Mostrar mensagens com a etiqueta BRIC. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta BRIC. Mostrar todas as mensagens

27.12.11

And the winners will be…


Quem tenha lido apenas o título de uma notícia divulgada hoje pelo Público poderá não ter realizado o alcance das previsões para as maiores economias a nível mundial, feitas pelo CEBR (Centre for Economics and Business Research): BRIC ultrapassam potências da UE até ao fim da década.

Vale a pena ler a notícia na íntegra e, talvez sobretudo, olhar para um quadro que não está disponível online e onde são bem visíveis as mudanças de posições no «pódio», com especial destaque para as subidas da Rússia e da Índia e descidas da Alemanha e do Reino Unido, da França e da Itália.


2011
2020
1
EUA
EUA
2
China
China
3
Japão
Japão
4
Alemanha
Rússia
5
França
Índia
6
Brasil
Brasil
7
R Unido
Almanha
8
Itália
R. Unido
9
Rússia
França
10
Índia
Itália


«A Europa deverá passar por uma "década perdida", de baixo crescimento, e outros países irão ocupar o seu lugar entre as principais economias mundiais. Em 2020, os EUA, a China e o Japão vão manter-se à frente do ranking, mas os lugares seguintes passarão a ser ocupados por países emergentes.»

Em vez de ignorar a realidade, mais vale assumi-la e interiorizá-la.
.

4.9.11

O mundo mudou


… e não está péssimo para todos. Chegou a vez de outros, por mais que isso custe ao (ex-) Primeiro Mundo.

«O Congresso [dos Estados Unidos] propôs diminuir em 1/5 a ajuda económica americana. A ajuda do Brasil para a fome na Somália é superior à da Alemanha, da França e da Itália juntas» (The Economist, 13 de Agosto de 2011, pág. 9).

Do Passa Palavra
.

31.3.10

Mais BRIC, menos BRIC


Bem adaptado, o Palácio dos Ventos de Jaipur faria as delícias de um qualquer engenheiro Belmiro. Sempre seria mais bonito do que o Saket Mall, um dos 600 centros comerciais que abriram na Índia, durante os últimos dez anos.

O que é isso para 1.170 milhões de habitantes, mais coisa menos coisa (se não me enganei nos zeros e na terminologia)? Pouco, é verdade. Mas há quem procure defender o pequeno comércio e também demonstrar que o estímulo ao consumo, que as grandes superfícies promovem, é contrário à cultura indiana de «poupe agora para gastar depois».

Nada a fazer, julgo eu. Exportámos missionários e trouxemos pimenta, hoje levamos Prada e importamos software.

Mas a Índia é diferente dos outros BRIC e em especial da China: enquanto esta produz em massa produtos baratos, o que cria muitos empregos, na Índia estamos perante um classe média muito reduzida, proveniente sobretudo de sectores de ponta, como o financeiro e o de produção de software. Acima e abaixo, gente milionária e uma miséria que parece endémica.

Um retrato instantâneo de Delhi: «À noite, brilham mil luzes do luxuoso Saket. Os clientes satisfeitos, com os seus sacos de compras, esperam que o motorista lhes traga o carro. (…) Mesmo ao lado, escondida pelos painéis publicitários, uma série de barracas feitas com restos de chapa: é lá que vivem os operários que trabalham no centro comercial.»

Um pouco mais longe, mas não muito, centenas ou milhares de pessoas dormem dentro de sacos de plástico pretos, iguais aos que compramos para pôr o nosso lixo. Voltarei a vê-los nas ruas de Delhi quando lá chegar, dentro de três semanas. É horrível – garanto a quem nunca assistiu ao espectáculo.

(Fonte)

18.6.09

Uma fotografia para guardar













Tudo se passa como se o mundo fosse incapaz de prestar atenção a mais de um acontecimento e como se, nos últimos dias, só o Irão existisse. Sem nada retirar ao dramatismo dos factos, talvez não tivesse sido mau que os órgãos de comunicação social deste Ocidente semi-distraído tivessem prestado mais atenção aos quatro países BRIC que esta semana se reuniram algures na Rússia.

Responsáveis por 65% do crescimento mundial, profundamente diferentes uns dos outros, tanto nas características dos seus sistemas políticos com no ritmo do próprio crescimento, Brasil, Rússia, Índia e China «põem em causa a hegemonia ocidental, e sobretudo americana, na marcha do mundo. Sem no entanto alinharem no sonho dos altermundialistas: reclamam cogestão da mundialização, não a sua substituição. (…) Os ocidentais podem estar a ignorar, à sua custa, as dinâmicas que animam este conjunto, apesar das suas fortes contradições. É o reflexo de um mundo em que já não controlam tudo».

(Fonte, entre outras)

Reflexões talvez úteis, no dia em que os europeus se preparam para confirmar a renomeação de Durão Barroso, fingindo acreditar que ele tem o mínimo de carisma necessário para o que aí está e para tudo o que inevitavelmente se vai seguir.

16.6.09

Agora os BRIC










Quando se reúnem os quarto países (Brasil, Rússia, Índia e China) responsáveis por 65% do crescimento mundial, vale a pena ler este artigo de Lula da Silva: Los países BRIC llegan a la mayoría de edad.