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11.5.20

Transportes eficazes








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5.6.19

EMEL – Uma estreia



Há estacionamento pago à minha porta, há um ano, excepto para moradores. Pela primeira vez, vi hoje vários carros bloqueados por não terem selo (ou selo actualizado) ou papelinho comprovativo de moedas introduzidas na máquina, com dezenas de lugares vagos à volta. Nem sonho quanto lhes vai custar a brincadeira e não seria mais razoável não bloquear, mas sim deixar um aviso com um prazo para pagamento, como acontecia dantes, não só com a polícia mas até já em tempos de EMEL? Não é isto demasiado «violento»?

(Entretanto, e como portugueses unidos jamais serão vencidos, soube que há pequenos estabelecimentos nas redondezas onde os donos são depositários das chaves dos carros de quem trabalha nos prédios vizinhos e que não tem direito a estacionamento. Quando a EMEL se aproxima, vão a correr pôr moedas na máquina e colocar o papelinho nos popós…)
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7.9.18

O triste fim do transporte público



«Se os transportes públicos de massas avançaram a toda a velocidade na Europa na segunda metade do século XIX isso deveu-se à ampliação das cidades.

Estas passaram a atrair quem vinha dos campos à boleia da industrialização. Fora de Portugal os transportes públicos tiveram de ir atrás da dilatação do espaço urbano antigo. Já aqui, sem músculo significativo de crescimento industrial (foi preciso, por exemplo, a implantação da CUF no Barreiro para que as linhas de transporte entre Lisboa e o Sul do país se desenvolvessem), a implantação dos transportes públicos foi desordenada. Em finais do século XIX os seus utilizadores eram uma minoria que tinha dinheiro: não era para as classes populares. Em 1880, por exemplo, a média de viagens por ano era de 18. A que é que isto conduzia? A uma débil rentabilidade. Era no Verão que havia mais procura porque, nesse período, os lisboetas iam "a banhos", para as suas praias preferidas, como a Ajuda ou o Dafundo, ou então iam a Sintra "para refrescar". Só no início do século XX, com a chegada do eléctrico para substituir o "omnibus" e o "americano", o transporte público ganhou outra vitalidade: 115 viagens por ano e por habitante em 1910. Outras zonas da cidade de Lisboa passaram a ser habitáveis para quem tinha de se deslocar para o trabalho, como Campo de Ourique ou as chamadas Avenidas Novas.

A falta de espírito empresarial foi uma constante desde o início. A Carris, por exemplo, em vez de apostar nisso desde o início, preferia valer-se das influências políticas para garantir os seus lucros. Isto logo a partir de 1892. Os investimentos eram escassos: os portugueses com dinheiro preferiam investir nas bolsas de Londres e Paris e os estrangeiros, para investir aqui, impunham condições leoninas. Muita da essência da crise dos transportes públicos nasceu aqui. E, ao longo dos anos, estes sempre balançaram entre interesses políticos e investimentos pouco consistentes. A partir de certa altura a estratégia estatal foi privilegiar o transporte rodoviário face ao ferroviário ou mesmo ao público. A criação desse monstro que é a Infraestruturas de Portugal foi a cereja no topo do bolo desta estratégia que nos conduziu à degradação total da ferrovia no país. Nos últimos anos, com os cortes orçamentais, essa inacção foi ainda mais calamitosa, mas ninguém pode esquecer outros aspectos como o abandono das estações ferroviárias (há casos de polícia). Agora que a rede entrou na fase final de colapso está tudo nervoso. Há alguns milhões para comprar comboios novos que, imagine-se, estarão ao serviço lá para 2022 ou 2023. Até lá viveremos da boa vontade da Renfe espanhola, que pode ir alugando uns comboios para que os portugueses não se desloquem apenas de camioneta (alugadas a empresas privadas). Ou seja, a incompetência e a estratégia deliberada para asfixiar a rodovia tiveram sucesso. Agora é preciso começar quase tudo desde o início. Mas para isso era necessário um ministro a sério e uma administração da CP com voz forte. Lamentavelmente tudo se transformou num jogo partidário. Para ver quem coloca os seus na próxima administração da CP, da IP, da Carris, da Transtejo e tantas outras.»

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28.9.17

Extras, extras

Querida Ryanair



«Sempre que se deparava com alguma dificuldade na sua tentativa para apanhar o pombo que transportava mensagens secretas para os aliados, Dick gritava para o seu cão: "Mutley, faça alguma coisa!" Este era o mundo dos desenhos animados televisivos "Os Gloriosos Malucos das Máquinas Voadoras". E onde, por fim, Mutley, perante os disparates, surgia com o seu riso trocista que ficou para a história. A Ryanair não é a versão do século XXI da Esquadrilha Abutre de Dick, nem Michael O'Leary, um sucessor de Mutley. Esta transportadora aérea que agora se vê no meio de uma imensa trapalhada foi uma das que democratizaram o transporte aéreo. Fez dos aviões verdadeiras carroças voadoras, devido ao preço praticado. Tornou-se barato viajar e isso teve implicações notáveis na indústria turística. E alterou a aviação comercial de forma brutal: quem imaginaria que transportadoras de bandeira dessem hoje uma sandes e um sumo aos passageiros ou não fornecessem refeições, para competirem neste mercado de preço baixo? Tornando-se, elas próprias, transportadoras "low-cost".

A forma, quase de "fait-divers", como em Portugal tem sido encarado o problema operacional da Ryanair não deixa de causar perplexidade. Muito do crescimento turístico de Lisboa e Porto veio à boleia de viagens de avião baratas (e talvez por isso se deram benesses, e se prometiam outras, às operadoras "low-cost" nos actuais e futuros aeroportos internacionais portugueses). O súbito cancelamento de dezenas de voos da Ryanair mostra a fragilidade do turismo português perante estas operadoras. O modelo da Ryanair é o espelho do capitalismo de plataforma que se instalou: com trabalhadores "low-cost", os consumidores também se tornaram "low-cost", todos eles produtores de dados para as plataformas multinacionais. A lógica de empresas como a Ryanair é reduzir o trabalho da empresa e aumentar a acção dos seus clientes (acabando por lhes cobrar tudo o que não é essencial). Só que acabaram por criar uma ficção. Que, se desaparecer, pode criar um pesadelo.»

27.9.17

Ryanair. Do inconcebível!




N.B. – Uma amiga minha, que tinha um filho que trabalhava nesta companhia de onde saiu agora, fez-me chegar este artigo, garantindo que o seu conteúdo é 100% verdadeiro. Assustador, mas não novidade: outros familiares de portugueses que trabalham na Ryanair já tinham denunciado muitas destas realidades no Facebook.

6.6.17

Transportes «fora da caixa» (16)



Passear pelos meandros do Rio Yangtzé, a caminho da barragem Three Gorges. China (2004).

(Bem antes de a China Three Gorges ser dona da EDP e de sonharmos que o dr. Mexia viria a ser arguido do que quer que fosse…) 
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5.6.17

Transportes «fora da caixa» (15)



«O» táxi de Aracataca / «Maconde». Colômbia (2012).

Em honra do 50º aniversário de «Cem anos de solidão», hoje a imagem tinha de vir de Aracataca / Maconde…
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4.6.17

Transportes «fora da caixa» (14)



Nada mais adequado do que estes românticos barcos para um passeio no Rio Perfumado. Hue, Vietname (2009).
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1.6.17

Transportes «fora da caixa» (11)



Antes da boda, um passeio à praia num país que gosta dos seus elefantes. Beruwela, Sri Lanka (2011).
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31.5.17

Transportes «fora da caixa» (10)



A lindíssima estação de metro Komsomolskaya. Moscovo, Rússia (2012).

O metro de Moscovo – «O Palácio do Povo» – é considerado o mais luxuoso do mundo, foi inaugurado em 15 de Maio de 1935 e merece que se dedique tempo para ver algumas das mais de 200 estações, que tem actualmente. Mais algumas fotografias e texto aqui
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30.5.17

Transportes «fora da caixa» (9)



Passeio de barco com lobo marinho a bordo. Cabo Cross, Costa dos Esqueletos, Namíbia (2007)

São tantos, tantos, que sobem para os barcos! O Cabo Cross é uma área protegida onde existe uma das maiores colónias de lobos-marinhos-do-cabo no mundo e é uma das 15 colónias existentes na Namíbia (que conta com mais de 6,5 milhões de exemplares). 
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28.5.17

Transportes «fora da caixa» (7)



Não se vê, mas vão por aqui milhares de motoretas! É assim o trânsito em Hanói. Vietname (2009). 
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27.5.17

Transportes «fora da caixa» (6)



À espera que eu montasse (e montei) para me levar ao Ninho do Tigre. Paro, Butão (2010).
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26.5.17

Transportes «fora da caixa» (5)



O que esta carruagem blindada tem de especial é ter sido usada por Estaline a partir de 1941. Foi nela, por exemplo, que se deslocou à Conferência de Yalta, em 1945. Encontra-se no mesmo recinto em que se situa a casa em que ele nasceu e o Museu Estaline, em Gori. Geórgia (2012).
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