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15.5.17

Gentes deste mundo (11)



A caminho de Machu Picchu (Peru), 2004.
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16.9.15

Uma lição para uma Europa esfrangalhada – e uma grande vitória




«El Perú sabe que es necesario que Bolivia recupere su salida soberana al mar... Bolivia es un país que necesita el respaldo de sus hermanos para hacer un frente común en defensa de un derecho irrenunciable.»
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24.7.13

E por falar em 24 de Julho



Qualquer pretexto é bom para se falar de Machu Picchu e foi num 24 de Julho (de 1911) que o explorador americano Hiram Bingham encontrou duas famílias que o levaram às ruínas da «velha montanha». Até lá, esta «cidade perdida dos Incas», que é o símbolo mais típico do seu império (e hoje também do Peru), construída no século XV a 2.400 metros de altitude, extraordinariamente bem conservada e com uma localização absolutamente excepcional, mantinha-se desconhecida. Tem duas áreas distintas, uma dedicada à agricultura, numa série impressionante de socalcos, e uma outra urbana com templos, casas e sepulturas, dispostos ao longo de ruas e de (terríveis!) escadarias.

Património da Humanidade desde 1983, Machu Picchu é destino inesquecível para quem já lá foi e fortíssima recomendação de viagem para quem puder fazê-la.

Tradicionalmente, parte-se de Cusco (uma cidade absolutamente mágica), segue-se pelo Vale Sagrado, com paragem obrigatória no mercado de Pisac, passa-se pelo Vale de Ollantaytambo e apanha-se o mítico comboio que chega às imediações das ruínas. Então… é ficar primeiro de boca aberta e depois descer, trepar, ouvir explicações, imaginar a vida por aquelas paragens, quando a França e a Inglaterra ainda se batiam na Guerra dos Cem Anos e o nosso Vasco da Gama lutava com o cabo das Tormentas. Um pouco impróprio para cardíacos pela altitude e pelo esforço para calcorrear pedregulhos, mas vale bem o sacrifício. Ou não fossem as viagens uma das melhores coisas que levaremos desta vida.






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5.5.13

Celebração da fantasia



Foi na entrada da aldeia de Ollantaytambo, perto de Cuzco. Eu tinha-me livrado de um grupo de turistas e estava sozinho, olhando de longe as ruínas de pedra, quando um menino do lugar, esquelético, esfarrapado, se aproximou para me pedir que lhe desse como presente uma caneta. Eu não podia dar a caneta que tinha, porque estava a usá-la para fazer sei lá que anotações, mas ofereci-me para desenhar um porquinho na sua mão. Subitamente, correu a notícia. E de repente vi-me cercado por um enxame de meninos que exigiam, aos berros, que eu desenhasse nas suas mãozinhas, rachadas de sujidade e de frio, pele de couro queimado: havia os que queriam um condor e uma serpente, outros preferiam periquitos ou corujas, e não faltava quem pedisse um fantasma ou um dragão.

E então, no meio daquele alvoroço, um desamparadozinho que não chegava a mais de um metro do chão, mostrou-me um relógio desenhado com tinta negra no seu pulso:

Quem me mandou o relógio foi um tio meu, que mora em Lima —disse ele.
E funciona bem? —perguntei.
Atrasa um pouco —reconheceu.

Eduardo Galeano, O livro dos abraços


E para ajudar a imaginar a cena, duas imagens de Ollantaytambo. (E o que eu não daria para lá estar de novo neste preciso momento!...)

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24.7.11

Uma maravilha, sem dúvida


Comemora-se hoje o centenário da descoberta de Machu Picchu. Foi em 24 de Julho de 1911 que o investigador americano Hiram Bingham encontrou duas famílias que o ajudaram a chegar às ruínas da «velha montanha». Até lá, esta «cidade perdida dos Incas» e o símbolo mais típico do seu império (e hoje também do Peru), construída no século XV a 2.400 metros de altitude, extraordinariamente bem conservada e com uma localização linda de morrer, mantinha-se desconhecida.

Declarado Património da Humanidade pela UNESCO, em 1983, e desde há quatro anos votado como uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo, é destino inesquecível para quem já lá foi e de fortíssima recomendação para quem gosta de andar por esse mundo para melhor o conhecer e para tentar compreender o passado.

Normalmente, mas nem sempre, parte-se para Machu Picchu de Cusco (uma cidade absolutamente mágica), segue-se pelo Vale Sagrado, com paragem obrigatória no mercado de Pisac, passa-se pelo Vale de Ollantaytambo e apanha-se o mítico comboio que chega às imediações das ruínas. Depois… é ficar primeiro de boca aberta e depois descer, trepar, ouvir explicações, imaginar a vida por aquelas paragens, quando a França e a Inglaterra ainda se batiam na Guerra dos Cem Anos e o nosso Vasco da Gama lutava com o cabo das Tormentas.

Cinco estrelas, sem qualquer espécie de dúvida – não me canso de o dizer desde que lá estive há sete anos, mais mês menos semana.


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