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18.8.18

8 Dias, 8 Viagens (6)



Baía de Ha Long, Vietname, 2009.
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15.11.17

15.11.1969 - «Give Peace a Chance»



Em 15 de Novembro de 1969 teve lugar «Moratorium March on Washington», considerado o maior protesto anti-guerra da história dos Estados Unidos, contra o conflito que então tinha lugar no Vietname: uma manifestação quase totalmente pacífica de meio milhão de pessoas, que se integrou num vasto movimento que percorreu a América, de S. Francisco a Boston, e não só. Apesar disso e como é sabido, a guerra em questão iria durar ainda quase seis anos, até 30 de Abril de 1975.

No protesto de Washington participaram políticos como Eugene McCarthy, George McGovern e Charles Goodell e cantores como Peter, Paul and Mary, Arlo Guthrie, John Denver e Pete Seeger que interpretou a celebérrimo canção «Give Peace a Chance» (lançada por John Lennon na Primavera desse ano), juntamente com os outros cantores e com a multidão que a terá repetido durante dez minutos.




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10.7.17

Casas «deles» (2)



Ho Chi Minh viveu e trabalhou numa parte desta casa entre 1954 e 1958. Hanói, Vietname, (2009).


4.6.17

Transportes «fora da caixa» (14)



Nada mais adequado do que estes românticos barcos para um passeio no Rio Perfumado. Hue, Vietname (2009).
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28.5.17

Transportes «fora da caixa» (7)



Não se vê, mas vão por aqui milhares de motoretas! É assim o trânsito em Hanói. Vietname (2009). 
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30.4.15

O fim da Guerra do Vietname – há 40 anos



No dia 30 de Abril de 1975, a rendição de Saigão (actual Ho Chi Minh) pôs fim à Guerra do Vietname que durou quase duas décadas e se saldou, como se sabe, por uma estrondosa derrota dos norte-americanos.

Foi motivo para grandes contestações enquanto durou, despertou para a política toda uma geração, nos Estados Unidos e não só, esteve na origem de protestos um pouco por toda a parte. Até em Portugal, em tempos de fascismo e apesar de proibidas, tiveram lugar pelo menos duas manifestações em Lisboa, em 1968 e em 1970. Quem lá esteve lembra-se certamente da polícia a pé e a cavalo, na Duque de Loulé (era lá que se situava então a Embaixada dos EUA), a dispersar tudo e todos à bastonada. Mas confesso que só interiorizei verdadeiramente a dimensão do que foi o conflito em questão quando estive no Vietname.

Nunca esquecerei o War Remnants Museum, um dos mais terríveis que percorri, onde se encontram muitas imagens, instrumentos de tortura e outros pavorosos testemunhos da ferocidade de que o homem foi e é capaz. Foi muito difícil percorrê-lo depois de ter visitado Cu Chi, «Terra de ferro, cidadela de bronze», como se autodenomina, localidade a 60 quilómetros a Noroeste de Ho Chi Minh, que se orgulha de ter contribuído de um modo muito especial para a vitória da «Guerra anti-Yankees». É lá que se encontram 200 quilómetros de túneis que serviram de vias de comunicação, de esconderijo, de hospitais, e até de salas de parto, para os resistentes vietnamitas. Se tinha lido varias descrições, o que vi toca os limites do inacreditável.

E, para além de tudo isto, é quase impossível perceber como é que os americanos alguma vez acreditaram que podiam ganhar aquela guerra, apesar dos dois milhões de mortos que ficaram para trás.

Dois vídeos, um sobre o Museu, outro sobre os túneis de Cu Chi:





A ler, notícias de hoje:

30.4.14

Saigão, 30 de Abril de 1975



Há 39 anos, a rendição de Saigão (actual Ho Chi Minh) pôs fim à Guerra do Vietname – ou «Guerra anti-Yankees», como lhe chamam os vietnamitas – guerra que durou quase duas décadas e se saldou, como é sabido, por uma estrondosa derrota dos norte-americanos.

Foi motivo para grandes contestações enquanto durou, despertou para a política toda uma geração, nos Estados Unidos e não só, esteve na origem de protestos um pouco por toda a parte. Até em Portugal, em tempos de fascismo e apesar de proibidas, tiveram lugar pelo menos duas manifestações em Lisboa, em 1968 e em 1970. Quem lá esteve lembra-se certamente da polícia a pé e a cavalo, na Duque de Loulé (era lá que se situava então a Embaixada dos EUA), a dispersar tudo e todos à bastonada.

Mas confesso que só interiorizei verdadeiramente a dimensão do que foi o conflito em questão quando estive no Vietname, há cerca de cinco anos.

Nunca esquecerei o War Remnants Museum, um dos mais terríveis que percorri, onde se encontram muitas imagens, instrumentos de tortura e outros pavorosos testemunhos da ferocidade de que o homem foi e é capaz. Foi muito difícil percorrê-lo depois de ter visitado Cu Chi, «Terra de ferro, cidadela de bronze», como se autodenomina, localidade a 60 quilómetros a Noroeste de Ho Chi Minh, que se orgulha de ter contribuído de um modo muito especial para a vitória da «Guerra anti-Yankees». É lá que se encontram 200 quilómetros de túneis que serviram de vias de comunicação, de esconderijo, de hospitais, e até de salas de parto, para os resistentes vietnamitas. Se tinha lido varias descrições, o que vi toca os limites do inacreditável.

E, para além de tudo isto, é quase impossível perceber como é que os americanos alguma vez acreditaram que podiam ganhar aquela guerra, apesar dos dois milhões de mortos que ficaram para trás.

Dois vídeos, um sobre o Museu, outro sobre os túneis de Cu Chi:




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16.1.14

Guerra do Vietname – a cantiga como arma



Em El País de hoje, pode ler-se um interessante artigo sobre o papel da música rock no protesto contra a guerra do Vietname. Mais concretamente, recordam-se «dez hinos», uns mais conhecidos do que outros, que corporizaram esse protesto e se transformaram em verdadeira forma de luta.

Mais: foi há meio século, a partir de 1964 e sobretudo nos Estados Unidos, que o «rock de causas» nasceu, precisamente com a guerra do Vietname em pano de fundo, para explodir na segunda metade dessa década como bandeira do movimento hippy. «Nunca como há 50 anos se pensou que a música podia não só parar uma guerra como começar a mudar o mundo» – bem verdade, até em Portugal (em meios muito restritos, é certo).

Ficam alguns desses «hinos», os outros podem ser vistos aqui.



Wait until the war is over / And we're both a little older / The unknown soldier / Breakfast where the news is read / Television children fed / Unborn living, living, dead Bullet strikes the helmet's head / And it's all over / For the unknown soldier.



Come you masters of war. You that build all the guns / You that build the death planes. You that build all the bombs / You that hide behind walls. You that hide behind desks / I just want you to know I can see through your masks.



Where have all the flowers gone? Young girls have picked them everyone / Where have all the young girls gone? Gone for husbands everyone / Where have all the husbands gone? Gone for soldiers everyone / Where have all the soldiers gone? Gone to graveyards, everyone / Where have all the graveyards gone? Gone to flowers, everyone.



We starve, look at one another short of breath / Walking proudly in our winter coats / Wearing smells from laboratories / Facing a dying nation of moving paper fantasy / Listening for the new told lies / With supreme visions of lonely tunes. 
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15.11.13

«Give Peace a Chance» - Washington, 15/11/1969



Em 15 de Novembro de 1969 teve lugar «Moratorium March on Washington», considerado o maior protesto anti-guerra da história dos Estados Unidos, contra o conflito que então tinha lugar no Vietname: uma manifestação quase totalmente pacífica de meio milhão de pessoas, que se integrou num vasto movimento que percorreu a América, de S. Francisco a Boston, e não só. Apesar disso e como é sabido, a guerra em questão iria durar ainda quase seis anos, até 30 de Abril de 1975.

No protesto de Washington participaram políticos como Eugene McCarthy, George McGovern e Charles Goodell e cantores como Peter, Paul and Mary, Arlo Guthrie, John Denver e Pete Seeger que interpretou a celebérrimo canção «Give Peace a Chance» (lançada por John Lennon na Primavera desse ano), juntamente com os outros cantores e com a multidão que a terá repetido durante dez minutos.




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30.4.13

O fim de uma terrível guerra


Há 38 anos, em 30 de Abril de 1975, a rendição de Saigão (actual Ho Chi Minh) pôs fim à Guerra do Vietname.

Ocupadíssimos que andávamos por cá com o rescaldo das primeiras eleições livres para a Assembleia Constituinte, que tinham ocorrido cinco dias antes, pouca atenção foi prestada ao fim deste terrível conflito, mesmo por aqueles que tinham andado pelas ruas de Lisboa em pelo menos duas proibidíssimas manifestações, em 1968 e 1970. Quem lá esteve não esqueceu a polícia a pé e a cavalo na Duque de Loulé, onde se situava a Embaixada dos EUA, a dispersar tudo e todos, à bastonada, nem as tradicionais correrias para lhe escapar. Mas se também lá estive, e se desde o início escolhi «o meu campo», confesso que só interiorizei verdadeiramente a dimensão do que foi o conflito em questão quando estive no Vietname, há quatro anos.

Nunca mais esquecerei o War Remnants Museum, um dos mais terríveis que percorri, onde se encontram muitas imagens, instrumentos de tortura e outros pavorosos testemunhos da ferocidade de que o homem foi, é e será capaz.

Devo dizer que me foi muito difícil percorrer este museu, depois de ter visitado Cu Chi, «Terra de ferro, cidadela de bronze», como se autodefine, localidade a 60 quilómetros a Noroeste de Ho Chi Minh, que se orgulha de ter contribuído de um modo muito especial para a vitória da «Guerra anti-Yankees». É em Cu Chi que se encontram 200 quilómetros de túneis que serviram de vias de comunicação, de esconderijo, de hospitais e até de salas de parto para os vietnamitas. Tinha lido varias descrições, mas o que vi toca os limites do inacreditável.

E, para além de tudo o resto, torna-se impossível perceber como é que os americanos alguma vez acreditaram que podiam ganhar aquela guerra, apesar dos dois milhões de mortos que ficaram para trás.

Veja-se ou reveja-se:

Dois vídeos, um sobre o Museu, outro sobre os túneis de Cu Chi:





Um álbum de fotografias.
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7.4.12

Há viajar e «reviajar»



Abril é o mês habitual para marcar a primeira viagem do ano. Em 2012 adiantei-me e sofro as consequências: estou cá… Resta-me «reviajar», o que faço frequentemente.

Há três anos estava muito longe e bem melhor do que estou hoje: nesse extraordinário Sudeste asiático, num dos meus países preferidos – o Vietname –, mais concretamente em Hanói.

É uma cidade bastante desorganizada, um tanto suja, mas com belas avenidas e agradáveis pegadas arquitectónicas deixadas pelos franceses, templos, pagodes, dezoito lagos e zonas verdes. Tudo gira em torno da memória de Ho Chi Minh, desde muitas fotografias ao enorme mausoléu com o propriamente dito em carne e osso, em múmia impressionantemente perfeita, rodeada de segurança e veneração (nem fotos, nem shorts, nem rir ou falar alto, nem mãos nas algibeiras…) e à sua casa mantida inalterada.


Mas quem chega desprevenidamente a Hanói leva algum tempo a refazer-se das primeiras impressões causadas pelo trânsito! Seis milhões de habitantes e três milhões de motorizadas que serpenteiam entre carros e peões em todas as direcções, permitidas ou não, sempre a apitar. Com um ou múltiplos ocupantes – pai, mãe, bebé e gaiola com canário – ou mesmo porcos… Claro que há outras cidades em que já estive com trânsito caótico, como por exemplo Calcutá, mas o ritmo é outro. Como em Hanói, e também em Ho Chi Minh (antiga Saigão), nunca vi.



Pronto: durante meia hora, já me esqueci de Passos Coelho, de Relvas e do nosso regresso ou não aos mercados em Setembro de 2013. Onde estarei eu nessa data? O mais longe possível seria na Nova Zelândia… Porque não, talvez, quem sabe?!
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12.10.10

22.6.10

Na Cochinchina – também mas não só


Quase peço desculpa por dizer, uma vez mais, que não consigo tentar posicionar a Europa e os seus estados de alma, o Ocidente em geral e as suas crises, os PECs e contra-PECs, a não ser vistos de fora, de preferência a partir de onde se encontra agora o centro de tudo o que de verdadeiramente importante está a acontecer: a Ásia e, mais concretamente, a China e sua vizinhança.

Neste contexto, um texto que Le Monde publicou ontem sobre o Vietname, se nada traz de verdadeiramente novo, realça factos importantes e põe o dedo em várias feridas.

O povo vietnamita não esquece que a vizinho chinês o dominou durante dez séculos, mas copiou-lhe o modelo económico, com maior sucesso do que qualquer outro país do sudoeste asiático (5,3% de crescimento em 2009, em tempo de crise mundial, não é nada mau, mesmo se se regista uma certa inveja em relação 8,7% do mestre…) e sabe que a China é «o grande irmão, o único inimigo político e o principal parceiro económico». Isto apesar de tentar diversificar, olhando para Singapura e para a Rússia como aliados que quer ter em conta.

Os seus 86 milhões de habitantes correspondem à população de uma província da China e o seu PIB é 1/40º do chinês. A balança comercial é desequilibrada, a favor da potência mais forte, claro, que exporta maquinaria, computadores e automóveis e importa matérias-primas (petróleo, carvão e borracha).

Mas - e aqui há um facto importante a registar – o aumento de salários na China está a provocar deslocalizações de empresas para o Vietname, onde a mão-de-obra é mais barata. E o que faz Hanói? Aproveita e, simultaneamente, deslocaliza já para o Laos e para o Cambodja (isso não vem no artigo de Le Monde, mas sei-o eu) e começa a olhar para África – no fim da linha, sempre, e sabe-se lá até quando…

Continua portanto esta transumância da produção de bens e de serviços, também de pessoas, num ciclo talvez inevitável mas infernal, que nós, europeus e americanos, iniciámos – é bom não esquecer. Como acabará tudo isto? Sem nenhum risco de um efeito boomerang?

Foto: ruas de Hanói, onde estive há um ano.
Na página que se segue: alguns artesãos – com os dias contados.

7.6.10

Apocalipse Now


Evocando o fim da Guerra do Vietname, há trinta e cinco anos com a rendição de Saigão (30/4/1975), foi agora publicada uma série impressionante de fotografias, algumas delas inéditas, sobre este tremendo conflito que nunca será suficiente recordar (*).

Senti-me de novo transportada para cenários onde estive em Abril de 2009. Por muitos anos que viva, não esquecerei o War Remnants Museum, precisamente em Ho Chi Minh (antiga Saigão, como se sabe), onde se encontram algumas das imagens agora divulgadas, instrumentos de tortura e outros pavorosos testemunhos da ferocidade de que o homem foi, é e será capaz.


Devo dizer que me foi muito difícil percorrer este museu, depois de ter visitado, em Cuchi, os duzentos quilómetros de túneis que serviram de vias de comunicação, de esconderijo, de hospitais e até de salas de parto para os vietnamitas. Escrevi então neste blogue: «o que vi hoje toca os limites do inacreditável ou mesmo do inconcebível.»

Deixo, no fim deste post, dois vídeos - um sobre o Museu, outro sobre os túneis de Cuchi - e algumas fotos de «vestígios» exibidos no jardim do Museu.

Com um sentimento de «raiva» por ter um PR que aconselha, mesmo aqueles que (ainda) têm dinheiro  e gostam de viajar, a que se fechem neste claustrofóbico país. Mas isso fica para mais tarde, porque não quero misturar alhos com mais do que tristes bugalhos.

(*) Foi através de Rui Bebiano que cheguei à colecção de fotos, agora divulgada.

5.5.09

Multiculturalismos


















A cruz suástica é sinal de longevidade e a posição da mão representa a Fénix...

(Segundo informação de um guia - em Hue, Vietname)