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30.4.20

O lado rosa da crise



Com os habitantes de Bombaim recolhidos em casa, os flamingos preencheram os espaços. Quase inimaginável.
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3.4.20

Índia, a tal tragédia inevitável




«Num artigo de opinião no The New York Times, o economista e epidemiologista Ramanan Laxminarayan, vice-presidente para a Investigação e Políticas da Fundação de Saúde Pública da Índia, admitia, citando “estimativas iniciais”, que entre 300 a 500 milhões de indianos pudessem vir a ficar infectados até ao final de Julho.

Mesmo considerando que “a maioria dos casos não teria sintomas ou teria apenas infecções ligeiras”, os números apontavam para que entre 30 a 50 milhões pudessem ter sintomas mais graves. (…)

Numa entrevista ao Nouvel Obs, a escritora indiana Arundhati Roy reforça a ideia: “Não temos um sistema de saúde como deve ser para os pobres, nem sequer para a classe média. Imaginem o que é falar de distanciamento social, de gel hidro-alcoólico, de confinamento e mesmo de lavagem de mãos a pessoas que vivem em bairros de lata, nas ruas, em campos de refugiados, pessoas cujas casas foram queimadas na onda de violência anti-muçulmana poucos dias antes do início da epidemia… não tem qualquer sentido.”

Um exemplo da abissal diferença de universos é, segundo a escritora, o facto de o primeiro-ministro Modi ter apelado a que as pessoas fossem às varandas bater as palmas contra o coronavírus. Mas “quantas pessoas têm varandas na Índia”? É por isso que, alerta Arundhati Roy, “se o coronavírus atacar a Índia como atacou a Europa, será um cataclismo”.»
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31.3.20

A Índia à beira de uma tragédia mais do que previsível




«A paragem de muitas das atividades produtivas deixou milhões de trabalhadores sem salários e sem condições de subsistência. Muitos estão a regressar a pé às zonas rurais de que são originários. A polícia tenta reprimir quem o faz. (…)

Sem redes públicas de apoio e sem proteção contratual, largos milhões de trabalhadores dos setores informais da economia, para além dos migrantes, sazonais e à jorna, que trabalham nas fábricas, perderam desta forma a possibilidade de pagar o alojamento e o ganha-pão. Em grandes quantidades começaram a tentar regressar às zonas rurais de onde são originários. Muitos pé, porque a maior parte de comboios e autocarros estão suspensos e porque as deslocações por transportes públicos implicariam custos que agora se tornam incomportáveis.»
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25.3.20

O drama na Índia




Há muitos dias que penso que a Índia será, muito provavelmente, o país onde a tragédia poderá vir a atingir valores inimagináveis, pela população que tem, pelas condições em que vive uma percentagem elevadíssima das pessoas, até por razões culturais e religiosas.

«Mais de um milhão de indianos podem ser infectados com o novo coronavírus até meados de Maio. (…)

O pânico está a crescer com a possibilidade bem real de que atinja comunidades pobres, e com as muitas dúvidas de que o sistema de saúde público, parco em recursos, seja capaz de lidar com esta crise.»
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18.12.19

Há 58 anos – O primeiro golpe no império



Foi na manhã de 17.12.1961 que tiveram início as operações militares que levaram à ocupação da cidade de Pangim, capital de Goa, na noite do dia seguinte. O «império português» levou então uma grande machadada com a anexação de parte do seu território pela União Indiana.

Ler AQUI.
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11.11.19

Airbnb de marajás



Quando vi aquela «casinha» amarela em Jaipur (a fotografia é minha), que dá pelo nome de Palácio da Cidade, podia lá imaginar que ela viria a estar no Airbnb! Mas a realidade ultrapassa a ficção, sim.

Padmanabh Singh tem 21 anos, é herdeiro de uma fortuna imensa e é o Marajá de Jaipur, no Rajastão. É o primeiro anfitrião real no Airbnb. A partir do dia 23 é possível dormir no Palácio da Cidade.

Ler aqui.
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9.4.19

Eleições na Índia – para além do imaginável



Um milhão de assembleias eleitorais, eleições em sete fases, entre 11 de Abril e 19 de Maio, mais de 2.000 partidos, taxa de analfabetismo de 64,8%.

(Expresso diário, 09.04.2019)
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19.2.19

Índia, religião e vacas



O tipo de fundamentalismo religioso que existe na Índia sempre me horrorizou e me impediu de me sentir bem naquele país. Então esta história das vacas tira-me do sério!

Mas vacas nem são o pior. Varanasi, que é para muitos «o máximo» em termos de espiritualidade, ficou para mim como símbolo do horror. Numa cidade enorme e miserável, ao nascer do dia vêem-se velhos ex-leprosos estropiados a pedirem esmola, banhos de multidões na tal água indescritível, crematórios em pleno funcionamento (poupo a descrição dos cheiros…), eventualmente corpos de crianças mortas a boiarem – as crianças não são queimadas, mas sim atiradas ao rio sem que, por vezes, a pedra ao pescoço, que é suposto afundá-las, tenha sido devidamente colocada. Eu vi uma que deveria ter seis meses. Esta:



(Sobre a história das vacas, notícia aqui.)
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1.12.18

Depois da China, a Índia



«Para lá da dimensão, e apesar das diferenças de cultura e de tradição política, a Índia e a China têm algo em comum: a ambição de serem, dentro de 20 anos, as potências mais influentes do planeta. Xi Jinping formulou a nova “grande estratégia” da China no último congresso do Partido Comunista (PCC). Mas também a Índia sonha em fazer deste século o “Século Indiano”, ultrapassando as economias dos Estados Unidos e da China — e exercendo uma influência universal. A Índia tem aspirações paralelas às da China, dos EUA e da Europa em criar uma ordem mundial que reflicta os valores da sua civilização. Depois da era dos impérios, seria a sua vez. (…)

Sinais inquietantes são a pressão que o Governo e o BJP exercem sobre a liberdade de imprensa e a independência dos tribunais, primeiros sinais de uma deriva autoritária. Será exagerado comparar Modi a Erdogan. Mas a cópia duma máxima do antigo nacionalismo europeu — “Um país, uma cultura, um povo” — significaria o fim da “Índia que nós conhecemos”.

Modi tem um grande trunfo: o crescimento económico. A oposição tenta ser agressiva mas está, de facto, na defensiva. As eleições de 2019 serão determinantes para o projecto de Modi, o de um Estado etno-religioso. O segundo mandato poderá acentuar a vocação autocrática.

Assim vai a “maior democracia do mundo”.»

Jorge Almeida Fernandes
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1.5.18

Entretanto, China e Índia



… enquanto nós nos entretemos com minudências de défices.


«A nação chinesa experienciou uma ascensão repentina, o enriquecimento e o fortalecimento nacional, estando agora na busca da materialização do “sonho chinês” de rejuvenescimento nacional. O povo indiano tem também o seu próprio “sonho indiano”. As ambições dos dois países devem alinhar-se ao invés de confrontar-se. O dragão e o elefante podem dançar em sintonia. O mais importante é a garantia do entendimento mútuo e da confiança recíproca.»
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30.1.18

Gandhi foi assassinado há 70 anos



Mahatma Gandhi foi assassinado em 30 de Janeiro de 1948, com 78 anos, depois de ter sido o artífice lendário e decisivo dos direitos cívicos, que levaram á independência da Índia. Mas nem tudo foi fácil depois e vale a pena ouvir uma curta descrição em «Os Dias da História» de hoje.

Raj Ghat, memorial e local onde se encontram as cinzas de Ganghi, em Nova Deli, por onde já passei duas vezes. Continua a ser a grande, a enorme referência do país:



A morte e a multidão de dois milhões de pessoas, que terão acompanhado o funeral:




Londres, em 20.10.1932, um discurso que ficou célebre:


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11.8.17

Outros mundos



Não sei se há taxas e taxinhas, mas a água chega às casas dos habitantes. Algures nos Himalaias indianos, perto da fronteira do Butão. 
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13.7.17

Casas «deles» (5)



Madre Teresa de Calcutá. Mother House, onde viveu e se encontra o seu túmulo. Local de «peregrinação», mesmo para ateus… Calcutá, Índia (2010).