14.11.08
Bloggers assexuadas?
ADENDA (*)
Ainda pensei passar pelo IV Encontro de Blogues, em parte para ouvir o que se diria, como resultado de um estudo, sobre Os bloggers têm sexo? Contributo para o mapeamento da participação feminina na blogosfera. De vez em quando, fazem-me umas perguntas sobre o tema e nunca sei muito bem o que opinar.
Mas o DN traz hoje o que parece ser um resumo do que lá vai ser dito e dou-me por satisfeita. Se o parágrafo que se segue corresponde a uma das conclusões do referido estudo, estamos conevrsado(a)s:
«Os homens participam na blogosfera por causa da cidadania, intervenção, debate e da troca de conhecimentos. Elas referem a apresentação de pontos de vista e actualizam os blogues com menos frequência, sendo que nenhuma o faz diariamente.»
Shyz, Ana, Jonas e tantas outras, esqueçam a cidadania e o debate, nunca, mas nunca escrevam todos os dias e, sobretudo, apresentem os vossos «pontos de vista» - vá lá saber-se sobre o quê, mas pode ser sobre receitas de cozinha ou sobre o guarda-roupa da senhora Obama.
Mas o DN traz hoje o que parece ser um resumo do que lá vai ser dito e dou-me por satisfeita. Se o parágrafo que se segue corresponde a uma das conclusões do referido estudo, estamos conevrsado(a)s:
«Os homens participam na blogosfera por causa da cidadania, intervenção, debate e da troca de conhecimentos. Elas referem a apresentação de pontos de vista e actualizam os blogues com menos frequência, sendo que nenhuma o faz diariamente.»
Shyz, Ana, Jonas e tantas outras, esqueçam a cidadania e o debate, nunca, mas nunca escrevam todos os dias e, sobretudo, apresentem os vossos «pontos de vista» - vá lá saber-se sobre o quê, mas pode ser sobre receitas de cozinha ou sobre o guarda-roupa da senhora Obama.
13.11.08
Comboio da liberdade

ADENDA (*)
Recordando que, há um século e meio, a ideia de ter um afro-americano como presidente não era apenas utópica mas impensável, o Público (Espanha) traz hoje um interessante artigo sobre as origens do movimento abolicionista nos Estados Unidos.
«A finales del siglo XVIII comenzaron a organizarse fugas en tren de afroamericanos que escapaban de las plantaciones del Sur para alcanzar los estados del Norte y Canadá. La estructura se afianzó y empezó a conocerse, desde 1831, como El ferrocarril subterráneo (The Underground Railroad).»
(*) Contributo de Luís Bonifácio:
Existe um página especial sobre o "Underground railway".
Portanto, correu tudo bem?

Manuela Bernardino citada no Avante! de hoje:
«O que marcou de forma indelével o século XX foi a “possibilidade concreta de transformar o sonho milenar por que lutaram gerações e gerações de homens, mulheres e jovens em realidade”».
12.11.08
Madame la Marquise
No programa Vírus, hoje, no RCP, Pacheco Pereira comentou esta magnífica canção, referindo a seu respeito a Lei de Murphy ( se algo pode correr mal, com certeza que corre).
Não consegui deixar de pensar em Maria de Lurdes Rodrigues.
Não consegui deixar de pensar em Maria de Lurdes Rodrigues.
Grandes memórias
Esta tinha-me escapado. Em recente entrevista ao DN, Sócrates terá afirmado, a propósito da eleição de Kennedy:
«Lembro-me do debate que houve na América quando, pela primeira vez, um católico se candidatou a presidente (…) Lembro-me bem do que isso significou».
Ora Manuel António Pina, no JN de hoje, recorda que isto se passou em 1960, quando Sócrates tinha 3 anos.
(MAP refere também o episódio que já relatei das recordações de Santana Lopes quanto à compra diária de A Bola, quando tinha 8 anos e aquele jornal estava longe de aparecer todos os dias nas bancas.)
Só nos saem amnésicos – ou grandes criativos.
«Lembro-me do debate que houve na América quando, pela primeira vez, um católico se candidatou a presidente (…) Lembro-me bem do que isso significou».
Ora Manuel António Pina, no JN de hoje, recorda que isto se passou em 1960, quando Sócrates tinha 3 anos.
(MAP refere também o episódio que já relatei das recordações de Santana Lopes quanto à compra diária de A Bola, quando tinha 8 anos e aquele jornal estava longe de aparecer todos os dias nas bancas.)
Só nos saem amnésicos – ou grandes criativos.
11.11.08
Pinte-se a crise

«Compram-se mais bens inferiores, porque já não se tem acesso a bens mais caros. Mais pão, quando menos salame; mais bâton porque se gasta menos com roupa.»
Ferreira Fernandes
Segundo o NY Times, espera-se que a venda de bâton aumente 40%.
Curioso, mas talvez saudável. Ou uma variante de «Quem não tem cão, caça com gato».
«Biografia de um Inspector da PIDE» - Lançamento

Teve lugar, no passado dia 6, a sessão de lançamento do livro de Irene Pimentel, que tanta polémica gerou neste blogue e não só.
A apresentação esteve a cargo de José Pedro Castanheira, jornalista do Expresso, e o texto que então leu foi hoje publicado no Caminhos da Memória. Quem não teve a oportunidade de ler a obra, tem à sua disposição um bom resumo da mesma, bem como um certo número de reflexões que ela suscita.
Irene Flunser Pimentel, Biografia de um inspector da PIDE. Fernando Gouveia e o Partido Comunista Português, A Esfera dos Livros, 2008, 396 p.
10.11.08
As vozes que não se calaram
Miriam Makeba, essa grande senhora da luta anti-apartheid, morreu ontem com 76 anos. No currículo, trinta e um anos de exílio, que só terminaram com a libertação de Nelson Mandela. Ainda viveu o suficiente para festejar a vitória de um outro negro, o ponto final numa outra forma de apartheid.
Mesmo quem não se lembre do nome, recordará a canção.
Mesmo quem não se lembre do nome, recordará a canção.
Aí estão eles: os concertos para violino de Chopin
Na Pública deste Sábado, uma longa entrevista de Santana Lopes. Mesmo lida em diagonal, dá para matar saudades.
Um exemplo? Aos oito anos de idade, saía de casa todos os dias, às 8 horas da manhã, para comprar o Diário de Notícias e A Bola! Até eu, pouco dada a futebóis, sei que A Bola só passou a sair diariamente nos anos 90 (1995, mais precisamente). Julgo que Santana Lopes não terá nascido tão tarde assim (embora pareça, isso é verdade).
Mas a minha preferência vai para esta resposta, dada a propósito de um convite que terá recebido para participar numa reunião de estudantes marxistas-leninistas (!...):
- Tinha simpatia pelos maoístas?
- Não. Era uma convergência táctica. Nunca me considerei maoísta. Mas lia tudo. Os escritos de Mao Tse-tung, Engels, Estaline.
Um exemplo? Aos oito anos de idade, saía de casa todos os dias, às 8 horas da manhã, para comprar o Diário de Notícias e A Bola! Até eu, pouco dada a futebóis, sei que A Bola só passou a sair diariamente nos anos 90 (1995, mais precisamente). Julgo que Santana Lopes não terá nascido tão tarde assim (embora pareça, isso é verdade).
Mas a minha preferência vai para esta resposta, dada a propósito de um convite que terá recebido para participar numa reunião de estudantes marxistas-leninistas (!...):
- Tinha simpatia pelos maoístas?
- Não. Era uma convergência táctica. Nunca me considerei maoísta. Mas lia tudo. Os escritos de Mao Tse-tung, Engels, Estaline.
9.11.08
«É deprimente a militância do cinzento»

«Vivida a festa, porém, logo na manhã seguinte vemos alguns, dos que era lícito pensar que a celebravam, falando agoiros em nome da prudência, com caras soturnas e olhar sombrio. É deprimente a militância no cinzento. É a recusa do encanto em nome de qualquer desencanto que aí venha. É a recusa dos afectos porque amanhã estaremos todos mortos. Nós sabemos que os valores iluminam o sentido da História e os interesses fazem a gestão do cruzeiro da vida. (...)
Mas a ilusão que galvanizou essa noite, por muito que desfaleça, terá deixado na praia alguma verdade irreversível. E a verdade, como as baleias, não tem guelras: mais tarde ou mais cedo, tem de vir à superfície respirar. Depois de Martin Luther King, poucos acreditavam na viabilidade de um caminho entre o Pai Tomás e Malcolm X. Afinal havia um e Obama fez dele uma alameda.»
Nuno Brederode Santos
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