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19.7.19

Não sei se ria, ou... sei lá!




«Os bebés-robô são uma banalidade nas escolas públicas norte-americanas. Dois terços dos agrupamentos escolares têm simuladores de recém-nascidos que os estudantes do 10º ano levem para casa uma vez por ano. Não é uma brincadeira, é uma política pública para tentar reduzir as gravidezes na adolescência e já é um ritual de entrada na puberdade.

O robô parece um Nenuco e “age” como se fosse humano. Chora, grita, faz chichi, tem fome, cólicas e todas as coisas que nos mantêm acordados durante a noite quando os nossos filhos nascem. Como são robôs, as acções dos adolescentes ficam registadas. Deram o biberão de três em três horas? Lembraram-se do arroto? Deixaram-no a chorar sozinho? Mudaram a fralda? Abanaram-no com brusquidão para o calar? Seguraram-lhe a cabeça com cuidado?»
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18.1.19

Robôs e outras coisas que vale a pena discutir



«Absorvido pelas agendas particulares que determinam a discussão pública, o país passa muitas vezes ao lado dos verdadeiros desafios do futuro próximo. Como o que um estudo da CIP põe em questão, ao alertar para a destruição de 1,1 milhões de postos de trabalho no curto prazo de uma década por força das mudanças em curso com a digitalização e robotização da economia.

Não é ficção científica, e mesmo que os mais cépticos tendam a encontrar alguma dose de exagero, os desafios com que a actual geração que trabalha ou a que se prepara para entrar no mercado laboral se confronta ameaça mudar radicalmente o mundo que conhecemos. Discutir as consequências dessa mudança nos empregos, na política, na geografia das cidades ou nas rotinas do quotidiano é uma obrigação.

PUB O impacte da robotização vai causar mudanças em todos os países desenvolvidos e se as perspectivas do estudo dirigido pela consultora McKinsey apontam para a destruição de mais de 20% dos postos de trabalho existentes, é porque Portugal continua sustentado num modelo de desenvolvimento que tolera vastas zonas de arcaísmo em que predominam os salários baixos. Muitos dos seus trabalhadores (uns 700 mil) poderão dispor de alternativas. Outros talvez não – porque o que se augura só em parte poderá ser uma destruição criativa. Muitas empresas e ofícios deixarão de fazer sentido.

É verdade que Portugal está mais bem preparado do que nunca para a quarta revolução industrial, como avisou o primeiro-ministro. Talvez – porque as exigências dessa revolução implicam uma noção de velocidade e de ruptura que tornam a era do vapor um idílico pôr-do-sol.

Mantendo as marcas da sociedade dual que o sociólogo Adérito Sedas Nunes detectou nos anos de 1960, com segmentos de produção científica e de organização empresarial do primeiro mundo com vastas camadas de população sem o ensino secundário a trabalhar em empresas ineficientes, Portugal vai sofrer um choque que ditará o seu próximo ciclo de desenvolvimento.

Entretidos com a próxima greve, o conflito politiqueiro ou com as indignações do dia das redes sociais, os portugueses estão a passar ao lado destas ameaças (e das suas oportunidades). Era bom que, para lá das medidas anunciadas pelo Governo, houvesse novas acções de formação, novos currículos escolares, mais estímulos à reconversão empresarial ou mais aposta na ciência.

Para lá chegarmos, porém, teremos de acreditar que no próximo ciclo político haverá oportunidade para discutir o país e não apenas a agenda da constelação de estrelas e de cometas que gravita em torno do Estado.»

Manuel Carvalho
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16.9.18

Os robôs vão mesmo roubar-nos o emprego?



«As contas podem ser feitas de várias formas. Nenhuma favorece os humanos na guerra contra os robôs pela manutenção dos postos de trabalho. O Fórum Económico Mundial antecipa que os avanços da robótica e da inteligência artificial colocarão cinco milhões de profissionais no desemprego até 2020. A Universidade de Oxford defende, que nos próximos 25 anos, 47% dos empregos que hoje conhecemos podem desaparecer. A consultora EY avança que, em sete anos, um em cada três postos de trabalho serão substituídos por tecnologia inteligente e os vários estudos que a Deloitte já realizou sobre o tema referem que, até 2030, 40% dos empregos atuais não existirão.

Mas é o próprio partner da Deloitte em Portugal, Sérgio Monte Lee, a aconselhar prudência na análise. Como em todas as revoluções, também nesta a análise não pode ser feita apenas a partir de uma das perspetivas, a eliminação de postos de trabalho. É preciso refletir sobre a natureza dos empregos extintos e sobre a tipologia dos novos empregos que a automação ajudará a criar. Um dos estudos mais citados sobre o futuro do emprego, de Carl Frey e Michael Osborne (2014), demonstra que as profissões que enfrentam maior risco de substituição estão sobretudo associadas ao desempenho de tarefas rotineiras e braçais, mas não necessariamente pouco qualificadas.

A prática demonstra que a tecnologia está também a substituir profissionais qualificados, como contabilistas, analistas de crédito, bancários e outros que exercem funções complexas mas repetitivas. Mas nem por isso a qualificação deixará de ser relevante no futuro. O estudo da Deloitte reforça que os novos empregos a criar serão forçosamente mais qualificados, requererão uma reciclagem técnica constante e um leque de competências comportamentais-chave como a capacidade de resolução de problemas complexos, a criatividade e o raciocínio matemático, sem esquecer a inteligência emocional (a tal que nos distingue das máquinas).

As máquinas continuam a necessitar de humanos que as operem. Pelo que a cooperação entre homens e máquinas no mercado de trabalho afigura-se como o caminho mais certo e até os empresários já o reconhecem. “82% dos líderes empresariais esperam que as suas forças de trabalho humanas e tecnológicas funcionem, em equipas totalmente integradas, nos próximos cinco anos”, conclui um estudo da Dell realizado a 3800 líderes de empresas globais.

Revolução transversal

Na verdade, os impactos da inteligência artificial no emprego vão já muito além da substituição do homem pela máquina. Não é só o emprego que está a mudar, mas também o modo como procuramos emprego e os processos de recrutamento em si. A inteligência artificial já ganhou terreno na identificação de candidatos, na triagem de currículos e até numa das mais essenciais e críticas etapas do processo de seleção, a entrevista.

Se durante décadas a maior preocupação de um candidato era criar um currículo capaz de passar no crivo do diretor de Recursos Humanos, a tecnologia alterou isso. Há cada vez mais empresas a substituir a triagem manual de currículos (e até a validação das informações dos candidatos) pelo uso de algoritmos que aceleram o processo. Na fase da entrevista, momento determinante do processo de seleção, os robôs também já estão em destaque. O robô Vera, criado por uma startup russa em 2017, é já utilizado por gigantes como a Ikea, L’Oréal e PepsiCo, Microsoft, Burger King e Auchan para entrevistar candidatos — humanos! — em processos de recrutamento. Isto dispensa a intervenção humana dos especialistas em recrutamento e seleção? Ainda não, mas já lhes coloca tantos desafios como aos candidatos. A questão de fundo não é se os robôs vão ou não eliminar postos de trabalho. É se os humanos estão preparados para ‘coabitar’ com os robôs nas várias dimensões da sua vida.»

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7.5.18

Robôs de todo o mundo, uni-vos?




Um texto a ler muito atentamente. O que virá a acontecer é questão para um milhão de dólares, mas quanto a saber que aquilo que a China quer é isto não há nenhuma dúvida.
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