabalho em equipa, conhecimentos de outras áreas e capacidade de comunicação. Muitos dos desafios das organizações exigem abordagens interdisciplinares, porque a adopção com sucesso de novas tecnologias requer abordagens sociais, económicas e psicológicas adequadas.

O sistema educativo, em geral, e o sistema de ensino superior, em particular, tem sido relativamente lento a reagir a estes ventos de mudança. A Academia é muito conservadora e resiste, tenazmente, a alterações no modelo de ensino. Na esmagadora maioria dos casos, a formação numa universidade portuguesa de hoje é muito semelhante à formação de há quatro décadas, embora existam relevantes e meritórias excepções. Não só os currículos dos cursos são semelhantes ao que eram, muitos deles rígidos e permitindo aos alunos poucas alternativas, como as aulas são, em si mesmas, muito semelhantes às que eram leccionadas quando eu andei na universidade, no princípio dos anos 80. Existem excepções, naturalmente, e o curso de estudos gerais da Universidade de Lisboa, que dá aos alunos grande flexibilidade na definição do seu currículo, é uma dessas excepções, aliás muito bem documentada num livro da autoria de António Feijó e Miguel Tamen publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Num relatório da OCDE, sobre o ensino superior português, elaborado a pedido do governo e tornado público em 2018, pode ler-se que “Os programas têm tipicamente estruturas rígidas e são orientados para profissões específicas, permitindo aos alunos uma flexibilidade muito limitada na combinação de disciplinas. Adicionalmente, métodos centrados em aulas tradicionais, com um elevado número de horas de contacto são a norma.” A legislação criada com o Decreto-Lei n.º 65/2018, que extingue os mestrados integrados (cursos monolíticos de cinco anos), com excepção de uma minoria imposta por (muito originais) directivas europeias, veio permitir a diversas áreas, mas especialmente às engenharias, reformular os seus cursos para estarem mais de acordo com as modernas tendências e necessidades.

O Instituto Superior Técnico encarou o desafio criado pela obrigação de transformar os mestrados integrados em cursos de primeiro ciclo (três anos) e segundo ciclo (dois anos) como uma oportunidade para modernizar o ensino da engenharia. No caso do Técnico, a alteração nos currículos incluirá mais interactividade do ensino e uma maior flexibilização dos cursos, permitindo aos alunos uma muito maior liberdade na escolha de opções e áreas de especialização fora da sua área central de conhecimento, como inovação, gestão ou comunicação. Os estudantes terão também, pela primeira vez, a possibilidade de escolher disciplinas de outras faculdades da Universidade de Lisboa, tais como Economia, Direito, Medicina ou Literatura.

Abordagens análogas estão a ser seguidas por outras escolas de engenharia portuguesas, entre as quais a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, as faculdades de ciência e tecnologia da Universidade de Coimbra e da Universidade Nova, a Escola de Engenharia do Minho e a Universidade de Aveiro, que integram, com o Técnico, o Consórcio das Escolas de Engenharia, criado no passado mês de Julho para coordenar e potenciar a capacidade educativa de Portugal nesta área.

Os alunos da área da engenharia que vierem a ingressar no ensino superior em Setembro de 2021 irão já frequentar um conjunto de cursos com currículos mais modernos e mais adequados às necessidades da sociedade do futuro, uma sociedade onde as tecnologias deverão colaborar com as outras áreas do conhecimento para endereçar com sucesso os grandes desafios da humanidade.

Nota: esta é a última crónica que escrevo na qualidade de presidente do Instituto Superior Técnico, uma vez que termino o meu mandato no fim de 2019, depois de oito anos à frente da instituição. Desejo à futura direcção do Técnico, na pessoa do próximo presidente, Prof. Rogério Colaço, as maiores felicidades.»

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7.11.19

Web Summit: vendedora de ilusões



«Segundo dados da Informa D&E, noticiados no transacto ano, cerca de uma em cada três startups portuguesas encerra ao fim de um ano. Entre outros factores, é apontada a falta de financiamento como um dos principais constrangimentos para o sucesso destas microempresas. Mas, afinal, o que nos traz a Web Summit? Além de um mediatismo vazio de conteúdo, o que pode realmente oferecer uma conferência que apresenta oradores como Tony Blair ou Ronaldinho? Ou mesmo o negociador da União Europeia para o “Brexit"?

Desde o início deste evento em Portugal questiono qual a sua real utilidade se não lavar a cara suja do capitalismo selvagem e pintá-lo como se de uma geração cool se tratasse. Actualmente, é cool ir à Web Summit, embrenhar-se por aplicações adentro e expurgar todos os males do mundo a partir de um computador. Vendem-se as mais burlescas ilusões de que se não formos nós a criar o nosso emprego ou a desenvolver a nossa microempresa (de preferência tecnológica) estaremos condenados para sempre a viver à luz de relacionamentos laborais arcaicos e caducos que mais não fazem do que contribuir para o desperdício de tempo, enquanto podíamos estar a realizar algo de mesmo importante para o planeta, para o mundo e para a sociedade.

É deste tipo de ilusões que se pretende alimentar a sociedade — aponta-se o caminho do instantâneo, do digital, porque o resto dá muito trabalho e não releva. Não ouvi ninguém na Web Summit a criticar as políticas de baixos salários praticadas pela Google ou pelo Facebook, dirão que é outra forma de trabalho e que, portanto, o conceito de remuneração será diferente. Mentira, onde há trabalho há necessariamente direito a um salário, a condições laborais e a uma relação laboral entre patrão e trabalhador. A Web Summit ajuda a mitificar a ideia de que não existem relações laborais como as que até aqui tinham lugar, até porque devemos ser cada vez mais flexíveis, a saltar de um desafio para o outro. Dizem eles desafio, dizemos nós explorações.

Na Web Summit não se paga a quem ajuda a construir o evento, são voluntários. Mas porquê voluntários? Não terão receita para poder pagar a trabalhadores? Ou estamos perante mais uma forma de exploração, desta feita dupla, pois consegue-se explorar pessoas economicamente, explorando o seu lado mais fantasioso, aquele que as leva a acreditar que estão realmente a contribuir para algo que pode fazer a diferença nas nossas vidas.

As startups portuguesas não têm conseguido vingar porque, mais uma vez, estão a competir com o grande capital, ou seja, se te endividas ou gastas o pouco que tens na criação de uma destas microempresas tecnológicas, és rapidamente arredado por aquelas que realmente contam com financiamento de milhões para levar a cabo o seu objectivo. Com isto, fizeram-te perder um ano ou dois da tua vida, vendendo-te a ideia de uma economia tecnológica florescente que, no fundo, apenas floresce para os mesmos de sempre e, quiçá, roubaram-te uma ou outra ideia que ruma direitinha para o seu sucesso. Não seria inédito.

A Web Summit não é mais que uma espécie de centro de turismo tecnológico. Não deixa de ser turismo porque não produz nada.»

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18.2.19

Provar do veneno no meio da tempestade



«Quando o Presidente chinês foi recebido como um herói pelas autoridades portuguesas, uma das cerimónias mais notadas foi a assinatura de 17 protocolos e acordos entre as duas partes. Havia de tudo: entre os donos e as suas empresas, fica sempre bem, como foi o caso entre a Three Gorges e a EDP ou entre a State Grid e a REN, com a particularidade que não deixa de ser notada de haver mais uma oficialização da relação estabelecida pela privatização e venda ao Estado chinês, a propriedade da energia portuguesa passa a ser uma questão diplomática; entre a CGD e o Banco da China; entre a RTP e uma congénere; com universidades para o ensino do mandarim; de exportação de uva de mesa; e, para mostrar que não se esquece a boa vontade partidária, entre as câmaras de Tinjin e de Setúbal. Mas o acordo mais importante, rubricado sob os sorrisos do nosso primeiro-ministro e do Presidente chinês, foi entre a Altice/MEO e a Huawei, o gigante chinês que está a investir na tecnologia 5G, e que assim cresceria em Portugal na base desta parceria.


Posso, quero e mando

Poucos dias depois desta feliz assinatura, a diretora financeira da empresa chinesa e filha do seu presidente foi detida no Canadá, havendo um procedimento para extradição para os Estados Unidos. A acusação, que talvez seja o que menos importa, é de violação das sanções norte-americanas contra o Irão.

O Governo dos EUA faz assim demonstração de dois poderes. O poder de perseguir criminalmente quem quer que seja e onde quer que seja em função das suas próprias decisões (a União Europeia recusou as sanções contra o Irão, em função de um acordo de que os norte-americanos se retiraram por ordem de Trump) e a vontade de preservar o controlo sobre uma tecnologia de ponta, que será decisiva para os processos de automação no futuro imediato. Alegando riscos de segurança para o seu país, os governos da Austrália, Nova Zelândia, Japão e Reino Unido anularam ou impediram os contratos com a Huawei para o fornecimento de serviços nesta área. A Universidade de Oxford rescindiu acordos com financiamentos para projetos de investigação, patrocinados pela empresa. E outros aliados de Washington seguiram o exemplo. Deste modo, o Governo português (e o francês) ficou numa posição difícil, e aliás declarou que não acompanhava as sanções contra a empresa.

A alegação norte-americana é que, tendo sido criada por um engenheiro que no passado trabalhou para as forças armadas chinesas, a Huawei é suspeita de criar portas por onde possa entrar a espionagem chinesa nos equipamentos que vende. A partir daqui, sem factos, mas com estas suspeitas, não se sabe mais nada.

Uma interpretação para este processo é que as autoridades trumpianas temem que a Huawei, que é a empresa mundial que regista mais pedidos de patentes internacionais e é desde há seis anos o maior fornecedor do mundo em comunicação móvel (200 milhões de smartphones vendidos no ano passado, 110 mil milhões de dólares de vendas de equipamentos), venha a liderar a inovação num sector estratégico e, por isso, pretende barrar-lhe o caminho usando todos os meios ao seu alcance.


Um mundo bipolar

Ora, é evidente que o controlo de tecnologias de comunicação permite um poder especial, como se verificou quando, em benefício de Trump e de outros, a Cambridge Analytica acedeu a quase noventa milhões de perfis do Facebook, que utilizou em campanhas políticas. Assim, o que está em causa não é propriamente a nacionalidade da empresa e o controlo pelo governo do partido, mas antes o facto de esse poder eventualmente se exercer na fronteira tecnológica, com riscos militares e estratégicos a prazo curto. O problema é mesmo ser tecnologia de comunicação, pois é certo que, ainda há pouco, a relação destas empresas com o Partido Comunista Chinês não pareceu impressionar muito os reguladores norte-americanos quando a Three Gorges passou a dominar a EDP, que controla a energia em Portugal e que, aliás, também tem instalações importantes nos Estados Unidos.

Este conflito tem ainda outra implicação mais vasta. Caminhamos para um mundo em que se podem vir a delimitar duas redes distintas de internet, a norte-americana e a chinesa. A Huawei já dirige redes que representam um terço da população mundial, particularmente na Ásia. A ofensiva de Washington pode portanto ser lida como um ataque preventivo. Os canhões do protecionismo disparam agora com proibições e tutela de contratos. Não deixam de ser letais. Mais uma vez, esta dupla escolha seria um desastre para a Europa.»

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4.10.18

Web Summit?



«Daqui por 10 anos, pessoas de todo o mundo continuarão a ter de viajar milhares de quilómetros, deixando a correspondente pegada ecológica, para se encontrarem em Lisboa para discutir e celebrar a tecnologia. Nessa altura, ao que parece, a tecnologia ainda não lhes permitirá reunir à distância.»

Rui Rocha no Facebook
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15.8.18

Uma Le Pen voava, voava



… mas já não voa.

Mr. Paddy Cosgrave tentou chutar a bola do «desconvite» de Marine Le Pen para o governo português, este não aceitou (em termos tristes, no meu entender, mas adiante..), e o homem voltou a tirar a oradora controversa da lista.



Por causa de Portugal, apenas? Isso é que era bom…. Foram muitas as pressões a nível internacional, como esta, por exemplo, de Allyson Kapin, fundador de Women Who Tech (uma organização com mais 10.000 membros) e de Women Startup Challenge, que esteve bem activo no Twitter, antes de Paddy Cosgrave tentar passar a bola para o governo português, para se ver livre dela sem sujar as mãos.


(Ver AQUI toda a conversa no Twitter.)

Siga o baile.
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14.9.17

Futurismo tecnológico




E pensar que tinha 30K bytes o «monstro» com que comecei a trabalhar. E já não havia propriamente dinossauros a passear pelas ruas. 
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14.6.17

O próximo debate sobre políticas tecnológicas



«A disputa crescente sobre a tecnologia é exemplificada em debates sobre a chamada neutralidade líquida e também nas disputas entre a Apple e o FBI sobre desbloquear os iPhone de terroristas. Isto não é surpreendente: à medida que a tecnologia se torna cada vez mais consequente – afectando tudo o que envolve a nossa segurança (armas nucleares e guerra cibernética) e os nossos empregos (perturbações no mercado de trabalho provocadas por software avançado e pela robótica) – o seu impacto tem sido bom, mau e potencialmente feio. (…)

Os pessimistas preocupam-se com a possibilidade de os benefícios da tecnologia para o aumento da produtividade estarem em declínio e com a possibilidade de dificilmente serem recuperáveis. Alegam que tecnologias como a internet e redes sociais não podem melhorar a produtividade na mesma dimensão que a electrificação ou a expansão do automóvel melhoraram.

Por outro lado, os optimistas acreditam que avanços como o big data, a nanotecnologia e a inteligência artificial são os arautos da nova era de melhorias impulsionadas pela tecnologia. (…)

Mas as mudanças tecnológicas provocaram também alterações consideráveis no trabalho, prejudicando muitos ao longo do caminho. No início do século XIX, os receios de tal deslocalização levaram os trabalhadores do têxtil no Yorkshire e Lancashire – os "Luddites" - a destruírem as novas máquinas como os teares automatizados e as máquinas de tecidos.

A deslocalização dos trabalhadores continua hoje, com a robótica a levar à deslocalização de alguns empregos na indústria das economias mais desenvolvidas. Muitos temem que a inteligência artificial traga mais deslocalização, embora a situação possa não vir a ser tão terrível como alguns esperam. Na década de 1960 e no início da década de 1970, muitos acreditavam que os computadores e a automatização levariam a um desemprego estrutural generalizado. Isso nunca aconteceu, porque surgiram novos tipos de empregos para compensar a deslocalização que ocorreu. (…)

Mas as desvantagens da tecnologia são bem mais profundas, com os inimigos das sociedades livres a serem capazes de comunicar, planear e conduzir actos destrutivos de forma mais fácil. O Estado Islâmico e a al-Qaeda recrutam online e dão orientações virtuais sobre como causar estragos. Frequentemente, tais grupos nem sequer têm de comunicar directamente com os indivíduos para "inspirá-los" a perpetrar um ataque terrorista. E, claro, a tecnologia nuclear dá não apenas electricidade livre de emissões, mas também armas destrutivas.

Todas estas ameaças e consequências exigem respostas políticas claras que olhem não apenas para o passado e para o presente mas também para o futuro. Com demasiada frequência, os governos ficam presos em disputas imediatas, como a do FBI e da Apple, e perdem de vista os riscos e os desafios futuros. Isso pode criar espaço para que algo realmente feio aconteça, como, digamos, um ataque cibernético que ponha abaixo uma rede eléctrica. Além das consequências imediatas, tal incidente pode incentivar os cidadãos a exigirem restrições extremamente rigorosas à tecnologia, arriscando a liberdade e a prosperidade na busca pela segurança.

O que é realmente necessário são instituições e políticas novas e melhoradas e cooperação entre a aplicação da lei e as empresas privadas, bem como os governos. Tais esforços não podem ser apenas uma reacção aos desenvolvimentos, mas têm também de os antecipar. Só aí podemos mitigar os riscos futuros, enquanto continuamos a aproveitar o potencial das novas tecnologias para melhorar a vida das pessoas.»