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23.12.10

Carta aberta a Obama


Dos Repórteres Sem Fronteiras.

Open letter to President Obama and General Attorney Holder regarding possible criminal prosecution against Julian Assange

Published on 17 December 2010

President Barack H. Obama
The White House
1600 Pennsylvania Avenue, NW
Washington, DC 20500

Attorney General Eric Holder
U.S. Department of Justice
950 Pennsylvania Avenue, NW
Washington, DC 20530

Paris, December 17, 2010

Dear President Obama and Attorney General Holder,

Reporters Without Borders, an international press freedom organization, would like to share with you its concern about reports that the Department of Justice is preparing a possible criminal prosecution against Julian Assange and other people who work at WikiLeaks.

We regard the publication of classified information by WikiLeaks and five associated newspapers as a journalistic activity protected by the First Amendment. Prosecuting WikiLeaks’ founders and other people linked to the website would seriously damage media freedom in the United States and impede the work of journalists who cover sensitive subjects.

It would also weaken the US and the international community efforts at protecting human rights, providing governments with poor press freedom records a ready-made excuse to justify censorship and retributive judicial campaigns against civil society and the media.

We believe the United States credibility as a leading proponent of freedom of expression is at stake, and that any arbitrary prosecution of WikiLeaks for receiving and publishing sensitive documents would inevitably create a dangerous precedent.

Members of the faculty at the Columbia University Graduate School of Journalism wrote to you recently warning that “government overreaction to publication of leaked material in the press has always been more damaging to American democracy than the leaks themselves.” We fully agree with this analysis.

The ability to publish confidential documents is a necessary safeguard against government over-classification. We urge you to use this debate to review the government’s policy of classifying documents in order to increase transparency in accordance with the promises made by the administration when it first assumed office.

We thank you both in advance for the attention you give to our observations.
Sincerely,

Jean-François Julliard Secretary-General
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17.12.10

Da transparência


Don Tapscott, especialista em economia digital, provavelmente e de novo, alguém que pouco diz à maioria dos portugueses, em entrevista publicada em El País:

«Ahora mismo Wikileaks está dando información de países. Lo siguiente son los bancos y las grandes corporaciones. Entonces sí que vamos a hablar, mucho más, de transparencia. Va a cambiar por completo la relación entre las empresas y sus clientes. Van a ser más responsables con la sociedad. Gobiernos y empresas tienen derecho al secreto, por supuesto, no se trata de contar todo pero sí de hacerlo mejor, de ser responsables con la sociedad. Los que ponen en el punto de mira a algunos cables concreto o Assange se confunden. Tiene que servir para reflexionar y que cada institución reflexione sobre su integridad. Como dije, el la luz aclara todo. Habrá regulación ciudadana. La sociedad controlará la calidad de los servicios. Imagina una sociedad formada y con acceso a la información. Eso sí será un mundo mejor.»
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16.12.10

WikiLeaks, a árvore e a floresta


Não sei se há um antes e um depois de WikiLeaks, mas estamos certamente perante um fenómeno de uma grande complexidade, com impacto ainda longe de poder ser avaliado. São muitas as facetas de tudo o que está em jogo e é neste momento absolutamente evidente que cada um sublinha mais os aspectos negativos, ou os positivos, segundo a posição do seu periscópio pessoal.

Uma das questões mais frequentemente levantadas é a fiabilidade dos conteúdos que vão sendo divulgados pelos diferentes jornais a que a WikiLeaks fornece documentos. Mais exactamente, a possibilidade de os autores dos mesmos terem inventado o que escreveram, por pura desonestidade ou por um qualquer motivo pessoal escondido, terem aviado uns mails sob o efeito de um copito a mais ao jantar ou – e este é o motivo mais frequentemente referido – fantasiarem por quererem mostrar serviço.

Haverá de tudo, sem qualquer espécie de dúvida. Mas, se for verdade que estão em causa 250.000 documentos que não foram fabricados pelo WikiLeaks, e se admitirmos que os diplomatas autores dos mesmos não são, de um modo geral, elementos de bandos irresponsáveis mais ou menos criminosos (antes pelo contrário…), há que admitir, como hipótese de trabalho, que vêm aí muitos gigabytes de informação consistente e verdadeira.

É sabido que, em todos os arquivos de actividades que impliquem qualquer forma de espionagem ou de bufaria, há quem invente factos para mostrar serviço.

Só para citar um exemplo caseiro, os arquivos da PIDE, da Torre do Tombo, demonstram-no bem. É sempre útil falar de situações concretas e exemplifico com um caso pessoal. Numa das pastas que me diz respeito, figuro na lista das pessoas que organizaram e estiveram presentes na vigília da Capela do Rato, no dia 31 de Dezembro de 1972, a qual deu origem a várias prisões e à criação de um Processo autónomo onde o meu nome também figura. Acontece que não pus lá os pés, nem estava em Portugal nesse dia. Já me vi referida em textos que elencam os participantes e, há dois ou três meses, tive de aturar um historiador zeloso que, durante mais de uma hora, insistiu em me extorquir pormenores que eu saberia certamente, é verdade, se tivesse feito parte da organização do evento, e que seriam preciosos para determinados objectivos que o obcecam. Julgo que desligou o telefone convencido de que eu estava a mentir-lhe e que tinha mesmo participado na vigília do Rato…

E daí? Porque alguns agentes e informadores da PIDE inventavam quando não sabiam ou não viam, desvaloriza-se os arquivos da Torre do Tombo como um todo? Desconfia-se que a maioria dos documentos é falsa ou, pelo contrário, que a falsidade é excepção? Os historiadores desistem de os explorar à primeira incoerência que encontram? Claro que não!

É sempre a mesma história da árvore e da floresta…
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Querido PS



Um rotweiller ataca quando o dono ordena, Ana Gomes morde, se for preciso, quando a consciência lho exige.

Quem o diz, a propósito disto? E eu concordo.
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13.12.10

Mas a culpa não foi sempre dos computadores?


Dezembro parece ser um mês especialmente pesado para a responsabilidade cívica dessas entidades quase tão humanóides como os mercados.

Já nem nos recordamos talvez mas, há exactamente onze anos, reinava por esta altura o pânico pela iminência de uma espécie de apocalipse se os computadores se revelassem incapazes de reconhecer a mudança de século, com o consequente colapso de aeroportos, bancos, centrais nucleares e quase tudo no mundo. O «bug do milénio», se bem se lembram.

No fim da primeira década deste século XXI, um verdadeiro terramoto, com vários tsunamis ainda em actividade e outros em grande fila de espera, foi ele também provocado pelas potencialidades desses malvados seres, bem mais perigosos do que a máquina a vapor e seus sucedâneos, sem que seja de todo previsível que Obama acorde no dia 1 de Janeiro de 2011 com a certeza de que tudo não passou de um sonho mau e que Wikileaks não é mais, afinal, do que uma nova marca de pastilhas elásticas.

Curiosamente, as primeiras vagas que nos atingiram agora vieram através de um outro «millennium», também já cheio, muito cheio de bugs. Isto deve andar tudo ligado, não?!
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Dar abrigo a WikiLeaks


O Libération explica porque o faz - e muito bem, na minha opinião:

«Libération, anarchiste du Net ? En abritant le site Wikileaks, pourchassé à l’échelle mondiale, sacrifions-nous à l’idéologie de la transparence absolue, dans laquelle Michel Foucault voyait une forme insidieuse de totalitarisme ? En aucune manière. Les Etats démocratiques ont le droit de garder des secrets et d’agir, dans les formes légales, à l’abri de règles reconnues de confidentialité. Mais les organes d’information, sur le Net ou ailleurs, ne sont pas et ne doivent pas être des prolongements des Etats. Ils sont des contre-pouvoirs. Ils ont pour fonction d’informer le citoyen et s’efforcent, pour ce faire, de comprendre ce qui se passe dans les coulisses des organisations, publiques ou privées. Sous une forme radicale, c’est ce que fait WikiLeaks, qui a pris soin, il faut le souligner, de s’arrimer à des titres respectés de la presse mondiale pour rendre publiques les informations qu’il s’est procurées. Les attaques menées contre ces imprécateurs utiles n’ont à ce jour aucune base légale.

Et pour cause : en démocratie, le droit à l’information l’emporte sur la logique des pouvoirs ; s’en prendre illégalement à WikiLeaks, c’est, toutes proportions gardées, mettre en place une sorte de Guantánamo virtuel. Une menace que tous les journaux libres doivent dénoncer.»
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É isso mesmo


… sem tirar nem pôr, Miguel Cardina.

Notícias do interior do mundo

Dizem-nos que não devemos querer saber disto. Que isto perturba a ordem das coisas. Que nos devemos apenas preocupar com o caroço, a fuligem dos dias, a democracia da urna a horas certas. Que podemos dormir descansados enquanto eles tratam das questões verdadeiramente importantes. Que sair da caverna é uma impertinência e uma insensatez. Que não devemos dar crédito a isto, porque neste caso dar crédito é pactuar com o roubo. E o roubo, já dizia um velho francês de barbas, é a designação que alguns atribuem à propriedade. Ler as palavras do poder é ser um comunista primitivo ou um anarquista australiano.
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10.12.10

Concentração em Apoio à WikiLeaks


No próximo sábado, e em consonância com todo um movimento internacional de mobilização, convidamos todos os cidadãos que pensam que a liberdade de expressão e o livre acesso à informação são direitos inalienáveis, a concentrarem-se a partir das 15h no Largo do Chiado, em Lisboa.

Apelamos ao fim do bloqueio da Wikileaks que tem vindo a suceder por parte de várias empresas; apelamos ainda à não extradição de Julian Assange pelos riscos de vir a ser desrespeitado o seu direito a um julgamento justo devido a pressões internacionais.

Mas a WikiLeaks é mais do que uma pessoa, a WikiLeaks somos todos nós. Todos aqueles que acreditam na liberdade de expressão e na transparência da informação.

Todos somos a WikiLeaks.

Movimento de Apoio à Wikileaks

(Daqui)
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8.12.10

Uma imagem que dispensa 1.000 palavras


(Via Passa Palavra)

Entretanto, e para além da avalanche de textos e notícias internacionais, três recomendações de leituras «caseiras»:

* Rui Tavares, O nosso teste
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7.12.10

Bloco aloja cópia de Wikileaks


«O Esquerda.net decidiu responder positivamente ao apelo da Wikileaks e pôs à disposição da organização dirigida por Julian Assange um servidor para alojar um espelho (mirror) do site. Este espelho será uma cópia do site Wikileaks, e será administrado pela sua equipa, não tendo a redacção do Esquerda.net qualquer interferência ou acesso ao seu conteúdo.»

(Ler texto na íntegra)
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